Eu Nos Prefiro Quando Estamos Bêbados
2 Preciso de alguém
Notas iniciais
Pilaf estava fora de si, normal o imperador não estava de jeito nem um, seu mundo girava em em bolhas de maravilhas, era o maravilhoso mundo de Pilaf. Ele se sentia encantado por tudo a sua volta, inclusive por Shu, que estava servindo fielmente o vinho para seu mestre. Pilaf realmente se sentia mais feliz quando estava bêbado, adorava misturar bebidas como Vodka, Whiske e vinho, com essas misturas ele fazia drinks que uma pessoa normal sentiria vontade de vomitar. Em sua frente não estava uma garrafa de vinho, e sim, a garrafa da felicidade. Estar bêbado era sua forma de se desligar do entediante mundo real, seu juízo era desnecessário. Fui tomar juízo ,mas só tinha coca-cola. Era essa a frase que ele usava, questionar sua bebedeira era desnecessário, ninguém tinha que se interferir se ele estava bebendo como se o mundo estivesse acabando.
Pilaf tinha seus problemas apagados, pois a bebida havia sugado o seu oceano seco e o preenchendo com grandes ondas de álcool.
Seria até tolerável que bebesse muito vinho, mas não era só o vinho que ingeria : Vodka, Whiske, Licor, Tequila, Champanhe, Red Bull e suco de morango. Shu estava parado esperando uma overdose do Pilaf, era incrível e admirável a capacidade dele para beber tanto.
– Mestre, não acho bom que o senhor beba tanto — aconselhou Shu, com outra garrafa de vinho em mãos. — Já é a quinta garrafa que o senhor bebe, eu acho melhor que eu traga um chá para curar uma possível ressaca.
– Você não acha melhor nada. N.A.D... esqueci o resto, dani-se — falou em uma tentativa frágil de soletrar — Eu não quero chá, eu quero que você coloque seu bum bum aí — apontou para a cadeira a seu lado. Bum bum? será que a mente do imperador estava tão embaçada quanto sua voz?
– Senhor, eu não posso, sou seu servo e sei que o senho não gosta de mim, o senhor pode se arrepender depois de estar conversando com um criado. — Shu disse pesaroso e com a cabeça baixa, ele conhecia o Pilaf, sabia que depois ele ficaria o xingando dizendo que Shu se aproveitou da sua bebedeira para puxar assunto com seu mestre.
– Claro que eu gosto de você Shuzinho — Shuzinho? — sabe, Mai é mais útil que você ,porém, ela não é tão legal como você. — Shu entendeu as palavras de Pilaf como uma intriga, era até ante-ético ele falar de sua melhor amiga assim em sua frente. — Eu preciso conversar com alguém, qualquer pessoa serve. — falou bebendo um longo gole do vinho.
– O senhor não acha melhor que eu ligue para a sua psicóloga DogLa? — Shu tinha a intenção de ajudar e se livrar da bipolaridade de Pilaf, DogLa era contratada para ajudar Pilaf a si entender, mas ela era apenas uma tirana que ama gritar e dar ordens.
– Não, DogLa é uma inútil! que por sinal não me entende. — Pilaf abaixou o olhar fitando a taça trabalhada em detalhes.
As palavras da cruel DogLa não sairiam tão facilmente da cabeça de Pilaf, Pilaf a temia, " A culpa por você não ter as esferas é sua, é o fracasso tomando conta de você" , essas palavras fuzilaram o coração do imperador. Quem dera que DogLa só estivesse dito isso, ela disse que ele nunca sairia vivo dessa vida , disse que seria inútil ele continuar lutando por isso, disse que os objetivos dele nunca se concretizariam. Como uma pessoa pode dizer isso a outra? ele se sentia uma sacola plástica voando contra o vento, essa era a pior sensação que ele poderia sentir a sensação de incapacidade.
– Eu estava aqui... pensando... — Pilaf disse lentamente — não vem valendo a pena aqui, só, eu estava escutando Ed. Sheraan e percebi que preciso de alguém para dividir esse império. Eu já cheguei em certa idade e vi que quero alguém, ou alguém, só não quero ninguém — as palavras giraram na mente de Pilaf, ele já não sabia o que estava falando, as palavras eram parecidas demais para lhe causarem uma confusão em sua mente.
Shu achava seu mestre um conquistador, quando ouviu que seu mestre precisava de alguém, Shu imaginou Pilaf rodeado de mulheres e de asas abertas em seu arem :
Embaixo do sol escaldante, Shu tinha os ouvidos entupidos por uma música eletrônica alucinante que o lembrava do verão agradável, a grande piscina do castelo estava cheia de mulheres, mulheres terraquias sem talento nem um além de exibir seu corpo esculpido, Shu tinha a estranha impressão de estar no meio de um vídeo do Flo Rida, ele viu seu mestre extremamente perdido, parecia não saber por onde começar, andou em direção à uma humana ; uma mulher alta de pele morena e com óleo no corpo que deixavam seu corpo levemente dourado, ela usava um biquíni branco com um feixe dourado. Pilaf e ela conversaram alguma coisa que eu não entendi, mas só sei que ela apontou com a cabeça para uma garota morena com o cabelo preto da cor do carvão e ela usava um biquíni rosa fluorescente, ela deu um sorriso simpático e acenou para Pilaf.
Shu balançou a cabeça algumas vezes tentando espantar o pensamento, era difícil ver Pilaf cercado por super modelos, ele poderia até querer-las, mas quem iria querer-lo? para Shu ele era apenas um marciano baixinho, azul e mal humorado ,o que deixava impossível imaginar Pilaf com alguma mulher dessas, essas mulheres são acostumadas a farrear toda noite, seria insuportável para elas terem que lidar com a seriedade do imperador.
Shu se sentou ao lado de Pilaf, colocou o cotovelo na mesa e apoiou seu rosto em sua mão. Tomou coragem e disse:
– O senhor já tem alguém em mente?
– Ainda não. — Pilaf falou, com a cabeça baixa em frustração.
– Mas que tipo de pessoa o senho pretende encontrar?
A porta se abriu de forma inesperada. Era DogLa. Ela era uma humana alta ; seus cabelos tinham um tom intrigante de castanho avermelhado e tinha cachos amassados ; seu rosto se parecia muito com o rosto de um cachorro ; seus olhos a deixavam com um ar raivoso e entediante ; ela usava um batom vermelho e Pilaf se perguntava se era para esconder sua semelhança com um cachorro ; seu corpo parecia o corpo de um pássaro, pois ela tinha uma leve barriga saliente e pernas desproporcionalmente finas ; ela usava uma roupa preta de couro, que a deixava com um ar de perigosa, mas não era a roupa que a deixava perigosa e sim a sua língua ; ela usava um salto alto verde-limão com um laço enorme o prendendo na perna. Shu e Pilaf compartilhavam a mesma opinião sobre DogLa: ela se parecia com o cão, pois chegava sem avisar como o próprio demônio.
– O que significa isso? — DogLa perguntou de braços cruzados fuzilando os dois com o olhar, Shu levantou da cadeira instantaneamente.
– * Oh whatcha say... — Pilaf começou a cantar Whatcha Say do Jason Derulo quando se tocou que DogLa havia feito uma pergunta. — * I gonna marry the night... i gonna marry in the dark — com movimentos rápidos, Pilaf ficou em cima da cadeira que anteriormente estava sentado e com um grande pulinho cheio de graça, conseguiu subir na mesa, ele chutou tudo que estava na mesa, inclusive as bebidas. DogLa se perguntava o que ele estava fazendo, ela arregalou os olhos quando se deu conta de que ele estava dançando como uma prostituta bêbada.
Os pequeninos braços de Pilaf eram como um escudo protegendo seu corpo, enquanto batia o pé fervorosamente na mesa.
DogLa sentiu uma vontade de vomitar, não pela estranha dança que Pilaf estava fazendo e sim, pela sujeira na mesa onde ele dançava : o copo de cristal que ele havia bebido whiske mais cedo havia quebrado e o imperador corria um alto risco de se cortar, o conteúdo das garrafas já estava derramado e manchando a toalha de mesa amarela com fios de algodão. DogLa era obssecada, obssecada por organização, se ela visse uma bolinha rosa feita com papel de chiclete de cinco centavos já era motivo para que saísse fogo pelos olhos e fumaça pelo nariz.
– Chega! Silêncio! — ela gritou e o imperador não parou de dançar e começou a cantar mais alto.
– Meu amo, por favor pare... — sussurou Shu, suplicando para que Pilaf parasse com o showzinho e notasse que a expressão da moça não era de muitos amigos, mas ele não ligava para o que ela fosse dizer ou fazer, ele se sentia confiante o suficiente a ponto de manda-la ir para o inferno, para isso, bastava a oportunidade e o momento em que ela o enchesse a paciência.
– Vocês acham que eu estou de palhaçada?! — exclamou batendo o pé no chão de forma brutal. Os grandes saltos dela, tocaram no chão fazendo um barulho tão forte quanto uma explosão química. Esse era o poder dos saltos extravagantes de DogLa : O poder dela era causar ondas de medo atravéz da explosão de seus passos, mas nesse momento, as explosões não teriam efeito nem um pelo fato de que ele não tem sanidade. — Olhe para você... — apontou com a cabeça para Pilaf, sua voz tinha um visível desprezo pelas condições atuais do marciano. — como que um bebum vai dominar o mundo?! com tal incompetência? você deveria ser motivo de inspiração para seus súditos, você deveria ser superior. — ela deu um longo suspiro que levantou seu colo e seus ombros — Bom, mas talvez eu possa resolver isso. Cachorro, dê um banho no imperador e em seguida leve um chá para ele. — ordenou, ela poderia ordenar algum empregado do imperador como se ela fosse a chefe? não, isso ela não pode fazer, mas como ninguém ali era valente o suficiente para questiona-la a ordem estava de pé.
– Um banho? — Pilaf e Shu perguntaram em coro.
– Sim, um banho.
– Eu não quero tomar banho.
– E eu não quero dar um banho.
– Ah, muito bonito... um não quer se lavar e o outro não quer banha-lo. Shu, agora me diga, você espera que eu dê banho nele? ah me poupe, eu sou uma lady! não posso dar banho em um homem, é imoral. — disse em tom de deboche. — Vocês vão fazer o que eu mandei! — berrou entredentes, sua perna direita se levantou um pouco. Aquilo foi a sua forma de ameaça-los, ele pretendia pisar com toda a sua força no chão caso fosse desobedecida.
Pilaf e Shu correram para o banheiro, foram rápidos o suficiente para ter surgido um flash por onde passaram. Agora só restava ao pobre Shu dar um banho no imperador.
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