A única coisa que eu faço quando aquela vontade horrível vem é levantar da cama e correr para o banheiro igual carro de formula um. Tranco a porta rapidamente, não quero que Stefan me veja assim, ele vai ficar preocupado e com certeza vai ficar me pedindo a todo momento para eu ir pro hospital e isso é um coisa que eu odeio!

Coloco tudo que eu comi na ultimas vinte e quatro horas para fora, o embrulho no estomago continua, é absolutamente horrível, de onde vem aquilo? Com certeza
foi da torta que eu comi! Maldita torta.

Depois de colocar qualquer coisa que estava no meu estômago para fora — não duvido se minhas entranhas estiverem ali — levanto para escovar meus dentes e tirar o mau hálito. Alguém bate na porta e não duvido que seja o Stefan para me fazer mais um questionário, não estou reclamando da preocupação dele por mim, é ótimo saber que tem gente que se preocupa com você.

— Elena abre a porta! — Ordena ele, sim, ordena! Àquele tom de voz não é de uma pessoa que está lhe pedindo algo, quando falo que Stefan é mega preocupado, eu não minto. — Elena abre a porta, o que há com você? Eu ouvi você vomitando! Se não abrir eu quebro!

Eu não duvido nada que ele quebre a porta. Deslizo pela parede cor de creme e me encolho.

— Não! Eu não vou abrir, nem começa.

— Elena você não tem opções, você vai abrir a porta.— Diz batendo ainda mais.

— Estamos em um país livre Stefan e, se você quebrar a porta vai ter que lidar com uma Jenna enfurecida, não somente porque quebrou a porta como também porque dormiu aqui sem pedir.

— Ótimo, eu não quebro a porta faço outra coisa.

Então eu ouço um estralo forte depois um empurrão com o se algo tivesse saído do lugar, Stefan entra no banheiro.

— Você quebrou a maçaneta?

— Isso, eu não quebrei a porta, somente a maçaneta.

— Você é um idiota!— Falo, me levantando para ficar frente á frente com ele, lhe encaro ferozmente.

— Eu só estava preocupado com minha namorada, que se trancou no banheiro e começou a vomitar!

— Ninguém pode ter um pequeno incomodo no estômago não? — ele arquei-a a sobrancelha e sorri, sim, ele não acreditou em mim, como ele me conhecer tão
bem?

— Só isso? Não adianta me enganar, sabe que eu vou descobrir mais cedo ou mais tarde. — Bufo irritada, e empurro ele para o canto saindo do banheiro, Stefan
me segue, me jogo na cama sentada e ele senta de frente pra mim. Seu cabelo
está bagunçado, e ele está de blusa branca e calça cinza de moletom.

Agora não tem volta, vou ter de contar pra ele, o idiota do meu namorado sabe como me encurralar. Lá vou eu para mais um questionário.

— Tudo bem, eu já estou assim tem alguns dias.

— Alguns dias quanto?

— Uma semana mais ou menos. Ou até mais.

— “Uma semana mais ou menos”?! Elena, você não pretendia me contar!?

— Eu sabia que você ia ficar assim.

— Assim como? Preocupado? Igual qualquer pessoa que te ame ficaria? — Me sinto culpada, era isso que eu não queria, o Stefan super protetor, eu sei que ele quer me ver bem e tudo mais... É só que... Merda! Eu devia ter o contado mesmo! — Elena eu venho percebendo suas mudanças de humor, eu acho que todo mundo
percebeu certo?

— Esta me chamando de bipolar?

— Esta vendo? Já ficou irritada. — Ele fala chegando mais perto de mim e entrelaçando nossas mãos.

— Desculpa.

— Você tem que ir ao medico.

— O que? Ao medico? Pirou né? Você sabe que eu odeio qualquer coisa relacionada a hospital, e medico é uma delas. — me levanto irritada indo até o espelho e prendendo meu cabelo — Não era você que queria ser medico? Então me consulte, doutor!— Digo arqueando as sobrancelhas e me encaminhando ficando em pé na frente dele na cama.

— Você sabe que não é assim, e não quero mais ouvir conversa, você vai para o hospital nem que seja amarrada — diz rodeando seus braços na minha cintura.

Eu perdi a batalha, ele venceu vou ter de ir para o hospital.

— Você venceu, tudo bem eu vou para o hospital, contudo eu não vou com você. — fala saindo de seus braços.

— Tudo bem. Mas com quem você vai?

— Oras Salvatore! Com minhas amigas é logico! — saio do quarto rebolando para provoca-lo, eu sei que com certeza, que ele está olhando para minhas nádegas.

— Você ainda me mata ainda, Elena — Fala auto o suficiente para mim ouvir, mas com cuidado para tia Jenna não escuta-lo.

Eu desço as escadas para pegar o celular pra ligar para as senhoritas Bennet e
Forbes.

***

— Concordo com o Stefan, se você estava mal deveria contar e não ficar
escondendo. — diz Bonnie depois de eu contar a ela e Caroline o motivo de
estarmos esperando.

Estávamos no hospital, especificando, uma clinica. Aguardávamos eu ser chamada depois de fazer o registro, a sala era branca, típico de hospital -- que clichê -- as poltronas eram negras e confortáveis, na TV passava algum anuncio sobre prevenção contra AIDS, a atendente era uma senhora usava óculos e seus cabelos estavam com fios brancos.

— Isso ai, imagina só Lena, se você estiver com algo muito ruim... e grave... sabe que...

— Shi Caroline! Eu não estou com nada, isso é apenas um mau estar — Apenas um mau estar Elena, repito isso mentalmente.

— Fale por você Elena — Diz Carr voltando sua atenção para TV.

A atendente nos chama com um rosto simpático, levantamos e caminhamos para dentro da sala e, adivinha qual é a cor da mesma? Branco, isso ai, que legal. O medico alto com cabelos negros nos recebe, sentamos nas cadeiras e logo em seguida ele senta a nossa frente.

Ele me faz um serie de perguntas, as vezes Caroline e Bonnie que respondem por mim. No final ele diz:

— Sra.Gilbert, você poderia fazer um exame de sangue? — Oh, merda. — Não se assuste — diz quando arregalo meus olhos — Só preciso ter certeza mesmo que
está tudo bem.

— Ela vai fazer sim — responde Bonnie e eu a encaro.

— Ótimo! Vou mandar uma enfermeira aqui.

A enfermeira chega e tira de um maleta a seringa e a agulha... merda! Que agulha,
só de pensar que essa agulha vai me perfurar, entrar no meu corpo tirar do meu
sangue...

Antes que perceba já terminou todo o processo, a enfermeira gordinha sai e o medico
entra em seguida.

— Que dia voltamos para pegar o resultado? — pergunto.

— Oh não, o resultado sai hoje. Já que ele é de emergência e eu mesmo vou me prontificar com isso — diz o medico.

— Como assim sai hoje?

— Uma nova maquina mais rápida e eficiente, em algumas horas teremos o resultado já que é urgente. Se quiser ficar temos um ótimo pão de queijo na lanchonete.

***

— Elena! — Grita Caroline, ela e Bonnie estão tentando me tirar do transe da
noticia que acabei de receber.

— Será que ela vai ficar assim pra sempre?

— Claro que não Bon, ela somente esta em choque. — Caroline passa suas mão repetidas vezes na minha frente na tentativa de me fazer da algum sinal.

Quando o resultado do exame chegou e o medico me deu a noticia da gravidez, parecia que o mundo inteiro tinha desabado sobre meus ombros, eu não regia, não podia ser verdade! Vampiros não procriam certo?

Eu sabia, contudo não queria acreditar, era mais fácil.

Gravidez não! Eu estou tão perdida... O medico falou que o resultado não poderia está errado, que a maquina não mente, ainda não acredito nele e, se eu estiver mesmo gravida a algo muito estranho nisso.

Bruxaria!

— Grávida, isso é impossível. Bonnie?

— Eu não sei. Mas se você acha que tem magia envolvida nisso, magia negra, Elena, tudo se torna possível — Bonnie também está assustada, isso está estampado em sua cara quando me viro para ela.

— O que eu faço? A Jenna vai me matar, só tenho 18. — É a única coisa que penso para tentar me livrar do pior, de fingir que o pior não existe, mas ele está lá.

— Elena, você acaba de ficar grávida de um vampiro uma coisa impossível na natureza, e está preocupada com a Jenna? — disse Caroline.

— É, e se fosse com você? — pergunto irritada.

— Bom, minha mãe me mataria, mas isso nunca vai acontecer, afinal meus óvulos estão congelados para sempre e sim, eu não tenho inimigos que eu me lembre.

— Então ca-la-da!

Notas finais
Espero que gostem! Coments?