Estudo Bruxo – O caso das horcruxes
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A neve caia, manchando a terra aos poucos e castigando as plantas que permaneciam firmes naquela época. Dois homens andavam decididos até a casa 221B, onde residiam. Tinham a pouco recebido uma carta de maneira pouco convencional e traçaram aquele caminho tão conhecido com curiosidade à mente.
Logo que abriram a porta, no entanto, foram recebidos pela senhora de maneira costumeira. Ela não transparência nenhuma divergência em seus modos, o que chateou Holmes, pois o primeiro indício de que teria um caso interessante era perceber a senhora um tanto alarmada ao entrarem em casa.
— Três jovens chegaram a pouco, estão sentados na sala. Vou preparar um chá. — Falou Sra. Hudson sorridente, descendo a escada.
Mas a coruja que trouxera a carta não podia ser ignorada e ainda havia um raio de esperança ao qual se segurar.
Subiram prontamente e acenaram aos seus futuros clientes.
A primeira observação do Dr. Watson foi que eles eram consideravelmente jovens. Holmes analisou no entanto que nenhum deles parecia capacitado em treinamento de aves. Nem ricos para que outros fizessem isso por eles. O garoto da direita tinha uma cicatriz em formato de raio bastante interessante, o ruivo parecia alarmado e talvez não concordasse com os outros dois em virem até ali pedir ajuda, aparentava odiar a ideia, parecia que vinha resmungando sobre sair dali até pouco tempo. Os outros estavam cansados de tentar convence-lo, podia-se notar. A garota... Essa parecia inteligente. O analisava enquanto ele fazia isso a ela.
Sherlock sorriu. Não era todo dia que encontrava alguém que o analisasse de maneira neutra como ela o fazia.
Sem tirar os olhos da garota de cabelos volumosos, sentou-se em sua poltrona. Watson permaneceu em pé.
— Conte-me. — Disse simplesmente.
— Antes de explicar no que precisamos de ajuda, preciso dizer a vocês que somos bruxos.
— Hermione! — Reclamou Harry, a encarando sem entender por quê ela estava sendo tão direta.
Watson levantou uma sobrancelha de desdém, mas Sherlock manteve-se firme na observação de seus clientes.
— Não temos tempo a perder Harry. — Sacou a varinha e apontou para uma xícara suja que tinha sido deixada a mesa, antes que eles saíssem naquela tarde. — Wingardium Leviosa.
Proferiu essas palavras, levitando a xícara em frente aos dois homens na sala. Ouviu-se um bravejar, provavelmente oriundo do susto que Watson levou, preferindo sentar-se para prosseguir a conversa. Holmes teve um breve sobressalto mental por ser pego desprevenido; foi imperceptível. Mas, a quanto tempo não se sentia assim, ansioso?
— Mágicos fajutos fazem objetivos levitarem. — Expos sua opinião, esperando mais uma demonstração da garota. Tinha um que de verdade nesse comentário, mas até o momento sua mente não encontrara o truque que ela usara para fazer a xícara voar.
Hermione fez uma transfiguração da louça em um gato, que saiu desfilando pela sala.
— Fale resumidamente os principais pontos que forem necessários. — Disse direcionando a tarefa a Hermione.
Rony, Harry e Watson permaneciam embasbacados com a situação.
— Existem os bruxos e os trouxas. Somos divididos em pessoas com e sem magia, em geral os trouxas não tem conhecimento dos bruxos, apenas quando tem filhos nascidos trouxas. O nosso povo, acaba tendo a responsabilidade de garantir a segurança dos sem magia, ocultando a nossa existência. Porém, quando existem bruxos que caem as trevas, existe grande dificuldade em garantir qualquer coisa. Aquele-que-não-mencionamos é um bruxo terrível que deseja dominar todas as outras raças. Não usamos o nome dele por quê pode ser rastreado, mas em geral o nosso povo tem medo do nome e o chama de Você-sabe-quem. Nossas forças se mostraram inúteis contra ele, porém Harry é o Bebê que sobreviveu. Ele foi atacado por Você-sabe-quem e permanece aqui, apenas com a cicatriz. — Respirou por um segundo. Harry tomou frente para continuar as explicações.
— Nós descobrimos que ele dividiu sua alma em partes e por isso não pode ser morto de maneira convencional. Estamos em busca dessas horcruxes que são recipientes para a alma dele.
— E por que vocês? — Perguntou John Watson.
— Dumbledore me confiou essa tarefa antes de morrer.
— E também existe a profecia. — Falou Rony. — Mas vocês tem certeza que esses trouxas vão nos ajudar em algo?
Os amigos nem se incomodaram em responde-lo.
— Que profecia? — Watson se inclinou para a frente com a curiosidade, porém foi interrompido antes que sua resposta fosse dada.
— Eu preciso de mais informações. Esse livro que você carrega seria um resumo do mundo mágico? — Perguntou, olhando o colo de Hermione.
— Sim. Eu marquei tudo que eu percebi ter ligação e alguns pontos que me pareceram importante que vocês tivessem ciência. — Entregou o livro com várias fichas entre as folhas e anotações quase saltando para fora. Na capa, um castelo era uma figura que chamava a atenção, não tanto pela a arquitetura e sim pelos pássaros que passavam ao seu redor e as folhas nas árvores ao fundo que se mexiam ao vento.
— Meu Deus... — Exclamou Watson. Mas Sherlock levantou-se e foi ao quarto ler o livro. Nisso a Sra. Hudson chegou com o chá e os quatros que restaram continuaram a conversar sobre o mundo mágico, dando as explicações que Watson pedia.
Já haviam passado horas quando Holmes retornou a sala. A conversa estava animada. Parecia que Watson e os meninos já tinham certa amizade.
— Holmes, deixe-me apresenta-los. Esse é Harry, Rony e Hermione. Hermione veio até você por ler meu blog, eu te disse que era uma divulgação interessante.
— Suas anotações são excelentes. — Comentou ao entregar o livro a garota, sentando novamente a poltrona e ignorando o comentário do amigo. — Infelizmente não tenho tempo para me aprofundar em todos os pontos interessantes do livro, então tenho que agradecer suas marcações, pois foi tentador a leitura e o pensamento sobre o restante.
— Então você vai nos ajudar?
— Quantos são?
— Sete, mas já encontramos uma. — Respondeu Rony.
— Suponho que seja perigoso.
— ... Um pouco. — Disse Harry.
— Bem, a ascensão de Você-sabe-quem vai interferir na nossa vida também, sinto que não a nenhuma escolha a ser feita.
Levantou-se para pegar sua roupas de frio.
— Não se incomode, a onde vamos é quente. — Respondeu Rony.
Holmes não gostou do que ouviu. Afinal teria que lidar com seu pior inimigo; o calor.
— Certo e a onde vamos? — Perguntou Watson animado com a perspectiva de entrar no mundo mágico.
— Estamos sendo caçados, por isso nos escondemos. Bem, é um lugar "agradável". Mas não direi onde exatamente.
— Entendo. E como vamos? — Perguntou por fim Holmes.
— Não podemos usar a lareira, pois nossos passos estão sendo observados pelo ministério. Por isso iremos nos aparatar. — Olhou para Harry e Rony, onde buscava compreensão. — Como aparatar com Trouxas é arriscado sugiro que vocês os deixem comigo, irei leva-los em duas vezes. Concordam? — Os garotos menearam a cabeça. — Rony, volte para o acampamento na primeira vez, quero que cuide deles quando chegarem. Harry, mantenha a segurança por aqui.
— Vocês acham que os seguiram até nossa casa?
— Esperamos que não Sr. Holmes, mas é sempre bom nos prevenir. Coloquei feitiços de proteção aqui antes de entrarmos. Somente vocês, nós e aquela senhora podem entrar nesse ambiente. Depois, com o tempo e a certeza que não existem riscos, nós o removeremos.
— Então, vamos? — Chamou Rony.
— Levem a capa. — A entregou para Hermione que logo chegou até Rony e chamou Holmes para se juntar a eles. Os cobriu e seus corpos desapareceram.
— Nossa! Eles já foram? — Perguntou Watson.
— Não, ainda não. — Harry apontou para os pés descobertos e o homem ao seu lado ficou novamente chocado quando avistou parte do corpo das pessoas que a pouco estavam em sua frente. Partes que sumiram repentinamente também. — Agora foram.
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