Notas iniciais
Meu Deus do céu, quase 2 meses sem postar aqui hahahahaha, não me matem!

- Você é maravilhosa.

Suspirou dando um sorriso.

- Te amo.

- Amo mais.

- Não, eu que amo.

Ficamos ali discutindo “quem amava mais” por um tempinho, ele cantou musicas para mim por um bom tempo.

- Ta, agora vamos embora. – Pedro disse se levantando.

- Hã? Como?

- Assim ó.

Vi Pedro dando partida no barco, e senti meu sangue pulsar de raiva.

- Como assim? Como você fez funcionar? — Falei aparentemente nervosa.

- Calma, o barco não ficou sem gasolina, foi tudo combinado, desde o velho falando aquelas coisas estranhas, até eu chegar aqui e falar que estava sem gasolina.

Senti minha face corar, para o tom avermelhado. E ele, soltar uma risada.

- Pedro Lucas Munhoz, eu vou te matar, por que fez isso?

- Porque eu sabia, tinha certeza que seus planos eram, jantar fora, se divertir, conhecer pessoas novas, dançar, andar pela cidade, fazer compras e blá, blá, blá, todas essas coisas de mulheres.

- E daí? – Arqueei a sobrancelha e cruzei os braços.

- E daí, que não daria atenção para mim, eu não teria a chance de ter esse momento com você, só eu e você, eu precisava disso.

Ele arriscou um abraço, eu evitei.

- Você é imprevisível. – Falei irritada.

- Para de drama, vamos embora vai, ainda tem mais surpresa. – Lançou um sorriso, de matar.

Apenas assenti, e subi no barco, voltei o caminho inteiro em silencio, uma sonolência tomava conta de mim. Dentre alguns instantes já estávamos na praia da cidade. Aguardei sentada em uma mureta de pedras, enquanto Pedro acertava as contas do barco. Nem quis me aproximar, pois tenho certeza que ficaria brava com o pobre senhor, por ter ajudado Pedro a fazer uma maldade dessas comigo, sou birrenta MESMO!

Quando terminou, veio em minha direção lançando um olhar sarcástico e um sorriso maroto, como diz a Rochelle “cara de quem vai aprontar” (sim, eu assisto Todo Mundo Odeia o Chris). Desviei o olhar para o hotel, e me levantei.

- Vamos logo, to exausta.

Pedro riu e balanceou a cabeça, em sinal de negação, ouvi um “Ai como ela é mole” soar baixinho, como se ele tivesse dito para o próprio. Pensei em responder “Pois é, acho que você esqueceu que sou uma mulher grávida”. Mas não, resolvi ficar em silencio, estava cansada até para falar.

Percebi olhares diferentes no saguão do hotel. Eu estava acabada demais? Era esse o motivo dos funcionários me encararem tanto? Oh céus, como diz a Mayara “Que situação tensa colega”. Dentre todo o percurso até o quarto, Pedro não tirava os olhos do celular. Chegamos á porta da suíte, finalmente! Sem longas demoras pedi a chave do quarto para o Pedro.

- Deixa que eu abro. – Ele respondeu sorrindo. Eu apenas concordei.

Quando a porta do quarto foi se abrindo lentamente, notei pétalas de rosas espalhadas pelo chão, luz do quarto um tom alaranjado, essências de flores tomando conta do cheiro do local, ouvi barulho de águas se movendo. Fiquei surpresa, entrei espantada com a mão nos lábios desacreditando do estado que o quarto foi deixado, ao estado que ficou.

- Gostou? – Pedro perguntou fitando meu espanto.

- E, e, eu amei. – gaguejei boba.

- Pedi para abaixarem a luz do quarto e deixar conforme a iluminação das flores. Também pedi para que ligassem a banheira de hidromassagem, com águas mornas e essências de tulipas que relaxam a pele. Pedi pra colocarem essências de flores botânicas no quarto, sei que você gosta de parques ao ar livre. Ah, e sem esquecer, que deixei uma pequena surpresa em cima da cama.

- Ai meu Deus, mais surpresas? — Falei sorrindo. – O que é?

- Vai lá ver. – E lançou o olhar para a grande cama.

- Não acredito! – Falei lentamente, senti minhas pernas balançarem, me sentei na cama para não perder o equilíbrio. Desfiz o laço que embrulhava uma pequena caixinha, caixinha tal que era uma surpresa á parte, toda decorada. Nela havia diversas palavras com a letra do Pedro “Parabéns mamãe” “Sou uma benção de Deus “Mamãe eu vim pra te alegrar” “Meu papai te ama, mamãe” e diversas outras frases e palavras aleatórias, senti meu coração bater acelerado a cada uma que li. Quando finalmente abri a embalagem do presente, vi um pequeno sapato de lã, era branquinho e pequeno, tinha cheirinho de bebê. Minhas pupilas começaram a dilatar, senti meus olhos carregados de lagrimas grossas.

- Ai, eu te amo. – Falei espontaneamente.

Levantei-me emocionada, e pulei nos braços de Pedro. Ele me aconchegou em seu peito, e depositou beijos em meus cabelos acariciando-os. Repeti inúmeras vezes que ô amava. Aquele foi o presente que mais me emocionou. Não havia palavras pra descrever tamanha felicidade que tomou conta de mim aquele momento.

Foi a noite mais alegre no México, os dias passaram, a semana estava acabando e a decisão ainda não tinha sido tomada, mesmo sem querer estávamos evitando falar sobre o retorno ao Brasil. Uma hora tivemos que tocar nesse assunto, e eu sabia que não iria me decepcionar com a decisão de Pedro Lucas, já estávamos decididos, a ter nossa família. Quanto a isso, combinamos de colocar em ação assim que chegamos em São Paulo.

Ultimo dia de viagem 3 horas antes da viagem, meu celular toca.

Inicio da Ligação:

- Alô? – como sempre atendi recosa de quem pudesse estar do outro lado da linha.

- Merion?

- Sim, quem fala?

- A Tereza.

Olhei para o Pedro Lucas, minhas pernas bambearam, minhas mãos sentiram-se tremulas no mesmo instante, decidi não contar para ele quem, era, fiz um sinal para que ele aguardasse, e me retirei do quarto, fui para o lugar mais longe possível daquele corredor. E finalmente comecei a conversa.

- Ah, oi dona Tereza, há algum motivo importante para a senhora ter me ligado? – Fui educada.

- Há sim, quero saber como esta meu neto.

Me surpreendi, era isso mesmo que eu tinha ouvido?

- Ah, é, ah, ele esta bem. – gaguejei com um sorriso no rosto.

- Você já tem acesso á algum médico pra acompanhar a gravidez?

- Hum, ainda não.

- Já sabe quando retorna ao Brasil?

- Hoje mesmo, daqui a 3 horas, devo chegar ai, pelas 20h00 da noite.

- Então amanhã a gente providência isso, pode ser?

- Pode sim, por mim tudo bem.

- Ok, ah, e só pra saber, em que aeroporto vocês vão desembarcar?

- No internacional de Guarulhos.

- Ah sim, então tudo bem, tchau, boa viagem.

- Obrigada, tchau, tchau.

Fim da ligação.

Fiquei preocupadíssima com essa ligação, não a achei gentil, ela estava seca, parece que estava sendo forçada a perguntar tudo aquilo, mesmo assim ainda havia uma esperança de que isso fosse apenas impressão minha.

Ao retornar ao quarto, fiz questão de contar toda a conversa ao Pedro, com todos os detalhes, ele pareceu muito contente com a iniciativa e atitude da mãe.

Horas depois as malas já estavam arrumadas, e estávamos fechando a conta no hotel. Pegamos um taxi até o aeroporto, e aguardamos o avião que graças a Deus decolou sem atraso. Com outro ser humano dentro de mim, parecia que o medo de andar de avião havia se duplicado. Dormi no colo do Pe, basicamente a viagem inteira.

Finalmente chegamos em São Paulo! Depois de uma semana só de carinho, amor, diversão e descanso, estávamos de volta a nossa terra natal. Esperamos, esperamos mais um pouco, e mais um pouquinho, até que todas as nossas malas estavam em mãos, sem mais delongas pegamos um taxi ali no aeroporto. Primeira parada foi à casa de Pedro.

- Se cuida te ligo mais tarde. – Ele selou os lábios em minha testa, com as mãos apertando minhas bochechas.

- Pode deixar bonito, se cuida também, te amo.

- Eu também, muito, muito e muito. Agora vai pra casa direitinho e descansa bastante, boa noite.

Após me despedir dele, bati a porta do taxi e pedi para que o motorista continuasse conforme o caminho que eu estava orientando. Alguns minutos depois, vi minha vida tomando o pior rumo que poderia ter tomado, vou explicar direito.

Estávamos passando por uma avenida movimentada, um carro preto, de vidros escuros, parecia não sair da nossa cola, mas como sou desatenta que acabou percebendo isso, foi o taxista, ao tentar desviar desse carro, atravessamos o cruzamento em alta velocidade, e o carro preto ao tentar fazer o mesmo, acabou deslizando na pista, e acertando em cheio o taxi.

Primeiro senti um estrondo gigante, fechei o olho para não ver aquilo, me joguei no banco de trás onde eu já estava, deitei protegendo minha barriga.

Ouvi gritos, parecia uma explosão gigante, buzinas, freios de carros, tudo entrou na minha cabeça, me lembro com dor. O carro deve ter dado umas 5 capotadas antes de explodir, o taxi capotou 3 vezes, e se chocou contra o canteiro na avenida. Depois disso sofri uma forte pancada na cabeça, e perdi a consciência.

Notas finais
Ta horrível, mas... Voltem a me amar, e deixem reviews.