V

Epilogo

Time

Is the reason why we fight to stay alive

Until the morning comes

(Tempo

É a razão pela qual lutamos para continuarmos vivos

Até que a manhã venha)

“Caso algo aconteça conosco, caso morramos... não permitam que partamos sem dar o que merecem. Nos deem um final tal como o de... Ciel Phantomhive. ”

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Naquela manhã quando Oliver e Karen chegaram na própria Mnasão, havia um papel em tons vermelho e branco em dourado e prateado havia o nome de cada uma e em azul escuro havia todo o resto do cartão.

“Anna McClarie & Arya McClarie

Que como amarathines viveram eternamente em nossos sonhos
Que sempre serão lembradas como raios de luz que iluminaram a escuridão.

٭15 de Outubro de 1876٭

†14 de Outubro de 1889†”

And you can light the dark all by your own

So let us show the world our love is strong

(E você pode iluminar a escuridão por si só

Então vamos mostrar ao mundo que nosso amor é forte)

A carta caíra no chão, os olhos do casal estavam arregalados, lagrimas desciam pela face de Karen que se abraçou a Oliver escondendo seu rosto no peito do mesmo. Oliver estava em choque tudo lhe parecia incoerente e era difícil de acreditar que o que lia era que suas adoradas gêmeas haviam falecido no dia anterior. Adentraram a casa que estava completamente vazia com exceção de Lilith e Lucifer, Karen subiu deixando Oliver sozinho com eles.

— Elas duas realmente...

— Sim elas foram uma exceção ao sangue pelo fato de terem feito contratos.

O homem acenou para ambos antes de dirigir-se ao quarto onde a esposa estava. Era uma dura realidade que ele teria que aceitar.

— Oliver... — Karen murmurou com a voz embargada os olhos cheios de lagrimas.

— O que? — Ele perguntou em voz baixa aproximando-se dela.

— Eu ia contar quando estivéssemos todos juntos, mas... eu estou gravida Oliver. — O homem não teve nenhuma outra reação senão abraça-la e logo em seguida beija-la. Porque mesmo que a perda das garotas tivesse sido algo que os marcaria profundamente, havia esperança e por aquele(s) bebê(s) eles se recuperariam. Afinal aquela carta tinha razão, elas poderiam não estar mais ali, porém ainda estariam vivas em suas mentes, e aquilo bastava.

۞۞۞

Like a sign

Like a dream

You're my amaranthine

You are all needed, believe me

Like we drift in a stream

Your beauty serene

There's nothing else

In life I ever need

My dream, amaranthine

(Como um sinal

Como um sonho

Você é meu Amaranthine

Você é tudo que preciso, acredite em mim

Como nós derivamos em um riacho

Sua beleza serena

Não há nada mais

Que eu precise na vida

Meu sonho, Amaranthine)

Naquela manhã quando Emerald Rain acordou Michael lhe informara que uma mulher que se apresentou como Esther dizendo ser serva de Anna McClarie trouxera uma visita para vê-la. A mulher apressou-se e na sala central onde tomaria café da manhã deparou-se como a parte de trás de um homem alto, quando este virou-se para ela, algo em seu íntimo apertou-se e ela teve que segurar-se na mesa para não bambear Michael ajudou-lhe, os olhos curiosos no garoto que tinha a idade do afilhado da Condessa.

A primeira pessoa que pensou estar vendo foi o marido morto, mas ao olhar bem haviam diversos fatos que divergiam aquela pessoa de Edward.

— Olá, mamãe. — A voz do garoto viera fria, e seus olhos tão verdes quanto o colar de esmeraldas que usava naquele momento focaram-se nos cinzentos dela.

— Earl! — Ela levantou-se e não teve outra reação se não se aproximar dele, sim aquele garoto era a criança que ela há muitos anos atrás abandonara num orfanato por medo de cria-lo sozinha.

— O tempo passou, mal pude reconhecer a Mansão. — Ele falou, as roupas finas e os anéis com pedras faziam diversas coisas passarem-se pela mente da mulher.

— Você foi adotado por alguma família nobre? — Ela não pode se conter.

— Pode se dizer que sim... em dezembro de dois anos atrás as duas gêmeas McClarie e seus servos individuais foram os responsáveis por me tirar daquele lugar, e ensinar tudo que eu precisava saber e me fazer entender diversas coisas...

— O que?

— Desde então venho usado o sobrenome Hale, viajei por alguns lugares e depois de receber uma visita de Esther percebi que era hora de retornar ao lugar que sempre foi meu por direito. — Sorriu. — Earl Rain está de volta, Lukas Hale não passava de um pseudônimo, imagino as matérias...

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Time

Goes by as days and nights are turning into years

But I'm lying in your arms

It's the place

Where I know that I am closest to your heart

Where the dark is torn apart

(Tempo

Passa enquanto os dias e noites se tornam em anos

Mas eu estou em seus braços

É o lugar

Onde eu sei que estou mais próximo de seu coração

Onde a escuridão é dilacerada)

O shinigami de capa negra sorria para o nada, abandonara a Mansão McClarie por não ver mais nada atraente naquele local com a partida das duas joias da casa. Soren nunca fora uma pessoa muito leal e mesmo assim passara o máximo de tempo possível ao lado das gêmeas. Alisou a própria foice não a usava a tempos e sentia saudade da sensação de ceifar uma alma. De acabar com toda a escuridão existente em uma alma.

A longa floresta na qual se via agora era quase como os locais nas quais brincava quando era uma criança, riu porém algo lhe chamou atenção sentia que havia uma alma inquieta por perto e era sempre agradável se aventurar a ter conversas com as desse tipo.

Viu a imagem opaca de um garoto pálido de cabelos castanhos, um dos olhos era de um caloroso verde e o outro era de um frio negro.

— Gostaria de conversar?

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I know you feel the same as i inside

It feels like in a dream where we can fly

Like a sign

Like a dream

You're my amaranthine

You are all needed, believe me

Like we drift in a stream

Your beauty serene

There's nothing else

In life I ever need

My dream, amaranthine

(Eu sei que você sente o mesmo por dentro

Como em um sonho onde nós podemos voar

Como um sinal

Como um sonho

Você é meu Amaranthine

Você é tudo que preciso, acredite em mim

Como nós derivamos em um riacho

Sua beleza serena

Não há nada mais

Que eu precise na vida

Meu sonho, Amaranthine)

Naquela tarde de quinze de outubro Anna McClarie brincou entre as flores, flores vermelhas tingidas por todo o sangue derramado naquela casa; Arya McClarie lera diversos livros fazendo anotações com sangue nesses. Quando o relógio badalou 15:15 ambas se juntaram com seus demônios, os leves vestidos brancos que trajavam desde que haviam despertado para aquela nova vida foram substituídos pelos tradicionais vestidos, o de Arya vermelho o de Anna branco, tal como naquele mesmo dia dois anos antes.

Eram demônios agora, e embora no começo tivessem ficado confusas para elas agora era claro que não poderia voltar para casa e que havia mais alguém naquela mesma situação. Ao adentrarem na carruagem seu destino era incerto, talvez fossem realmente procurar Ciel e mordomo Sebastian, talvez fossem simplesmente vagar...

Nada estava claro ainda, mas aos poucos as coisas ficavam nítidas e quando elas perceberam o que realmente acontecera tudo que passou por suas faces foi uma estranha serenidade. Haviam conseguido cumprir sua vingança e de brinde haviam ganhado a eternidade, embora esta última fosse algo levemente indesejado por ambas.

As 20:10 pararam num restaurante elegante, bem longe da Inglaterra e de qualquer um que pudesse lhe reconhecer, um bolo foi pedido, vinhos finos e champanhes também eram desejados e embora não lhes fosse necessário havia um prazer em comer tais coisas.

t's a strife

But the shimmer in your eyes

Just makes me know

You're my amaranthine

Like a sign

Like a dream

You're my amaranthine

You are all I needed, believe me

Like we drift in a stream

Your beauty serene

There's nothing else

In life I ever need

My dream, amaranthine

(É uma luta

Mas o brilho nos seus olhos

Só me faz saber

Você é meu Amaranthine

Como um sinal

Como um sonho

Você é meu Amaranthine

Você é tudo que eu preciso, acredite em mim

Como nós derivamos em um riacho

Sua beleza serena

Não há nada mais

Que eu precise na vida

Meu sonho, Amaranthine.)

I

Ao perceberem que eram observados os quatro imediatamente perceberam duas sombras conhecidas num canto mais escuro do restaurante, e não demorou muito para que Sebastian Michaelis e Ciel Phantomhive estivessem sentados junto com eles. As três crianças eternas discutiam sobre diversos assuntos saboreando o doce, os três adultos sussurravam sobre a amargura de ter que os aguentar pelo resto da eternidade.

Os que observavam via os pais comemorando o aniversário das filhas juntamente com talvez um tio e seu filho. Para todos ali era divertido fantasiar sobre aquela estranha família. E par aquela “família” era fácil descobrir o que os outros pensavam.

As duas carruagens partiram juntas, o destino embora ainda incerto era igual, naquela noite tudo poderia parecer estranho, mas para as McClarie poucas coisas poderiam torna-la mais perfeita.

E o que posso dizer sobre O Futuro? Digamos que conforme os séculos passavam, os boatos sobre seis misteriosas pessoas vagueando em carruagens pela noite se tornaram mais frequentes, embora alguns digam que a idade das crianças aumentou e relação a sua aparência, mas cabe a vocês acreditarem no que quiserem...

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!