Eternal Love
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Terminei de colocar minha ultima mala no carro, olhei para a casa branca de telhado triangular e aparência doce, sentiria falta daquilo tudo, mas tinha que dar a oportunidade para minha mãe viver sem o estorvo “filha com câncer”.
Fiz essa decisão no enterro da minha melhor amiga, ela morreu com a mesma doença, nos conhecemos no tratamento. Foi a tarde mais dura e libertadora da minha vida.
Flashback On:
Entrei no cemitério vi familiares de Ashley por toda parte, amigos “normais” e amigos doentes, seu namorado Erick, sentando numa cadeira de rodas a cabeça raspada e a respiração pesada sob uma mascara cirúrgica branca.
-Bella. – A mãe dela correu e me abraçou, a senhora Donavan estava muito abalada olheiras fundas e quase negras embaixo dos olhos verdes (do mesmo tom de Ashley) cansados, o marido dela me comprimento, mas saiu andando, seu olhar vago.
-Eu sinto muito Mary. – Eu falei, lutando contra as lagrimas.
-Ela já estava em estado terminal, mas teve uma melhora naquela manhã, eu tive esperança... – Ela estava descontrolada, minha mãe a olhava com pena.
Um estalo na minha cabeça (daqueles quando você percebe uma coisa muito importante) me fez ver que eu e Erick éramos os próximos, que por mais que meu estado estivesse estável eu iria a qualquer momento, o câncer parou de se espalhar, mas não tinha cura.
Foi uma cerimonia curta, minha mãe e Phill pareciam cheios de horror pela tristeza, estavam tão sensíveis a ela que a cada soluço de Mary minha mãe desabava em lagrimas e me abraçava, eu suspirava.
E então acabou, fui até Erick, o enfermeiro o ajudava com a cadeira, ele deixou uma rosa branca perto do tumulo.
-Rick. – Eu corri e o abracei, estava tentando ser forte, mas chorei pela primeira vez, apertei os ombros frágeis dele.
-Bella... Ela nos deixou, ela prometeu que todos iriamos juntos... Eu a amo. – Sua fala era enrolada.
Conversamos alguns minutos e ele se foi, segui minha mãe para fora do cemitério, tinha tomado minha decisão.
-Mãe, eu vou morar com o papai.
Flashback Off.
Naquele dia minha mãe chorou muito e implorou para que eu ficasse eu dei a ela vários argumentos, que o ar de Forks era melhor para mim, que eu queria ver meu pai. Mas na verdade eu não queria que ela estivesse comigo quando eu... Fosse... Não eu quisesse ver Charlie sofrer, mas seria mais fácil para ele. Durão, um xerife, minha mãe? Era só uma criança em corpo de adulto, mas que cuidou de mim como ninguém nunca cuidou de um filho.
-Mãe não precisa chorar... De novo. E minha decisão e eu amo você, não vou morrer por morar alguns meses com meu pai. – Eu sorri, mais uma piada sem graça sobre a minha condição de vida.
-Bella não se esqueça... Tomar os remédios nos horários certos, responder meus e-mails com detalhes de tudo que fez e está sentindo, não comer besteiras, manter a dieta equilibrada, sem exercícios pesados, nada de ficar acordada até tarde, ter sempre um médico em quem confia e informar a Charlie de qualquer dor... – Ela estava exagerando eu sabia de tudo aquilo.
Então ela e Phill me abraçaram e me desejaram que eu fosse feliz, o que era impossível, Forks era úmida, fria, pequena, úmida, pacata e úmida mais uma vez. O primeiro voo foi tranquilo a comissária sempre vinha ver como eu estava e me oferecia comidas da primeira classe... Enfim, privilégios do câncer.
O segundo igualmente calmo, algumas dores apareceram, mas era comum então tomei o remédio que me foi recomendado para elas. E então o avião pousou, eu desci e vi meu pai lá me esperando.
-Bells como e bom ver você querida. – Ele me abraçou delicadamente como se fosse feita de porcelana.
- E bom revê-lo pai. –Eu estava feliz em vê-lo.
Ele me ajudou com as malas, na verdade as carregou para mim. Entramos no carro e o silencio constrangedor encheu o ambiente.
- Seu cabelo cresceu. – Era verdade, ele não chegava aos ombros, mas estava bem maior que da ultima vez que o vi, para ser sincera da ultima vez que o vi eu não tinha cabelo, estava terminando a radioterapia.
-É mesmo, mas a cor está diferente, eles eram castanhos... Da cor dos seus, agora estão pretos...
E a conversa morreu ali, ele sorria satisfeito.
-Comprei um carro para você... E bem... Solido... – Ele riu e eu perdia a piada.
-Ah pai não precisava eu iria comprar um de qualquer maneira. – Eu sorri pelo menos eu não seria a filha cancerosa do xerife que vai para a escola de viatura. Isso me soou menos horrível.
Ele estacionou em frente a nova (para mim pelo menos) casa, a qual eu me lembrava de quando eu ainda estava saudável. Branca, com uma chaminé e o mesmo acolhedor teto triangular, isso me acalmava.
Havia uma picape velha e enferrujada na frente da casa, e para minha surpresa eu a amei, era realmente solida e eu poderia soca-la em qualquer arvore sem muitos danos.
De novo ele carregou todas as minhas malas, mas deixou a de medicamentos para eu levar, com medo que quebrasse alguma coisa. Charlie me deixou sozinha para arrumar minhas coisas, conferi os remédios, amontoei minhas roupas, arrumaria depois, coloquei meus livros na pequena estante.
O quarto estava um pouco mudado, havia uma escrivaninha com um computador novo nela, um closet pequeno, nada de banheiros, a mesma cama, mas o colchão estava certamente mais macio, e havia um criado mudo ao lado da cama, as mesmas paredes verdes claras abarrotadas de desenhos fotos.
Meu novo lar, eu suspirei olhando pela janela e vendo a bruma gelada tremi e peguei um casaco, resolvi dar uma volta. Desci as escadas não estava nos meus planos pedir permissão, mas pareceu arrogante sair sem falar nada.
-Charlie, se importa se eu sair um pouquinho? – Ele estava na cozinha com um livro de receitas na mão, eu sorri.
-Claro que não Bella, quando voltar o jantar estará... Começado. – Ele respondeu apreensivo.
-Façamos assim, assista ao jogo de Basquete e quando eu voltar improviso algum prato para o jantar. – Ele relaxou, mas sua testa se franziu como se lembrasse da comida da minha mãe.
-Quer dinheiro para ir? E você vai de carro? – Ele perguntou.
-Não, eu não preciso e não eu não vou, quero conhecer um pouco a cidade. – Como se tivesse alguma coisa interessante aqui.
Peguei as minhas chaves de casa alguns dólares e parti para a rua. Depois de alguns quarteirões eu vi o mercado, estava um pouco cansada então entrei, juntando a minha vontade de descansar com a possível falta de alimentos adequados para mim.
Peguei um cestinho e andei pelo corredor pegando o que eu precisasse, as pessoas me olhavam com curiosidade, certamente todos sabiam que eu tinha câncer e a pena dirigida a mim me fazia me sentir para baixo.
Baixei os olhos e segui pela área de legumes, mas como não prestava atenção onde olhava, bati a cara num peito musculoso.
-Ai. – gemi
-Ah me desculpe. – Um grandão com sorriso enorme me segurou quando eu cambaleei, ao lado dela havia uma baixinha com cabelos um pouco menores que os meus ela sorriu e de repente seus olhos perderam o foco, o musculoso a olhou e de novo sorriu para mim.
- Hum... Desculpe-me por isso não estava prestando atenção no caminho, a proposito eu sou Emmett e essa e Alice. Somos os Cullen.
-Her... Oi Emmett e Alice. Sou Bella Swan. – eu corei.
-Oi seremos grandes amigas só não vejo como. – Meu cenho se franziu, que garota estranha, simpática, mas estranha.
-Me perdoe pela Alice não a colocamos na coleira hoje. –Assim que ele disse isso uma loira escultural apareceu, vestindo uma roupa simples, mas que certamente comprariam o meu carro. Fazendo com que eu me sentisse um pouco humilhada pelos meus cabelos curtos e desalinhados o moletom e o jeans velhos.
-Emmett? Alice?- Ela chamou, olhou para mim com desinteresse e eu me senti um pouco confortada, pelo menos ela não me achava um E.T superinteressante.
-Já vamos, foi muito bom vê-la conhece-la Bella. – A pequena Alice saltitou pelos corredores arrastando Emmett com ela.
-Bonitos... Mas bem diferentes. –Eu disse rindo baixinho, eu tinha gostado deles.
Eles seguiram para o caixa e eu terminei minhas compras, levei alguns legumes e um frango congelado, as pessoas olhavam-me com curiosidade e descrença, povo mal educado, encarar e contra as normas de etiqueta ainda?
Menos de vinte minutos depois eu já estava preparando o jantar, comemos em silencio, Charlie parecia satisfeito. Depois disso tomei um banho me despedi do meu pai me mediquei e fui dormir... Para meu primeiro dia de escola.
Notas finais
Amara? Comentem.
Odiaram e querem me matar comente!!
Até a próxima.
Fale com o autor