Eu Odeio Ser Contrariada!
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Capitulo 2 — Descobertas... (parte 2 de 7)
Rodrigo- Percebemos que várias pessoas da sala são tímidas. Uma pessoa daqui escreveu uma frase linda. Ela não tinha nome, mas nós temos a caligrafia dela.
Carmen- E isso quer dizer que....
Rodrigo- Que nós vamos descobrir quem é, e isso vai ser agora!
Magali- O que você vai fazer? Pegar nossos cadernos e comparar a caligrafia?
Rodrigo- Era isso que eu tinha em mente... Tem algum problema com isso senhorita Magali?!
Magali- Vai com calma, eu escrevi uma frase, pode olhar o meu caderno!
Mônica- Gente, vamos parar de brigar?
Os dois- NÓS NÃO ESTAMOS BRIGANDO!
Depois de muita conversa {briga}, o professor resolveu olhar os cadernos. Chamou várias pessoas, sem ordem. Logo foi ficando só duas pessoas.
Rodrigo- Vem aqui Mônica, sua vez, antes que a aula acabe.
Peguei meus cadernos e me levantei.
Mônica- N-Não professor. Minha letra não deve ter nada haver com a dessa menina.
Rodrigo- Como você sabe que é uma menina?
Mônica- Oras, você só chamou meninas e o Cascão...
TRIIIIIIIIIMMMMMMM
Rodrigo- Teve sorte, semana que vem eu olho o seu caderno.
Quando ele foi embora eu comecei a pular. Fui correndo para o meu lugar, acabei trombando com alguém. Meus materiais voaram, e as folhas com os meus poemas, cadernos, tudo se espalhou pelo chão, junto com os materiais dele. Eu estava em cima dele, pedi várias desculpas antes de me levantar.
Mônica- Me desculpaaa. Dc, foi sem querer!
Dc- Hum, Mônica?!
Mônica- É, sou eu.. O quê que foi?
Dc- O quê é isso na sua perna?
Ele estava apontando para a mancha roxa em minha perna, quando eu cai, a droga da minha calça levantou um pouco. Eu logo a abaixei, ninguém precisa saber sobre a minha doença.
Mônica- Não é nada. Nada.
Dc- Atá, vou fingir que acredito. Aqui estão seus papéis e suas coisas.
Ele me entregou e eu me levantei. Sorri, ele me fazia ficar confortável. Ele olhou para os dois lados e sorriu, ele estava feliz por estar aqui sozinho comigo? Quase anoitecendo?
Dc- Você não está com medo?
Mônica- M-Medo? N-Não, por quê?
Dc- Você está sozinha com um garoto com fama de galinha, á noite. E está gaguejando feito uma gaga.
Mônica- Eu não tenho medo de você. Eu sei me defender muito bem.
Dc- Sério? E se eu fizer isso?!
Ele segurou o meu braço e o torceu. Eu gritei muito alto, meus ossos doem por causa da doença.
Dc- Está doendo? Ih, desculpa, pensei que você soubesse se defender.
Eu não ia deixa-lo me pegar desprevinida e depois deixar por isso mesmo. Pulei nas costas dele. Ele se surpreendeu de inicio, depois se descontrolou e caiu. Eu cai em cima dele.
Dc- Vejo que você está muito pesada. Quem mandou comer muitos salgadinhos?!
"Ahh, agora ele pegou pesado!" Pensei enquanto batia com tapinhas nos ombros dele.
Olhei para o meu relógio, pulei quando vi as horas. Estava tarde, muito tarde.
Dc- Quê foi? Viu minha espinha?
Mônica- Não! Eu tenho que ir, vejo você qualquer dia!
Me levantei e fui em direção a porta. Olhei para trás e vi ele rindo.
Dc- Você tem hora para chegar em casa?!
Mônica- Isso não é da sua conta!
Dc- Tem razão, não sou eu quem está pagando.
Mônica- Eu tenho que chegar á minha casa em quinze minutos para alimentar o meu cachorro! Ele vai morrer se eu não chegar em casa agora!
Dc- Que isso? Você deixa o bichano passar fome?
Mônica- Nãão, é que meus pais viajaram e aposto que eles esqueceram de colocar água e comida para o Pôpo.
Dc- O nome do seu cachorro é Pôpo?
Mônica- Isso não importa agora! Minha casa fica a 12 quarteirões daqui, acho que se eu correr dá tempo.
Dc- Se quiser, eu posso dar uma carona para você salvar o Pôpo.
Mônica- Carona?
Dc- É, eu tenho carteira de motorista.
Mônica- Acho melhor não.
Dc- Por quê?
Mônica- Porque não!
Dc- Aff, está achando que eu sou pedofílo? Não vou me aproveitar de você. Pode confiar!
Mônica- Acho melhor não!
Eu sai pela porta e comecei a andar pelos corredores, só queria me afastar daquele guri.
Senti braços envolvendo minhas pernas, e me levantando para os ombros de alguém. Dei um grito, ele tinha apertado minha mancha roxa que estava em minha perna.
Dc- Você vem comigo. Ou o Pôpo vai sofrer.
Mônica- É você DC?! Me larga, está apertando minha perna!
Dc- Oh, esqueci, você tem perna torta!
Eu bufei e cruzei os meus braços. Esse menino é chantageador! Pior que eu. Só conseguia ver o chão, quando saimos da escola, ele bateu a minha cabeça no portão e eu gemi baixinho.
Quando ele me soltou. Eu olhei para os dois lados e respirei fundo. Ele me levou para o estacionamento.
Mônica- Vai querer me estuprar no meio do estacionamento?
Dc- Não.. Seria mais fácil fazer isso na sala de aula.
Mônica- Seu ignorante! Depois reclama que te chamam de galinha!
Dc- Eu nunca reclamei. Você é que mudou.
Mônica- Aham, agora eu vou embora antes que isso vire um discurso de como eu mudei depois de alguns acontecimentos!
Dc- Não, você não vai embora. Eu disse que iria te dar uma carona e agora vou cumprir.
Mônica- Mas eu nem aceitei a sua carona. Deixa de ser convencido!
Dc- Deixa você de ser ingrata! Sobe logo!
Ele apontou para uma moto.
Mônica- Uma moto? Só pode estar de brincadeira.
Dc- É, uma moto! Você esperava o que?! Uma carroça?!
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