Eu Nos Prefiro Quando Estamos Bêbados
3 Banhando o Imperador
Notas iniciais
A área estava liberada. DogLa havia ido embora, confiando em Shu e Pilaf sobre o Banho. Shu tinha amor a vida e não queria perder o pescoço ou ser torturado por um dos robôs de Pilaf. Mas não seria só Pilaf a sofrer com a fúria de DogLa: Pilaf não escaparia da psicóloga.
– Não vou tomar banho. — Pilaf disse de braços cruzados.
– Vai ou eu não passo perfume. — chantageou Shu.
– Fazer o quê... — lamentou Pilaf, ele não queria tomar banho, queria estar cheirosos com o cu sujo mesmo, e precisava tomar banho para passar perfume? não tinha momento certo para ficar cheiroso.
Pilaf se despia lentamente, a cada peça de roupa que ele tirava, mais seu rosto ruborizava. Quando o membro azul foi exposto, o rosto de Pilaf havia abandonado o tom azulado e havia ganhado um tom avermelhado que tomava conta de toda a sua face.
Os olhos de Shu curvaram-se como dois parênteses deitados, observando a vista erótica, talvez sua pressão havia baixado. Ele olhava encantado para Pilaf, olhava esperando que Pilaf disse-se algo, mas ele não disse.
Pilaf pôs as mãos em frente à seu membro e instantaneamente suas bochechas coraram. Shu havia saído da bolha de encanto em que estava preso segundos antes, e foi encher a banheira para Pilaf.
Pilaf observava o banheiro de forma constrangedora, era estranho estar nu na frente de Shu, para ele era estranho estar nu para si mesmo quanto mais para outra pessoa. Shu não ligava, ele estava até gostando de ver seu mestre assim, livre... é, livre, uma boa definição da nudez de Pilaf. Pilaf olhava para um lado, depois olhava para outro lado, sem saber onde se enfiar. A melhor coisa a se fazer nesse momento era se auto-ajudar : "Ignore a presença dele, aja como se ele não estivesse aqui" e assim seus nervos assumiam uma calma forjada. Essa ideia que ele teve foi a prova que sua consciência não o abandonará por inteiro, mas a maioria dele já havia ido embora.
A mente de Shu era consumida por pensamentos indevidos, uma granada de pensamentos sujos explodiu em sua cabeça.
Quando a banheira havia se enchido, Pilaf deu um pulo repentino que tirou um pouco de água da Jacuzzi, mas não havia problema o liquido que gerava a branca espuma faria aumentar o volume da água mesmo. Shu derramou algumas gotas do sabonete liquido de embalagem rosa-bebê, Pilaf havia se indignado com a pouca quantidade que o Shu havia jogado na banheira. Por acaso estavam passando fome para tanta miséria?
– Esbanje isso — Pilaf tomou o litro de sabonete liquido da mão de Shu e derramou metade do conteúdo da garrafa na banheira. Isso não daria boa coisa. Para a espumar "nascer" Pilaf se sentou a banheira e começou a bater suas pernas na água como uma criança.
Shu precisava passar a esponja no corpo de Pilaf, isso seria extremamente vergonhoso, ele, um ninja talentoso passando a esponja no corpo de outro homem...
Shu começou delicadamente deslizando a esponja pelos ombros de Pilaf, com um movimento inesperado, Pilaf tomou a esponja da mão de Shu e começou a balançar a esponja ensopada que respingou água por todo o cômodo. Havia voado espuma em Shu, a espuma havia acertado seus olho direito.
Agitado, Pilaf ficou jogando água e espuma para cima, molhando tudo enquanto dizia coisas sem nexo como: "Está trovejando espuma".
– Shu, por que você está me tratando como uma criança? — perguntou com a voz grogue.
– Porque você está em situação mental de uma criança. Uma criança bêbada ,mas ainda sim uma criança.
– É? — perguntou com uma sombrancelha arqueada.
– Ahã. — Pilaf puxou Shu pela roupa fazendo-o cair na banheira também.
– Pronto! agora você é uma criança também! — a palavra "você" na frase havia soado como "vochê" de tão arrastada que a voz de Pilaf estava. Ele começou a bater palmas.
Para Pilaf, estar em uma banheira era como estar no oceano irritadiço, as ondas surgiam com a hidromassagem, Pilaf se perguntava onde era ligado a hidromassagem do mar, quem ligava? como era o botão?. Estar em sua confortável jacuzzi trazia aquela vibe de Maiko Mermads, uma série sobre sereias que ele costumava assistir.
Shu arregalou o máximo seus olhos quando se deu conta de que estava com Pilaf nu em uma banheira. Ele tinha que segurar suas ideias imorais, mas com Pilaf em sua frente estava difícil.
– Shuzinho — disse dengoso — eu sou glamouroso?
– É, meu amo. — Shu disse em concordância.
– Você é apertável Shu, e você tem um rabinho bonito. — Shu se perguntou se Pilaf estava o confundindo com o Goku quando jovem, Goku... o jovem que admirava a beleza do próprio rabo... poético não é?
– Obrigada...
– Por nada lindeza. — Pilaf sorriu formoso, mas não haveria formosura nem lindeza no dia seguinte, Shu já o conhecia. — Eu queria alguém... queria as esferas... queria dominar o mundo... queria ver de novo o dragão... queria uma cama-elástica... — era uma lista impossível para Pilaf, mas o que custa sonhar? o alimento da alma é sonhar.
– Você se preocupa comigo?
– Sim. — isso já era um fato, Shu sempre esteve ali, e estava ali dando um banho naquele homem feito.
– Amigos não me trata como você me trata. Eu sei que posso contar com você — essa era um dos defeitos de Pilaf: ele se tornava uma pessoa extremamente sincera quando bêbado, talvez a bebida trouxe-se o liquido da verdade em sua mente. — pegue uma Cherry Coke para mim — apontou para o frigobar vermelho com a cabeça.
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