Notas iniciais
Bem, acho q ninguem leu o prólogo, oq era de se esperar por minha idéia diferente da maioria das fics daqui, se o pessoal fosse ligado memo nessas fanfics mais rpg stile teriam mais delas por ai. Caso não consiga um leitor ao menos de novo terei que apelar para outras formas de promover a propaganda de tal fic. Gogogo capitulo sem demoras.

---Inicio Capitulo 1-----

Chegara a uma casa pequena, feita de madeira e aparentando ter dois andares, a porta está visivelmente destrancada, eram pouco mais de uma da manhã e Kamack se encontra neste momento na ala oeste, a qual nunca pensou que iria atrás de vingança.

A cabana cheira a ópio, uma bela ironia das palavras. Seus olhos demonstram um ódio, contrariando sua expressão de quando chegara a Leteburgo, três dias atrás. Seu rosto sua, o coração está em um ritmo acelerado, as roupas que veste estão sujas e sua barba já começa a demonstrar um relaxamento. Em sua mão agora se encontra um grande livro de capa negra com diversos símbolos em sua capa, formando dezenas ou talvez centenas de círculos mágicos, seu chapéu havia se perdido no dia passado em uma briga, mas tudo o que fez valeu a pena e apesar disto as palavras de seu padrasto continuavam a latejar em sua mente:

~~~~~~~Flashback~~~~~~

--Sua irmã veio a falecer. As palavras de Norak, o barba de cobre, não possuem nenhum tom de brincadeira que possuía a segundos atrás. Aquilo era verdade!

Kamack botou a mão no rosto, botou seu chapéu de lado e começou a bagunçar seu cabelo enquanto tentava aceitar o fato de que a irmã havia morrido, não estava bêbado o suficiente para fazê-lo. Fora seu mentor, amigo e padrasto Lizia era sua única família após a morte de seus pais, lembranças de seus momentos juntos se passaram em sua cabeça.

Vários minutos se passaram sem que uma palavra fosse dita, apesar de não tê-lo notado, a taverna toda parou para ouvir a noticia de Norak e o estresse mental que Kamack sentia. Apesar de tudo todos conheciam a bela Lizia, atendente da taverna, e ao menos três quartos dos que ali se encontravam foram a seu enterro. Kamack quebra o gelo perguntando:

--Quando isto ocorreu? Pergunta ele remexendo seu cabelo e procurando o copo de hidromel de um homem a seu lado bebendo-o todo em um só gole.

--Vai fazer um mês. Diz Norak sério.

--Como isso ocorreu!? Kamack grita sem paciência, num híbrido de exclamação e interrogação. Os poucos que não prestavam atenção na conversa desviaram seu olhar para eles.

--Gangues de rua, uma batalha ocorreu após o roubo de um carregamento de pólvora. Disse o anão sem mais delongas.

~~~~~~Fim Flashback~~~~~~

Kamack já ouvira demais e da taverna saiu após esse comentário, sabia de tudo o que precisava para encontrar os culpados, e assim gastou seus últimos três dias. Como foi comentado, tudo valeu a pena, via a sua frente a cabana e não tardou a adentrá-la, no primeiro cômodo haviam ao menos oito homens jogando dados e fumando ópio, droga comum na região. Aparentemente não gostaram de como Kamack fez sua entrada e rapidamente pegaram facas, canivetes, clavas e partiram para cima dele mandando-o sair. Sem ouvir a opinião dos drogados, Kamack pega um pouco de um ligeiro pó que se encontrava em sua algibeira, e esta o custara o seu último ramo de ouro, proferindo três palavras imperceptivelmente enquanto jogava o pó ao chão e fazia movimentos leves com a mão à qual antes segurava o livro, que estava neste momento estranhamente flutuando próximo ao rosto do mago. Tal ação fez com que todos gritassem de espanto e corressem em direção contaria, mas isto de nada adiantara, um a um foram caindo em sono profundo devido à magia conjurada.

--Não esta aqui. Afirma com certeza Kamack enquanto segue para a escada do local.

Lembranças de sua irmã vinham com freqüência a sua cabeça enquanto subia as escadas, lembrança de quando ela nascera, de quando seus pais morreram, do dia em que Norak os adotou, da primeira vez em que ela serviu uma mesa. Seu coração doía cada vez que o sorriso da irmã aparecia em sua mente, ele jurou a proteger e falhou! Como poderia se perdoar? Ao menos sabe que tudo chegou ao fim, após destruir dezessete postos de venda de ópio em três dias, um quinto do total de postos em toda a cidade, encontrou a informação sobre a briga, sobre o único homem que disparou uma bala de mosquete e sobre a única bala que trespassara a vidraçaria do goblin perneta para perfurar o crânio de Lizia dando a jovem uma morte violenta em seus plenos vinte e dois anos de idade.

A subida não era longa, mas pareceu demorar uma eternidade em seus pensamentos, porém finalmente chegou ao fim, junto com seu sofrimento. Ali estava ele, um homem o qual Kamack não olhou a face, sentia que ela ele, só podia ser ele. Não há dúvidas!

Com uma cotovelada certeira no homem que contava moedas em uma mesa o jogou ao chão sem que ele notasse sua presença, pegou a faca e o canivete que usurpara dos usuários de ópio na sala abaixo e prendeu as mangas do homem ao chão de madeira. Tal homem gritou querendo saber do que aquilo se tratava, gritou por socorro, mas ninguém o atendeu. Kamack se consumia de raiva e não ouviu o que o homem tinha a lhe dizer. Seu punho em forma de magia involuntária, o puro ódio desperto, havia adquirido uma aura vermelha escura.

--VOCÊ MATOU MINHA IRMÃ! MINHA ÚNICA IRMÃ! MINHA ÚNICA FAMILIA! Dizia Kamack enquanto socava sua cara com toda sua força. A cada soco fogo saia de sua mão devido à aura, em alguns a pele do homem começou a se desfigurar enquanto ele gritava de dor. Após dez incessantes socos a face do homem queimava, O homem gritava de dor e chorava sem saber ao certo o que fez contra aquele homem, a noticia da morte nunca chegou a seus ouvidos. Após perceber a face do homem queimando Kamack se levanta, vira-se de costas, faz uma ação com a mão que dissipa o fogo no rosto do homem.

--Você não merece a morte, a vida tem castigos piores a ti. Diz Kamack enquanto sai da casa com um sorriso sádico no rosto. Sua vingança havia sido completada.

Ao andar começa a passar mal, as coisas começam a parecer mais lentas, leves perdas de consciência são visíveis. Apesar de aparentar fácil usar magia é de uma grande dificuldade, Kamack teve sua ultima refeição no trem a caminho de Leteburgo e não dormia a três dias. O cansaço finalmente tomou conta de seu ser e ele desmaiou na rua com um sorriso estampado no rosto.

---Fim Capítulo 1-----

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.