Notas iniciais
Primeiramente peço desculpas sinceras pela ausência, além da coisa da recomendação, meu note deu defeito.Tive de manda-lo para o concerto e só então eu estou tendo a oportunidade de postar. Obrigada a todos, mais uma vez peço desculpas. Não queiram me queimar viva. Bjuxx .seus lindos.

Pov's Seth

No momento em que entrei na casa Cullen, todo meu corpo se retesou e eu só não ataquei o vampiro fétido que estava ali porque Edward me segurou dizendo que ele era um amigo que também ajudaria e eu tive de me conter, mas o modo como ele me olhava curioso me deixava ainda mais atiçado para matá-lo, mas eu não podia fazer. Gareth era seu nome, mas parecia ter chegado atrasado para o "confronto".

No dia seguinte quando todos saíram, eu também sai. Eu me botei a correr pela floresta na forma lupina, pois precisava tirar a limpo essa coisa com Mike, não poderia seguir em frente sem uma explicação plausível da parte dele.

Ao chegar, me deparei com ele lavando o carro do pai, os fones metidos no ouvido e por isso não me ouviu rosnar. Todo meu corpo queria simplesmente se jogar por sobre ele e matá-lo, mas eu não podia fazer isso, mas lutar contra isso estava sendo mais difícil do que aguentar a primeira transformação, pois a pressão dentro de mim era maior do que eu podia aguentar.

Lutei contra mim mesmo por vários minutos, mas o lobo venceu e me transformei sem nem mesmo sentir. Quando eu estava prestes a pular, senti Vladimir se lançar por sobre mim, impedindo meu salto e tão rápido que eu nem mesmo consegui sentir sua aproximação.

Rosnei ainda mais alto e estava prestes a abocanhar sua cabeça quando ele começou a cantar em uma língua estranha a mim, ainda mais na forma em que eu estava. A música surtiu um efeito estranho em mim, pois ela estava me acalmando e funcionava como uma espécie de mantra e eu nem mesmo percebi o momento em que minha transformação foi cessada.

— O que você fez ? — questionei me surpreendendo por minha voz sair normal e não em um rosnado ou uivo.

Ele não respondeu, simplesmente continuou cantando e todo meu corpo quis se grudar ao dele e sem que eu me questionasse que o queria, nós estávamos nos beijando. Eu já havia beijado quentes, Jacob, Paul e Jared, um humano e agora beijava um frio e com isso entendia muito bem o porque de Jake ter preferido Edward á mim, aquele estava sendo o melhor beijo de minha vida. Sua língua não massageava a minha, ela fazia uma dança pornográfica dentro da minha boca.

— Vá conversar com Jacob ! — disse ele ao separar nossos lábios e fazendo um carinho leve em meu rosto.

— Mas ? — questionei.

— Conversaremos com calma, mas não aqui nem agora ! — disse ele — Vá para a casa de Jacob, agora !

E mesmo sem entender o porque daquilo eu obedeci, aliás eu nem sabia meu próprio nome depois daquele beijo.

Conversar com Jake era sempre a melhor coisa a fazer, pois ele sempre foi e será como o irmão mais velho que eu nunca tive e mesmo com toda aquela confusão de sentimentos que eu já tive com relação a ele.

A razão e a história da canção me fez gostar ainda mais daquele vampiro albino mesmo que meu corpo ainda quisesse matá-lo eu agora tinha motivos a mais do que respeito aos Cullen para lutar contra mim mesmo ainda mais porque sempre que ele estava por perto ele amenizava minha dor. Me lembro que ele se sentiu frustrado por tentar me curar e não conseguir.

Por mais que no começo eu tenha odiado Vladimir, ele era impossível de se resistir e de certa forma, mesmo que eu não demonstrasse, eu o usei, porque ele amenizava a minha dor de todas as formas que remédio nenhum no mundo seria capaz. Estar com Vladimir fazia com que eu sentisse meu corpo como um fio desencapado.

Meu pai, não gostou muito da ideia de ter um vampiro "namorando" comigo, mas ao perceber que quando ele estava por perto, eu não acordava gritando de tanta dor durante as noite e não tinha de ter meu pai e um ou outro lobo como minha babá durante a noite me vigiando, com medo que eu surtasse e novamente colocasse a vida de Mike em perigo.

E eu fui deixando acontecer, mas não queria que ele soubesse que eu gostava dele mais do que deveria gostar, porque ele tinha a vida de vampiro dele em outro país onde ele era quase ou líder da própria raça e eu ainda era infelizmente, um garoto de quatorze anos que mal havia entrado no Junior do colégio.

Me lembro muito bem de como foi nossa primeira vez, a primeira noite em que fizemos amor. Foi amor, sim. Toda a delicadeza que ele teve comigo e mesmo assim, não deixou de ser ele mesmo sendo rude nos momentos necessários e me fazendo entender que depois daquele dia, ninguém seria suficiente perto dele ou comparado a ele.

Meu pai, Billy e os outros mais velhos estavam em torno da fogueira falando sobre o que aconteceria, Leah havia ido na cidade ver como Charlie estava e eu acreditava que ela estava interessada nele.

— O que meu menino está fazendo ? — perguntou sua voz e segundos depois ele estava atrás de mim, mas sem me tocar.

— Tentando cozinhar alguma coisa, quer me ajudar ? — perguntei sentindo meu rosto queimar, odiava que qualquer um me chamasse de garoto, mas quando ele falava meu rosto queimava de vergonha.

— Você está tão gostoso assim, Seth ! — disse ele se referindo ao fato de eu estar de bermuda e uma camiseta regata preta apesar do frio que fazia — Aliás, quando é que você não é gostoso ? — perguntou enquanto suas mãos circulavam meu corpo.

— Não fala assim ! — falei abaixando meus olhos ainda mais.

— Por que você sente tanta vergonha, meu garoto ? — perguntou beijando meu pescoço — Você nunca fez amor ?

— Eu não sou virgem ! — falei fazendo com que ele me soltasse.

— Como foi ? — perguntou se sentando na cadeira mais próxima.

— Paul e Jared estavam se pegando perto do rio e eu pedi para entrar no meio, foi no dia em que te conheci ! — falei caminhando até o fogão e parecia que meu rosto é que estava sendo cozinhado porque estava cada vez mais quente.

— Dois ? — perguntou ele rindo — Você é mais safadinho do que eu pensava ! — disse ele e não era preciso olhar para ele para saber que em sua cara estava o sorriso mais sem vergonha do mundo — Mas não merece sexo apenas !

Suas mãos circularam minha cintura enquanto seus lábios me roubavam todo o ar que eu ainda tinha porque não conseguia mais respirar, aliás quem iria respirar tendo alguém como Vladimir te beijando ?

Ele me pegou no colo e segundos depois estávamos em minha cama.

— Não está com medo ? — perguntou ele, infelizmente afastando nossos lábios.

— Medo ? Nunca senti isso ! — falei e era a mentira mais deslavada do mundo. Eu sentia medo do que ele poderia fazer comigo.

— Garoto assim você acaba comigo ! — disse ele passando a língua nos próprios lábios.

Suas mãos ágeis trataram de despir meu corpo em segundos expondo meu corpo por completo a seus olhos que me fitavam da mesma forma que um andarilho olha para uma mesa com uma ceia e por mais que eu devesse sentir medo, aquele olhar me deixava ainda mais decidido que eu seria dele naquela noite.

— Tão lindo ! — disse ele em uma espécie de suspiro enquanto seus lábios percorriam a pele de meu peito deixando um rastro de beijos e lambidas pelo local.

A sensação de sua boca e suas mãos tão frias em contato com meu corpo quente me fazia ter espasmos violentos e soltar gemidos e por mais que eu pudesse tentar, era impossível conter os gemidos que escapavam por meus lábios.

— Me diga o que está sentindo, meu menino ! — disse ele e seus olhos pareciam estar mais escuros que antes, talvez fosse desejo — O que eu faço com você ?

— Me excita ! — gemi fechando os meus punhos na colchão da cama — Meu corpo está tremendo, e tudo que eu quero é beijar você !

— Só me beijar ? Não é o que seu corpo está dizendo ! — disse ele descendo de uma só vez em direção a meu membro e lambendo toda a extensão.

— Arrrr ... não faz isso ! — falei — Não me tortura !

— Mas eu amo torturar ? — disse ele repetindo o gesto e meus corpo arqueou em resposta ao estímulo, tentando levar meu membro de encontro a sua boca — Implore por seu próprio prazer, Seth !

A forma com que sua voz soou rouca ao dizer meu nome me fez gemer. Será que toda vez com um vampiro era assim ?

Por que se fosse, mesmo que ele não me quisesse depois e se sobrevivêssemos, eu queria e quero um vampiro só para mim, porque como é que se resiste a um ser que até mesmo o olhar te faz pensar em coisas nada castas e os beijos já te fazem se entregar totalmente submisso ?

— Por favor, Vladimir ! — pedi levando minhas mãos a sua cabeça e tentando levá-la de encontro com meu membro já duro desde a cozinha — Não faz assim comigo !

— Peça feito o garoto obediente que você é e eu te darei o que você quer ! — disse ele e sua mão direita desceu por meus testículos, apertando-os de forma firme e segura.

Minha respiração falhou com isso.

— Por favor, me chupa ! — gemi de forma rouca, pois minha voz e minha respiração já não existiam.

— Bom menino ! — disse ele com um sorriso tão safado que eu tive de fechar os olhos, pois acredito que seria capaz de ter um orgasmo só de olhar para ele.

Sua língua percorreu toda a extensão mais uma vez, só que sessa vez com mais contato entre ambos o que me fez urrar de prazer me agarrando á colcha e eu o senti sorrir antes de sua boca envolver a minha glande, com movimentos curtos, mas objetivos que estavam arrancando o fio de sanidade que me restava naquela noite.

— Você ainda não viu nada ! — disse ele retirando meu membro da boca e eu nem mesmo tive tempo de reclamar, pois logo ele engolira meu membro.

Devido a todo processo de transformação, meu membro não era de alguém de minha idade, era bem maior que isso e a sensação de tê-lo completamente envolto por uma boca fria como a dele te faz pensar que chegou ao paraíso mais pagão que pode existir.

Os movimentos que sua boca realizava em meu membro eram rápidos e ao mesmo tempo lentos, pois ele queria prolongar tudo aquilo sem sequer me permitir falar algo conexo, pois eu nem queria saber se alguém estava ouvindo meus gritos, eu era dele e ele era meu, mesmo que fosse naquele momento.

— Eu ... vou ... vou ... — Tentei alertar, mas antes de terminar a frase eu já estava me desfazendo em um dos melhores orgasmos que já tive e em sua boca. Ele ele tratou de sorver cada gota de meu orgasmo limpando meu membro após isso.

— O que eu faço com você, agora ? — perguntou passando minhas pernas por sua cintura.

— Primeiro ... se ... livra das suas ... roupas ! — falei com a respiração entrecortada.

— Nossa, que safadinho ! — disse ele se sentando na cama — Por que é que eu não te achei antes ?

Desde que que nos conhecemos, mesmo que estivéssemos ficando, eu nunca tinha visto o corpo dele sem ser pelos buracos feitos em suas roupas que surgiam devido aos treinamentos rigorosos que Jasper nos submetia.

Sua pele era de um branco tão pálido que poderia ser comparado á tons de Madre-Perola, e ao mesmo tempo parecia uma espécie de mármore que pedia para ser tocado e eu não consegui me conter, me sentei na cama e toquei seu peito nu. Tão frio e duro, mas eu podia sentir certa maciez por trás de tudo.

— Você é lindo ! — falei praticamente sussurrando.

— Não me comparo a você, querido ! — disse ele — Não chego a ter todo esse seu calor, seu cheiro que mesmo me fazendo querer matar a você, me faz querer te ainda mais perto de mim !

— Posso tocar seu corpo como eu quiser ? — questionei pois ele parecia incomodado com o meu toque em seu peito, mas eu não podia evitar — Eu preciso disso !

— Pode ! — disse ele virando o rosto como se a situação toda já não estivesse mais agradando.

— O que foi ? Você não gosta que toquem você ? — perguntei afastando minhas mãos.

— Não é nada ! — disse ele — É que eu gosto mais de tocar do que ser tocado !

— Me deixa te tocar e te mostrar o que eu posso fazer ? — perguntei levando meus lábios para seu ombro esquerdo.

— Seth, Seth, Seth ! — sussurrou ele enquanto eu beijava sua pele e suas mãos agarravam minhas costas.

Era difícil saber qual de nós dois estava sentindo mais prazer, pois eu estava duro outra vez somente por beijar seu corpo e por aspirar seu perfume e ele já não continha seus gemidos o que estava me levando á loucura.

Nossos toques começaram a ser recíprocos e assim como eu o tocava, ele me tocava e beijava meu corpo de todas as formas possíveis. Mesmo sem usar palavras, ele estava deixando claro que nem mesmo dois ficando comigo ao mesmo tempo, não chegavam aos pés do que ele era capaz de fazer comigo.

Quando dei por mim, já estava deitado novamente com as costas fixas na cama e ele estava por sobre mim, uma mão puxava meus cabelos e a outra estava por sob minhas costas até alcançar minhas nádegas e um dedo atrevido tentando adentrá-las.

— Tem certeza de que quer isso ? — perguntou ele fitando meus olhos de forma doce, o que não condizia com o momento — Pode ser mais doloroso do que você imagina !

— O que você está esperando, consentimento ? — questionei — Acho que isso é a resposta que você quer ! — falei descaradamente abrindo minhas pernas ainda mais.

— Seth, você brinca demais com o perigo ! — disse ele.

— Hoje o lobo quer ser devorado e não o contrário ! — falei com a cara mais sem vergonha que fui capaz de fazer.

Logo senti um primeiro dedo e ele não me incomodou em nada, pelo contrário porque era simplesmente frio e isso era prazeroso. Percebendo isso ele logo adicionou o segundo digito, o que me fez suspirar ainda mais, mas senti um pouco de desconforto. Quando me acostumei a eles ele adicionou o terceiro e esse doeu um pouco, mas eu não queria que ele parasse, aliás era bom ainda mais quanto ele encontrou minha próstata com seus dedos longos e passou a massageá-la me fazendo gemer como uma fêmea de gato no cio. Ele também gemia de acordo com o modo com que eu levava meu quadril de encontro a seus dedos.

— Vou te dar o que você tanto quer ! — disse ele retirando os dedos de dentro de mim e eu me senti vazio, mas foi por muito pouco tempo.

Foi impossível conter o grito em minha garganta quando senti Vladimir completamente dentro de mim, além de gelado e duro como aço, era enorme.

— Calma, eu não vou te machucar ! — disse ele tocando meu rosto, permanecendo imóvel para que eu me acostumasse com a invasão.

Eu não conseguia dizer nada, pois meus lábios só escapavam gemidos desconexos, e quando dei por mim já estava movendo os quadris em busca de mais contato.

— O que você quer ? — perguntou ele fitando meu rosto com um olhar tão felino que eu me sentia pronto para ser devorado, em todos os sentidos.

— Você ! — respondi e minha voz soou urgente.

— Implore ! — Não era apenas uma frase, era uma ordem.

— Por favor !

— Direito ! — disse ele e a forma autoritária me excitou ainda mais.

— Me fode ! — pedi desesperado querendo que ele se mexesse.

— Como você quer ? — perguntou ele com uma carinha de inocente — Forte ou devagar ?

— Forte ! — falei passando minhas pernas por sua cintura o trazendo para mais perto e para que ele entrasse ainda mais em mim.

Ele sem aviso prévio começou a se movimentar, arremetendo para dentro e para fora em um vai e vem violento que me fazia gritar.

A dor logo deu lugar a um prazer tão violento que me dava a sensação de estar com febre pois meu corpo estava ainda mais quente.

— Você é tao apertado ... e quente ... oh Seth ! — dizia ele como em um mantra sujo que emanava de seus lábios deliciosos que atacavam os meus.

— Mais forte ... mais ... tão frio ... Vladimir ! — eu gemia languidamente agarrando suas costas com tanta força que cheguei a ouvir um trincar leve.

— Você é meu, Seth. Só meu !

— Só seu ! — gemi — Mais ... mais fundo ... hummmmm !

A sensação de ter aquele membro enorme me invadindo era nada mais, nada menos que deliciosamente enlouquecedor, ainda mais sendo algo tão frio invadindo meu corpo quente. Se aquilo fosse me matar como indicava, eu morreria feliz da vida. Com Vladimir dentro de mim.

Nunca nem mesmo com toda a adrenalina das perseguições eu senti um prazer como aquele. Era tao forte que eu estava tremendo, gritando e quase chorando e mesmo assim, não queria que parasse nunca.

Eu fui ao paraíso e voltei sei lá quantas vezes, porque eu não tinha condições nem físicas e nem mesmo mentais de perder tempo contando. Quando alcancei o ápice tudo que eu consegui ouvir foram as minhas pernas começando a trincar sua cintura, mas de um modo que ele se recuperaria em segundos, muito diferente de mim que por um longo tempo, me esqueci de como se respira normalmente e ofeguei até ele alcançar o ápice dentro de mim, me fazendo ter um novo orgasmo. O que me fez ficar sem forças até mesmo para ir ao banheiro me limpar.

Ele ficou de pé, seguiu até o banheiro, onde pegou minha toalha, a umedeceu e trouxe até mim, limpando meu corpo em seguida e retornando a cozinha, onde terminou de cozinhar para mim e trouxe algo que eu pudesse comer. Eu estava tão cansado que nem me lembro o que foi.

Depois que eu comi, ele se deitou comigo e me deixou dormir em seu peito, mesmo que isso fosse totalmente errado porque era tudo que eu precisava para terminar de me apaixonar por ele.

Depois disso, sempre que podíamos ficar juntos, sempre fazíamos isso.

O meu medo não era de morrer naquele confronto com os outros, mas sim o de que Vladimir fosse embora quando tudo acabasse. Não pela dor, mas por ele. Ninguém nunca havia me dito que ele ficaria e ele mesmo nunca me enganou prometendo o que não me daria, mas eu não queria que ele fosse.

A medida com que os outros vampiros foram chegando na cidade, as crianças da reserva começaram a se transformar sem passar por todo o processo de transformação que nós passamos, e isso fez com que Jacob e eu tivéssemos de passar grande parte dos dias com elas, mesmo que isso nos afastasse de quem deveríamos curtir todos os segundos que ainda nos restava para estarmos juntos.

— Concordo com você ! — disse Vladimir se sentando a meu lado na varanda de minha casa uma semana antes do momento decisivo, segundo as visões de Alice e Kendra.

— Com o quê ? — questionei sem olhar para ele.

— Você não é uma criança ! — disse ele e sua voz era séria, o que é muito raro se tratando de Vladimir.

— Pensei que eu já havia te mostrado isso á noite, no meu quarto ! — falei virando meu rosto na direção do rosto dele.

Ele sorriu e abriu os braços para que eu pudesse colar minhas costas á seu peito. Eu me sentia ainda mais frágil quando ele fazia isso, mas ao mesmo tempo me sentia protegido por seus braços e não queria que ele me soltasse nunca.

— Eu sei, você é tao adulto comparado aos outros, se não fosse eu não teria chegado perto ! — disse ele beijando meus cabelos — Você e Jacob são mais responsáveis que nós !

— A vida ensina, não é nada demais ! — falei e era verdade, eu havia sido obrigado a crescer rápido em vários aspectos, então minha idade era algo relativo.

— Mesmo assim. Você aceita o que é e está disposto a ajudar outros como você. Eu já tive sua idade e era uma praga ! — disse ele e sorriu, talvez um rio de lembranças tivesse invadido sua mente, aliás as crianças da sua infância eram tão diferentes das da minha infância.

— Tudo que você pensar, eu já fiz ! — Disse ele sorrindo também — Mas acho que já esta na hora de ser mais responsável !

— Seria querer demais perguntar o porque dessa decisão ?

Senti seus braços apertarem meu corpo ainda mais contra o dele.

— Estou abraçando o meu motivo ! — disse ele em um sussurro ao pé de meu ouvido.

— Não se brinca com os sentimentos de uma pessoa ! — falei fechando meus olhos.

— E quem disse que eu estou brincando ? — perguntou ele beijando meus cabelos.

— Você é um vampiro, mora longe daqui e como você vive dizendo, sou uma criança ! — falei demonstrando o quanto aquilo me incomodava — E se você está pensando em ficar comigo porque transamos, você sabe que não foi o primeiro !

— Não, é um homem ! — disse ele erguendo meu rosto pelo queixo para que eu o fitasse — O meu homem-lobo ! — disse ele me puxando para um beijo.

Mesmo sabendo que aquilo era mentira, correspondi ao beijo que ele me dava e mais uma vez, meu corpo correspondia ao dele de forma intensa e que um completava o outro. Não sei se ele sentia tudo que eu sentia, mas tudo que eu queria era o corpo dele no meu para sempre.

Quando o dia chegou, ele parecia mais nervoso que eu e se deixava sempre próximo á mim como que me rondando e antes de assumir sua posição, ele tinha sua mão na minha, apertando firme e parecia mais fria do que o normal.

— Se eu sobreviver a isso, você não se livra de mim tão fácil, garoto ! — disse ele antes de me deixar com os outros lobos.

Tudo estava calmo demais para um futuro derramamento de sangue, até que eu percebi que aquela vadia mirim estava machucando Jake e não pensei, me lancei por sobre ela, mas senti um choque enorme e violento atingindo meu corpo em um baque surdo que me atirou para longe e eu tentava ficar de pé, mas a dor que eu sentia era muito forte. Com certeza eu tinha algumas costelas quebradas e não tinha forças nem mesmo para voltar a minha forma humana.

— Está tudo bem ? — questionou Vladimir tocando meu corpo.

Tentei lhe responder, mas o que escapou por minha boca, devido a minha forma, foi um uivo de dor.

E doía cada vez mais que eu tentava ficar de pé. Não entendi o porque de ele não me curar e me deixar matar aquela cadela, se ele dizia que me amava.

Tudo aconteceu rápido, mas eu vi perfeitamente Jake fazer um teatro se fingindo de ferido e matar o grandão que me machucou e também vi Bella ir embora com os Volturi e só depois que o cheiro deles já não era possível de ser sentido e eu pude sentir algo frio percorrendo todo o meu corpo e a dor se tornou tão lancinante que eu não consegui mais manter minha transformação nem a consciência, mas foi o tempo suficiente para que eu entendesse Vladimir sussurrando que eu ficaria bem.

Acordei no quarto de Alice na casa dos Cullen. Minha cabeça girava e a luz do quarto estava acessa, o que me fez resmungar porque meus olhos doeram com a claridade.

— Resmungar é feio, Seth ! — disse Vladimir.

Tentei me sentar na cama, mas minha cabeça girou ainda mais.

— Como acabou ? — questionei.

— Como você se lembra mesmo, não houve luta além da que você e Jake começaram e Bella foi com eles ! — disse ele se sentando na beirada da cama, só então percebi que estava apenas de cueca — E como meu lobo está ?

— Tonto e com muita vontade de te agarrar ! — falei tocando seu rosto frio — Você vai embora ?

— Te disse que não ! — disse ele fazendo carinho em meu rosto — Ainda está sentindo alguma dor ?

— Não, só estou tonto mesmo ! — falei — Por que demorou a me curar ? Me deixou sentindo dor !

— Com os Volturi por perto não posso usar meu dom, eles tem Charles, ele tem o dom do bloqueio. Pode me bloquear para sempre, além de que você desmaiou, não é ? Imagina você desmaiado com tantos vampiros por perto. Eu não podia correr esse risco ! — disse ele fitando meus olhos — Me desculpe, mas tenho ótimas formas de me redimir !

— Como ? — questionei sorrindo marotamente.

— Agora, não. Á noite eu te explico direitinho ! — disse ele beijando minha testa — Mas acho melhor você vestir essa roupa ali antes que Alice venha te buscar pela orelha ! — disse ele apontando para uma camisa e uma calça sociais por sobre a cadeira ao lado da cama e no chão haviam sapatos ao mesmo modo.

— O que estão tramando ? — questionei.

— Feliz aniversário, amor ! — disse ele tirando um embrulho pequeno de dentro do casaco.

— Eu vou matar o Jake ! — falei rolando os olhos.

— Espero que goste, não sei muito do que você gosta ! — disse ele.

Era um cd do Iron Maiden e eu gostei.

Apesar de amar festas, eu não me sentia no clima para comemorar naquele dia, mas segundo Edward Alice nunca perde a oportunidade de comemorar e de fazer festas, mas passar meu aniversário de 16 anos com Vladimir e vendo Jake e Edward felizes era o melhor presente que eu poderia sonhar em ganhar.

A medida com que os dias foram passando eu tinha a completa certeza de que havia feito a coisa certa lutando por Jake, sem fazer isso eu nunca teria conhecido Vlad, ele é perfeito. Perfeito para mim.

Como um dia eu pude viver sem ele ?

Por que estou sentindo tudo isso por ele ?

Droga, será que ?

Outro imprinting ?

Mais duas semanas desde meu aniversário já haviam passado e ele não se manifestava dizendo que ia embora.

— O que foi, Seth ? — pergunta ele levantando a cabeça de meu colo.

— Estava pensando sobre tudo, principalmente sobre a gente ! — Respondo retirando meus dedos do meio de seus cabelos, já que já havia parado de acaricia-los.

— Eu também pensei muito sobre nós ! — disse ele se sentando direito a minha frente.

— E onde chegou ? — questionei com medo de que ele resolvesse ir embora, ele não podia me deixar também.

— Fecha os olhos ! — disse ele dando um sorriso nervoso.

— Não quero ! — falei com medo de abrir os olhos e achar uma carta de despedida.

— Deixe de ser teimoso e feche os olhos ! — disse ele com um sorriso doce e torto que não me permitiu negar isso á ele.

Ele começou a cantar, aliás ele sempre fazia aquilo quando estávamos sozinhos, mas de repente parou, mas não havia ido embora, eu o sentia bem perto de mim.

— Antes que eu te perca para qualquer um, estou cumprindo minha promessa. Você não se livra de mim tão cedo, meu garoto ! — disse ele.