Estranho - Ryoga E Ranma (mulher)
1 Estranho
Notas iniciais
O rapaz de cabelos castanhos se escondia para finalmente dar uma lição em seu inimigo mortal, Ranma, por tudo o que o idiota o fez, especialmente por tê-lo derrubado na poça de sua maldição.
Pelo menos, uma coisa ele devia ser grato ao inimigo, ele conheceu Akane, e isso o tinha deixado bem menos infeliz. O ruim era ter que esconder dela que ele na verdade era o Pit.
Agora, ele estava sorrateiramente, loucamente, de forma sádica procurando pra bater no idiota do Ranma. E porquê?
Akane estava cedendo ao Saotome…aos poucos os dois ficavam mais próximos…e ele estava ficando de lado, e por isso queria bater muito.
_Ranma…cadê você baka? –Ryoga.
O rapaz sentou-se atrás de uma pedra, em frente a um lago. Coçou a cabeça e pensou melhor…
_Já faz horas que ele sumiu. Aquele trouxa nunca some… -Ryoga.
Por um segundo ouviu um tipo de som baixo, estranho e meio agudo. Olhou em volta, nada…
_Tem alguém aí…? –Ryoga.
O barulho foi ouvido de novo. E o rapaz, com cara de espanto, deu a volta na pedra, procurando a voz. Procurou, procurou, mexeu em alguns matos, moveu algumas pedras, mas tudo o que conseguia distinguir era um baixo e fraco som. Ele voltou a pedra, subiu e ficou olhando o lago. Daí o som veio um pouco mais alto.
_O que?! –Ryoga olhando pra baixo.
Havia uma certa ruiva, amordaçada e quase afogada na água, se debatia muito.
_R-Ranma?! –Ryoga descendo da pedra e entrando na água.
Ele olhou-o melhor de frente com os braços cruzados. Ranma obviamente estava em sua transformação de garota, muito bem amarrado e amordaçado com um tecido branco, vestido com uma roupa chinesa rosa e com bordas vermelhas, exageradamente apertada e molhada, acompanhando as curvas do “rapaz”. O cabelo dele estava em rabo de cavalo desajeitado, por causa de tanto se debater.
_O que houve? –Ryoga nem ligando.
_Hmmm… -Ranma fazendo cara feia.
_Ah, quer que eu tira a mordaça? –Ryoga com um pensamento estranho lhe ocorrendo.
Ranma assentiu com a cabeça. Ryoga coçou o queixo e pensou na melhor vingança…talvez não fosse experiente nem nada, mas poderia resolver um assunto desses com muito mais facilidade já que Ranma estava em sua forma mulher, que querendo ele ou não, era muito linda e sensual.
_HNMMM!!! –Ranma se debatendo enquanto Ryoga o pegava e carregava como saco de batatas sem o desamarrar.
Ryoga foi o levando, mais precisamente para o dojô dos Tendo. Assim, ao chegar, as irmãs de Akane estavam muito ocupadas com um almoço muito especial que ia ter, homenageando o futuro casamento de Ranma e Akane.
Ryoga começou a se incomodar com aquele garoto irritante se debatendo, mas ele teria com certeza o que merecia: uma bela surra.
_Cala a boca, Ranma. –Ryoga o jogando no chão do quarto, trancando-o.
Ranma cruzou as pernas em lótus no chão e continuou tentando falar e se desamarrar, mas foi impossível.
_Certo. Agora eu vou falar e você vai escutar! –Ryoga apontando para a garota.
Ranma rodou os olhos.
_ “O que ele quer agora?! Eu tô muito mal aqui e ele sabe que é injusto lutar quando estou amarrado…apesar de tudo, fiquei por muitas horas dentro daquela água gelada, e esse porco burro quer se aproveitar agora!” –Ranma em seu pensamento.
_Eu pensei que não gostasse da Akane. –Ryoga.
Ranma arregalou os olhos.
_ “A Akane? Era isso que ele queria falar?” –Ranma negou com a cabeça.
_Não? Mentira, vocês estão muito mais próximos do que o normal, tanto que até se pegaram na quadra do colégio não é? Eu não sou cego. –Ryoga fazendo uma cara muito cruel.
Ranma avermelhou e abaixou a cabeça e negou mesmo assim.
_ QUE CARA IDIOTA! O QUE ELE TEM HAVER COM ISSO?!” –Ranma.
_Você sabe que já me tirou muita coisa, agora a Akane você também não vai me tirar.” –Ryoga se abaixando na frente de Ranma.
Ranma aproveitou a oportunidade e tentou dar um chute no moreno, mas ele segurou sua canela fina e a virou, fazendo-o doer o suficiente para Ranma puxar a perna de volta.
Ele arfava. Estava muito cansado depois de tudo o que passou, acreditava ter pegado uma pneumonia das feias e ainda estava tremendo de um frio congelante.
Ryoga não conteve um sorriso com isso. Ranma estava num estado tão penoso que dava vontade de soltá-lo, mas não faria isso.
O moreno estendeu a mão para o cabelo de Ranma, soltando o amarrinho e passando os dedos pelo cabelo desgrenhado.
_Hnn… -Ranma assustado.
Ryoga não fazia idéia do por quê, mas continuou desembaraçando o cabelo do inimigo, até que ficasse todo solto e apresentável. Em seguida, desceu os dedos pela nuca de Ranma fazendo-o se arrepiar ainda mais e tentar se afastar.
O moreno, pegou o laço bem amarrado na boca de Ranma e o desfez. Ele tirou-o, possibilitando Ranma a falar com a voz delicada.
_O que está fazendo Ryoga?! Me solte logo! E eu não te devo satisfações minhas com Akane. –Ranma.
_Não vou te soltar. Eu quero que pague por tudo, e essa é uma forma de pagar metade delas! –Ryoga.
_E o que quer que eu faça?! Eu não vou pagar nada ainda por cima, eu não fiz nada pra você! –Ranma.
_Você fez e sabe bem. Agora você deve pagar. –Ryoga encostando violentamente os braços na parede dos lados da cabeça de Ranma.
_E-e como? –Ranma se encolhendo um pouco e com um suor lhe correndo a face.
_ “Pode ser minha oportunidade de me livrar dele!” –pensava empolgado.
Ryoga sentia o cheiro feminino percorrendo o corpo da garota a sua frente. Era com certeza um castigo bem grande virar uma garota, e Ryoga adorava esse fato, faria Ranma sofrer muito, mas isso era também bom agora…ele ficava diferente, seu jeito de fazer as coisas ficava mais feminino, talvez não na luta, mas nas outras coisas.
Ele visualizou um pouco os lábios entreabertos da ruiva, rosados, úmidos e carnudos. Parecia que de uma forma mágica eles o chamavam, e abaixo, passando o pescoço alvo, havia um par de seios fartos e muito mal escondidos na roupa rosa escura e vermelha apertada, muito indecente.
Por debaixo da blusa chinesa havia um short curto que mostrava bem as pernas torneadas de Ranma.
_Talvez… -Ryoga pensando um pouco.
_O que? –Ranma falando de forma arfante e lenta.
O moreno avermelhou de forma brusca, o tom de voz usado por Ranma foi quase pecaminoso, foi tão sensual e lento que ele podia imaginar algo que não pensava muito além de matar Ranma.
_Seu vadio! Pare de falar assim, esqueceu que é homem?! –Ryoga.
_Tá insinuando o que? Que eu sou mulherzinha?! –Ranma se enfurecendo, balançando as pernas e corando de raiva.
Ryoga o prendeu pelos braços, batendo as costas contra o chão, ficando de quatro por cima.
_Isso mesmo. Agora cale a boca e resolveremos isso de uma vez. –Ryoga.
_Me solta! –Ranma.
Ryoga arqueou as sombrancelhas, muito perturbado com a visão que tinha do inimigo número 1- a blusa que antes já estava apertada, no momento dava uma esticada “básica” que fazia os seios dela se empinarem e exporem o tamanho definido.
Ryoga sentiu as coxas dele batendo em suas pernas e não conseguiu aceitar mentalmente que estava gostando de ficar desse modo com Ranma Saotome.
_R-R-R-Ryo-o-ga, solte-me… -Ranma tentando empurrá-lo.
Ryoga sentiu-se tentado ainda mais e apertou mais os pulsos dele. Se inclinou mais perto, encostando seu lábio na orelha do Saotome.
_Porque faria isso Ranma? A Akane já não quer mais ninguém além de você não é? A Shampoo também só tem olhos pra você, e eu sei que o Kuno e mais aquele loirinho idiota também gostam de sua forma feminina. Ou seja, você é desejado tanto, porque eu também não poderia? –falou Ryoga inebriado com o cheiro diferente impregnado no corpo do transformado.
_S-Sai de cima de mim!!! –Ranma se debatendo.
Ryoga o segurou no braços, e aproximou seus rostos, Ranma virou o rosto, mas Ryoga segurou com outra mão o rosto “dela” e suicidando-se mentalmente por fazer algo tão idiota, encostou sua boca na boca da garota.
Ranma tremeu, lembrando-se de seu primeiro beijo. Mas dessa vez, Ryoga o apertou nos braços, e continuou beijando-o.
A ruiva tentava segurar suas lágrimas de raiva, queria matar aquela besta sem noção, ele estava beijando um cara, um cara que além de tudo o odiava de todas as formas possíves.
Ryoga pensava as mesmas coisas, mas num segundo ficou tentado a experimentar, por que aquela garota fazia parte de Ranma e ele queria conhecer outra face dele, um lado menos idiota, mais feminino (lógico), mais agradável…
Ranma fechou os olhos com força, sentindo a língua do cara brincar em seus lábios e forçar a entrada de sua boca.
Ele estava se sentindo estranho demais. Aquela saliva molhando sua boca e o cara o abraçando, especialmente porque não tinha muitos contatos físicos delicados e afetivos, e vindo de um homem.
Claro que aquelas taradices do velhote mestre eram extremamente irritantes, e isso que fazia a diferença, o toque de Ryoga não era irritante, era estranho pela situação dos dois.
Ranma ainda queria afastá-lo, mas as mãos do moreno lhe desceram as costas juntando os corpos completamente. E o movimento acompanhado de um doce calor lhe percorreu fazendo-o dar uma exclamação, abrindo a boca, permitindo Ryoga.
O moreno pensava em mil maneiras de matar Ranma depois, Ranma pensava numa tela branca se colorindo devagar com todas as cores do arco-íris (clichê lol). E nesse tempo, suas mãos já agarravam as roupas urgentemente, apertando os tecidos nos dedos, enquanto suas bocas buscavam um ritmo.
E se encontraram de uma forma caliente, Ryoga se apossava do Saotome nos braços grossos, imaginando que nunca algo assim fosse acontecer, mas estava, e Ranma estava quase o fazendo pensar que era na verdade uma garota.
E esse foi o erro maior, quando Ryoga começou a sentar-se com Ranma no colo, e passar suas mãos na cintura e subindo pelo corpo da ruiva.
Ele abriu os olhos, separando as bocas por alguns instantes, vendo que a ruiva Saotome deixava de ser Ranma e agora era uma garota indefesa, rodeada por uma sensação de prazer inesquecível.
Ranma mesmo separado continuou de olhos fechados com aquela vontade de chorar misturado a saudade que sua boca sentia de Ryoga.
_ “Isso é errado! Isso é errado!” –pensava desesperadamente, ao tempo que sentia as mãos do moreno lhe subir pelo abdômen, passando pelo meio dos seios até o peito e descendo devagar, tocando seus seios.
_Ahn… -gemeu rápido e tapando a boca depois, se culpando por ter deixado e por ter gostado.
Ryoga o observava, parecia inconsciente dos atos, assim como ele. Não fazia sentido…eles se odiavam totalmente e não tinha chances de se entregarem numa coisa tão bizarra que caracterizava a muito clara Atração Sexual.
_ “T-Tão m-macios…” –pensava coradíssimo embalado na sensação maravilhosa da carne quente, macia e molhada em suas mãos.
Ele apertou-os mais e massageou-os, aproximando seu rosto do pescoço da ruiva. Ranma teve ímpeto de espancá-lo, mas ao tentar fazê-lo, além de estar amarrado, Ryoga beijou seu pescoço, chupando a pele.
_Ahh… -Ranma.
Ryoga tendo um pequeno flash de como odiava Ranma e tudo que ele o fez passar, se afastou brutalmente. Ficando há alguns metros, arfando corado.
Ele primeiramente se sentiu aliviado. Depois se sentiu vingado e depois se sentiu cruel, ao obrigar Ranma àquilo a que todos os lutadores respeitavam como masculinidade.
O porque de se sentir assim era o fato de Ranma ainda estar amarrado, provavelmente por aquele velho tarado ou por Shampoo, e todo desarrumado, com as roupas caindo, dando a impressão de ter sido violentado.
_Já chega…isso não foi normal, e muito menos era o que tinha em mente. –Ryoga.
_O que vai fazer agora? Vai fingir que nada aconteceu? Vai me soltar? –Ranma de certa forma abalado, tanto por odiar ser mulher naquele momento, tanto por estar sem-graça.
_Claro…mas temos um acordo… -Ryoga.
_Que acordo?! Já não me humilhou o suficiente?! Eu sou homem!!! –Ranma chegando ao ponto de algumas lágrimas sofridas escaparem de seus olhos.
_V-Vou te soltar. –Ryoga se levantando e parando de frente ao inimigo.
Com muito trabalho e alguns minutos conseguiu desfazer as dolorosas amarras, deixando as dores no corpo de Ranma.
A ruiva queria de uma vez sair dali e nunca mais olhar pra cara do moreno, mas antes…
_Isso não vai sair daqui não é? –Ranma.
_Pára de falar desse jeito.. –Ryoga cruzando os braços.
Ranma arregalou os olhos e corou bruscamente.
_ “Eu sou homem, eu sou homem!” –Ranma.
_Isso não vai sair daqui. E não vou te encher o saco por um bom tempo. –Ryoga abaixando a cabeça derrotado.
Ranma ficou surpreso, ele tinha mesmo cedido e agora tudo tinha acabado. E se sentiu traindo Akane.
_Não faça essa cara. Akane não precisa saber, ela também tem seus momentos. –Ryoga sorrindo pela primeira vez de forma divertida.
Ranma sorriu timidamente e não conteve um abraço no moreno, que ficou sem reação.
_Obrigada. Acho que no final eu sou tão fraco quanto o mais fraco dos fracos…e que no fundo todos temos o nosso outro lado. Eu também não falarei nada. isso é segredo entre nós, de homem pra mulher tá? –Ranma se afastando.
_Tá? –Ryoga meio espantado, mas satisfeito.
Ranma lhe deu outro abraço e roubou outro beijo do moreno. Envolvendo-os num rápido beijo molhado.
_Ahn…esse foi pra selar o contrato. Até mais. –Ranma abrindo a porta e saindo correndo para seu quarto.
_Uau…isso foi muito estranho. –Ryoga sorrindo e coçando embaixo de sua faixa.
Fim
Notas finais
Onegai shimasu? *Moe Kawaii* Pleasu? *dedo na boca ecchi* Anda logo e deixa um review, caramba! *Aura mortal fúria on*
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