Notas iniciais
Boa noite maravilhosa e muito da SAFADA, minha gente! OMG que eu não sabia que vcs eram tão gulosos assim, choquei! Fiquei rosa chiclete como diria o outro xD Anywayyy ....brincadeiras à parte, eu quero agradecer imensamente todo o apoio, sugestões, opiniões e safadeza geral que contribuíram para a concepção do presente capítulo. Os votos dividiram-se, principalmente entre duas das opções. Eu me enrolei, enlouqueci, me perdi, me enrolei, temi, morri, ressuscitei e bem ... estou aqui morrendo de medo e insegurança .... o capítulo ficou ENORME, sorry! Lamento dizer, mas em principio minha próxima semana será algo conturbada, então é bem capaz da próxima atualização demorar para chegar. Aproveitem da melhor forma o capítulo. Caso tenha ficado uma bosta, a culpa é da Aleera ahahaha (brincadeira querida, obrigada meu anjo de pernas pro ar xD) Boa leitura! e Haja paciência!

Depois de toda a carga de nervos dentro do consultório de Gior, decidi com toda a minha força tentar fazer o que o meu amigo me aconselhara, que entre outras coisas, consistia em baixar a guarda e relaxar. E saí honestamente por aquela porta com isso em mente, mas toda a calma e relaxamento claramente se encontravam na lista de adiamentos do dia porque assim que cruzei a recepção em busca de Emma, vi uma das últimas pessoas que desejava ver naquele momento.

Emma estava logo atrás dela, e ao me ver aproximar, notei a mudança no seu semblante, o que fez na mesma hora a outra se virar e ficar de frente para mim. Ela estava usando um chapéu branco com abas exageradamente enormes para a ocasião sobre os seus cabelos castanhos presos em um coque baixo na altura da nuca. Algumas mechas em tom acobreado denunciavam as nuances da técnica de coloração que caíam graciosamente pelo seu rosto em tom pastel e que destacavam, também com leve exagero, a cor forte do batom carmim nos seus lábios finos e inexpressivos. O tom esverdeado dos seus olhos parecia mais escuro do que eu me lembrava, mas também podia ser da luz da clínica, e os seus dentes, assim que ela os mostrou, exibindo um sorriso falso, estavam tão brancos como a cor do seu chapéu chique, e exagerado. Como os seus dentes, com certeza braqueados recentemente.

– Olá Regina. – Cumprimentou-me com a sua cara perfeita, analisando-me com o olhar rapidamente sem disfarçar, antes de se inclinar para me plantar um beijo no rosto. – Há quanto tempo não é mesmo? Estava mesmo agora falando com a sua …. – Ela alargou o sorriso como se acabasse de se lembrar de algo absolutamente fabuloso. – … noiva … sobre como devem estar felizes com a aproximação do casamento. – Eu devo ter transmitido alguma coisa com a minha postura ou expressão porque ela logo soltou um risinho eufórico como o de uma adolescente e continuou. – Não dá mesmo pra fugir dos paparazzi, não é querida? Se facilitar acabam entrando até na suite de lua-de-mel! – Ela juntou as mãos como se estivesse pronta a aplaudir e riu da própria piada.

– Sim. – Sorri da mesma maneira falsa que ela, cerrando os dentes. Emma me lançou um olhar por trás dela como se pedisse para que eu não fizesse nenhuma estupidez, tipo apertar o pescoço àquela mulher como se ela fosse uma perua – o que na realidade ela era, sem qualquer intenção de denegrir a espécie (ok, ela era uma vergonha para a espécie) – e eu continuei como se não fosse nada demais. – Há muito gente interessada no que acontece na intimidade entre duas mulheres tão deslumbrantes e ricas como nós as duas. – Ironizei com um sorriso debochado.

– Certamente … — Concordou, descendo os olhos pelo meu corpo brevemente, provavelmente analisando as grifes das roupas que eu usava. – Então … — Ela desviou o olhar para o espaço à nossa volta, e continuou com interesse. – Suponho que essa visita à minha clínica não seja por mera cortesia.

– Sua clínica? – Questionei sem querer acreditar na cara de pau daquela mulher.

– Regina, meu amor, tá na nossa hora. – Emma se meteu, puxando a minha mão.

Christine soltou uma risada sem emoção e abriu espaço para que eu passasse por ela até me encontrar ao lado de Emma.

– Sabe como é Regina. Divórcio amigável tem dessas coisas. – Ela disse com um ar que eu não consigo definir de outra forma a não ser de cínico. – George sempre foi um homem muito generoso. E é por isso que eu me sinto na obrigação de intervir …. Vai que ele coloca todo o património em risco?! – Ela indagou em tom preocupado, mas que para mim não passava de encenação. Senti Emma me apertando a mão com força, e só por isso me contive. Não podia ficar de bate boca com Christine ali, não faria isso a Gior no seu local de trabalho, mesmo que aquela mulher não tivesse qualquer tipo de respeito por ele ou pelo que ele fazia. Ela o continuava chamando de George por amor de Deus! Calquei com força o salto da minha bota no chão e rezei para não abrir um rasgo no piso tamanha era a força que eu estava fazendo, mas o fato de ela não parar de falar também não estava ajudando. – Nem falo por mim, mas pela minha menininha …. George não está conseguindo lidar muito bem com a recente descoberta sobre a verdadeira paternidade de Emily, com certeza ele já falou com você sobre isso ... até porque vocês eram tão amigos quando …

– Desculpe Christine, mas nós realmente temos de ir. – Emma interrompeu, enlaçando o meu braço no seu e já se afastando comigo arrastada.

– Oh, tudo bem. – Ela sorriu. – Me desculpem vocês, eu que fiquei aqui falando sem parar. Mas vamos combinar um jantar para colocar toda a conversa em dia. – Ela deu um passo em nossa direção, e se inclinou para beijar Emma no rosto. Depois se virou para mim e exibindo o seu sorriso falsamente branco e iluminado, acrescentou de um jeito exageradamente amável. – Muito bom te rever Regina. Sua presença é como uma lufada de ar fresco na vida de George.

– É Giorgio! – Brami sem conseguir evitar. Ela me encarou espantada, mas depois tornou a sorrir daquele jeito irritante com aqueles dentes irritantemente brancos.

– Você está uma graça como sempre, querida. – Ela disse, me plantando um beijo de despedida na minha bochecha esquerda. – Até breve.

Antes de conseguir responder qualquer coisa já Emma me tinha do outro lado das portas da clínica, na rua, fazendo sinal a Edward para nos pegar. Ele parou o carro e nós entrámos rapidamente.

– Mas é muito vagabunda aquela mulher! – Clamei em voz alta dentro do carro. – Você viu a cara de pau dela? Só faltou exigir uma medalha pelos chifres que colocou em Gior … ah não, em George! Quanta falsidade! Gior é um trouxa mesmo!

– Amor … — Emma me puxou a mão para ela e a beijou, impedindo que eu continuasse gesticulando para o ar. – Não vamos deixar que nada estrague o resto do nosso dia tá bom? – Ela sorriu meigamente, me fazendo assentir com a cabeça, suspirando.

– Tem razão. – Respondi, tentando esboçar um sorriso. – Aquela mulher não merece que eu perca a cabeça. Vamos pra casa de Gior logo … acho que preciso de um banho quente e bem demorado de banheira. – Deixei cair o peso da minha cabeça no banco e fechei os olhos.

– Aceita uma sugestão melhor? – A voz de Emma me fez abrir os olhos novamente, e virei a cabeça para poder olhá-la.

– Melhor que um banho quente? – Questionei com um sorriso de canto. Ela encurtou o espaço entre as nossas cabeças, e deixou que os seus lábios macios rocassem levemente nos meus.

– Eu garanto. – Ela sussurrou em tom baixo, me deixando sentir o seu hálito quente demasiado perto da minha boca, o que fez com que os pelos da minha nuca enriçassem. – O que me diz?

Prendi o lábio inferior entre os dentes enquanto me decidia, se bem que não havia grande coisa para decidir. Minha mulher linda e deslumbrante estava ali bem na minha frente se insinuando de uma forma extremamente sexy para mim. Será que realmente interessava saber o que ela tinha em mente em concreto?

– Não me vai contar? – Perguntei baixinho, perdendo os sentidos na fragrância dos seus cabelos onde enterrei o nariz, encostando a boca na pele do seu pescoço.

– Isso realmente importa? – Indagou, me trazendo mais para junto dela, virando a cabeça para me deixar mais espaço no seu pescoço.

Soltei um risinho contra a sua pele, mordiscando o local com a ponta dos dentes. Abanei a cabeça levemente e murmurei um breve “não”, tornando a mordiscar a pele do seu pescoço. Senti ela se contorcer levemente o que sempre me fazia enlouquecer, mas antes que eu pudesse tomar vantagem desse fato, o som de alguém pigarreando chamou a nossa atenção.

– Ah Ed, é mesmo … você ainda está aí! – Escutei Emma falando entre risos.

– Oh perdão. Era pra ter saído? – Edward entrou na brincadeira, perguntando de um jeito brincalhão do banco da frente. – Para onde senhoritas?

Ia responder a ele, dizendo que era para nos levar de volta à casa de Gior, mas Emma se antecipou entregando um bilhete a ele.

– Esse endereço. – Ela informou simplesmente. Vi ele assentir com a cabeça e ligar o carro, começando a dirgir.

– Para onde você vai-me levar Miss Swan? – Indaguei mordendo o próprio lábio em antecipação.

Ela me tascou um beijo inesperado, me apanhando de surpresa, sugando levemente o meu lábio inferior e deslizou a boca até ao meu ouvido.

– O lugar realmente importa? – Segredou, me fazendo arrepiar com a rouquidão em que soou a sua voz.

Levei uma das mãos à sua nuca, enrolando alguns fios de cabelos loiros nos dedos e sorri, embora ela não pudesse ver o meu rosto na posição em que estávamos.

– Não … só importa que você esteja lá comigo. – Respondi beijando os seus cabelos.

– Ótimo. – Respondeu breve e logo depois se endireitou no lugar, me devolvendo o sorriso que ainda enfeitava os meus lábios.

Deixei a minha cabeça encostar no seu ombro e fechei os olhos, tentando esvaziar a mente de qualquer pensamento ou ideia inconveniente que pudesse cruzar o meu cérebro. Não podia continuar naquela guerra quase declarada, nem com Emma, e muito menos comiga própria. E principalmente e acima de tudo isso, não podia continuar a negligenciar a minha relação com Emma como Gior me falara, e com razão, apesar de me ser difícil admitir. Assim como era difícil aceitar que desta vez eu não conseguiria resolver tudo sozinha, que a solução dos meus problemas não estava na reformulação de um relatório ou dependente de um contrato milionário qualquer com alguma grife de roupa. Não … desta vez, eu teria de dar o braço a torcer e admitir que eu não estava no controle da situação. Isso me assustava horrores, é um fato, mas talvez tivesse chegado a hora de aprender a dominar os meus medos de forma diferente. Talvez bastasse fechar os olhos e permitir que a mão de Emma continuasse acariciando a parte interna do meu joelho sem que eu tivesse de me preocupar pelo amanhã. Talvez aquela mão adquirisse indícios de safadeza e conforme fosse subindo, e eu me sentindo levemente húmida, não tivesse em simultâneo de me preocupar em ter um performance avassaladora na cama com Emma. Talvez eu pudesse descontrair, me aninhar no seu abraço, e me deixar simplesmente ficar em vez de ir. Talvez ela assim continuasse do meu lado, talvez, se eu a deixasse me segurar sem medo de parecer fraca, ela me desse a força suficiente para permitir que eu a deixasse ficar para sempre comigo. Talvez …

– Não importa o quanto possa doer … — Sua voz soou rouca, demasiado baixa e emocionada ao meu lado, mas mesmo assim eu a escutei com atenção. – … eu vou sempre te amar.

Meu coração deu sinais de aflição, um medo horrível de a fazer sofrer se eu acabasse por ….

E mesmo assim, eu, movida pelo egoísmo, permitir que ela ficasse, talvez isso me tornasse uma pessoa horrível.

– Sempre é demasiado tempo. – Disse, em voz baixa. – Mas eu agradeço. – Colei os meus lábios ao canto da sua boca e lancei-lhe um sorriso que eu esperava que fosse feliz.

– Você não tem de agradecer por me ter aqui. Apenas me deixe ficar. – Pediu, me acariciando a lateral do meu rosto com o polegar.

– Tudo o que eu mais quero é isso … — Murmurei, esboçando um sorriso forçado. – Te deixar ficar. – Confessei ainda mais baixo. – Me perdoa …

– Shiuu … não. – Ela recolheu uma lágrima que pelos vistos já escapara e descia pelo meu rosto. – Não se cobra tanto. Não atribua a responsabilidade de tudo que acontece a você. – Se virou mais para mim, descendo a mão até às minhas sobre o meu colo. – Eu vou ficar.

– Emma, você não tem de …

– Você não me entendeu. – Franzi o cenho. – Eu não tou pedindo, eu estou te dizendo que eu vou ficar. E essa … é uma decisão minha, não sua. Sou eu que terei de viver com ela, não você. A responsabilidade é minha.

Mordi o lábio, apreensiva, apenas a encarando, arrebatada com a certeza que ela dizia tudo aquilo. Acenei positivamente com a cabeça, e mais lágrimas caíram dos meus olhos lacrimejantes.

– Chega de chorar, chega de pensar! – Exclamou abrindo um sorriso encantador, tão cheio de força que se alastrou aos meus lábios, que quando dei por isso, se rasgavam num sorriso semelhante ao dela. – Eu quero fazer outras coisas com você hoje. – Aquilo me fez rir e limpar rapidamente o rosto do resto de lágrimas que ainda permaneciam nele. – E quando eu fizer todas essas outras coisas com você, você não vai conseguir sequer andar, quanto mais pensar!

– Emma! – Dei um tapinha na perna dela, ainda rindo. – Eu preciso estar completamente apta para os exames amanhã.

– Oh, você estará, nem que eu tenha de te levar no colo! Agora deixa de ser chata e me dá um beijo daqueles hm?!

– Você tá muito mandona. – Cruzei os braços, me fazendo de difícil.

– E você muito pouco obediente. Tou vendo que terei de tomar medidas drásticas contigo. – Ela se virou para Edward e esticou o braço, colocando a mão direita no ombro dele. – Obrigada Ed. A partir de agora a viagem é comigo. Esteja aqui amanhã bem cedo para nos buscar. – Vi ela abrir a porta do seu lado sem nem me dar chance de perguntar onde estávamos, e logo ela reapareceu do meu lado, me abrindo a porta. – Vamos madame.

Revirei os olhos, mas aceitei a mão dela, saindo do carro. Só aí vi que ela trazia uma mochila nas costas.

– Onde você foi arrumar isso? – Perguntei, surpresa. – E o que tem dentro?

– Como estamos curiosas hoje. – Respondeu apenas, fazendo cara de mistério. – Vamos, quanto mais depressa entrarmos, mais depressa você descobre. – Ela piscou o olho, me puxando pela mão.

– Você foi nos trazer logo pra um hotel? Tá doida? E o tentar passar despercebidas? – Lancei sem esconder o meu estado de preocupação, enquanto me via sendo arrastada para o pátio em estilo inglês com jardim daquele edifício com cobertura.

– Confia em mim. – Ela disse, não largando a minha mão e adentrando a recepção rapidamente.

Observei enquanto Emma pegava o cartão de um dos quartos sem proferir uma única palavra com o pessoal da recepção. O rapaz que estava atrás do balcão sem colocar qualquer objecção cedeu-lhe o cartão e sorriu discretamente. Acenou com a cabeça na minha direção num breve cumprimento e mesmo antes de poder retribuir-lhe, já estava subindo para os apartamentos de cima no elevador junto com Emma.

– Você conhece o pessoal do hotel? – Indaguei dentro do elevador, espantada. Ela sorriu maliciosamente, se aproximou mais de mim, e me prensou contra uma das paredes do cubículo, do lado oposto à parede que tinha um espelho.

– Tenho os meus conhecimentos. – Respondeu num sussurro perto do meu ouvido forçando ainda mais o corpo contra o meu, encaixando uma das suas pernas entre as minhas no processo.

– Querida … — Respirei profundamente, levando imediatamente as mãos aos seus cabelos. – A qualquer momento o elevador pode parar e não me parece que isso seja apro… — Perdi a voz por segundos e senti as pernas fraquejarem com a perdição da sua língua envolvendo e chupando o lóbulo da minha orelha. – … apropriado. – Consegui concluir com dificuldade.

– O que não é … — Sua voz desceu uma oitava a mais ao mesmo tempo que eu sentia a pressão sobre o meu centro aumentar com a força da sua coxa contra mim. – … apropriado … é ficar tanto tempo sem poder foder você.

– Emma … — Me vi gemendo o seu nome em antecipação, sem conseguir controlar a onda de excitação que percorreu por completo a minha espinha. A verdade é que me surpreendi pela forma como a sua mudança súbita de comportamento mexeu comigo, me despertando sensações que eu parecia ter esquecido nas últimas semanas. – Você é muito … — As palavras se perderam na minha boca assim que senti a palma da sua mão descendo até à minha calcinha por baixo da saia que eu vestia.

– Gostosa? – Escutei-a de repente, me voltando a encarar enquanto brincava com o tecido da minha peça íntima.

– Não! Doida, você é doida! – Exclamei rindo, tentando me decidir se era caso para pedir que ela parasse com aquela tortura. Ou simplesmente que fosse em frente e a concretizasse logo de uma vez.

– Eu preciso te chupar. – Arregalei os olhos sem querer acreditar no que ela dissera, mas isso durou apenas meros segundos, porque dei por mim ajudando-a, subindo a minha saia até à cintura.

– Nós vamos ser expulsas daqui! – Exclamei entre risos, sem ter força suficiente para pará-la naquela loucura, pelo contrário, ainda a incentivando ao empurrar a sua cabeça contra o meu sexo coberto pela calcinha.

– Olha pra você. – Disse repentinamente me deixando confusa. – No espelho, olha pro seu rosto no espelho … – So aí encarei o meu reflexo no espelho que estava precisamente na minha frente. – Você fica linda quando goza. Seu maxilar inferior descai ligeiramente … – Ela falava pausadamente, sua voz carregada de tesão, me deixando louca sem muito esforço. – Seu rosto se contrai, e seus olhos … – Continuei me olhando no espelho e subitamente senti um dos seus dedos se infiltrando pela lateral da calcinha, procurando e facilmente encontrando o clítoris ansioso, o que me fez soltar um gemido baixo e revirar os olhos. – … seus olhos ficam assim mesmo, mas você tem de os ver em pleno orgasmo … é uma visão avassaladora. – Ela se calou, afundando o rosto na minha vagina, me tocando com a sua língua quente sem qualquer pudor ou medo de me rasgar a calcinha que ainda permanecia em mim.

Minha primeira reação foi fechar os olhos, mas ela murmurou contra o meu sexo, provocando uma vibração muito prazeirosa, exigindo que os mantivesse abertos. Obdeci, sendo o meu reflexo a primeira coisa que vi, antes de baixar o olhar brevemente para ela, entre as minhas pernas, vendo-a me chupar com cada vez maior intensidade.

– Emm .. – Mordi o lábio, me sentindo cada vez menos no controle dos meus quadris que se debatiam cada vez mais contra as suas investidas no meu centro. – O elevador …

– O … es – pelho … — Sua voz soou sufocada porque ela parecia relutante em afastar a boca de mim, puxando a calcinha com força para o lado com os dedos. Subi de novo o olhar até ao meu reflexo e percebi o meu olhar engrandecido pelo tamanho das pupilas que oscilavam de tamanho conforme ela afundava a língua em mim.

– Emm … por favor. – Deixei parte do meu peso cair sobre a parede onde estava encostada, e logo depois escutei um barulho de costura a ser rasgada. – Oh … você não fez isso … — Disse esbaforida sem parar de me mover contra a sua boca.

Ela se levantou num ápice me tapando a boca com a dela, me fazendo sentir o meu próprio gosto com os seus beijos mais eloquentes que as mais esclarecedoras palavras e me penetrou repentinamente, mas com muita facilidade devido ao nível alto de lubrificação da minha vagina.

– Desculpa … — Disse, me soltando os lábios e dirigindo a boca para a cartilagem da minha orelha, rodeando-a com a língua. – … mas eu comprei uma nova lingerie pra você. – Ofegou com a respiração alterada, se referindo à calcinha que rasgara com o puxão que ela deu no tecido delicado.

– Sua …. – Senti os primeiros espasmos nas paredes internas do meu âmago e agarrei-a pela cintura com força. – … safada … esse era … o seu plano …. Oh Deus! – Olhei num rasgo de segundo para o meu reflexo novamente e vi todo o meu rosto contorcido em prazer, meus olhos se ajustando rapidamente às sensações que trespassavam por mim, e a minha boca entreaberta, como ela dissera, o maxilar inferior ligeiramente descaído. – Acho bom que a lingerie seja de ótima qualidade. – Suspirei tentando não rir.

– É de excelente qualidade. – Respondeu, respirando pesadamente, tentando regularizar a respiração. – Como tudo que envolve você. Você me deixa louca. – Confessou, já se jogando de novo contra a minha boca levemente ressequida.

– Hey … amor … o elevador … — Afastei-a colocando uma mão no seu peito. Olhei em volta e vi o que acabara de acontecer. – … o elevador parou?

Ela pareceu sorrir inocentemente, mas eu conhecia bem demais todos os seus sorrisos e motivações por trás de cada um deles, então não foi difícil perceber que de inocente ali não havia nada.

– Você parou o elevador de propósito! E eu aqui com medo de … — Ela me calou com um beijo, descendo as mãos até às minhas coxas, perigosamente perto do rasto de humidade que podia sentir entre as minhas pernas.

– Vai negar que adorou? – Interrompeu o beijo para provocar. – Que amou ser devorada pela minha boca e fodida pelos meus dedos sob a ameaça de ser flagrada?

– Nojenta. – Insultei, puxando-a bruscamente pelo pescoço. – Safada … — Sibilei contra os seus lábios que ainda rastreavam a mim. – … você me paga. – Ameacei, anulando o espaço que restava entre nossas bocas, voltando assim a explorar com a língua todo o interior da sua boca em busca do controlo que ela me roubara.

– Hmm .. – Ela murmurou, tentando falar. – Eu quero muito que você me faça pagar tudo que eu mereço. – Disse, terminando o beijo, e me olhando com malícia, mas em simultâneo com a maior paixão e amor que eu encontrei no brilho do seu olhar. – Mas antes, nós vamos jantar.

– Eu pensei que o jantar fosse você. – Provoquei, me aproximando novamente e puxando o seu lábio para mim com os dentes, o tomando de seguida em um beijo. – Tou com fome de você e não de comida. – Murmurei, soltando-a.

Ela sorriu abertamente, um sorriso tão satisfeito e feliz que me fez sorrir junto com ela sem nem saber o porquê.

– Fico tão feliz em te ouvir falar isso. – Disse, subindo as mãos pela minha saia e a baixando, tentando me compor minimamente. – Vamos sair daqui primeiro. – Informou, e só aí reparei que ela apertou num botão na parede, do lado da minha cabeça, provavelmente o mesmo que fizera o elevador parar antes sem que eu desse conta, e que agora fazia o elevador arrancar.

– Estamos na cobertura? – Perguntei, me referindo ao último piso em que o elevador acabara de parar para a gente sair. Ela assentiu com a cabeça, e me deu a mão, me puxando para fora do elevador em direção ao quarto 108, que assim que entrámos comprovou-se ser uma luxuosa suite com uma enorme cama de casal, uma salinha de estar e um fabuloso banheiro.

Avancei até ao fundo da sala, onde duas portas envidraçadas davam acesso à cobertura. Espreitei pelos vidros e vi um jacuzzi exterior com uma forma geométrica um tanto ou quanto peculiar, formando a forma da ranhura de uma chave, preenchida com água límpida e borbulhante, e ao lado, duas cadeiras em madeira de praia com colchão por cima.

– Então … – Senti ela me abraçar por trás, descansando o queixo no meu ombro. – … gostou?

Ela me apertou mais contra ela, trazendo as minhas costas o mais próximo possível dela, e começou distribuindo beijos leves por toda a lateral do meu rosto e pescoço e por onde mais ela conseguia chegar com a sua boca. Não fiz nada para sair daquela posição, me arrepiando a cada novo toque macio dos seus lábios contra a minha pele. Emma se apercebendo do meu crescente entusiasmo depressa intensificou cada beijo, colocando maior pressão e urgência na forma que me beijava, entreabrindo a boca, mordiscando a pele com os dentes e a sugando logo depois, massageando cada pedaço com a língua apenas para a chupar de seguida.

– Gostou? – Perguntou, respirando contra a minha nuca. Ela desceu as mãos da minha cintura repentinamente, colocando-as nos meus quadris, empurrando a minha bunda contra o seu centro.

– Querida … – Suspirei, levando a mão à sua cabeça e enterrando os dedos nos seus cabelos. – Eu receio que não sei ao que você se está referindo ao certo.

Escutei a sua risada, seguida da sua mordida na minha clavícula, e me contorci toda acabando por rir também.

– Você tá feliz? – Perguntou de forma repentina. Sorri e me virei, ficando de frente para ela. Envolvi o seu pescoço com os braços e a beijei na boca suavemente, brincando um pouco com o seu lábio antes de responder.

– Eu nunca fui tão feliz como eu sou com você. – Ela sorriu imensamente com a minha resposta e desta vez foi ela que me beijou a boca, revirando todos os meus sentidos apenas com aquele beijo tão cheio dela mesma. – Hmm .. não vai tirar essa mochila das costas? – Perguntei, dando algum espaço entre nós.

– Sim … — Murmurou em voz baixa, colocando um sorriso repleto de segundas intenções nos lábios. – Quero que você vista o que tem aqui dentro pro nosso jantar romântico.

– Ah quer? – Cantarolei, entrando na dela, tornando a me pendurar no seu pescoço. – E o que mais será que vai querer que eu faça? – Provoquei entre sorrisos maliciosos.

– Não me provoca mulher. – Ela gargalhou se afastando por completo de mim. – Pelo menos não antes do jantar. – Acrescentou com um sorriso safado.

Vi ela tirar a mochila das costas, abrir o fecho e retirar uma sacola da Victoria's Secret e estendê-la para mim. Olhei meio pasma para aquilo, lendo o slogan escrito “Quem você vai ser essa noite?” em letras douradas sobre o fundo preto do saco. Me preparava para espreitar, mas Emma me impediu, fechando o saco nas minhas mãos.

– Quero que tome um banho primeiro. Vá. – Mandou quase rispidamente, apontando a porta do banheiro com a cabeça.

Eu olhei do saco para ela e depois soltei uma gargalhada curta, fazendo com que ela levantasse a sobrancelha sem entender a minha reação.

– Você não sabe mandar, querida. – Espicacei, mas diferente do que eu esperava ela largou um risinho misterioso, me deixando intrigada.

Ela se aproximou dos meus lábios, mas em vez de os beijar, deslizou o rosto pelo meu, posicionando a boca junto à minha têmpora, e sussurrou provocante:

– Então acho que vai gostar do presente que eu comprei pra você. – Ela piscou, e se afastou novamente, desta vez dirigindo-se à mesinha que havia ao fundo da sala com algumas bebidas.

Ela me fez sinal novamente para ir para o banheiro e eu acabei cedendo, balançando levemente a cabeça, com um sorriso nos lábios, embora não estivesse entendendo nada daquela brincadeira. O que importava? Estava feliz, e Emma ao que tudo indicava também. Respirei fundo e entrei no banheiro, colocando a sacola sobre um banco que estava postado ali. Me despi rapidamente, me livrando da calcinha preta que além de molhada, estava também arruinada devido ao rasgão que Emma dera na peça fina. Apesar de estar curiosa sobre o presente que ela me havia comprado, segurei toda a curiosidade e enchi a banheira com água tépida e entrei de uma vez só, deixando aquela frescura banhar toda a pele do meu corpo.

Tentei relaxar durante longos minutos, ou talvez não tivessem sido assim tão longos, e sim a culpa fosse da minha ansiedade que crescia de forma acelerada, transformando os minutos em intermináveis horas que não passavam tal era a minha vontade de estar com Emma. Decidi ligar o chuveiro e lavar todo o meu corpo rapidamente, e então, desliguei a água e saí da banheira sem ter a preocupação de me enrolar numa toalha. Olhei para o saco, mordisquei o lábio, e não me detive mais, alcancei-o sem demora, e o abri para descobrir que tipo de lingerie Emma tinha comprado.

A primeira coisa que minha mão alcançou foi um chapéu preto, e assim que o tirei para fora reconheci o tipo de chapéu que era.

– Ela ficou mesmo frustrada daquela vez! – Comentei em voz alta, rindo. Senti a textura do acessório por alguns segundos e o pousei no banco, pronta para ver o resto da fantasia.

A próxima coisa que tirei do saco foi um par de algemas revestidas com um género de pelúcia em cor rosa nas argolas que prendiam os pulsos. Minha mente se perdeu na memória da voz de Emma me confessando sobre aquela fantasia.

Ela mordeu o lábio inferior, e num rasgo de segundo me senti sendo completamente despida perante os seus olhos, apesar dela permanecer parada à minha frente sem fazer coisa nenhuma. Percorrendo a pele do meu rosto com os lábios, ela parou por instantes na minha têmpora, e segredou no meu ouvido a verdadeira proposta para aquela noite no hotel.

– Ou então .. – Sua voz soou como um ronronar manhoso tocando a pele da minha orelha. – …você poderia me algemar, me botar de quatro e me foder até a insanidade com o seu cassetete.

– Miss Swan! – Exclamei surpreendida, afastando o rosto para olhá-la. – Quem te anda ensinando essas coisas? – Eu ri, a puxando para um beijo logo de seguida selando o acordo silencioso.

Balancei a cabeça, me dando conta da nova humidade inexplorada entre as minhas pernas. Olhei novamente para o saco e ali estava o acessório que faltava: a réplica do bastão usado por policiais. Prendi o lábio inferior entre os dentes, deslizando a mão pelo objeto de cor preta, sentindo a textura macia e levemente escorregadia do material. Ela queria mesmo que a gente tivesse um jantar romântico com aquilo? Acabei por rir, e espreitar mais uma vez para dentro do saco, retirando o que faltava.

Era uma lingerie delicada, em modelo triquini, praticamente toda rendilhada a preto com desenhos com o formato de losangos. A única parte da lingerie que não era rendada era a parte do busto que era revestida com um material que imitava o couro, dando um equilíbrio muito sensual à peça.

Não sei se foi o tempo que fiquei analisando todo o conjunto ou a temperatura elevada a que deveria estar o meu corpo, mas a verdade é que, com a exceção de um único local, todo o meu corpo encontrava-se já praticamente seco. Decidi vestir rapidamente a fantasia, surpreendida comiga própria por qualquer objecção anterior que podia ter passado pela minha cabeça ter desvanecido igual a uma fumaça inconveniente. Acontece que aquilo resultara, se a ideia de Emma era me deixar excitada de novo, ela havia conseguido sem sequer ter me tocado ainda.

Olhei brevemente para o meu corpo no espelho do banheiro e sorri, adorando o resultado. Era bom que Emma não rasgasse essa, porque eu iria ficar muito zangada. O tecido delicado da renda assentava perfeitamente bem nas minhas curvas, deixando transparecer o meu umbigo através da transparência do material. E o modelo da copa do soutien deixava meus seios bem firmes e insinuantes formando um decote bastante generoso.

– Amor. – Escutei a voz de Emma do outro lado da porta, me fazendo desviar a atenção da minha imagem no espelho. – Tem um roupão atrás da porta pra você vestir.

De fato havia um roupão macio e felpudo pendurado na porta. Peguei nele e vesti-o sobre a lingerie como ela mandara.

Virei a cabeça para os restantes itens, coloquei o chapéu de policial debaixo do braço, peguei nas algemas, colocando-as dentro do bolso do roupão, e prendi o cassetete por baixo, na lingerie com cuidado para não a arruinar. Estava pronta para desempenhar o meu papel aquela noite.

Abri a porta e fui mais uma vez surpreendida com um carrinho com uma garrafa de champanhe dentro de um balde com gelo, perto da cama. Emma estava também com um roupão igual ao meu e entrava naquele momento pelas portas envidraçadas, caminhando até mim com um sorriso no rosto.

– Sabe Miss Swan … — Comecei, caminhando também até ela, com um sorriso repleto de malícia. – … para quem acaba de me oferecer o presente que você me ofereceu tá querendo mandar demais para o meu gosto. – Alfinetei parando na sua frente e buscando a sua mão direita, que postei sobre o meu quadril por cima do roupão, deixando que ela sentisse o volume do cassetete que estava por baixo.

Ela baixou os olhos brevemente até à própria mão, arregalando os olhos, e tornou a subir o olhar até ao meu. Aproveitei o seu estado contemplativo e coloquei o chapéu na minha cabeça.

– Então Miss Swan … acabo de receber uma denúncia anónima a seu respeito. – Disse de forma séria, reunindo todas as minhas forças para não cair na gargalhada com a cara que ela estava fazendo.

– Ah sim? – Ela balbuciou com um sorriso ansioso. Balancei positivamente com a cabeça e puxei-a mais para mim pelo cinto do roupão. – E o que vai fazer sobre isso? – Sua voz soou ainda mais ansiosa que seu sorriso que distorcia a cada novo estímulo provacado pela situação em que estávamos.

Apanhando-a desprevenida, dei um tapa na sua mão que ainda se mantinha sobre o cassetete na lateral do meu quadril, fazendo-a me olhar surpresa e em simultâneo tirar a mão dali.

– Pra começar você tira a mão de mim e me sirva o jantar. – Ordenei com autoridade com o semblante sério. Depois esbocei um sorriso espevitado e falsamente inocente e acrescentei em tom trocista. – Você não prometeu um jantar romântico antes, querida?

– Tem razão. Eu prometi. – Respondeu baixo, se aproximando da minha boca para me roubar um beijo. – E eu cumpro sempre as minhas promessas. – Ela piscou, sorrindo de lado, e colocando uma mão sobre as minhas costas me indicando o caminho até à cobertura.

Assim que me aproximei das portas envidraçadas, vi que uma mesa com uma toalha vermelha havia sido colocada ao lado do jacuzzi, mais resguardada, no canto. Dirigimo-nos até lá e me surpreendi com os canapés coloridos de delícias do mar que além de terem ótimo aspecto também deviam estar deliciosos. E assim que Emma pegou em um e me deu à boca para experimentar, tive a prova, realmente eram deliciosos.

Me sentei à mesa, retirando o chapéu de policial da minha cabeça e soltando o cassetete que estava preso na lingerie por baixo do roupão. Pousei ambos os objectos num banco baixo que tinha ao lado da mesa, e assim que o fiz vi os olhos de Emma desviarem para os artigos.

Pigarreei, chamando a sua atenção novamente para mim, e sorri maliciosamente. Ela devolveu o sorriso e esticando o braço puxou o carrinho de cateringcom os nossos pratos, provavelmente entregue por um dos funcionários do hotel quando eu estivera no banheiro.

Em silêncio dispôs o risoto de cogumelos à minha frente e abriu a garrafa de vinho tinto, enchendo cuidadosamente o meu copo. Estava tudo maravilhoso e ela sabia, e pela primeira vez nos últimos dias, eu me sentia extremamente tranquila, e espantosamente, sem um único indício de mal-estar me incomodando.

Comemos com calma, entre olhares cúmplices e felizes, enquanto falávamos sobre trivialidades. Emma não me deixara nem por um segundo tocar em assuntos tensos ou desagradáveis, e eu tive de agradecer internamente, porque se eu fosse deixar o meu cérebro muito tempo por sua própria conta, seria mais que certo que ele acabaria por estragar tudo. E era bom estarmos assim, parecia que o fato de estarmos num lugar diferente da nossa casa, curtindo um tempo nosso, fazia com que os problemas ficassem para segundo plano e que deixassem de assumir o peso tão grande dos últimos tempos.

Tomei um gole generoso de vinho, absorvendo-o devagar, deixando o líquido passear pelas diferentes regiões da língua, sem pressa de o engolir.

– Gostou do vinho? – Emma perguntou quase terminando o risoto do seu prato.

– Maravilhoso. – Respondi com um sorriso. – Aliás, tudo está maravilhoso.

Ela sorriu, satisfeita, colocando sem que eu pedisse mais vinho no meu copo.

– Miss Swan … — Tornei a falar, observando ela encher o copo, e só depois subi o olhar de novo até ao seu rosto. – … algo me diz que você quer me embriagar hoje. – Provoquei, subindo o meu pé ligeiramente debaixo da mesa e tocando a sua perna.

Seus olhos me encararam profundamente, a cor das suas íris subtilmente escurecidas, revelando a estado crescente de excitação que devia estar se apossando dela. Decidi usar isso a meu favor, e subi mais a perna, roçando o pé descalço demasiado perto da parte interna da sua coxa.

– Eu vou querer te embriagar hoje sim … — Respondeu, mordiscando o lábio com a ponta dos dentes, freando o sorriso desavergonhado que parecia querer se estirar pelos seus lábios. – … mas não é com o vinho. – Completou de um jeito matreiro se levantando para colocar as sobremesas sobre a mesa. – Aproveite meu amor que eu hoje sou sua camareira particular.

– Estou vendo que sim. – Retorqui num misto de divertimento e interesse. – E a senhorita camareira além de desemprenhar as funções de garçonete, faz mais o quê?

Ela riu, enchendo a colher de mousse de morango e colocando-a na boca de uma forma que me pareceu bastante obscena. Levou mais umas quantas colheradas à boca, saboreando o doce de forma faminta, e obscena, de tal modo que quase me esqueci de comer o meu.

– Oh … essa camareira aqui … – Ela limpou a boca ao guardanapo rapidamente, e se levantou. – É multifunções.

Ergui a sobrancelha apenas a olhando divertida, e ela sem que eu estivesse à espera, desamarrou o cinto do seu roupão, abrindo-o, me deixando em simultâneo boquiaberta.

Ela usava uma lingerie inspirada na fantasia de camareira de hotel nas cores preto com rendas a branco por toda a peça aludindo ao uniforme daquela profissional dos hotéis, mas em reduzido tecido incentivando à fantasia em questão.

– Gostou? – Perguntou com uma ponta de insegurança na voz.

Eu estava completamente abismada com aquela visão. Nunca na minha vida iria pensar em ver Emma usando uma coisa daquelas, não que ela não fosse arrojada quando ela queria ou que se negasse a experimentar coisas novas, mas aquela fantasia em específico, repleta de rendas e babados, certamente eu não adivinharia que um dia ela fosse usar. E de espontânea vontade! Escolhi não responder à pergunta dela por palavras, até porque meu instinto não me deixou alternativa a não ser me levantar, deixando o resto da sobremesa sobre a mesa, e ir até ela, puxando-a para mim. Ataquei a sua boca sem pedir licença, explorando-a sofregamente, conseguindo ainda reconhecer o sabor da mousse na sua língua. Ela gemeu abafado, surpreendida, mas não se afastou, pelo contrário, colou a sua pele quente mais ao meu corpo ainda coberto pelo roupão. Por outro lado, e é provável que tenha sido um pouco brusca, não me consegui impedir de arrancar o roupão que ainda caía sobre as suas costas, deixando-o cair no chão.

– Eu gostei tanto que acho que vou te pagar horas extras Miss Swan. – Respondi finalmente, me sobressaltando com a rouquidão em que saiu a minha voz. – Você tá linda … é linda … — Disse esbaforida, encantada por ela ainda poder sequer duvidar da sua extrema sensualidade. – … sexy e … — Beijei-lhe a base do pescoço, descendo a garganta, passando os lábios pela alça da lingerie presa pelo pescoço brevemente, antes de afundar o rosto no colo dos seus seios. – … maravilhosa … – Tornei a subir o rosto, voltando a atacar-lhe o pescoço e desci as mãos pelas suas costas, mantendo-a colada a mim. – … gostosa … – Apertei-lhe toda a zona das nádegas sobre a calcinha preta rendilhada a branco e encostei os lábios aos dela, roçando-os com suavidade. – … e deliciosa … e tudo o mais que eu poderia querer. Você é tudo, querida. – Apertei os meus lábios contra os dela com urgência e a sua língua logo recebeu a minha com desejo, debatendo-se e revirando com todas as minhas investidas naquele duelo molhado e quente.

Ficámos durante algum tempo naquilo, deslizando as mãos uma pela outra em gestos de volúpia e tesão, nos beijando e amassando mutuamente, até que deixou de ser suficiente. Emma abrira o meu roupão, revelando a parte frontal da minha lingerie e tentava arrancá-lo também por completo do meu corpo.

– Mas como estamos apressadas. – Sibilei contra a sua pele, mordendo-lhe o ombro. – Eu acho que … — Afastei-me ligeiramente para a olhar nos olhos, um pouco ofegante. – … primeiro a senhorita tem serviço a fazer no quarto. Me diga … já trocou os lençóis da cama como eu mandei?

Ela me encarou divertida, tentando também por sua vez regularizar a respiração.

– Você tá falando sério? – Perguntou incrédula, assim que reparou que eu não sorria, pelo contrário, estava bastante séria. – Mas amor … a gente ainda nem fez nada em cima daquela cama pra ter de mudar os lençóis. – Continuou tentando se passar por engraçada.

– Está desobedecendo a uma ordem minha? – Lancei maldosamente, sem esboçar um único sorriso. – Miss … – Como eu disse mais cedo, estava pronta para desempenhar o meu papel. – … como era mesmo o seu nome?

Seus olhos me analisaram atentamente, percorrendo o meu corpo de cima a baixo, e se detendo no meu rosto depois. Seus lábios fecharam, se apertando fatalmente numa linha recta, fazendo os músculos do seu rosto estirarem em tensão. Antes que ela pudesse dizer alguma coisa, me afastei mais um pouco dela, e me inclinei, pegando no chapéu e no cassetete sobre o banco onde os deixara.

– O seu nome é o que menos importa. – Continuei antes que ela pudesse pensar em algo para responder. Coloquei o chapéu de policial na cabeça, e manusiei o bastão com as mãos, encostando-o depois no seu abdómen tapado pelo mini-avental de camareira que ela usava. – O que importa aqui é que você, senhorita, cometeu um crime … – Falava pausadamente, deixando a adrenalina tomar conta de mim, adorando muito mais do que poderia imaginar aquela encarnação súbita de papéis.

– Crime? – Ela sussurrou expectante, mas mesmo assim eu escutei, embora a sua pergunta tenha saído num fio de voz.

– Sim, crime. – Confirmei, circulando com a ponta do cassetete a sua barriga. – O crime de desobediência. Não me dá alternativa a não ser aplicar-lhe uma punição.

Um sorriso descarado tomou conta dos seus lábios, curvando-os nas extremidades sem que houvesse forma dela impedir. Eu, por outro lado, fechei ainda mais o semblante, enrijecendo a musculatura de todo o meu rosto, enquanto a fuzilei com o olhar.

– Você ainda sorri? – Indaguei severamente. Afundei a mão livre no bolso e retirei o par de algemas que tinha guardado ali. – Isso vai mudar. – Ameacei, voltando a me aproximar dela.

Se antes Emma podia não estar levando a sério a brincadeira, depressa isso mudou, assim que ela percebeu que eu estava realmente investindo na minha performance de policial para aquela noite.

Busquei pelas suas mãos, envolvendo os seus pulsos com as argolas das algemas, mantendo-as presas uma à outra enquanto ela assistia a tudo perplexa. Depois puxei-a pela corrente e forcei o meu corpo contra o dela, massageando a sua lombar atrás com a lateral do cassetete.

– Regina … — Suspirou, aturdida. – O que você vai fazer comigo? – Perguntou baixinho com a voz estremecida perto do meu ouvido.

Não a queria assustar de verdade como era óbvio, então beijei-lhe carinhosamente a face, e me desfiz brevemente do papel que desempenhava para responder-lhe com maciez na voz:

– Tudo o que você quiser amor. – Afastei-me para olhá-la e sorri com a mesma suavidade em que se transformara a minha voz. – Basta uma palavra sua e a brincadeira acaba. – Tranquilizei com carinho.

Ela sorriu, assentindo com a cabeça, e então eu a beijei na boca sem pressa. Ela foi-se adaptando ao beijo, colocando mais urgência nele, e eu interpretei isso como a minha deixa para o intensificar, tornando-o mais rigoroso e feroz. Afastei o corpo sem parar o beijo e fui puxando-a pelas algemas contra mim à medida que eu caminhava de costas para dentro do apartamento. Chegando às portas que davam acesso à sala virei as nossas posições, fazendo-a a ela andar de costas até as suas pernas baterem na cama.

– Deite-se. – Ordenei com autoridade. – Agora.

Ela obedeceu, se deitando de costas sobre o colchão, e eu contornei a cama até chegar também junto dela, subindo vagarosamente até me encaixar entre as suas pernas. Agarrei na corrente entre os seus pulsos quase bruscamente, mas com o cuidado necessário, camuflado, para não correr o risco de a machucar, e levei as suas mãos presas até ao topo da sua cabeça.

Ela me olhava imensamente, cada recanto do meu corpo sem conseguir disfarçar, passando a língua às vezes pelos lábios na tentativa de os humedecer, e tudo isso me impulsionava cada vez mais a continuar a brincadeira.

– Seu comportamento tem sido muito pouco exemplar. – Segredei junto ao seu ouvido, roçando o meu corpo no dela, ao mesmo tempo que percorria a sua perna com o cassetete, raspando-o contra a sua pele com alguma força. – Miss Swan. – Murmurei, mordiscando-lhe o lóbulo com os dentes.

– Se você continuar me chamando assim, eu vou …

– Vai o quê? – Cortei, subindo o cassetete até ao seu peito, deslizando-o de cima para baixo entre os seus seios apertados pelo soutien. – Vai gozar? – Atirei em uma gargalhada áspera, voltando a encarar o seu rosto levemente corado. – Ah mas nem se atreva! Eu juro a você, Miss Swan … – Enrolei com gravidade o som daquele nome na língua, deixando-o tocar o céu da minha boca por uns segundos a mais do que o necessário. – … se você se atrever a gozar antes da minha punição estar completa, eu …

– Eu acho que isso que você tá fazendo é abuso de autoridade, e eu conheço bem os meus direitos. – Ela me interrompeu, me desafiando com um sorriso triunfante nos lábios. – E eu acho que pra eu obedecer à sua autoridade, primeiro é preciso você me provar que é mesmo uma autoridade. – Disse num misto de ironia e deleite, percorrendo vagarosamente o meu corpo com os olhos de forma quase pecaminosa.

Levantei a sobrancelha, completamente apanhada desprevenida por aquela resposta, mas surpreendentemente aquilo em vez de me desanimar, ainda me excitou mais, porque se havia coisa que mais me instigara em Emma, essa era definitivamente uma delas: o facto de nunca se deixar ficar. Mesmo que a situação estivesse se direcionando a seu favor, ela nunca a aceitaria de forma completamente passiva, sem me provocar de volta. Sem arrumar uma forma de me estimular também para que as duas pudéssemos nos sentir em pé de igualdade. Era isso que ela fazia agora. Sorri maliciosamente.

– E como eu faço pra provar a você minha posição de autoridade, Miss Swan? – Provoquei, endireitando as costas e me deixando ficar de joelhos na sua frente enquanto ela se mantinha deitada.

– Pra começar … – Ela colocou ambas as mãos algemadas debaixo da cabeça, usando-as como travesseiro. – … a senhora policial poderia exibir seu uniforme na íntegra. – Eu desviei o olhar para mim própria, passando a mão sobre o roupão que ainda tapava parte da lingerie, e tornei a olhar para ela. Ela apenas mordeu o próprio lábio e fez um leve aceno com a cabeça.

– Hmm … – Analisei a sua proposta e sorri de canto. Depois subi ambas as mãos até à altura dos ombros e deixei cair aquela peça para trás, deixando o meu corpo livre da quentura incómoda do roupão. – Você tem razão, afinal de contas, isso aqui … – Aproveitei para passear as mãos pelas minhas curvas, sentindo o tecido delicado e semi-transparente da fantasia sobre o meu corpo. – … impõe um certo respeito, não é mesmo? – Questionei, inclinando a cabeça ligeiramente para o lado de forma insinuante.

– Oh se impõe …

– E que mais? – Perguntei logo de seguida, assertivamente, tornando a pegar no bastão que repousava entre os seus seios, descendo e subindo conforme ela respirava. – Me diga rápido o que eu posso fazer para melhorar minha forma de atuação no … — Puxei suas coxas bruscamente para mim, me encaixando melhor entre elas, e deslizei o cassetete da sua cintura, por cima do avental da fantasia, até ao meio das suas pernas. – … terreno. – Ela arqueou instintivamente os quadris contra o objecto que eu pressionava levemente contra o seu centro, me fazendo esboçar um sorriso perverso. – Vamos Miss Swan … precisamos avançar para o boletim de ocorrência desse seu crime de desobediência tão horrendo.

– Vem cá! – Exclamou, se sentando repentinamente, e subindo sem que eu pudesse fazer nada os braços até à minha cabeça, descendo-os logo depois sobre mim, me abraçando pelo tronco, de forma a me manter grudada a ela com as algemas que ainda uniam as suas mãos. – Eu não aguento mais tanta conversa! – Ela tascou um beijo de supetão na minha boca, arrancando um gemido de espanto meu. Mas se ela pensava que aquilo iria ficar assim, estava extremamente errada.

Revirei seus lábios com os meus, o tempo suficiente para a pegar desprevenida, e dei uma mordida mais forte na carne do seu lábio delicioso. Ela parou o beijo e me olhou estarrecida, passando a língua pelo lábio mordido.

– Tá muito abusada pro meu gosto! – Clamei como justificativa, fazendo os seus braços passarem pela minha cabeça, soltando-nos uma da outra. – Chegou a hora de pagar. – Ameacei, deitando sobre ela com o cassetete entre nossos centros, e escorregando as mãos sobre os seus braços até chegar aos pulsos algemados.

Ela não ousou abrir mais vez nenhuma a boca, apenas franziu o cenho quando eu procurei pelas chaves das algemas, soltando as suas mãos da clausura. Mas isso não durou muito, foi apenas o tempo suficiente para a tornar a algemar, desta vez às grades da cama acima da sua cabeça. Ela me olhou profundamente, seu olhar queimava de tão enegrecido que se havia posto, e eu segurei com a mão direita novamente no cassetete.

Aproximei-me do seu rosto, deixando cair algum do meu peso sobre ela, e cochichei no seu ouvido de maneira quase lasciva:

– Sabe onde você merece que eu enfie isso aqui? – Senti-a estremecer e torcer levemente o corpo sob o meu. – É isso que você quer não é sua safada? Me fazer te foder com isso sem dó nem piedade.

– Oh meu …

– Cala a boca sua empregadinha de quinta categoria! – Rugi, toda a adrenalina correndo acelerada pelas minhas veias, me fazendo ferver. – Não se anime tão cedo … antes você vai me pagar pela sua falta de respeito.

Ataquei a sua boca com brusquidão, abafando seus gemidos condoídos, e passei a língua pelo lábio que mordera, o chupando com força, fazendo com que ela se contorcesse o suficiente para escutar o barulho do metal das algemas batendo na estrutura da cama. Senti suas pernas me prendendo pelos quadris, e minhas mãos automaticamente desceram até às suas coxas, as apertando com vontade, inconscientemente buscando mais por sentir o calor do seu sexo contra o meu. Deixei esquecido por momentos o cassetete sobre a cama, enquanto tentava a todo o custo não ceder à vontade de rebolar contra o corpo dela. Concentrei-me antes no seu rosto, logo depois na sua garganta, mais abaixo, quase no fim dela, chegando aos ossos da clavícula, lambendo todo o relevo da pele em evidência.

Emma arfava e se contorcia, incontrolável, quase dolorosamente, puxando o ar para dentro e para fora dos pulmões, arcando o máximo que conseguia os ossos da pélvis contra mim, me deixando em simultâneo desvairada de tanto tesão. Tenho quase a certeza que nunca vira Emma daquela maneira durante todos os anos que já estávamos juntas e isso estava me enlouquecendo.

Desci a boca para os seios sinuosos cobertos pela lingerie e mordisquei a pele de todo o local a que tinha acesso. Ela suspirava cada vez mais descompassadamente, gemendo o meu nome nos seus lábios massacrados, pedindo, chegando num penúltimo suspiro a implorar que eu a tocasse.

– Mas eu … — Ofeguei contra o seu seio esquerdo, levemente avermelhado pela minha pequena agressão. – … estou … te tocando. Não sente? – Perguntei, fingindo desentendimento.

– Eu quero mais … – Ela me encarou desesperada, suas pupilas dilatadas, e seus lagos esverdeados claramente escurecidos em verde musgo. – … eu preciso de mais.

– Você vai ter mais. – Assegurei, agarrando com selvajaria na lateral da calcinha que era solta do resto da fantasia, puxando-a para baixo. – Você vai ter tudo que merece. – Me apressei a descer a peça íntima pelas suas longas pernas, quase perdendo a paciência e rasgando a calcinha no processo, mas me aguentei, e voltei a ficar entre as suas pernas. – Você tá tão … – Não cheguei a concluir, afundando o rosto no seu sexo antecipadamente encharcado.

Escutei o barulho das algemas mais uma vez, mas agora mais ruidosamente, e a absorvi com voluptuosidade, fazendo-a soltar sons entrecortados a meio a respirações destabilizadas do fundo da sua garganta. Possivelmente alguns hóspedes do hotel escutariam aquilo.

– Ai .. não para … – Suplicou, rebolando incontrolável contra a minha boca de tal forma que acho que meu nariz quase sofreu uma contusão. – eu acho que … tou quase …

Me endireitei ligeiramente, afastando a boca do seu centro e sorri maldosamente.

– Ah não vai não. – Ela arregalou os olhos sem querer acreditar, me fuzilando com o olhar.

– Regina … amor … – Vi ela atirar bruscamente os quadris para a frente como se seu próprio corpo também reclamasse a minha ausência, e negar com a cabeça com o seu rosto contraído em tensão. – Não faz isso comigo, eu preciso …

– Precisa de quê? – Provoquei, trepando igual a um animal faminto e selvagem pelo seu corpo até chegar novamente à sua boca ressequida. – Responda … do que você precisa? – Perguntei de novo, descendo uma das minhas mãos pela sua humidade, molhando-a ainda mais com o estímulo dos meus dedos no seu clítoris.

– Preciso de você.

– Mas você já me tem aqui … – Apliquei mais força com um dos dedos no nervo dilatado e alarguei o sorriso perverso dos meus lábios. – Bem perto de você, Miss Swan.

– Me fode de uma vez! – Gritou danada, me enfrentando com um olhar que beirava a cólera.

– Emma .. – Sussurrei, francamente maravilhada com o estado dela. – Nunca te vi assim.

Não a deixei responder, esfregando meus lábios impetuosamente nos seus. Apenas os larguei para a soltar das algemas, que uma vez libertas dos pulsos dela, fizeram com que suas unhas cravassem nas minhas costas, me arranhando sem compaixão. Ela tentou nos rolar na cama para ficar por cima de mim, mas eu não deixei, aplicando mais força contra ela. Em vez disso, fui empurrando-a, fazendo com que ela ficasse de barriga no colchão, e com a bunda virada para cima.

– Hey .. – Puxei um pouco algumas mechas de cabelo da sua nuca. – Eu disse que ia fazer tudo que você quisesse, lembra? – Ela supriu um gemido, eu notei, e então sem que ela tivesse de pedir mais alguma coisa, eu peguei no cassetete esquecido sobre a cama, ao meu lado, e o passei pelas suas costas, até chegar junto dos seus glúteos, firmes e tão deliciosos. Me moldei bem às suas costas, firmando os meus seios contra a sua coluna, e deixei a ponta do cassetete tocar a sua intimidade por trás.

Instantaneamente senti ela se empurrar contra o objecto cillindrico, tentando afundar nele, embora eu o mantivesse imóvel, apenas encostado à sua vagina. Beijei as suas costas, onde pude alcançar devido à posição em que estávamos, e dei uma estocada repentina, penetrando-a de uma só vez.

– Re-gi --- na – Gemeu trémula, acompanhando os meus movimentos. – Mais ..

– Mais? – Questionei, incerta, junto ao seu ouvido. Ela não respondeu com palavras, apenas abanou a cabeça de forma frenética de cima para baixo e empinou mais a bunda contra o bastão.

Dei um novo empurrão com o cassetete, desta vez deixando-o entrar mais nela, e ela quase urrou como um animal às portas da morte. No entanto, ela continuou se balançando, me fazendo acompanhá-la naquele entra e sai da sua vagina ao ritmo dos sons de melado que se faziam escutar baixinho sobre um ouvido mais atento.

Minha própria calcinha estava me incomodando, todo o melado que se apoderava do cassetete que eu enfiava nela, eu podia o sentir na minha própria peça íntima, ensopada. Num ato involuntário pressionei mais a outra ponta do bastão, a que estava na minha própria mão, contra o meu centro, começando a balançar com Emma. Ela deve ter notado porque seus movimentos intensificaram e seus gemidos diminuíram o intervalo entre eles.

– Eu vou .. – Não chegou a completar, porque ela claramente estava gozando no cassetete. Inspirei fundo, e ajudei-a a digerir aquele orgasmo, diminuindo gradualmente o movimento.

Ela deixou a bunda descair, se refastelando toda ela na cama, respirando pesado, e eu caí sobre ela também, não completamente satisfeita como ela parecia estar.

– Isso foi … – Balbuciou, ofegante. – … Incrível.

– Hum hum. – Confirmei, respirando quente no seu pescoço. – Você é incrível. – Disse, amaciando a voz, beijando a sua nuca, e inalando o perfume dos seus cabelos. – Eu te amo ainda mais que ontem por isso.

Ela fez força para que eu retirasse o meu peso de cima dela para se poder virar, e então eu me coloquei do seu lado, apoiando a cabeça na mão. Ela estava um pouco suada, apenas com a parte de cima da fantasia de camareira, e com um sorriso extremamente satisfeito nos lábios.

– Tira isso pra mim. – Ela pediu manhosa, se referindo ao resto da fantasia no seu corpo. Eu sorri, me sentando e ajudando-a a se sentar também. Percorri as suas costas com os dedos, desapertando o fecho do soutien com delicadeza, e libertei-a das peças que faltavam. – Obrigada. – Encostou os lábios suavemente nos meus, me deixando envolvê-los por momentos para os poder molhar. – Me deixa te ajudar a tirar a sua? – Indagou, carinhosa.

Era uma Emma diferente que estava ali agora. Eu gostava disso, alías, eu gostava de todas as versões de Emma: a carinhosa, a brava, a excitada, a alegre, a brincalhona, a trocista, a preocupada, e pelos vistos, a louca na cama também.

Assenti com a cabeça, esboçando um breve sorriso, deixando-a me ajudar a livrar daquele modelito de triquini, enquanto ela distribuía os carinhos mais prazeirosos e amorosos pelo meu corpo.

– Vamos. – Ela esticou a mão para mim, se levantando da cama completamente nua. – Eu quero fazer amor com você no jacuzzi borbulhante. – Ela riu, me fazendo rir também e aceitar a sua mão, desfilando com ela novamente até à cobertura, desta vez sem artifícios de nenhuma espécie. Apenas nós as duas juntas, nossos corpos desprovidos de qualquer barreira, e principalmente e acima de tudo, carregados com todo o nosso amor.

Notas finais
Um beijo grande e gordo a cada um de vcs! Ótima semana =)