Eterno

30 Capitulo 30: Poslúdio das nossas dores.


Notas iniciais
ÚLTIMO CAPÍTULO!!!
"EEEEEEEEEEEEH"
"AAAAAAAAAAAAAH"
"VIVAAAAAAAAAAAA"
"OH, NÃAAAAAAAAO"
Então, esse é o nosso ultimo capitulo, vamos terminar com as tristezas e as chatices, para que possamos seguir em frente.
Tenho um epilogo, que eu não sei quando eu vou postar, pois eu nem mesmo terminei-o!
mas como sempre aproveite o capítulo meus fantasminhas e a não fantasma!
beijinhoos e tchau por enquanto!

Capitulo 30: Poslúdio das nossas dores.

As ultimas duas semanas estavam sendo mas difíceis do que as minhas primeiras. Se eu tivesse vivo – ou se me coração ainda batesse – eu diria que ele palpitava de forma sobrenatural. Contudo, a pedra em meu peito, parecia tomar vida, a cada instante que eu percebia que logo eu estaria ao lado de Annabelle.

Mas minha espera terminaria logo.

“Vamos logo Aleph!” disse Emmett me empurrando para que eu andasse. “Não ouviu chamarem nosso voo?” repassei em minha mente e reparei que apenas havia ouvido ele chamarem os passageiros que embarcariam para o Alasca.

“Alasca?” questionei descrente.

Era um lugar que eu realmente odiava devido ao frio excessivo. Contudo, talvez agora eu gostasse. A neve não seria mais fria ao tocar a minha pele, eu não teria que me preocupar com resfriados ou algo do tipo.

Meu celular vibrou no meu bolso. Rezei que não fosse Anny! Por mais que eu quisesse falar com ela, mantive-me um pouco mais distante com o intuito de manter a minha volta como uma surpresa para ela. Todos de casa já sabiam, mas prometeram que não contariam nada pra ela.

Atendi o celular sabendo que era a minha mais nova amiga, Dani. Ela era uma garota muito divertida e nós nos tornamos o mais próximos o possível e o impossível nessas ultimas semanas. Ela sabia – parcialmente – sobre tudo o que eu estava passando por estar longe de Anny.

“Oi, oi, oi.” ela cantarolou do outro lado.

“Nossa que alegria é essa?” questionei rindo.

“Acabei de chegar em casa, estava com saudades de tudo isso. E você já chegou no Canadá?”

“Não, eu vou para o Alasca, visitar uns primos.”

“Sinto muito.” ela disse baixinho.

“Não sinta.” eu ri. “Ela vai estar lá.”

“Ai que legal queria tanto conhecê-la, ela parece ser uma ótima pessoa...” Dani começou a tagarelar, mas parou de repente. Pude ouvi uma voz no fundo, falando português, e depois uns gritinhos vindo de Daniela e de provavelmente outras meninas. “Aleph tenho desligar porque a Gi e a Gabi chegaram.”

“Tudo bem, eu tenho que embarcar mesmo.” eu disse correndo em velocidade humana quando chamara pela ultima vez meu voo.

“Me liga quando chegar lá... ou quando tiver tempo.” eu ri, o silencio se instalou por segundos. “Vou sentir a sua falta.” era como se ela soubesse que provavelmente, nós nunca mais nos veríamos.

“Também vou sentir a sua.” e desligamos.

O avião estava havia pousado e eu batia insanamente os meus pés no chão tentando me acalcar enquanto não podíamos sair.

“Cuidado para não fazer xixi ai.” disse Emmett rindo da minha ansiedade.

Senti uma onda de tranquilidade me levar aos poucos, se eu fosse humano teria dormido em minutos.

Não sei quanto tempo se passou até que pudêssemos sair, estava entorpecido demais para pensar em qualquer coisa. Assim que a porta se abriu eu fui para fora o mais rápido o possível, era como se eu estivesse sufocando a cada segundo.

Logo fora da aeroporto, fomos recebidos por uma comissão de boas-vindas. Estavam quase todos ali, menos Bianca e Anny. Cumprimentei apresadamente cada um tentando não transparecer meus nervosismo e a minha ansiedade.

Não suportando a minha ansiedade e perguntei sobre ela. Todos se olharam e quem respondeu foi Nathan.

“Ela foi ao shopping com a minha Bia.” ele sorriu ao citar ao nome da namorada. Ouvi Edward pigarrear. “Se você eu posso te levar lá maninho.” ele disse dando um soco leve em meu ombro.

“Tudo bem.” eu disse sorrindo e entrando no carro em que ele foi em direção.

Minha garganta queimava. Estar naquele lugar cheio de pessoas, vivas e com sangue jorrando por suas veias, me torturava. Nathan percebeu meu incomodo, que a essa hora já era palpável de tão denso.

“Não seria melhor se nós saíssemos, parece que você está precisando de um pouco de ar.” ele disse parando e depositando a mãe em meu ombro.

“Não é necessário.” eu disse tentando dar meu melhor sorriso. “Não estaria aqui se não fosse completamente capaz de controlar a… sede.” eu disse terminando com a voz mais rouca do que o de costume. O veneno imundou minha boca com as minhas palavras.

Seria assim, quando eu tivesse perto de Annabelle? O sangue de Nathan não influenciava em mim, talvez por causa da sua parte de lobo ser mais forte do que de vampiro. Passei a mão em meus cabelos desgrenhando-os. Nath riu.

“O que foi?” questionei seguindo a mesma direção de antes, a procurá-las.

“Muito convívio com o vovô!” ele disse segurando o riso.

Sorri nervo sentindo minhas mãos tremerem compulsivamente.

“Não fique tenso, não é como se você não soubesse que ela te ama.” ele disse de forma simples, me fazendo sorrir amplamente.

Sim, eu tinha a plena e total ciência que ela era apaixonada por mim. Esse fato, fazia com que de certa forma meu lado pretensioso surgisse de dentro de mim. Não era um lado que eu – ou as outras pessoas – gostassem em mim, mas quando se tratava de Annabelle, eu me tornava um ser completamente desconhecido.

Você deve estar se questionando quando eu percebi isso. Não fácil admitir, e eu não reparei isso por mim só. Dependi de que Edward, Bella, Jasper e até mesmo Emmett dissessem para que eu percebesse, que eu estava diferente. Eu dizia que era por causa da transformação em vampiro, mas no fundo eu sabia que essa transformação era graças a ela.

Não, eu não havia me tornado muito diferente do que eu era. Mas eu havia amadurecido, aguentando a dor que era maior do que a de uma rejeição. Saber que ela me amava e não estar do seu lado, era realmente massacrante.

Sacudi minha cabeça três vezes tirando qualquer pensamento da minha mente. Eu só queria encontrá-la.

Não demorei muito para que eu visse ela. Estava de costas para mim, a dois ou três metros de mim, mas depois de um ano, aquilo equivalia a centímetros. A primeira a me ver, e me reconhecer foi Bianca. Ela sorriu para mim abertamente o que fez com que Anny olhasse em sua direção.

Nosso olhos se conectaram no segundo em que ela se virou. E esse foi o estopim exato para que todos desaparecessem. Não havia ninguém mais no mundo. Apenas eu e ela.

Contudo eu não sabia como reagir. Mas parecia que meu corpo sabia exatamente com seguir sem incentivo de minha mente. Meus pés moveram-se passa a passo rapidamente – talvez por ondem do meu inconsciente.

Não demorou muito e eu estava de frente a ela com meus braços envolta de seu pequeno e frágil corpo. Agora eu estava completo para sempre.