Eu E Ele,talvez
28 Enquanto esperamos o bebê
Notas iniciais
Um estralo alto ecoou vindo da casa.
— O que foi isso ? — Perguntei.
— Outra costela de Bella ! — Disse Jasper com naturalidade – A criança está crescendo e precisa de espaço, se não tem ela está o fazendo !
A frase me soou estranha, mas assustadora.
Eu evitava ver Bella, mas naquele momento em que Jasper disse aquilo, eu me vi na obrigação de vê-la, precisava conversar com ela. Eu querendo ou não.
Caminhei sozinho até o ex quarto de Alice enquanto Jasper levava Alice para o quarto de Rosalie. Me deparei com Esme, Rosalie e Emmett retirando cuidadosamente Bella de cima da maquina de Raio-x. Carlisle estava boquiaberto e parecia mais branco que o normal.
— Duas costelas dessa vez ! — Disse a voz aveludada de Carlisle saindo de um quase transe.
— Quantas ao total ? — Perguntei.
— Cinco ao total ! — Disse ele e seus olhos dourados vieram em minha direção — Não sei quantas permaneceram inteiras até o fim da gestação !
— Eu estou bem ! — Disse a voz débil de Bella já sendo colocada na cama.
— Posso conversar com você, Bella ? — Perguntei.
— Não ! — Disse Rosalie trincando os dentes em minha direção.
— Está tudo bem , Rose ! — Disse Bella e sua voz era ainda mais frágil — Ele nunca me faria mal ou ao bebê !
— Vamos deixá-los á sós, Rose ! — Disse Esme segurando-a pelo braço.
— Qualquer coisa, me grite, Bella ! — Disse Rose e pela forma dura com a qual me encarava, não lembrava em nada a vampira carinhosa de quando eu sobrevivi ao incidente com Victoria.
— Acalme-se, filha ! — Disse Esme — Em meia hora você estará de volta !
Pouco depois estávamos apenas Bella e eu no quarto, e fiz questão de caminhar até ela e me sentar na beirada da cama.
— Acho que tem uma semana que eu não te vejo ! — Disse ela, a voz um tanto rouca.
— Sua barriga diria em média dois meses ! — Disse eu forçando um sorriso .
— Posso pegar sua mão ? — Questionou tentando sorrir com seus lábios secos e rachados.
— Claro, Bells ! — Disse eu levando minha mão até a sua, quase tão fria quanto a de qualquer um que morava na casa Cullen, e eu a sentia tremer mesmo estando debaixo de cobertores e com casacos de moletom cinzas. Ela estava morrendo aos poucos.
— Como você está ? — Perguntei forçando mais meu sorriso.
— Bem ! — Disse ela forçando o sorriso de sempre.
— Não minta pra mim, Bella ! — Disse eu afagando sua mão.
— Muito mal por estar acabando com a sua alegria e de Edward ! — Disse ela e então olhei seu rosto, os lábios possuíam um tom arroxeados, como as olheiras que eram enormes e as bochechas estavam fundas — Não queria que você me odiasse, Jake !
— Eu não te odeio, Bella ! — Disse eu e infelizmente era a verdade — Deveria, mas não odeio !
— Não ? Estamos na mesma casa há nove dias e eu só te vi três vezes e porque você não pôde me evitar ! — Disse ela e mesmo quase morrendo ela era capaz de ser irônica — Você deve me odiar, fui uma vadia e estou morrendo para por a criança resultado de minha falta de respeito a você !
Isso me fez rir. Bella tinha o talento de se fazer de mártir ainda mais do que já era.
— Você gostava dele antes ? Seja sincera, Bella ! — Disse eu — Talvez sejam nossas últimas semanas juntos e nunca mais !
— Antes não, mas depois de James ... Eu sentia atração por ele ser um vampiro, solteiro ... o único Cullen solteiro. Porém quando ele começou a namorar você eu sentia ciúmes ... — Disse ela e teve de ficar certo tempo sem falar pois a voz lhe faltou — Ele achava que fosse de você, mas era dele ... Eu diria que era mais inveja do que ciúmes ... Eu não consegui resistir quando ele entrou pela janela do meu quarto como James havia feito ! — Disse ela .
— Não se esforce, Bella. A criança ! — Disse eu tocando sua testa mais fria do que as mãos. Era como tocar uma morta.
— Eu não queria estar aqui, dando trabalho pra todo mundo, mas amo meu filho ! — Disse ela e a mão esquelética tocou o ventre — Apesar de toda a dor, eu sinto amor por ele !
— Se você sobreviver ... — Dizia eu quando ela me interrompeu.
— Sei que vou morrer ! — Disse ela — Se não matarem vocês, por favor cuide de meu filho como se fosse seu, Jacob ! — Disse ela — Ame-o, não deixe a raiva que sente por mim atingi-lo porque ele só terá a você e seu pai para contar !
— Bella, você vai sobreviver, humana ou não ! — Disse eu apertando sua mão na minha, mesmo que eu tivesse de matar ou morrer, eles viveriam — Me prometa que fara seu filho feliz ao lado de Edward ! Que vai amá-los ?
— O quê ? Claro que amarei meu filho ... Não, Jacob ! — Disse ela se agitando, o bebê também se agitou porque eu vi sua barriga mexer violentamente, como se o bebê tivesse virado dentro dela — Você não ... pode ... eu não posso ! — Disse ela e devido a dor como movimento da criança, era esganiçada .
— Prometa, Bella ! — Disse eu.
— Não posso ! — Disse ela.
— Em nome de nossa amizade, faça ! — Disse eu — Ou do que restou dela !
— Não, Jacob ! — Disse ela e sua voz era um gemido.
— Pela vida do seu filho, você fará ! — Disse eu .
— Rosalie ! — Disse Bella forçando sua vez em um grito e logo Rosalie estava á soleira da porta — O bebê está muito agitado com a presença de Jacob ! — Disse ela.
— Jacob, eu disse pra ficar longe daqui ! — Disse Rosalie correndo até a cama sem nem mesmo me olhar.
Pov's Bella
Desde o dia em que vi Edward matar, eu via algo diferente nele. Mesmo que eu tivesse desejado aquilo, a transformação, o modo como Edward me defendeu daquilo causou em mim a sensação de que ele havia me salvo de James .
Passei a tentar me deixar um pouco mais apresentável, o que era um pouco difícil estando naquela porcaria de cidade chuvosa, mas meu jeito depressivo não fazia nada além de afastá-lo durante o dia e mantê-lo em minha rua durante as noite, porque eu sabia que seria vigiada por ele e por todos os Cullens, já que eu os havia colocado em perigo .
Eu precisava ficar feliz mesmo odiando tudo naquele lugar que não me deixava ver o marrom de tanto verde que tinha, menos a imagem de Edward Cullen na escola e sua família. Gostaria de ter me tornado amiga de Alice com seu jeito meigo e elegante, quem sabe até aprendido a andar de salto com ela e a me vestir melhor e de forma mais sensual, ter me tornado amiga de Rosalie, a Barbie que anda e fala, dos grandões também, mas eles nunca me veriam como nada além de a garota problemática que eu realmente era.
Charlie se mostrava feliz com minha presença ali e eu precisava devolver tal sensação, mas não conseguia manter por muito tempo meus sorrisos falsos e frases feitas. Precisava de algo que me animasse .
Além da presença dos Cullens na escola durante a semana, durante os fins de semana e ás vezes, bem raro durante a semana a presença de Billy e Jacob me animava, Jacob tinha quase a minha idade e apesar de ao contrário de mim, amar Forks, ele era uma ótima companhia e ao estudar a Reserva, acabei descobrindo que ele poderia ser descendente de uma linhagem de lobos ou algo do tipo.
A cidade para qual eu não daria nada, estava me surpreendendo, aquele lugar que parecia ter sido esquecido pelo resto da população mundial estava me cercando do Sobrenatural e isso me animou demais, mas eu precisava de mais alegria.
Precisava de algo que me deixasse feliz, mas que fosse errado. Drogas, talvez se na cidade vendesse, mas não. O lugar era tão do anterior que antes mesmo que eu chegasse a usar, meu pai já estaria sabendo que eu havia comprado drogas.
Pesquisando na internet descobri um laboratório em Port Angeles que vendia um remédio á base de anfetaminas, que podem fazer praticamente os mesmos efeitos que drogas, e passei a usá-los. Ao menos drogada eu conseguia pensar direito e estava sempre alegre como todos queriam, e nem mesmo achava tão chato sair com Jessica e a turma para fazer compras, ir ao shopping, cinema, essas coisas que adolescentes contrários á mim fazem. As alucinações as deixavam suportáveis.
Fiquei assustada com como foi fácil comprar, usar e enganar a todos de que eu estava feliz .
Os meses foram passando e a medida que Edward não olhava pra mim mesmo eu mudando o cabelo, passando esmalte tentando parecer mais mulher, eu não chamava a atenção dele e acabei deixando isso de lado.
Mas quando Jacob chegou na escola e eu percebi o interesse lógico de um pelo outro, fiz questão de falar mal deles para Jacob, tentar difamá-los para que ele desistisse, mas nada e quando começaram a ficar e depois namorar sério e para que toda a escola visse, eu me sentia diminuída, por mais estranho que que possa parecer, já que sou amiga de Jacob e gosto dele. Parecia injusto para mim que Edward resolvesse ficar com um homem e não comigo que sabia exatamente o que ele era e estava interessada mesmo assim.
Muitas coisas aconteceram durante isso, mas eu achava que jamais teria Edward para mim. Quando ele surgiu em meu quarto. Era um sábado á noite.
Meu cabelo estava bagunçado e molhado, já que eu havia acabado de sair do banho, vestia um short velho e curto e uma camiseta normal, dessas que usamos pra dormir .
— O que faz aqui, Edward ? — Perguntei .
— Vim dar o que você quer desde aquele dia, Bella . Uma noite comigo ! — Disse ele sorrindo de lado, sua voz era pura pretensão.
— Mas e Jacob ? — Questionei me mostrando interessada .
— Ele não precisa saber ! — Disse Edward tocando meu cabelo, colocando-o atrás de minha orelha como eu sempre faço.
Seus lábios frios, duros e deliciosos tocaram os meus de forma urgente e tão avassaladora que me fez perder o ar e a consciência, porque eu não conseguia pensar em nada que não fosse o corpo a puxar o meu e a boca junto á minha enquanto suas mãos retiravam minha blusa.
Ele me jogou com tudo na cama e veio por cima de mim. A boca atacando todos os pedaços de de minha pele que cada vez mais lhe era exposta, desde a ponta de meus dedos dos pés á meus ombros, descendo de meu pescoço á bainha de meu short que ele logo fez questão de retirar. Agradeci mentalmente a caixinha da Victoria Secrets que Renne havia me dado e ainda mais por eu estar usando ela naquele dia.
Retirou meu sutiã com certo cuidado, talvez não quisesse estragá-lo e avançou por sobre meus seios, mordendo-o, beijando-os, sugando-os de forma que me fazia gemer e me agarrar aos lençóis da cama.
Sua boca logo estava me levando ao primeiro orgasmo com um exemplar sexo oral. Sua boca tinha movimentos perfeitos e ritmados tanto nos movimentos de fricção quanto nos de sucção. Já devia ter levado tantas á perdição com aquela boca .
O pensamento só me animou ainda mais .
— Você é virgem, Bella ? — Perguntou deixando seu rosto rente ao meu .
— Não ! — Disse eu .
— Bom, já vou avisando que isso pode te machucar se você não colaborar ! — Disse ele .
— Que se dane a dor, me faz sua por hoje ! — Disse eu e nem mesmo eu me reconheci que depois possuíam diversas marcas roxas, mas eu não me importava .
Ele não foi nem um pouco cuidadoso comigo, pelo contrário, foi rude e controlador, como eu imaginava que ele deveria ser na cama. Todos os movimentos do corpo de Edward indicam que ele um certo lado sádico, e o sorriso malicioso que vi em seus lábios quando gemi, não de prazer, mas de dor quando me penetrou me fez gemer ainda mais .
Seus movimentos eram tão fortes, mesmo não tendo muita rapidez no começo, faziam com que a cama se movesse no chão para a frente e para trás de acordo com a forma com que ele movia nossos corpos.
— Como você é apertada, Bella ! — Gemeu em meu ouvido — E quente !
Minhas mãos acariciavam cada centímetro da pele dele tentando gravar em minha memória como era prazerosa a sensação que eu tanto havia almejado.
Confesso que a maneira com que ele se movimentava ao mesmo tempo me levava ao paraíso, quanto me fazia também sentir que morreria a qualquer momento, até que senti o que se pode chamar de um verdadeiro orgasmo. Eu berrei tão alto que foi uma surpresa nenhum vizinho ter reclamado e por sorte meu pai não estava em casa.
Edward ainda estava excitado e parecia não estar satisfeito, mas seus lábios devoravam os meus de uma maneira tão intensa que eu tinha certeza de que a qualquer momento ele acabaria me arranhando e me transformando .
— Deixa eu te ajudar com isso ? — Perguntei quando seus lábios retornaram á meus pescoço.
— Como seria essa ajuda, Bella ? — Perguntou me dando um chupão no lugar que mais parecia que ele queria engolir um pedaço da minha pele.
Fiz com que ele se deitasse na cama com as costas fixas ao colchão e toquei seu corpo perfeito e pálido e só então me permiti perceber o quão grande seu membro já que e ele não havia entrado por inteiro em mim.
Fiquei um pouco envergonhada de fazer aquilo, mas eu precisava saber como era. Ao menos por aquela noite, eu tinha Edward e faria com ele tudo que eu sempre havia fantasiado .
Agarrei seu membro por entre meus dedos, sentindo-o primeiro, depois iniciando uma leve masturbação e vi que ele fechou os olhos com isso. Percebi com isso que estava mais ou menos certa com meus movimentos. Me curvei por sobre meus joelhos e lambi a glande, depois toda a extensão, depois comecei a colocar aos poucos na boca, me acostumando com a estranha sensação de senti-lo por entre meus lábios. Quando me acostumei com tudo isso, eu passe a fazer movimentos de vai e vem com minha boca até senti-lo se derramar em minha boca .
Passados alguns minutos, ele estava de pé ao lado da cama abotoando a camisa no corpo, de forma fria como se nada houvesse acontecido .
— Edward, sei que isso não vai acontecer mais, mas foi ... — Dizia eu quando ele me interrompeu .
— Nunca mais acontecerá, mas eu precisava ! — Disse ele — Me perdoe se você se sentir usada, Bella !
Eu não disse nada, deixei que ele fosse embora. Sabia desde o primeiro segundo de que ele estava ali que nada daquilo seria mais que uma noite, uma transa a mais na lista de Edward, mas para mim era o maior sonho de todos que havia se realizado.
Quando Charlie chegou eu já estava dormindo, mas não houveram sonhos com cores ou que me fizessem acordar suada e gritando durante a noite, mas o pior foi ter de olhar para Jacob quando meu pai me forçou a ir á casa dele no domingo. No domingo á noite quando estava tomando banho resolvi olhar meu reflexo no espelho pequeno do cômodo, e um enorme sorriso satisfeito brotou em meu rosto quando percebi as marcas em meu corpo .
Na segunda de manhã me senti enjoada com o cheiro de minhas próprias panquecas ao ponto de ter de correr para a lixeira mais próxima, mas pensei que pudesse ser um mal estar comum e fiquei em casa, no dia seguinte os enjoos estavam mais fortes e eu passava mal até mesmo com cheiro de meus próprio cabelo.
Charlie já estava pronto para me arrastar ao médico ou chamar Carlisle em nossa casa, já que no terceiro dia eu desmaiei por duas vezes, então mesmo estando péssima eu me forcei á ir á escola naqueles dias, mas a cada dia que passava eu percebia minha barriga maior e então ao retirar minha blusa de frente para o espelho de meu quarto eu entendi o que era obvio.
Eu estava grávida. Grávida de Edward Cullen .
E se minha barriga estava daquela forma, mesmo não tendo nem uma semana que estava ali a partir da morula, ela nasceria rápido, muito mais rápido do que uma criança normal.
Mas como eu explicaria para Charlie com sua mente de pessoa que mora no interior ?
Talvez eu diria : " Pai, eu e Edward Cullen passamos uma noite juntos enquanto você fazia ronda pela cidade, bom ele namora o Jacob, então o traímos juntos, e olha em menos de 3 meses o senhor terá um neto que provavelmente crescerá rápido. Ah, e eu morrerei no parto " .
Com certeza, Charlie não podia saber daquilo. Edward não aceitaria ser pai de meu filho, já que ele mesmo havia me dito que não passaria de uma noite. A única pessoa em Forks com quem eu poderia contar, mas sabendo que acabaria com qualquer resquício de amizade que pudesse restar depois do parto era Jacob, mas que não queria fazer isso com ele. Não deveria ter feito.
No dia seguinte a minha confirmação de gravidez, Jacob veio falar comigo, mas eu não consegui fazer nada além de chorar e chorar muito, porque não poderia nunca tê-lo traído de tal forma .
Porém, eu precisava falar e tive fazer isso .
Pensei que ele fosse me socar até me fazer perder a criança, que fosse me expulsar de casa, mas ele se afastou para não me machucar e tive de ir para minha casa , onde chorei mais e mais . Poderia morar na rua depois de ser expulsa por Charlie se Jacob não aparecesse até a noite, mas meu filho ninguém tiraria de mim.
Quando menos de duas horas depois surgiram em minha porta pouco antes de meu pai, Alice, Jasper e Edward, me explicando o plano que haviam formado para que meu filho nascesse. Estavam dispostos a ajudar e a mentir para Charlie. Apesar de parecerem magoados com minha gravidez estavam sendo carinhosos comigo.
Charlie não se porque milagre aceitou que eu fosse com eles até Phoenix, o que disseram á ele .
Na casa de Jacob, apesar de eu estar feliz porque ajudariam meu filho, eu estava destruída porque vi a magoa no rosto de Jacob. Ele poderia me odiar, seria aceitável; ele poderia sentir raiva, mas não mágoa. Mágoa fica para sempre e apesar de tudo aquilo, não queria perder meu Jake.
A criança quase me mata a cada instante, em dados momento, sinto que todos meus órgãos internos estão sendo secados de dentro para fora como se ela tentasse sugar vida de mim para se desenvolver, mais do que as outras crianças fazem. Sinto frio descomunal, não consigo me alimentar direito, estou na dieta de sangue e isso estar me mantendo mais forte. Sinto que estou morrendo a cada hora que passa, sinto minhas costelas serem quebradas, mas se for para que eu morra, morrerei e meu filho vivera .
Apesar de eu me sentir ridiculamente imprestável e depender de todos até mesmo para ir no banheiro, sou grata a todo o zelo e dedicação da parte de Esme, Rosalie e Alice. Carlisle, Emmett e Jasper também ajudam e muito, mas cuidar de me carregar pela casa me tocava ainda mais.
Espero que ninguém desconte nele ou nela o ódio que sentem de mim por lhe ter tido, por ter lhe feito, mas Jacob nunca deixaria um filho meu, de Edward ou não, sofrer ou sozinho no mundo, tanto que quando soube, apesar da mágoa e do rancor, ele buscou ajuda para nos .
Jacob é a pessoa mais amável do mundo inteiro.
Fim pov's Bella
,,,,
Pov's Jacob
Quando saí do quarto de Bella, precisava pensar um pouco, extravasar toda a aflição que tomava conta de mim por isso me transformei e corri por toda a extensão do território Cullen pouco me importando com a hora em que voltaria. Por que aquilo não acabava de uma vez ?
Meus uivos ecoavam extremamente altos á mim mesmo, e eram tão aflitos que pareciam colocar toda a minha dor pra fora e para que qualquer uma pudesse ver, mas eu precisava .
Quando voltei, com certeza era madrugada, pela posição da lua no céu, mas mesmo sendo aquele o momento em que a criança ficava mais agitada, se mexendo e machucando Bella, Edward estava sentado na escadaria da casa, esperando por mim com uma muda de roupas nas mãos. Este pequeno gesto e cumplicidade encheu meu coração de esperança.
Me transformei e logo estava em minha forma humana parado á sua frente, e pegando as roupas para não ficar nu.
— Estava começando a ficar preocupado com você ! — Disse ele .
— Não se preocupe comigo ! — Disse eu sorrindo verdadeiramente. A única vez em dias .
— Amo seu sorriso ! — Disse ele sorrindo de volta, sua mão se esticou em minha direção na intenção de tocar meu rosto, mas parou no meio do ato, talvez por meu comportamento recente — Queria nunca ter tirado ele de seu rosto !
— Não quero falar disso, Edward ! — Disse eu .
— Mas precisamos conversar, Jacob. Não sabemos como tudo isso vai terminar ! — Disse ele .
— Eu já te perdoei, a você, a Bella e a criança ! — Disse eu e isso o calou — Te amo, Edward ! — Disse me aproximando dele, meus lábios próximos aos seus — Não vou lutar por você, lutarei com você ! — Digo aproximando meus lábios dos dele e o beijando.
Continua ...
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