Estrelas da Terra
6 Diário de Aniely Cristina primeira parte: As mãos mortas daquele sujeito...
Notas iniciais
Que idiotice!-exclamou Aniely atravessando a porta, Aniely avistou a 3 metros uma cadeira de madeira, mas seu formato e sua cor eram diferente, e na parte de trás da cadeira estava desenhado uma estrela mal desenhada dentro de um quadrado torto, parecia que tinham usado um tipo de canivete pra desenha-lo e o desenho não aparentava ser recente, mas aquilo não era nada de especial, o que chamou mesmo a atenção da garota foi um tapetinho roxo do lado da cadeira, após alguns segundos olhando para a cadeira ela voltou a fitar a cadeira
Isso é de sentar?-perguntou ela olhando para a cadeira enquanto fazia uma careta, depois de mais alguns segundos pensando se deveria sentar ou não naquela estranha cadeira, ela decidiu se sentar, só de colocar um pouco de seu peso na madeira já se pode sentir um extremo desconforto
Não! Isso não é de sentar!-a mesma se levantou passando a mão em seu traseiro
*Talvez o tapete não seja tão desconfortável-pensou a garota enquanto de abaixava para sentar no tapete, sim aquele tapete conseguiu ser muito mais confortável que a cadeira.
Depois, alguns minutos e Aniely estavam ficando cada vez mais entediada.
Cadê aquela porta?-perguntou a si mesmo olhando em volta, ela queria ir embora dali, não aguentava mais o zumbido do silencio, mas a porta não estava ali,ela havia desaparecido logo que ela entrou
–mas o que est...-aniele foi interrompida por um susto, duas mãos frias seguraram seu pescoço subitamente, causando-lhe uma imensa dor, além das mãos serem anormalmente frias como um picolé de defunto, eram grandes e muito finas, estas eram literalmente pele e osso
bem...seria mesmo osso?
o jeito daqueles ossos eram tão estanhos que não pareciam ossos normais, primeiro ela conseguiu respirar com muito esforço, mas logo ela foi perdendo as forças e estava ficando cada vez mais difícil fazer algo tão simples quanto respirar, suas mãos estavam doendo muito, provavelmente suas mãos estariam queimadas ,pois ela usava suas mãos (que comparadas as mãos do sujeito era minúsculas ) para tentar diminuir a pressão, ela tentava gritar, mas a sua voz simplesmente não saia, o máximo que saia de sua boca era um som equivalente a de um sussurro, ela lutando para não perder a consciência, ficava se perguntando o que poderia usar pra impedir as mãos de mata-la, achava que não poderia ficar pior,mas com certeza podia e ficou, as paredes começaram a se fechar e a cada segundo se movia um centímetro e por causa disso, ela resolveu juntar todas as forças que não tinha pra poder lutar mais como um ato desesperado, suas mãos conseguiram agarrar as mãos do sujeito com uma nova força, Aniely ainda tentando manter os olhos abertos, alimentando o cérebro de um oxigênio que não vinha, ela conseguia se manter acordada
Mas não é super poderes e nem nada assim *risos* isso, senhoras e senhores se chama teimosia com uma pitada de desespero, isso era o que mantia a garota acordada.
ela mexia as pernas e os braços de uma forma estranha tentando atacar o sujeito de alguma forma, mexia o corpo na esperança de poder se soltar, mas evitava o máximo não mexer o pescoço por medo de quebrar
isso pode ser considerado atos racionais, não? Bem, uma pessoa normal desesperada faz coisas sem pensar, mas ela estava pensando um modo de sair sem morrer no meio do caminho, uma coisa posso afirmar: até ela se surpreendeu com isso.
Mas infelizmente seu plano não estava funcionando, e as paredes que antes estavam muito distantes,(por estranho e incrível que isso pareça) estavam muito perto e depois de muita teimosia, não estava mais aguentando ficar mais acordada, sua cabeça doía muito, como se tivesse levado fortes marteladas em toda a cabeça, seus olhos estavam pesados e ela estava tonta, suas mãos estavam fracas e duas pernas ficaram pesadas e por fim sabendo que nada mais funcionaria ,pensou:
–parece que nada deu certo, fazer o que?
E se entregou, uma perda de consciência que chagava a dar certo alivio, pois não haveria tanto sofrimento (?) mas, a garota se surpreendeu ao acordar e perceber que estava...bem?
Suas vestes também mudaram
Vestes de Aniely Cristina:
Um vestido amarelo queimada com um lacinho delicado na frente, a roupa em si era estranha, mas ficava lindo na garota, tinha uma gola igual a de uma camisa formal e tinha uns 3 botões na frente forrados com o tecido da mesma cor do vestido, uma sapatilha delicada, amarelinha que combinava muito com o vestido, tinha uma florzinha que Aniely não gostou muito, mas não falou nada, e por fim uma bolsinha bege com uma alça grande a porta se abriu e com passos apressados saiu daquela sala, pois era o que ela mais queria naquele momento
–por quanto tempo fiquei desmaiada?
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