Notas iniciais
Enjoy!

PARTE I

Deveria ser a coisa mais estranha do mundo, mas era tão normal quanto respirar para mim. Havia se tornado real na verdade.

O quarto dele já era familiar para mim, eu já sabia os detalhes dos cômodos e a textura e macies da cama ao qual eu e ele testávamos varias vezes, e era sempre bom, sempre novo.

Era noite lá fora, a lua estava estremante bonita e brilhante, encantadora e indecifrável, entretanto aqui dentro do seu quarto não tínhamos horários, não ditávamos regras. Era eu e ele, para sempre.

Ele estava por cima de mim. Me preenchendo. Me fazendo sentir-se completa e única, como sempre. Eu não me cansava de me entregar para ele. A qualquer hora e momento em que tivéssemos vontade.

Você e eu, Stefan. Para sempre. ― eu havia lhe dito uma vez. Quando havíamos enfrentado mais uma tempestade.

Eu já podia sentir o suor dos nossos corpos se misturando. Meus gemidos e grunhidos de Stefan tomando o quarto, o preenchendo. O movimento prazeroso feito por nós tantas vezes era repetido novamente nessa despedida.

Sei que ele não vai ficar fora por muito tempo, havia me dito que iria se encontrar com um amigo de longa data. Não me preocupei em saber o nome, eu confiava nele.

Ele havia mordido meu pescoço, bebendo do meu sangue, me tomando completamente. Era extramente prazeroso. E, logo em seguida, fitando meus olhos com luxuria, ele levou seu próprio pulso á boca e mordeu, colocando ele em meus lábios, para eu beber de seu sangue viciante.

Senti os furos feitos em meu pescoço se fechar, deixando apenas um resquício de sangue nele que foi logo apagado quando Stefan passou a ponta de sua linguá me causando arrepio.

Meu corpo todo estremeceu, eu fechei os olhos aproveitando a sensação. Ele veio logo seguido de mim, me deixando mais satisfeita. Meu corpo amoleceu e um som de prazer escapou dos meus lábios.

Seu corpo saiu de cima do meu, afundando do meu lado. Sentia minha pele em chamas e meu estomago revirado. Sentia o suor. Sentia o clima no quarto. O clima fora do quarto, estava chovendo, mas o que importava era aqui.

― Você vai ficar muito tempo lá? ― sussurrei, me recompondo e juntando os lençóis contra meu corpo. Me cobrindo.

― Não, apenas o suficiente. Não fique preucupada, certo?

O que eu realmente queria falar é que não estava tudo bem. Que eu não queria dormir mais sozinha, sem ele ao meu lado. Que os pesadelos são muito reais pra mim suportar sozinha. Que eu precisa dos seus lábios me acalmando. Mas eu apenas respondo:

― Tudo bem.

***

Meu cabelo está molhado e sinto que ele molhou a blusa verde musgo de mangas que eu estou vestindo.

Stefan está arrumando sua pequena mala para alguns dias com seu amigo. Ele está em minha frente, virado de costas.

Quero toca-lo e pedi pra ele ficar.

Ele arruma as coisas rapido, colocando tudo de necessário dentro.

Me aproximo, passando minhas mãos pelos músculos definidos de suas costas que ficam marcados por conta da blusa que está vestindo.

― Seatle então.

― Sim. ― ele responde e se vira de frente para mim, prendendo minha cintura em seus braços.

― Tome cuidado. ― peço, pois o mero pensamento de perde-lo causa um aperto em mim. Um aperto que não quero sentir.

Apoio minhas mãos em seus braços e me inclino pra frente, levantando um pouco os pés para beijar seus lábios quentes.

***

Hoje não é uma manhã normal, é o dia de ir para faculdade de Letras, quer dizer, conhecer a faculdade de Letras.

Caroline e Bonnie falaram que iriam passar aqui às dez horas. O problema é que já são meio-dia, eu acho. Se eu estou calma? É claro que não! Elas terão que dar uma ótima explicação quando chegarem, algo do tipo: ”sofremos um acidente”, ”eu sei que demoramos, mas, alguém muito importante, morreu”. E terá que haver provas concretas, por que nada explica eu estar levando um bolo!

Respira 1,2,3... Contei. Sento no sofá e chuto as sapatilhas azuis dos meus pés. Simplesmente cansei de esperar Bennet e a Forbes.

Talvez eu deveria ficar calma, na última semana tenho tido pesadelos, não gosto, são assustadores. A última vez que tive pesadelos foi quando ataques começaram acontecer em Mystic Falls, o que já tem muito tempo, por que também foi a época em que os vampiros chegaram a cidade. Foi conturbado essa época, eu era insegura, quer dizer, eu estava insegura com morte dos meus pais. Não gosto de lembrar sobre isso, ainda machuca.

Meus pesadelos eram sempre os mesmos. Eram como flashes. Sempre começava com gritos agonizantes meus, eu sentia muitas dores, tinha muito sangue. Eu via uma mulher de estatura mediana, cabelos e olhos castanhos e a pele branca, ela sempre ria no sonho, não escandalosamente, contudo de lado como se estivesse satisfeita com o meu sofrimento. Depois eu sentia algo saindo de dentro de mim e já não tendo mais forças eu apagava. Acordava soando. Quando levantava eu ficava embaixo do chuveiro falando para mim mesma que aquilo tudo era um pesadelo. Tinha uma sensação horrível a respeito daquela mulher. Ela tinha algo maligno como se estivesse esperando, do tipo que tinha comprido a sua vingança.

Me levanto e vou a geladeira, procuro alguma coisa relaxante, comida.

Stefan viajou, falou que iria visitar um amigo e que voltará amanhã. Pego uma torta de morango, gosto de morangos.

A campainha toca. Abro a porta.

― Bom dia! — Disse as duas.

― Quando o dia for bom eu aviso. — Falo caminhado até a sala para recolocar minhas sapatilhas.

― Nossa, que bicho te mordeu? – Pergunta Bonnie.

― Nenhum Bennet. Apenas a pontualidade.

― Está naqueles dias? Graças a Deus que isso não acontece comigo. ― Diz Caroline.

Eu reviro os olhos e me levanto. Vou até a cozinha para colocar a torta de volta ao seu lugar. Elas me seguem.

― Espera, por que pontualidade? — interroga Bonnie.

― Sim... Vocês ao menos sabem que horas são? Eu fiquei a manhã...

― Ei, ei, ei Gilbert. São exatamente dez horas, sou muito pontual!— Disse Caroline.

Decido deixar de lado isso, não quero me estressa pela manhã.

― Lena, você dormiu bem?

–É, você esta com orelhas, talvez seja por isso, quer dizer, se você estiver tendo pesadelo deve ser esse o motivo.

― Eu venho tendo, mas acho que isso não tem nada haver.

― Conte pra gente, todos os pesadelos.

Contei a elas, tudo. De como me senti, de como tentava ignorar os pesadelos. Da mulher sorrindo. Do sangue. Dos gritos de dor. Enquanto falava eu observava as reação delas. Caroline estava com a testa franzida e o rosto sério. Bonnie parecia assustada, ela prestava atenção a todos os detalhes e também parecia pensativa.

― Eu não gosto disso. ― Bonnie falou quando terminei.

― Eu também não gosto de ter pesadelos acordando suada e assustada, Bonnie!

― Não isso Lena, eu estou falando... Sonhos tem significados, como mensagem sabe?

― Não sei, quer dizer, pensei que isso só acontecesse com as bruxas – Agora eu estou preocupada de verdade.

― Não, os humanos também, alguns humanos, não todos. As vezes as pessoas que estão do outro lado tentam entrar em contado por vários motivos: atormentar, se vingar, muitas vezes é só avisar.

― Isso é estranho, porque alguém ia querer matar a Lena? — Pergunta Caroline —, ela não fez nada, certo? — Afirmo com a cabeça ― E pelos pesadelos é como se alguém quisesse te fazer sofrer.

― Eu estou preocupada — fala Bonnie, passando um de suas mão em seus cabelos curtos.

― Tudo bem, chega. Talvez seja somente paranoia da minha cabeça, eu já não sou normal — Digo, pegando minha bolsa e caminhado até a porta —, esqueçam isso ― Falo apontado para elas ― e não falem para Stefan, prometam ― Elas se entreolham ― Prometam!

― Tudo bem. ― respondeu frustrada.

Caroline revira os olhos.

― Certo, vamos. Quero ver meu alojamento.— Disse Caroline, empolgada, saltitando até o carro.

Nós a seguimos.

***

O alojamento da faculdade era confortável.

Tudo bem, é perfeito, eu amei, não vejo a hora de vir morar aqui. Mesmo sendo fora da cidade, vou sentir falta de Mystic Falls, mas quase todos meus amigos vem pra cá. O Tyler, o Matt que ganhou uma bolsa, as meninas, o Stefan. Na verdade ele só veio por que eu convenci aquele cabeça dura.

Depois de visitarmos e decidirmos como decorar o quarto, saímos as compras, ideia da Caroline, vale ressaltar.

― Vamos fazer assim, enquanto você vai fazer as compras com a Bon eu fico na livraria, sério Carr, não vão sentir minha falta. — Implorei na porta do shopping.

― Não, você vai sem discussão, não quero saber, apenas me sigam. ― Ela parecia capitão de exército.

― Sim senhora.

Eu e Bonnie fizemos reverencia e a seguimos.

Caroline me empurra para dentro do provador de roupas, em uma das raras lojas de roupa que eu gosto.

― Não precisava me empurrar, eu sei andar Forbes.

― Eu sei, eu sei, é que você está muita lenta, agora experimenta.

Bonnie ria. Se safou de Caroline, ela olhava algumas roupas enquanto eu sofria. Maldita Bennet, dando seu jeitinho em tudo que é canto, em qualquer coisa. Queria ter esse dom, não somente como também a magia.

Eu a acho fascinante.

― Tudo bem.

Fui vestir primeiro o vestido, era bonitinho.

Ele não queria entrar.

― Vamos lá vestidinho só mais um pouco vai — Eu o forçava, certeza absoluta aquele não é meu numero ― Desisto, agora é sua vez calça.

Peguei a calça e começo a vestir, ela não entrar. O dia não está pra mim. A semana não está pra mim. O mês não está pra mim.

Vai, entra...

Tento fechar o botão e começo a dar pulinhos no provador.

― Lena que ouve? — Entra Caroline no provador seguida por Bonnie.

― As roupas não querem entrar, o número deve ser pequeno ― Digo jogando a calça em um canto e vestindo minhas roupas —, você deve ter errado na numeração Carr.

― Não! Eu não, sempre me lembro da numeração de vocês duas — Diz ela, balançando a cabeça de forma negativa ―, até uma semana atrás era a mesma numeração, deve ter acontecido alguma coisa.

― O quê? — pergunto.

― Elena você está mais gorda.

― Caroline você estar mais chata. ― tento ofende-la, mas de uma parte ela realmente está certa.

Continuo negando.

―É Lena, sei lá, talvez.

― Nem ouse Bennet.― a interrompo. Aquilo já era o cumulo. A piada da década, talvez do século.

― Tudo bem, como você explica? ― questiona ela, colocando as mãos na cintura fina. As pernas estão amostra.

― Numeração errada.

Notas finais
Espero que tenham gostado lovers. Aguardo coments! Até!