Eterno Amor...
1 Capítulo 1. O Reencontro
Abri os olhos esperando que estivesse presa num pesadelo, mais aos poucos a realidade a minha volta foi tornando a dor em meu peito ainda maior, sentou-me na cama por alguns segundo enquanto encarava o porta-retrato com a última foto que eu havia tirado com Edward, nosso último verão juntos, antes do trágico acidente que havia ceifado a vida de Edward 10 anos atrás.
Eu não era mais a mesma havia muito anos, porém algo dentro de mim ainda permanecia tão vivo como antes: o amor que eu sentia por Edward.Eu havia seguido com minha vida, estava formada, havia cursado Literatura, como Edward, havia me mudado de Forks ,e agora dividia um apartamento em Nova Orleans com minha melhor amiga desde da época do colégio, Angela.Eu e Angela eramos como irmãs, naqueles anos após todo o sofrimento , Angela estivera sempre ali ao meu lado.O silêncio de repente fora interrompido pelo toque do celular:- Ei, Angela ... Atendi- Oi Belita, como você anda hein? Angela perguntou preocupada- Digamos que tive uma noite daquelas de novo. Eu respondi - Já sei, vamos fazer uma pequena viagem, quem sabe assim você não se anima. Angela sugeriu- Talvez seja uma boa ideia, vamos pra onde? Perguntei curiosa- Que tal irmos passar uns dias na casa de praia da minha família, em New Hamptons? Angela sugeriu- Acho uma boa, estou arrumando as malas, com certeza alguns dias fora vâo me fazer bem. Resmunguei- Ok, Então partimos mais tarde ... Angela disse enquanto desligava o telefone.Eu realmente estava animada para aquela viagem, naquela época do ano eu costumava sempre ficar meio nostalgica, afinal era a semana do aniversário da morte de Edward.Fiz minhas malas deixando-as separadas num canto do quarto, enquanto trocava de roupa, coloquei meu all star e prendi os cabelos num rabo de cavalo, peguei as chaves do carro e sai.Enquanto dirigia pela estrada, meus pensamentos voavam de volta no tempo, e como um flashback todas as lembranças de minha vida com Edward voltaram, as mãos presas ao volante, quase sem perceber que o velocímetro marcava 120km/hr, as lágrimas rolavam involuntariamente pelo meu rosto.Estacionei o carro, e caminhei até o túmulo de Edward, eu fazia isso a 10 anos, em todo dia 15 de novembro, naquela manhã o tempo estava sombrio, o céu estava carregado de nuvens como se soubessem a dor que rasgava meu peito.Após algumas horas conversando com o túmulo de Edward,resolvi que estava na hora de ir embora, colocar a mala no carro e partir para um final de semana de diversão.Assim que chegara no apartamento , eu percebi que a janela do meu quarto estava aberta, e eu tinha certeza de que quando saira estava fechadaDe repente um vento gélido soprara em meu quarto, fazendo com que toda meu corpo se arrepiasse, meu coração batia descompassadamente, me virei para fechar a janela, quando nada poderia me preparar para a figura na minha frente, ele era alto, tinha os mesmos cabelos dourados, os olhos azuis como o céu, porém havia algo diferente, ele estava mais branco do que o normal, e seu olhar era frio, quase como se ele não existisse.Fiquei ali parada esperando que ele desaparecesse como se fosse uma alucinação, fechei os olhos várias vezes e os abri novamente na esperança de que houvesse ficado louca.- Não isso é um sonho, só pode ser um sonho... Eu resmunguei- Abra os olhos, e eu te mostrarei que isso não é um sonho. A voz dele a invadiu como um choque, fazendo seu corpo tremer.- Edward... Não , você está morto, eu sei, eu te enterrei.... Eu sussurrava enquanto as lágrimas caiam pelo meu rosto.- De certa forma sim, eu estou morto, mais não completamente morto. Ele respondera deixando-a ainda mais confusa.- Como assim, não pode ser, devo estar tendo um pesadelo daqueles. Eu repetia para mim mesma na esperança de que uma hora iria acordar.- Não, minha Bella, eu não sou uma alucinação da sua mente, eu sou real. Edward disse passando os braços em volta da cintura de Bella, mas logo se afastara ao perceber que ela se sentira incomodada com sua temperatura.- Como? Eu o indagou- È uma longa história, sente-se que eu irei te contar... Edward disse a observando atentamente.Eu sequer precisava que ele pedisse, minhas pernas fraquejaram e antes que eu desabasse no chão de madeira, Edward me segurara em seus braços, eu o olhava fixamente como se quisesse se certificar de que ele não fosse evaporar através da nuvem de lágrimas que escorria de meus olhos.Eu podia sentir minhas mãos tremendo enquanto as esticava para tocá-lo- Edward eu preciso ter certeza de que você é real, porque..... Eu tentei argumentar porém as palavras engasgaram em minha garganta e tudo que eu conseguia fazer era soluçar.Edward me olhava fixamente, porém seu olhar tinha algo de diferente, de obscuro, era quase como se eu não reconhecesse, havia uma tristeza, uma dor tão profunda em seu olhar, que eu quase a sentira em meu peito...
Notas finais
E ae continuo???? Sejam Bem vindas !!!
Fale com o autor