Eternity Chase

2 Trevas, Sangue e Insanidade


Notas iniciais
OIIII desculpa Ç.Ç *Coloca Ree na frente pra se protege * n queríamos demora ç.ç
Desculpa gentinha viu, mas agora fiquem com um Cap. saído do forno e.e
-enmematemporfavorzinho- se precisarem apedrejar algo que seja a Ree u.u
Kissus Amy-Star

P.O.V Amy


Aquele lugar... E pensar que confiamos neles... Aqueles traidores nos apunhalaram pelas costas... Nós que sempre os protegemos... E para que? Por quê?

Apenas inclinei a cabeça para o lado e encarei as grades de minha cela. Mas um dia eles vão pagar... a se vão!

Voltei meu olhar para o teto daquele maldito lugar, não que eu pudesse vê-lo já que as sombras dominavam minha pequena sala.

Gemi baixo enquanto ainda me mantinha deitada. A dor consumia meu ser. A fome devorava-me por dentro. A solidão e o silencio reinavam ao meu redor. A tristeza afogava meu coração. O desespero paralisava meu corpo. O ódio reinava em minha mente... Ah quando eu os pegar...

Ergui-me com dificuldade. Sentei-me, ainda no chão, e fiquei a encarar a parede a minha frente.

Logo um sorriso formou-se em meus lábios. Eles vão pagar por isso... Murmurei entre risos. Eles vão pagar por isso! Gargalhei alto quebrando aquele silencio.

Apenas pendi a cabeça para trás rindo cada vez mais alto enquanto permitia as sombras me envolverem por completo. Por mais uma vez a loucura tomava conta de mim.

Logo o silencio voltou a reinar e eu apenas fechei os olhos. Agora o único som, que antes preenchia o local por fora de minha cela, cessara.

Pelo menos aquele badalar irritante parou...


P.O.V Autor


A azulada apenas inclinou um pouco a cabeça enquanto o som, antes vindo de fora que há algum tempo cessara, retornara até um pouco mais alto.

Abaixou a cabeça deixando-se preencher por aquele badalar alto fazendo assim com que esta localizasse a origem de tal melodia.

Poucos segundos depois a garotainclinou a cabeça para trás. Por que buscar a origem daquele som naquele momento? Pensou e logo fechou os olhos voltando a sorrir. A sim para poder ele nunca parar! Respondeu a si própria voltando a se concentrar.

Respirou e inspirou. Repetiu esse processo por algumas vezes ate tomar consciência de que aquele som, aquela bela melodia, não provinha de fora da sua cela, mas sim de dentro dela própria... Este som originava-se em seu interior, no lugar onde seu coração deveria bater... Onde a pedra das almas repousava.

Seu sorriso alargou. Enfim ganhei minha melodia! Alegou-a mostrando-se feliz, algo que não fazia havia séculos.

A azulada apenas ergueu-se de seu lugar nas sobras sentindo um misero raio de sol tocar-lhe a pele. Logo este sumiu deixando-a, novamente, a sós com a escuridão.

A garota podia sentir o poder tomar posse de seu corpo e, o mesmo, dançar ao seu redor tornando a atmosfera pesada.

O sorriso da azulada alargou-se enquanto um riso estranho subia por sua garganta... Logo a risada estridente da garota cortou o silencio juntamente de uma explosão ao longe...

O que estava acontecendo? Ela não sabia

Mas que era algo bom, certamente que era!


*


Quem você vai matar primeiro? Perguntou a voz na cabeça do imortal. Um homem ou uma mulher? Uma criança, um adulto ou idoso? Em seguida a mesma voz ecoou pela cabeça do moreno.

– Todos... – murmurou o rapaz sentado abraçando suas próprias pernas. – Vou matar todos... Todos vão pagar com suas vidas miseráveis...

Como resposta o imortal apenas escutou uma gargalhada alta em sua mente.

Bom, bom... Isso é bem... Interessante!

Um sorriso alargou-se na face do moreno enquanto este encarava fixamente o buraco que havia na parede de sua cela.

Inclinou a cabeça para o lado, sem desfazer o sorriso, e observou a pequena movimentação de sombras perto da parede. Estas apenas mexiam-se flutuando em direção ao moreno.

As pequeninas voltaram... Anunciou a voz desconhecida na mente do rapaz. Seria a insanidade?

Provavelmente...

As sombras aproximaram-se mais e logo se aconchegaram junto ao moreno que podia sentir o exalar da doce essência da morte escapar da escuridão que o cercava.

Sieghart fechou os olhos por alguns segundos deixando-se envolver cada vez mais por aquele aroma. Ele mal aguentava esperar o momento em que aquele doce cheiro cobriria todo seu ser manchando seus cabelos negros de rubro enquanto sua pele sentia o calor da essência das miseráveis vidas mortais dos que o prenderam ali.

Após alguns minutos deliciando-se com o prazer de ver todos mutilados o imortal abriu os olhos rapidamente assim que escutara uma explosão...

O coração em seu peito palpitava rápido enquanto Sieghart erguia-se bruscamente. O desejo por sangue dominando-o por completo.

A hora estava chegando...


*


Sentado em seu canto de olhos fechados, o albino apenas continuava perdido em pensamentos. Ele não precisava deixar-se envolver ou ser consumido pelas sombras, afinal vivera com elas por longos anos quando estava sendo controlado por Cazeaje.

Ainda se lembra daquele tempo criança? – soou a voz da mulher ao ouvido do albino cujos olhos abriram-se rapidamente.

Este olhou para os lados em busca daquela voz que ele a tanto não escutava. Mas como se procura na escuridão algo que já faz parte desta?

O riso da mulher foi alto.

Eu sei que você não suporta esse lugar garoto então por que não fica ao meu lado? – perguntou a mulher. – Eu sou sua única companhia aqui Lass, e se quiser se vingar....

– Não irei deixar que me controle de novo bruxa – respondeu ele com escárnio. – As sombras que aqui habitam são mais minhas do que suas e minha vingança não te interessa!

A bruxa rosnou, mas logo silenciou-se.

A calma reinava na cela do albino que, novamente, fechara os olhos. As sombras dançavam ao redor deste enquanto o mesmo planejava como iria matar cada um daqueles idiotas que faziam parte da realeza.

Uma gargalhada formou-se em sua garganta. Mas este apenas abriu os lábios em um largo sorriso.

Mesmo reprimindo sua loucura por séculos esta enfim o pegara. O rapaz apenas permitia que as sombras tomassem posse de si...

Ele mal via à hora de sair daquele maldito lugar.


*


A rosada riu alto enquanto observava seu reflexo no espelho.

– Você promete que não vai me abandonar? — Não houve resposta, mas a garota sorriu alisando o vidro espelhado em suas mãos.

Fazia séculos que a garota possuía aquele objeto e, durante todos esses anos ela tornara-se tão apegada a ele que nada a fazia largá-lo.

Uma movimentação de sombras ao lado da garota fez esta apenas abraçar forte a peça e curvar-se um pouco mais enquanto buscava o se havia mais alguém ali.

Um chiado fora ouvido vindo das sombras enquanto a garota largava o pequeno espelho, deixando-o ir de encontro ao chão e trincar-se, para levar as mãos aos ouvidos cobrindo-os para abafar aquele som irremediavelmente irritante.

Um grunhido baixo escapou de seus lábios quando viu que a peça encontrava-se largada no chão.

– Desculpe meu pequeno, desculpe... desculpe... — Repetiu ela por mil vezes voltando a alisar a superfície lisa enquanto ignorava o chiado que tornara-se mais alto e agudo.

Em poucos segundos o silencio voltou a reinar.

Eu desculpo! Respondeu a figura no espelho.

Os olhos da asmodiana encheram-se de alegria ao ouvir aquelas palavras.

Eu desculpo... repetiu a voz.... mas temos que sair desse maldito lugar! Eu não gosto de ficar preso aqui.

A asmodiana inclinou um pouco mais sobre o pequeno objeto em uma tentativa falha de olhar mais dentro deste.

– Como sairemos? – perguntou já sentindo as sombras tomarem posse de seu corpo.

Meus pequenos bebês nos ajudaram....

Um sorriso alargou-se nos lábios de Rey.

Quando sairmos daqui brincaremos de caçar humanos... Murmurou a voz e logo uma gargalhada alta foi ouvida.

Um riso baixo e sem emoção foi vindo da asmodiana que apenas continuava a sorrir enquanto alisava protetoramente o espelho em suas mãos, ao longe um alto estrondo foi ouvido...


*


Sua cela era espaçosa, mas a maior parte desta era tomada pela escuridão. Os poucos raios solares que ali adentravam eram apenas o suficiente para provocar visões ao jovem druida cuja loucura que tomava posse de si o faziam delirar cada vez mais.

Os gritos do garoto haviam cessado há poucos minutos enquanto o mesmo localizava-se no canto do cômodo encolhido cobrindo os olhos.

Ryan... Por mais uma vez aquela voz o chamava. Esta era familiar para ele por isso que, por mais uma vez, ele erguia o olhar que logo deparara-se com um pequeno lírio a sua frente. Cuide dele Ryan... O proteja com sua vida! Pediu a voz.

No momento em que o garoto esticou a mão para acariciar a flor esta murchou fazendo com que lagrimas escorressem pelo rosto do ruivo, que, novamente, voltava a desesperar-se.

Desesperado ele apenas colocou as mãos na cabeça já voltando a gritar.

Acalme-se querido... pediu a mesma voz que, agora, ressoou mais alto. O ruivo se calou.

– Q-Quem esta ai? – perguntou em um fio de voz.

Calma... Calma... O ruivo acalmou-se e novamente voltou a perguntar:

– Q-Quem esta ai?

Eu estou em todo lugar...Respondeu a voz. Sou a escuridão que lhe cerca jovem druida...

– E-Escuridão? P-Por que esta a-aqui? – indagou novamente.

Apenas queria companhia meu jovem... Eu estava tão só na floresta... Disse a voz e logo uma sombra passou pelo braço do jovem acariciando-o de leve. Posso ficar?

Ele nada respondeu apenas ficou a fitar o chão onde a pouco o pequeno lírio desfizera-se.

Por que esta preso aqui?

– N-Não sei... – murmurou ele.

Que tal sair? Podemos decorar todo o castelo com flores e plantas... o ruivo ergueu a cabeça encarando as sombras. Mas logo percebeu que não eram simples sombras. Em meio a estas, caules de plantas erguiam-se, mas estes eram negros juntamente das flores que neles floresciam.

As flores das sombras sobrevivem aqui... Disse a voz.

O rosto do ruivo iluminou-se e logo um sorriso alargou-se em sua face.

Que tal espalharmos as flores negras por todo o castelo... Ou melhor, por todo o mundo... Vamos deixar o mundo pintado de negro... Assim você nunca mais precisara ficar preso aqui... E nem eu ficarei sozinha...

O ruivo ergueu-se de seu lugar. Pela primeira vez em séculos este se mostrava determinado.

– Vamos cobrir o mundo de sombras...


*


O azulado apenas encarava fixamente as grades a sua frente. Já fazia alguns minutos que ele encontrava-se desse jeito e apesar do cansaço em seu corpo cobrar-lhe a cada instante ele não se movia um milímetro.

Sua respiração estava descompassada parecia que o mesmo lutava há dias, ou melhor, ele lutava há anos, décadas... Séculos! Mas sua luta não era contra um ser físico... Não, claro que não... Era algo muito pior... Algo que poderia ser, tanto seu maior aliado como seu pior inimigo...

Sim, por mais de séculos este enfrentou as trevas, mas agora se encontrava fraco... Debilitado... Estava sem magia e se continuasse assim morreria. Mas será que aquele jovem, que sempre lutou por honra e justiça, estava pronto para morrer por um traição?

Por um momento o rapaz fraquejou e assim caiu de joelhos. Seu olhar, antes fixo no metal das grades de sua cela, agora se voltava para o pequeno núcleo de magia que havia na luva em sua mão.... A única peça que fora deixada com ele quando lhe retiraram sua triffing e o jogaram naquela cela imunda.

Puxou o ar com dificuldade enquanto observava pequenas sombras moverem-se ao redor de sua luva.

– Aqueles traidores... – murmurou ele fechando os olhos fortemente. – E pensar que eu os protegia...

E sua honra?

É sua honra? Repetiu outra voz mais fina, seguida de mais outras.

– Honra? – o rapaz riu sem humor – eu estou preso... Aqui não há honra...

Não há honra? Perguntou a primeira voz.

Não há honra! Afirmou outra voz seguida de varias outras.

O garoto curvou-se um pouco colocando a mão sobre o coração. Era assustador como o mesmo batia fraco.

Garoto você esta bem? Perguntou a primeira voz e logo uma sombra acariciou o rosto do azulado.

Você não parece bem! Afirmou a segunda voz logo sendo seguida pela confirmação de varias outras só que mais finas e mais baixas.

– Tsc... – fora um único som que escapou dos lábios do azulado antes de o mesmo ir de encontro ao chão.

Hey garoto... chamou a primeira voz.

Garoto... chamou a segunda voz seguido de varias outras fazendo eco.

Podemos te ajudar garoto...

É podemos te ajudar garoto! Afirmou a segunda voz sendo seguida por vários é’s sendo pronunciado por vozes mais finas.

O azulado riu sem humor.

– Porque eu aceitaria sua ajuda? – indagou virando-se no chão para encarar as grades da cela.

Para se vingar!

É se vingar!

É nos ajudamos a te vingar...

Vamos garoto você não precisara mais se apegar a sua honra!

– Não precisarei... da minha honra? – repetiu Ronan.

Você vai ser mais forte!

– Eu... Serei mais forte?

Você poderá ter o que quiser!

– O que quiser?

O mundo será nosso!

– Apenas nosso!

O azulado apenas fechou seus olhos já sentindo o poder tomar posse de si enquanto apertava forte o núcleo de magia de sua luva que agora era envolta pela escuridão.

No momento em que o garoto abriu seus olhos e ergueu-se uma explosão foi ouvida ao longe.

Apertou forte o núcleo em sua mão enquanto seu coração palpitava rápido, sua respiração tornava-se acelerada, a adrenalina corria em suas veias...

Lambeu o lábio superior... Ele estava gostando de sentir aquilo... Era uma sensação... Inigualável.

Agora a questão não era honra...

Era vingança!


*


Sozinho em sua cela sem seu colar e sua arma, e grande amiga, Grandark o espadachim Zero ficou desolado...

Havia virado uma simples marionete sem seu ventríloquo, cada vez mais perto da insanidade que a cada misero segundo dominava-o cada vez mais.

Sua mente escura e vazia percebeu a aproximação das trevas. Este apenas olhou para o lado, seus os olhos opacos que escondiam a insanidade e o terror. Aos poucos as sombras cobriram-no por completo.

– Zero, Zero sem nada para expressar seus sentimentos por você, ficas-te tão desolado meu querido, mas prometo-te que logo ira sair daqui meu amor....

– Impossível – murmurou-o sem emoção alguma ainda encarando fixo as sombras que, agora, uniam-se a sua frente.

– Claro que não – afirmou a voz – deixe-me ser sua dona, sua mestra...

Por um assentimento espontâneo o rapaz fora tomado pelas trevas ao mesmo tempo em que ouve um barulho no andar inferior.

Seu corpo, já totalmente tomado pelas sombras que o cobriam, não mexeu-se um milímetro enquanto as trevas que cobriam-lhe o corpo tomavam forma própria.

Logo uma mulher fez-se presente no local. Seus braços envolviam o rapaz possessivamente enquanto acariciavam lhe o rosto.

– Oh, meu querido você não sabe o quanto eu esperei para poder tomar conta de você...


*


Deitada no chão de seu aposento sorrindo apenas para os tijolos velhos a sua frente, a pequena Arme perdera a aparência jovial e os pensamentos infantis, que agora davam lugar ao sorriso cínico e ao ódio, rancor, insanidade e vingança.

Totalmente consumida pelas sombras ela apenas aguardava à hora em que sairia e se vingaria de todos aqueles humanos imundos.

Ficara presa por tantos séculos que perdera o gosto por realizar seu desejo de trazes paz ao mundo. Afinal todos traíram-na.

Agora queria apenas a morte de toda a humanidade que, como gratidão pelos anos de proteção, apenas prenderam-na ali para que vivessem o resto da eternidade e fizeram isso sem pensar duas vezes.

Enquanto aguardava o momento certo, esta apenas brincava com os fios negros das sombras... Estas mostravam-na apenas o que ela queria...

Ah criança...

– Não sou criança alguma – afirmou-a fazendo as sombras se espalharem ao seu redor.

Ah, sim você se tornou adulta ao decidir que não pode confiar em ninguém... os fios negros sobrevoaram seu corpo.Tenho o poder de tira-la daqui, você sabe, não?

– Claro que sei, mas se não confio em ninguém. Por que eu confiaria logo em você? Que nem tem a decência de mostrar o rosto

Oh, devia confiar se vou ser eu quem vai mostrar a sua raiva para o mundo. Arme olhou fixamente para as sombras. Se você se entregar para mim o mundo será seu brinquedo, o sangue deles será seu rio, seu céu será pintado de vermelho... a jovem, sem hesitar muito, assentiu e as sombras envolvem-na como fumaça púrpura e a cobriram totalmente.

Logo se ouviu um barulho alto no andar superior enquanto varias outras risadas invadirão o local vindas de todos os lados.

Logo a garota ouviu a própria risada. Alta e estridente enquanto as sombras rodeavam-na.

Ela sabia que não demoraria muito para estar livre.

E contaria cada segundo ate esse momento chegar.


*


Jin se encontrava no canto de sua cela, através de pequenas brechas entravam rarefeitos raios de Sol.

O semideus se encontrava em uma posição de meditação. Era possível ver a curiosa disposição das sombras formando um circulo envolta de si, deixando uma distancia favorável para que não se machucassem, o garoto havia sido pouco afetado pela insanidade e a escuridão, já que este conseguia manter-se em equilíbrio com a paz...

Jin, como podes resistir a isso? Nenhum som veio do rapaz. Como não pode ocorrer nada em sua cabeça? Diz uma voz vinda da sombra. Todas as pessoas te traíram, todo o mundo te traiu, desde Vitor a todos do mundo. Ouviu-se algo vindo do ruivo, depois dessas palavras a paz interior que ele possuía desabou.

– Não! – Negava Jin – Não me traíram! Pelo menos a Amy não, nem meu amigos...

Como podes ter tanta certeza? Nenhuma deles, ou se quer ela, se lembra mais de ti, todos só pensam em si mesmos, você não e ninguém mais para eles. A voz falou fazendo com que o ruivo acredita-se.

Lagrimas escorreram pelo rosto do rapaz enquanto este apertava as mãos contra a cabeça. Todos os momentos felizes que passara ao lado da rosada aos poucos desapareciam de sua mente.

– Não pode ser... – dizia o ruivo tentando ao máximo se controlar quando era impossível.

Este apenas relaxou os baços deixando-os decair ao lado de seu corpo.

Se você se entregar para mim, nunca será esquecido, nem traído. Você terá autoridade para derrubar qualquer um e manchar de sangue a pessoa que algum dia traiu-te. Jin assentiu e uma aura cinza prateada o cobriu-o. Logo um barulho extremamente enorme se ouviu ao longe.

Logo você poderá ver por si mesmo que eles te esqueceram... murmurou a voz.

O rapaz contraiu o maxilar e abaixou a cabeça assentindo por cada decisão que as sombras tomavam.

Ele já não mais escolhia seu futuro...


*


Um ruído baixo fazia eco pela sala escura. Nada, além disso, era ouvido. Nem o som do grunhido dos ratos, nem o vento lá fora, nem a respiração do garoto demônio tampouco o movimentar de suas asas.

O ruído cessou, mas em poucos segundos retornou, mais agudo e alto.

Tal som provinha do lugar onde o demônio encontrava-se curvado sobre o próprio corpo arranhando com uma força descomunal o chão abaixo de si.

O sorriso em seus lábios mostrava que este havia sido tão afetado pela insanidade quanto o restante de seus amigos, agora esquecidos.

Havia escuridão ao redor do demônio, mas não havia se quer movimentação de sombras.

O ruído fez-se mais alto, mas dessa vez este saiu como um grito fino enquanto por sobre este a risada do garoto era ouvida.

Logo o silencio reinou...

Dio apenas ergueu-se um pouco e virou a cabeça para encarar algo atrás de si. Nada encontrou... A não ser – claro – mais uma pequena vitima encolhida... Tremendo de medo... No canto do recinto.

Logo o demônio largou sua vitima e tomou caminho para a próxima. Sua respiração estava rápida enquanto este virava-se. Seus olhos estavam fixos no pequeno ser. Suas presas estavam visíveis pelo fato de sua boca encontrar-se entreaberta.

Suas asas abriram-se longamente e em um bater rápido impulsionou-o para sobre a criatura. Um grito fino fora escutado seguido por mais outros enquanto a pequena sombra debatia-se nas mãos do asmodiano.

Por tanto o garoto viveu entre as trevas que agora nem estas conseguem controlá-lo enquanto mais e mais a insanidade dominava-o.

O sorriso alargou-se em seus lábios enquanto o garoto inclinava um pouco a cabeça para o lado no mesmo instante em que rasgou o pequeno ser em suas mãos.

Por mais uma vez o silencio fez-se presente enquanto o garoto observava entre suas mãos o que restou da pequena sombra.

Dio franziu o cenho largando o que restara no chão...

Que ridículo! Fora apenas o que ele pensou enquanto voltava a sua antiga vitima que relesmente tentava escapar por entre as grades da cela.

Um sorriso voltou a tomar os lábios do garoto enquanto, por mais uma vez, este voltava a fazer pequenos rasgões na sombra que apenas gritava, se debatia e, vez ou outra, conseguia abrir um pequeno ferimento na mão do garoto.

Um riso baixo e sádico ecoou pela sala quando o pequeno ser calou-se.

Logo o garoto largou a sombra e deixou-se cair para trás deitando-se naquele chão imundo, ainda sorrindo.

Por um minuto esticou sua mãos demoníaca e, sorriu prazerosamente, ao vê-la manchada de um liquido negro, quente e mal-cheiroso. Mas em questão de segundos baixou-a, agora, mantendo seu olhar fixo e curioso sobre a grande sombra que havia no teto do pequeno aposento.

Deu uma grande gargalhada enquanto seu corpo era tomado por espasmos contínuos. Um som alto e já conhecido de algum modo foi ouvido...

Ao que parece a brincadeira estava apenas começando...


*


Lire estava sentada no meio da cela, não se ouvia barulho algum, um amontoado de sombras a cercavam e um único ponto de luz surgira no meio, era Lire e seu poder vital que estava em declínio, pois a insanidade já tomara conta dela há tempos.

Ela apenas colocou os braços atrás da cabeça dela.

Às vezes pensava que a vida mortal não valia mais a sua proteção, mas pensava também no objetivo primário de sua existência, que era proteger os mesmos a todo o custo.

O amontoado de sombras avançou contra ela sendo rapidamente repelida pela mesma. Esta não ia se entregar tão facilmente como os outros.

Lire, Lire, a vida te abandonou, e o que restou a ti? Uma cela escura e uma eternidade total de depressão? Querida você irá poder se livrar rapidamente desde que se entregue a mim...

– Não! Nunca irei me entregar a você — esta se levantou enquanto podia sentir que sua voz estremecia — Eles cometeram um erro, não irei culpá-los por isso — A guardiã apenas olhou para o teto daquele lugar vazio, não que conseguisse vê-lo.

Um erro gravíssimo a meu ver. As sombras se levantaram... Se eles fossem agradecidos nunca iriam botar-te aqui. As sombras olhavam-na a desafiando. Eles nunca a quiseram por nenhum mérito seu, só te tornou semideusa por fazer parte da Grand Chase você é um insulto como tal divindade de Gaia, e ela te considera uma garotinha boba que acha que é algo na vida, mas nada o que você fez foi reconhecido, a vida não te merece! A loira chorou com a proclamação das sombras. A morte e a noite iram te desejar muito mais, iremos te aclamar todos os dias...

Sem hesitar, enquanto ainda derramava lagrimas de auto-piedade, a loira pronunciou aquelas palavras.

Eu aceito...

E sem mais delongas as sombras avançaram contra ela. Seus olhos verde-água tornaram-se acinzentados, seu cabelo loiro obscureceu e logo tomou tons de roxo, suas asas brancas e angelicais perderam suas resplandecentes penas alvas e logo tornaram-se demoníacas por fim e um chifre negro como as trevas surgiu em sua testa.

E antes de tudo uma explosão foi ouvida ao longe fazendo assim com que a garota alarga-se um sorriso em sua face.

O anjo agora ganhara sua face demoníaca.


*


Os passos da azulada eram silenciosos pelo corredor. Seu sorriso não estava mais estampado em sua face, mas as sombras ainda vinham atrás de si como nobres seguidoras.

Continuou seu percurso.

Por varias vezes passava por inúmeras celas, algumas tão parecidas que muitos jurariam estar andando em círculos, mas ela sabia que estava no caminho certo... e também ignorava o fato de que, talvez, conhecesse os habitantes do restante das celas daquele lugar.

Caminhou por mais alguns minutos logo chegando a um grande salão. Ao lado oposto a porta onde a azulada estava encontrava-se a loira, antiga comandante da caçada e agora guardiã da Eternity Chase, Lothos. Esta observava curiosa a repentina explosão que acontecera no portal que selara os colares dos semi-deuses.

Um largo e sádico sorriso brotara nos lábios da garota, enquanto andava cautelosa e calmamente em direção a antiga comandante. Logo quando esta parou, ainda sorrindo, pode-se ver apenas a loira virando-se e se surpreendendo cada vez mais ao deparar-se com ela.

Antes de mais nada, Lothos já encontrava-se com sua espada em mãos. Nenhum movimento fora feito pela loira, mas sem que qualquer coisa pudesse chegar a acontecer, um tilintar alto de metal ecoou pelo salão.

A espada da loira agora se encontrava no chão enquanto as sombras que antes cercavam a azulada agora envolviam Lothos prendendo-a firmemente.

O próximo som a ser ouvido foi a gargalhada alta da azulada. Esta não gargalhava por ver o que estava a acontecer, não, claro que não... sua felicidade provinha apenas por escutar a bela melodia de seu interior...

E banhada por esta melodia, sem ter controle dos próprios movimentos, a jovem partiu para matar sua ex-lider...

Agora a questão era apenas a lei do mais forte.

Será que Lothos escapara de seu destino?


Notas finais
Gostaram??
gomen dnv por demora ç.ç
bem por favor n me matem e como disse acima matem a Ree u.u
Kissus Amy-Star