Eternamente Apaixonados
7 Nephilim
Notas iniciais
P.O.V. Jace.
Todos os membros da Clave vieram de Idris para cá. Os equipamentos foram á loucura.
Detectaram uma coisa. Uma enorme quantidade de energia divina.
—Um anjo?
—Tem uma pessoa que pode responder essa pergunta.
—Quem?
—Donatello.
—Quem é o Donatello?
—Um profeta do senhor.
Ele entrou. Era um senhor de idade.
—Olá Donatello.
—Olá Imogen.
—Os nossos equipamentos detectaram uma enorme quantidade de energia de anjo. Há um anjo entre nós?
—Há mais de um. Mas, o que as suas coisas que apitam captaram não é um anjo.
—Não é?
—É uma coisa nova. Sim, é energia angelical, mas não é um anjo. É um nephilim.
—Nós somos nephilim.
—Não. Não são não e você sabe. O pai da criança é um anjo, anjo, anjo.
—Um Nephilim de verdade?
—Sim garoto.
P.O.V. Daniel.
Eu me lembro de quando a Lucy descobriu que estava grávida.
Flashback On.
Depois que ficamos de detenção e a fofoca embaraçosa se espalhou pela Sword and Cross, ela começou a passar mal.
Vomitando e comendo e comendo e vomitando. Até que enfim descobrimos o que era.
—Meu Deus!
—Isso é... um milagre.
—Não Lucy. Não.
—Como não?! Vamos ter um bebê!
—Não Lucy. Dar á luz á um nephilim é sempre fatal para a mãe. A mãe humana nunca sobrevive ao parto. Temos que... nos livrar disso.
—Um aborto?! Não! Talvez haja uma terceira opção.
—Terceira opção? Lucy, você vai morrer.
—Mas, não vou ficar morta.
—O que?
—E nós vamos poder passar a eternidade juntos. Todos nós. Eu, você e o bebê.
—O que? Do que está falando?
—Você ainda me amaria, se eu virasse uma vampira?
—Amaria, mas isso não é possível.
—O verdadeiro amor quebra as regras do possível. O verdadeiro amor e sangue de vampiro.
Flashback Off.
Ela passou a beber sangue de vampiro todo dia desde que descobriu que estava grávida e então... quando o bebê finalmente nasceu, a Lucy morreu, mas ela voltou.
Voltou como vampira. Ela se alimentou e completou a transição.
—Como se sente?
—To bem. E o bebê? Está bem? É saudável? É menino? Menina?
—O bebê está bem. E é uma menina. Clarissa como a sua avó.
—Ótimo. Isso é ótimo. Posso segurar?
Ela estendeu os braços e pegou a nossa linda filhinha.
—Tem certeza que é ela? Está tão... grande.
—Está.
—Quanto tempo eu...
—Menos de vinte e quatro horas.
—Ela parece ter quase um ano.
—Tem gente vindo, Lucy.
—A casa está protegida.
P.O.V. Lucy.
Haviam pessoas nos protegendo.
—Vá buscar ajuda Daniel. Vai.
Ele saiu voando atrás dos outros caídos.
—O que é isso? Quem é essa gente Lucy?
—São os Shadowhunters. Imogen. Ela sabe que estamos aqui.
Eu tentei usar o telefone para ligar para as outras bruxas, mas o telefone não dava linha.
—Ah, qual é?
Eu percebi que estava sozinha nessa. Espero que o Daniel volte logo e traga o Cam, a Gabe e todos os outros.
—Está tudo bem garotinha.
Então a mulher apareceu na porta com aquele monte de Shadowhunters atrás dela.
—Oh! Que beleza. Olá minha criança.. eu...
Ela ia entrar, mas viu a linha de sal.
—Eu estava esperando uma conversa mais íntima. Mas, sinto que entrando estarei em desvantagem considerável.
—Porque é que você não entra Imogen Horandale, vou adorar te mostrar um pouco de hospitalidade vampírica.
—Vampírica?
—Eu sabia que iria morrer no segundo em que o meu bebê nascesse, por isso tomei sangue de vampiro.
—Tomou sangue de vampiro enquanto estava grávida de um nephilim?!
—Tomei. E se você encostar um dedo na minha filha eu vou te fazer sofrer de maneiras que nem a sua mente perturbada pode imaginar!
—Pra que toda essa agressividade? É Lucinda não é? A reencarnada que se apaixonou por um anjo. Eu não tenho rixa com você, nós duas queremos a mesma coisa. Proteger a criança.
—Não. Você quer fazer com ela o que Valentim fez com o seu neto. Quer transformar o meu bebê numa arma. Você fala como se não tivesse escolha, mas isso é coisa sua!
—Não ouse me comparar com Valentim! Eu sou uma juíza respeitável. Eu não tenho nada em comum com Valentim.
—Jura? Porque que eu saiba, os dois são Shadowhunters, os dois mentem e manipulam e usam os submundanos. Submundanos, falando assim parece até que eles são inferiores.
—Veja bem, nós só queremos proteger a criança. Se o Ciclo colocar as mãos nela...
—Ah! Isso não é pela minha filha. É sobre a única coisa em que os membros do Ciclo e da Clave pensam. Poder.
—Podemos trabalhar juntas Lucinda...
—Você não vai levá-la.
—Você está assustada, pela sua criança, mas eu lhe asseguro que qualquer coisa que possa ter ouvido sobre a Clave... bom, quem conta um conto sempre aumenta um ponto.
—Bom, parece que é de família.
P.O.V. Jace.
Parecia que a minha avó não ligava para o fato de que estaria tirando um bebê dos braços da sua mãe, ela só queria levar a menininha.
—Chegue mais perto. Vamos ver como uma shadowhunter sem o poder das runas se sai contra mim!
O bebê começou a chorar.
—Veja, você aborreceu a criança.
Então, eu ouvi um barulho. E os anjos começaram a pousar. Foi a coisa mais linda que eu já vi.
E eles estavam armados.
—E agora, senhora Juíza? Ainda acha que vai levar a minha filha?
Um dos anjos colocou a lâmina no pescoço da minha vó.
—Tudo bem. Tudo bem.
—Vá embora shadowhunter. Se chegar perto da minha noiva ou da minha filha de novo, eu vou te degolar.
Ele empenou as asas brilhantes e violeta ameaçadoramente. Os olhos dele ficaram num tom de violeta escuro.
—Vá embora.
Ele tirou a lâmina do pescoço dela, deixando-a ir. O anjo loiro pulou a linha de sal e entrou na casa.
—Está tudo bem. Desculpe a demora.
—Bom, chegaram bem na hora.
—Anjos são pura bondade. Anjos não ameaçam ninguém.
—Filho, eu sou um arcanjo. Um Grigori. Eu vi o Criador, passei séculos vendo a mulher que eu amo morrendo, queimando. Isso muda qualquer um. Agora que eu tenho a minha amada e um presente do Criador nascido do meu amor por ela e do amor dela por mim... vou fazer qualquer coisa para defendê-las. Até matar.
O profeta e o Magnus apareceram.
—Meu Deus!
—O que foi profeta?
—É ela. É a alma dela. Mais poderosa do que a anterior.
—Do que está falando?
—Da sua filha. Esse bebê é o pior pesadelo de todos os Shadowhunters.
—O que?
Eu perguntei em total confusão.
—Uma criança nephilim, com sangue de vampiro, poderes de bruxa. Com um pai anjo puro sangue, alma de shadowhunter e uma mãe vampira.
—Como assim?
—A criança é de alguma forma parte anjo, parte bruxa, parte vampira. A alma dentro desse bebê, é a alma de Clarissa Morgenstern.
—O que?!
O bebê começou a chorar.
—Vamos, vamos trocar a fralda.
Eu fiz o impensável. Eu pulei a linha e entrei na casa.
—Jace!
Os anjos se armaram.
—Eu não... não quero machucar o bebê ou levá-la. Eu juro.
Eles me deixaram passar. Quando eu cheguei, estava num quartinho de bebê. Li na plaquinha o nome.
Clarissa.
A mãe estava de costas, trocando a fralda dela.
—Eu sei que está ai. Shadowhunter. Vovó mandou você aqui? Que boba.
—A minha avó não me mandou. Eu entrei porque eu quis, os anjos me deixaram passar, sabem que eu falei sério quando disse que não queria levar o bebê ou machucá-la.
—Prontinho. Limpinha e cheirosinha.
—Por favor, eu posso segurá-la? Por favor, só uma vez. Pelo menos uma vez.
Eu estendi os braços e mãe olhou pra mim desconfiada e com raiva. Ela estava considerando.
—Por favor. Só uma vez.
—Bom, suas runas não funcionam enquanto estiver aqui dentro. Largue a espada.
Eu peguei a lâmina serafim e joguei longe.
—Se tentar fugir, eu vou te pegar. E te matar.
Ela me passou o bebê. Senti as lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
—Você me salvou, mas eu não pude salvar você. Quando, imaginei você nos meus braços de novo, não foi exatamente assim.
Ela colocou a mãozinha encima de uma das minhas runas. Os olhinhos verdes, ficaram amarelo brilhantes, aquele brilho de anjo. E a runa brilhou.
Era a runa para o coração partido. A Clary bebê estava ativando a minha runa.
—Meu Deus!
P.O.V. Alec.
Eu senti alguma coisa. E eu caí no chão.
—Alec!
—Alexander!
—Não sou eu. É o Jace.
Então, parou.
—Alec,você está bem?
—Estou. Eu não sinto mais a dor dele. Não sinto mais o sofrimento dele.
—O que quer dizer?
—O coração dele estava partido por causa... da morte da Clary, mas agora... passou.
Ativei a minha runa de audição e eu ouvi uma risada de bebê.
—Foi o bebê. A menininha concertou o coração partido dele.

Fale com o autor