Estudante de Ocultismo
2 Visitando o Andar de Baixo
Acordei com medo, Depois de uma noite de pesadelos. Levantei e fui direto ao banheiro lavar o rosto, com medo de o sono me fazer dormir, e sonhar, novamente.
Meu livro, descansava, onipotente, em cima da minha escrivaninha. Olhei pela janela, e vi o céu cinza, como se o sol tivesse se escondendo de algo. O telefone toca.–Alô. –Falei ao telefone, uma voz feminina respondeu.–Alô, bom dia, eu achei um panfleto dizendo sobre uma pessoa ocultista, que presta alguns serviços, liguei para o número certo? –Perguntou a mulher.–Sim, claro. Me dê seu endereço que eu chego ai em pouco tempo, preciso ver qual o caso. –Respondi, um pouco feliz por ter um serviço, depois de duas semanas parado, o dinheiro já estava no fim. A mulher disse o endereço, e eu anotei em um pequeno pedaço de papel de preço de uma pizza. 25 minutos depois, eu estava de frente para um condomínio. Perguntei ao guarda, em qual andar ficava o quarto 42.Depois de subir 3 lances de escada, cheguei ao quarto. Ao entrar, a mulher já me aguardava sentada em uma mesa no centro da sala. Ela deve ter uns 38 anos. Cabelos loiros, e olhos castanhos. Estava tomando uma xícara de café, e na mesa, havia um bule, com um café que cheirava muito bem.–Quer? –Ela perguntou, me dando uma xícara com café preto.–Claro. –Aceitei, e tomei o café bem rapidamente. –Pode me explicar que tipo de serviços quer de min? –Perguntei.–Eu tinha uma filha, ela faleceu, eu quero que você descubra pra onde ela foi.–Como assim? –Perguntei.–Quero saber se ela está no céu ou no inferno. –Ela respondeu.–Isso é difícil. –Falei.–Pago quanto você quiser. –Falou ela, quase chorando.–Tudo bem, eu aceito. Quero cinco Mil Dólares. Prefiro receber em dinheiro americano, vale mais. –Disse para ela.–Ok. Peguei meu livro, e fiz um circulo no chão, com alguns incensos e um pouco de Mirra. Eu já havia lido no livro sobre o circulo de transmutação, que teleporta um usuário de ocultismo para o inferno através da alquimia. Mas eu nunca tinha usado aquele feitiço. Coloquei minhas luvas abençoadas nas mãos, e guardei alguns frascos de água benta na camisa, para poder voltar ao mundo terreno. Senti medo, mas tinha que conseguir aquele dinheiro.Depois de ter terminado o circulo, me posicionei no centro, e me preparei mentalmente.–Preciso de algo da sua filha, para me ligar à ela e aparecer o mais próximo o possível dela, caso ela esteja no inferno, se eu não achar ela lá, ela vai estar no céu, e no céu eu não posso entrar. –Falei para a mulher.–Claro. –Disse ela, me dando um cachecol vermelho escuro, que eu pendurei no pescoço.–Não entre no circulo, jamais! Quando eu voltar, o incenso e a mirra vão queimar, ai preciso que me ajude, me tirando do circulo e me dando água e comida. –Alertei.–Tudo bem. –Respondeu ela. Fechei os olhos, e me concentrei no cachecol.– Transmutare! O circulo brilhou, e um fogo roxo me cobriu, num piscar de olhos, eu estava no inferno. Se fosse possível falar do inferno em duas palavras, seriam, agonia eterna. Muitas pessoas sofriam nas mãos de demônios, sendo dilaceradas como porcos no matadouro. Os gritos de agonia me gelavam a espinha. Comecei a correr. A mãe da garota tinha me dito que o nome dela era Sofia. Corri à procura de Sofia, olhando por todos os lados. Os demônios já tinham percebido que um estrangeiro estava na área. Corri mais rápido, e alguns demônios começaram a correr atrás de min. Sem parar de correr, arremessei um dos frascos de água benta, que molhou e queimou os demônios que corriam atrás de mim, mas outros apareceram. Ao passar perto de um carro virado de cabeça para baixo e pegando fogo, um demônio pulou de trás dele e me segurou ao chão.–Filho da put...-Gritei, quebrando um frasco inteiro de água benta na sua cara, fazendo com que ele engolisse um pouco. O demônio se contorceu de dor e agonia no chão, aproveitei a chance pra continuar a procurar. Cada vez mais demônios apareciam, eu percebi que não iria sobreviver por muito tempo. Perto de um rio de sangue, Sofia caminhava, sem rumo, como um zumbi. Parecia que estava indo se jogar no rio, corri o mais rápido que pude em sua direção. Antes de ela cair no rio de sangue, arranquei de seu pescoço um colar de prata, com as iniciais de seu nome. Guardei o colar no bolso da calça e vi os demônios cada vez mais pertos. Eu ainda tinha 3 frascos de água benta.–Seus putos! –Gritei. Arremessei dois frascos sem tampa no alto, e a água benta choveu em cima dos demônios que fumaçavam, queimando a pele. Peguei o outro frasco e derramei no meu cabelo. Tudo se apagou. Acordei no sofá da sala da mulher, já de volta no mundo terreno.–Você está bem? –Perguntou a mulher, me dando um copo de água e um pedaço de bolo.–Estou bem, obrigado. –Respondi, devorando o bolo.–Iai, conseguiu descobrir? –Perguntou ela.–Sim. –Respondi, tirando o colar do bolso e dando a ela. –Ela estava no inferno, ela apagou a própria consciência.
–Meu deus. –Falou ela, chorando. Recebi o dinheiro, e fui embora, depois de comer é claro. Ao chegar em casa, percebi que o céu ainda estava cinza. Entrei, pensando na garota. Eu queria mesmo fazer algo, para ajuda-la, para tira-la daquele lugar. Mas eu não tinha tamanho poder. Eu preciso evoluir.–------------------------Fim do segundo ato----------------------------------
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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