Eternamente Seu
1 1º Encontro
Notas iniciais
Aqui começa uma intensa e tragica historia de amor.
Se refugiar no banheiro da escola era a melhor coisa que Gerard fazia nos últimos tempos, ninguém ia lá mesmo, o andar de baixo era pouco movimentado, quando ele estava sozinho se sentia melhor.
Gerard era um garoto de 17 anos, magro de pele bem clara, cabelos pretos e lisos na altura dos ombros, olhos verdes profundos, que transpareciam uma interminável tristeza. Era diferente dos outros garotos, apesar de não ser gótico, era muito sombrio, tinha uma fascinação pela morte desde pequeno, e inclusive já tentara se matar várias vezes, seu passatempo preferido era cortar os pulsos e ver o sangue escorrendo, vivia sempre de preto e costumava usar lápis de olho e sombra vermelha, que contrastavam de um modo sombrio com seu rosto pálido, além das faixas pretas nos pulsos para que ninguém visse suas cicatrizes, não que ele se importasse com isso. Ele não tinha muitos amigos, pois as pessoas evitavam-no, mas isso nunca fez diferença para ele, pois gostava de ficar sozinho. Não se importava muito com nada, suas notas escolares estavam cada vez piores, nunca havia repetido, talvez por sorte, estava no 3º ano e não via a hora de parar de estudar, mais pelo jeito que as coisas iam iria ter que ficar mais um ano. Tinha um irmão mais novo, Mikey, essa talvez fosse a única coisa com que se importava, pois Mikey sempre esteve ao seu lado lhe apoiando, apesar de não serem irmãos de sangue eram muito unidos. Gerard foi adotado pela família de Mikey quando tinha cinco anos, sempre soube da verdade, e por mais que seja grato, nunca chamou Donna de mãe, mais pelo contrário sentia como se Mikey fosse realmente seu irmão.
Como sempre o banheiro estava vazio Gerard entrou e se sentou no canto da parede como fazia todos os dias, tirou um maço de cigarros da mochila, e acendeu um, fumar sempre o acalmava, de repente lembrou-se que estava perdendo a prova de Biologia, mas não deu muita importância, não tinha mais salvação mesmo sabia que iria repetir.
Seu cigarro estava quase acabando quando, de repente, a porta do banheiro abriu por impulso ele se levantou rezando para que não fosse alguém da diretoria, pois se o pegassem ali tomaria sua 3º suspensão em três dias, com certeza seria expulso, uma vergonha para sua mãe que implorou tanto por uma bolsa de estudos para seus dois filhos, pois não tinha dinheiro suficiente para pagar a escola dos dois. Ficou aliviado quando viu que era apenas um estudante e sentou-se novamente.
Gerard ficou observando o garoto que acabava de entrar, era um pouco mais baixo do que ele aparentava 15 ou 16 anos não mais do que isso. tinha cabelos pretos e lisos um pouco cumpridos, olhos verdes, pele clara era realmente muito bonito, mas o que lhe chamou a atenção foi à tatuagem de um escorpião negro que ele tinha no pescoço.
“O que foi? Eu te atrapalho?” – Disse o garoto com um pouco de ironia na voz.
“Não, o banheiro é publico...” – Gerard disse seco – “... mais... gostei da tatuagem”.
O garoto tirou um cigarro do bolso
“Você tem isqueiro?”.
Gerard colocou a mão no bolso e tirou seu isqueiro, o garoto agradeceu depois de acender o cigarro.
Depois de alguns minutos de silencio o garoto sentou ao seu lado
“Pelo o que eu vejo você não é muito de falar... meu nome é Frank, prazer” – ele estendeu a mão com um sorriso amigável.
Gerard estava confuso, não sabia exatamente o que fazer, mais mesmo assim o cumprimentou.
“Meu nome é Gerard, mas pode me chamar de Gee”.
“Gee, legal” — com esse ultimo comentário Frank deu a ultima tragada no cigarro — “Me deixe ir, já demorei demais aqui, a conversa foi boa, mais tenho que voltar pra aula, a gente se vê por ai”.
Gerard apenas concordou com a cabeça e permaneceu sentado em quando Frank saia do banheiro. Aquilo tudo foi tão estranho, mais apesar de tudo foi bom, ele não sabia por que, mas gostou de ter conhecido Frank.
Após fumar seu terceiro cigarro ele finalmente se levantou e resolveu ir para casa. No caminho ele comprou uma garrafa de vinho e mais cigarros, parou em frente de uma igreja, sentou-se nos degraus e começou a beber e fumar, as pessoas que passavam na rua olhavam-no indignadas por tanto desaforo, bem em frente à igreja, mas ele não se importava nem um pouco, e até fazia de propósito às vezes.
Ele tomou toda garrafa de vinho e depois foi para casa.
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