Esvaecidos de sua memória
2 Capitulo ll - Pelo que acredita
Notas iniciais
Caro Você sabe quem,
É a primeira vez que escrevo para você e isso parece assustador, você é ótimo escrevendo, sua escrita é sem igual e quase perfeita, pelo menos gosto de pensar assim. Embora em seus pensamentos eu esteja um tanto que distante, tão distante como o Alaska é do Havaí. No entanto, você está sempre nos meus pensamentos. (...)
Caro você sabe quem,
Eu deveria manter-me longe, pelo menos o suficiente para que essa inquietação mental se esvaecesse, porém seria injusto com você, e também seria comigo, eu prefiro então me manter imparcial, no meu canto, e de vez enquanto no seu (...)
Já lhe escrevi mais cartas do que consigo contar nos dedos das mãos, eu diria que o amor sempre passou distante de mim, mas ao te olhar nos olhos, ao olhar nos seus malditos olhos, consigo focalizar muito mais do que aparenta. São cartas e cartas do mesmo baralho, cada uma com um significado diferente, cada uma entrelaçando noutra criando uma história. Você é o coringa no meu baralho. Não tem uma história, na maioria das vezes é o impasse, porque na maioria das vezes é visto assim , mas apenas para quem não é capaz de visualizar tua essência.
Nunca tive sorte em jogos, muito menos no tão aclamado amor, mas sinto uma enorme e insistente vontade de te abraçar, tão forte, com a força de um urso, quando seus olhos se entristecem e parecem querer derramar um pouco dos seus tão intensos sentimentos. Vejo teu sorriso e é como se ardesse, é como se eu recarregasse, e por um breve momento, eu só preciso dele. Embora no maior dos tempos sinto-me fraco, vejo força crescer dentro de mim quando por um segundo, há alguma, se quer, ameaça pairando você.
Se ao menos minhas cartas chegassem ao destinatário, poderia de haver solução melhor, do que permanecer imparcial, nos teus rios de emoções, trilhando a margem do teu ser. Tão vivido, e tão morto, ainda um pequeno pardal aprendendo a voar.
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