Notas iniciais
Olá seus lindos! Diferente do capítulo anterior, eu estava muito feliz enquanto escrevia esse.~~ Você escrever e postar enquanto começa o fim de semana, comia umas bolinhas de chocolate e falava com o amor da minha vida~~ Com certeza eu estava feliz! Eu espero que vocês curtam esse capítulo. Ele é destinado a parte de "conhecendo o meu parceiro" entre Francis e Matthew. Boa Leitura!

“O mais lindo que eu já conheci.”

Essa curta frase fez com que Matthew ganha-se uma cor muito avermelhada em seu rosto. Percebendo esse fato, Francis alargava um sorriso e começou a fazer uns cafunés na cabeça do menor.

Aquilo realmente não era normal! Ninguém o VIA assim tão de repente! Matthew passara anos sem receber nenhuma atenção e do nada, chega uma pessoa totalmente aleatória em sua vida... e o deixa vermelho.

“Eu não gosto dele! Eu não gosto dele! Eu não gosto dele!”

Era o que Matthew pensava durante todo o caminho que fez até chegar em frente ao pequeno prédio de 3 andares. Agora ele podia voltar para casa, preparar algumas panquecas e ver uns filmes... sozinho.

“Voltar sozinho... não é legal...”

Ele não sabia dizer quantas vezes ele já tinha pensado ou dito aquela frase, e foi evidente o total desconforto que ele tinha ao se lembrar disto. Depois de tanto tempo, ele ainda não tinha se acostumado. Será que ser tão sensível a essas pequenas coisas só o fariam mal? Ele começava a se menosprezar mais uma vez. Mas esses pensamentos foram cortados por uma simples frase:

–- Será que... eu poderia subir também?

–-- x ---

O apartamento de Matthew era pequeno, mas extremamente arrumado e limpo. Para Francis, aquele lugar era a coisa mais meiga que tinha visto na vida... só porque ele visualizou um urso de pelúcia jogado em cima de uma cadeira.

Francis não resistiu e correu em direção ao urso de pelúcia e o agarrou. Começou a pensar que Matthew realmente era sozinho demais por ter coisas assim em seu apartamento.

–- Não acredito que você tem coisas assim. – soltou uns risinhos – Que fofo.

–- Não é fofo... – Matthew virou o rosto por causa da vergonha.

–- Claro que é! Você é um garoto fofo e possui coisas fofas! – falava enquanto apontava para o urso de pelúcia – Com certeza, Antonio e Gilbert iriam abusar de você se vissem isso.

–- Kumajirou.

–- Ah? – Francis estranhou aquela palavra – O que é isso?

–- Isso. – Matthew apontou para o urso – O nome dele é Kumajirou...

Francis estava encantado demais com o jeito infantil de Matthew para refletir sobre esse jeito infantil de Matthew. Por alguma razão ele achava aquilo muito atraente. E ele realmente queria entender o fato do menor ser assim. Talvez algum trauma? Ou problemas familiares? Bem, ele não era tão próximo assim dele para perguntar coisas desse tipo, mas ele queria começar aos poucos.

Matthew o encarava ainda meio confuso do porque ter permitido a entrada de Francis em seu apartamento... ele só queria descansar um pouco.

–- Bem... por que você queria entrar aqui...? – Matthew ainda queria entender a razão de tudo aquilo.

–- Eu só queria te deixar em casa. – Francis deu um pequeno sorriso.

–- Mas por que...?

–- Por que? Porque sim.

Aquilo deixou o menor ainda mais confuso do que já estava. “Porque sim”? Aquilo não justificava nada! Nada! Será que fora apenas um acaso de Francis ter o visto e falado todas aquelas coisas? Será que aquilo tudo era apenas passageiro e que no dia seguinte, tudo voltaria ao que era? Ele não entendia como poderia voltar tão rapidamente para o que era sendo que naquele dia, nesse dia, HOJE, tinha sido a sua primeira experiência de contato com pessoas que realmente... gostavam dele.

Matthew é realmente muito imaginativo, mas infelizmente só imaginava o pior das situações. E devido a isso, ele era realmente muito sensível e demostrava com facilidade tudo aquilo que ele imaginava.

–- Você está querendo chorar de novo...? – Francis perguntou, calorosamente, ao menor enquanto colocava uma de suas mãos em seu ombro. – Lembre-se, que eu vou te ajudar com seus problemas.

–- Francis... – Matthew percebeu que realmente poderia acabar chorando mais uma vez, então tentou segurar — ... não... eu estou bem...não se preocupe com isso.

–- Mas a sua expressão de agora...

–- Não foi nada. – mentiu – Só estou com um pouco de fome.

Mesmo sabendo que era alguma coisa, Francis sabia que o menor não queria compartilhar essas coisas ainda com ele. Só fez aceitar e se ofereceu para ajudar ele a preparar algo para os dois comerem.

E se esquecendo totalmente do por quer Francis estava em sua casa, Matthew consentiu e disse que ele poderia usar os ingredientes da cozinha.

Durante todo esse preparo da comida, os dois perceberam que tinham vários gostos em comum. Tanto Matthew quanto Francis adoravam filmes. Os dois já se pegaram assistindo mais de 5 filmes seguidos! Isso era realmente estranho. Mas eles começaram a rir desse fato.

Outras coisas que os dois tinham em comum, era o fato de gostarem de cozinhar. Um pode perceber no outro, a habilidade que cada um tinha na cozinha. Matthew preparava tudo de uma forma tão caseira que Francis conseguiu imaginá-lo como uma excelente dona de casa. E Matthew soube que Francis aprendera pratos extremamente difíceis e contemporaneamente apresentados como “pratos para pessoas ricas” que ficou extremamente curioso para aprender algum deles.

Matthew percebia que uma parte do seu sonho já estava sendo realizada... Ser enxergado por alguém. Isso na prática era tão lindo quanto ele poderia imaginar. Ele só queria sentir mais dessa sensação vindo de seus familiares. Então Matthew encarou Francis por alguns segundos. Olhou como ele deixava preso os cabelos em um simples rabo-de-cavalo, e como ele cantarolava algumas palavras em francês. Ele começava a imaginar algumas coisas em relação ao maior.

–- Tão bonito... – Matthew nem percebeu que acabou falando um de seus pensamentos.

–- O que? – pelo visto, Francis não tinha ouvido.

–- Eu só queria saber como você aprendeu francês! – foi a primeira desculpa que Matthew conseguiu inventar.

–- Ah, isso? – risos – Foi na época que os meus pais ainda moravam na França. Realmente é um lugar muito lindo.

–- Posso imaginar.

–- Meus pais gostavam tanto de lá que queriam que meu nome representa-se um pouco da nação deles. Por isso eu tenho esse nome estranho. – começou a soltar umas gargalhadas que contagiaram o menor.

–- Então você nasceu na França? Isso é incrível!

–- Sim. Me mudei para esse país quando eu tinha uns 10 anos. Mas continuei a aprender a minha língua materna, e me aperfeiçoei nesse idioma local também.

–- Eu queria aprender francês... Mas não tenho certeza se consigo isso.

–- Eu te ensino.

–- Faria isso mesmo? Não seria um... incômodo...?

–- E desde quando você é um incômodo?

–- B-bem... eu...

–- Não se preocupe. Você nunca me incomodará. Eu gosto de ficar perto de você.

Matthew ficou vermelho com o comentário de Francis e voltou a preparar o jantar. Ele ainda não acreditava no que estava acontecendo. Ele só torcia para aquilo não ser um sonho ou alguma coisa do tipo. Mas se infelizmente fosse, ele iria aproveitar cada minuto.

“Posso não estar 100% feliz... mas a porcentagem está começando a subir.”

–-- x ---

Depois que o jantar terminou, e depois de algumas conversas, Francis percebeu que já estava ficando tarde. Ele nem tinha ligado para Gilbert e Antonio sobre onde estava. Então ele achou que era melhor ele voltar logo para a sua casa.

–- Me desculpe incomodar... Mas foi bem divertido.

–- V-Você não i-incomoda... – Matthew tentava disfarçar a vergonha.

–- Bem... Posso voltar aqui mais vezes? – Francis ficou um pouco constrangido ao perguntar isso.

–- C-Claro.

Francis sorriu para o jovem loiro e foi pegando a suas coisas para poder se despedir de Matthew. Matthew começou a se sentir um pouco triste por saber que Francis estava indo, mas infelizmente, ele não poderia fazer muita coisa à respeito.

Então ele o acompanhou até a porta, a destrancou, e se afastou para que o maior pudesse sair.
Francis deu um pequeno sorriso e começou a atravessar aquele portão, mas parou na metade. Ele simplesmente se virou para Matthew e fez uma pergunta esquisita.

–- Posso te mostrar como nos despedimos na França?

–- P-Pode. – Matthew estava confuso.

Francis encarou o menor por alguns segundos tomando coragem. Então ele chegou perto dele, segurou o queixo de Matthew e foi se aproximando. O menor estava extremamente envergonhado, pois não entendia o que estava acontecendo, e só via Francis chegar bem perto de seu rosto. Mas o que aconteceu foram fofos e singelos beijos em cada uma das bochechas de Matthew.

Quando se afastou, Francis deu um sorriso, fez um cafuné no pequeno e atravessou a porta. Começou então a seguir o seu caminho para casa

“É assim que nos despedimos na França.”

Matthew não sabia onde enfiar a sua cara, ele só queria correr para o seu quarto de tanta vergonha. Ainda dava tempo?

O que foi aquilo?

“Ele me deu... dois beijos...”

Notas finais
~CONTINUA~ Trollei vocês!! Trollei vocês DUAS vezes!! hahahahahaha Eles não iriam trepar e também não teve O BEIJO! Até porque Franada é amorzinho e tem que ser aos poucos u3u Espero que tenham gostado~~ Até o próximo capítulo!