Estrela Polaris

7 Eu te odeio, eu gosto de voce


Notas iniciais
não leia com alguém por perto

— Desculpe chegar assim. — digo fechando a porta atrás de mim

— Não tem que se desculpar, eu disse que podia voltar. — ela fecha o livro e se levanta da cadeira caminhando em minha direção — Então.... — para bem na minha frente — O que a fez voltar?

— Bem, eu... acho que precisava falar com você...

— Oh, bem.... sobre o que seria? — ela parecia agitada

— Nada de mais, eu só...

— Sim? — ela se aproxima mais e inclina a cabeça um pouco para baixo

— Eu só.... — seus lábios estavam tão próximos dos meus, a vejo fechando os olhos e instintivamente eu fecho os meus também, eu conseguia sentir sua respiração batendo gentilmente contra meus lábios, então um chacoalhar seguido de uma grande barulho tremeu o navio e nós nos afastamos assustadas

— Terra à vista. — ela ri para mim

— Que jeito mais desleixado de comandar um navio. — rio de volta

— Acorde os outros, será uma parada rápida

Eu a obedeço e volto para onde todos estavam dormindo, praticamente todo já haviam acordado, o chefe e Gabe não precisavam ser acordados, então os deixei continuar naquele sono pesado. O resto da tripulação e eu fomos até o deque ouvir o que a capitã tinha a dizer.

— Pois bem, senhores. — fala alto e em bom tom — Estamos em uma parada rápida, nunca vamos achar melhor lugar para coletarmos agua, então encham tudo que puderem, pois nenhuma agua em toda a galáxia vai ser melhor do que a que vamos buscar agora

— Sim, capitã. — dizemos todos juntos

— Assim que acabarem podem dar uma volta, mas quero todo de volta ao navio em 1 hora ou serão deixados para trás, dispensados!

Vou atrás do resto dele para buscar os barris, mas Lena me para e me puxa pelo pulso.

— O que foi? — pergunto

— Eu disse que ia te mostrar uma coisa. — diz me levando para fora do navio

— Ah, não, carrasco, você vai me fazer buscar mais madeira? Quer me mostrar a arvore mais dura da galáxia e me pedir pra cortar pra você?

— Por que criou uma imagem tão ruim de mim? — pergunta sem me olhar

— Por que será, não é?

Ela me levou até mundo com o chão coberto de pedrinhas brilhantes, a lua parecia maior do que era possível ver de onde eu vim, tudo ali parecia ser feito de algum material precioso, tudo brilhava bastante, as arvores, o lago ali perto onde os homens pegavam agua para levar ao navio.

— É aqui. — ela diz parando na frente de uma caverna

— Bem, é um bom lugar para esconder um corpo morto

— Se eu quisesse me livrar do seu corpo eu poderia simplesmente joga-la para fora do navio e deixar seu corpo flutuar eternamente pelo espaço

— Mas não seria elegante, como você gosta. — dou um riso irônico

— Esse é um bom ponto, mas eu não preciso fazer algo tão cruel... — ela suspira — Na verdade eu tinha outros planos para seu corpo... — sussurra para si

— O que?

— Nada importante, vamos entrando. — ela me guia para dentro da caverna

Parecia escura no começo, com apenas alguns ponto de luz nas paredes, bem parecidos com a pedrinhas no chão do lado de fora, ela não disse nada enquanto caminhamos, mas ela segurava minha mão timidamente, praticamente apenas nossos dedos se seguravam.

A caverna era até que bem longa, o caminho que seguimos se estendeu por bastante tempo até chegarmos numa câmara dentro dela, todas as paredes, assim como o chão e o teto, eram cobertos de cristais semitransparentes fincados na pedra, era lindo, como nos contos de fadas que eu lia quando criança, parecia o lugar ideal para ser o refugio de um dragão ou qualquer outra criatura mágica.

— Bonito, não? — ela me pergunta

— Ta bem, qual é a pegadinha?

— O que quer dizer?

— Você foi legal o dia todo desde que fomos ao bar, você cuidou de mim quando eu estava inconsciente sem abusar de mim, ate onde eu sei, me deixou dormir na sua cama, não me pediu para trabalhar com o resto da tripulação e agora esse lugar, como sabe desse lugar afinal? Trás as garotas que gosta assim pra transar com elas?

— Isso só aconteceu uma vez. — ela diz nervosa

— Certo. — me viro pra sair dali, mas ela segura meu pulso

— Não foi o que eu quis dizer. — ela respira fundo — Eu não fiz nada disso com nenhuma intensão assim, eu só estava tentando ser gentil, afinal... você quase entrou num coma alcoolico por minha culpa

— Eu o que?

— Me desculpe, você ficou muito mal e eu não sabia o que fazer e eu achei que você ia morrer e eu me senti tão culpa

— Ok, calma, você está começando a surtar. — tento acalma-la esfregando meus ombros com minhas mãos

— Não queria que você achasse que eu queria fazer algo assim, me desculpe se eu te assustei de alguma forma

— Não, foi minha culpa, eu não devia ter falado tanto e te culpado sem motivo. — paro de esfregar os ombros dela e olha diretamente em seus olhos — Eu não quis dizer que acho que você é esse tipo de pessoa, desculpe

— Ta tudo bem, recruta. — sorri

— E bom ouvir isso, carrasco. — sorrio de volta

— E também, não é como se eu fosse ficar com uma garota tão jovem

— E não é como se eu fosse ficar com uma mulher tão teimosa

— Jovem e reclamona

— Teimosa e cabeça dura

— De peitos pequenos. — ela ri em tom de deboche

— Cabelo bagunçado

— Baixinha demais

— Muito alta. — digo me aproximando de seu rosto com o mesmo sorriso dela

— Muito branca

— Muito- ela me interrompe com um beijo, eu me assusto por um segundo, sinto suas mãos quente passando pela minha cintura

Ela me prende contra a parede da caverna, nem consigo pensar direito na hora e quase não senti todas aquelas pedrinhas perfurando minhas costas, me seguro em suas costas enquanto sua mão acaricia minha nuca.

— .... incrível.... — complemento o que estava dizendo

— Eu ganhei. — ela sorri

— Quem se importa? — seguro sua nuca e a puxo para outro beijo

Ela levanta minha pernas e as coloca na cintura, me levantando completamente do chão, me pressionando mais contra a parede enquanto eu sentia seus quadris contra os meus. Lena começa a colocar as mãos por debaixo da minha camisa e a retira logo depois, fazendo o mesmo com meus sutiã, as pedrinhas na parede agora incomodavam bastante.

— Lena... — digo com voz fina segurando o gemido — Minhas costas...

— Ah, sim, desculpe

Ela tira seu "casaco de capitã" e sua camisa e os coloca no chão, depois estende sua mão para mim e me faz sentar no chão de frente para ela, volta a me beijar, menos intensamente do que antes, um beijo gentil, me deita no chão devagar enquanto me beija e eu a abraço.

— Melhor? — pergunta baixo e eu aceno com a cabeça

Ela abaixa a camisa e beija meus seios timidamente, era uma sensação estranha, eu sentia que queria que parasse, mas ao mesmo tempo eu não queria que acabasse nunca, como se toda essa parte fosse desconstruída em cenas rápidas na minha cabeça, Lena beijando meu peito enquanto acariciava minha barriga e descia sua mão para desabotoar minha calça, ela retirando sua roupas, voltando a me beijar enquanto eu estou quase completamente sem roupas, beijando meu pescoço enquanto deslizava sua mão para baixo e tirava minha ultima peça de roupa, seus lábio tocando minhas coxas e descendo um pouco de cada vez ate seu rosto estar no meio de minha pernas e eu não conseguir controlar minha voz.

— Eu te odeio. — digo abraçando meus joelhos sentada encima da camisa dela no chão, ainda sem colocar minha roupas de volta

— Mesmo? — ela aproxima seu rosto do meu, mas eu viro a cabeça pro outro lado e ela dá um beijo na minha bochecha — Eu gosto de você

— Não diga. — rio

— Que surpresa, hm? — ela ri também — Acho que nunca teria descoberto sozinha se eu não tivesse dito agora

— Continuo não gostando de você. — ainda mantinha meu rosto virado para ela não ver o quão corada eu estava, a pior parte de ser albina é que não tem nem como esconder ou disfarçar

— Não foi o que pareceu pra mim. — ela começa a imitar os gemidos que eu fiz algum tempo atrás bem perto do meu ouvido

— Isso não- eu me viro e ela está bem perto do meu rosto me encavando sorridente

— Finalmente você olhou pra cá. — diz em voz suave

— Não farei outra vez. — olho emburrada para ela

— Tudo bem. — ela me abraça e enterra seu rosto no meu pescoço cheirando meu cabelo — Foi o suficiente, podemos nunca mais falar disso se quiser, a gente esquece e eu faço com outras garotas ou caras

— Não sabia que gostava de caras também

— Só se eu ficar por cima, eu não gosto de ficar embaixo de ninguém

— Sei...

— Isso te incomoda?

— Não tem nada a ver comigo. — suspiro

— Eu não faria isso com você. — deita no meu ombro — Também não precisa gostar de mim

— A caverna magica faz as pessoas saírem de si? Por isso que isso tudo aconteceu?

— Quem me dera, eu seria dona no maior motel do universo

— Daria um bom lucro. — rio e olho para ela — Me deixe pensar um pouco, ok? Parece muito embaraçoso dizer qualquer coisa agora

— Eu espero. — se levanta e me puxa pela mão, afagando minha cabeça logo depois e me entregando minhas roupas — Ok, de volta ao navio

— Se vista antes, idiota

— Pra você é capitã, mocinha. — ela se vira e sorri

— Certo, certo, capitã idiota

— Bem melhor

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.