Estou melhor sem você.
1 Capítulo 1: Famosa.
P.O.V. Hope Mikaelson.

Quero muito ir ao show da minha cantora preferida. Ela vem para Nova Orleans e vou fazer o meu pai me deixar ir.
–Pai! Pai!
–Sim?
–Deixa eu ir ao Show da Caroline, deixa?
–Quem é essa tal de Caroline?
–Nossa pai, tá desatualizado ein? Ela é a cantora mais famosa, maravilhosa e sensacional do mundo!
–Nossa! Essa mulher deve ser ótima.
–É sim. Deixa eu ir por favor!
–Certo, mas vai me levar com você.
–Bom, é justo.
–Ótimo! Temos que comprar os ingressos.
–Quando é o show?
–Daqui a um mês.
–Mas, então tem tempo.
–Não mesmo. Os ingressos vão esgotar rapidinho.
P.O.V. Klaus.
Imaginem a minha cara quando eu vi a tal Caroline estampada nos cartazes e nos enormes outdoors de Nova Orleans.
–Caroline.
–É. Esse é o nome dela.
–Não, eu a conheço. Eu já fui namorado dela.
–Quee? Tá brincando?
–Não.
–Como deixou ela escapar?
–Ela era uma pessoa muito difícil. E eu dormi com a vadia da sua mãe.
–O que? Tá me dizendo que sou fruto de uma traição?!
–Mais ou menos.
–E pior, você traiu a garota mais cobiçada e incrível do mundo. Você é muito burro.
–Você se parece comigo.
–Se você diz. Mas, acho que sou mais igual a mamãe.
–Isso.
–Queria saber como eu fiquei com olho castanho, já que você e a mamãe são azinho azinho.
–O que?
–O gene de olho claro é azinho. Um A pequenininho.
–Entendi, mas o que isso tem a ver?
–Pra ter se manifestado em vocês tem que vir em doze dupla porque esse gene é recessivo.
P.O.V. Caroline.
Estar aqui me faz lembrar dele. Niklaus Mikaelson, o homem que matou todo mundo que eu amava, que tentou me destruir, mas ele não conseguiu.
Estamos ensaiando a meses. E nem sei porque, é sempre o mesmo show, a mesma sequência de músicas.
No dia do Show...
P.O.V. Klaus.
A Hope está se arrumando desde as sete da manhã. Ela pegou essa mania da Rebekah, minha irmã é uma patricinha de primeira.
–Vamos Hope! Vamos nos atrasar e não conseguiremos um bom lugar!
–Pronto! Como você é chato!
Dei um jeito para Hope entrar no camarim e ela ficou tão empolgada e nervosa.
–Será que ela vai gostar de mim?
–Ela vai amar você.
Quando ela entrou ouvi elas conversarem.
–Oi, tudo bem?
–Tudo. Eu não acredito que estou aqui.
–Bom, qual o seu nome?
–Hope. Hope Mikaelson.
–Sei. É um prazer conhecê-la.
Ouvi o flash da câmera.
–Você conhece o meu pai.
–Ah eu conheço sim.
–Você tem raiva dele?
–Tá mais pra um ódio mortal! Não quero ver aquele híbrido do inferno nem pintado de ouro.
–E o que ele fez?
–Prefiro não comentar. É feio falar mal de alguém pelas costas enquanto a filha deste ser está te ouvindo.
–Mas, eu quero saber.
–Pergunte pra ele. Quero ver se ele é homem suficiente pra falar.
–Nossa! Deve ter sido grave.
–Pergunta pra ele sobre as duplicatas Petrova e como ele faz para criar outros híbridos escravos.
–Escravos?
–Claro, ele não ia falar sobre o elo.
–O elo?
–Os híbridos são magicamente forçados a obedece-lo. Viram escravos, sem vontade própria. Eu quase morri duas vezes por causa da porcaria do Elo!
–Nossa!
–Desculpe.
–Tudo bem. Vou perguntar, apesar de que acho que ele deve estar escutando atrás da porta não é papai!
Ela escancarou a porta e eu cai de cara no chão.
–É falta de educação ouvir a conversa dos outros Klaus. Mas, o que você sabe sobre isso? Né?
–É melhor irmos pra casa.
–Mas já?
–É.
–Espera. Tenho um presente especial pra você Hope.
Caroline pegou um papel e uma caneta de pelinho, anotou alguma coisa e entregou para Hope.
–Se precisar de mim sabe onde me encontrar. E por favor, não mostre isso pra ninguém.
–Pode deixar. Vai ser o nosso segredinho.
–Me dá o seu.
–O meu o que?
–Você não tem celular?
–Tenho.
Elas trocaram os números e quando chegamos em casa Hope deu um grito tão alto que acabou quebrando as janelas.
–Eu tenho o número pessoal da minha cantora preferida!
Minha filha dava pulinhos de felicidade.
Então, ela parou.
–O que é esse elo?
–Eles são gratos a mim por eu tê-los livrado da dor.
–Dor?
–Quando nos transformamos, quebramos todos os nossos ossos.
–Credo.
–E como se faz um híbrido?
–Eu mordo o lobsomem e ele tem que beber o sangue da duplicata ou sangra até a morte.
–Que horror!
–Mais alguma pergunta?
–O que é uma duplicata?
–Eu-sombra. Uma cópia humana de Amara Petrova, a primeira imortal do mundo.
–Pensei que vocês fossem os primeiros.
–Somos os primeiros vampiros. Eles são os nossos protótipos de nós.
–Maneiro. Mas, você disse eles. Não era uma moça?
–Amara e Silas. Eles queriam que o amor deles durasse para sempre, por isso usaram outra bruxa para fazer um elixir da imortalidade.
–Own, que romântico. E onde eles estão agora?
–Não sei.
–Sabia que ela tem um bebê?
–Quem?
–A Caroline.
–Ela adotou uma criança?
–Não! Ela pariu uma!
–O que? Não, impossível! Ela é vampira!
–Jura?
–Juro. Qual o nome da criança?
–Ela não é mais uma criança. O nome dela é Davina Claire Forbes.
–Sabe quem é o pai?
–Não mesmo. Isso é um mistério. Porque?
–Nada. Sabe quantos anos tem a menina?
–17. Que nem eu.
–Espera, acha que é o pai?!
–Talvez. Fazem 17 anos desde que nós ficamos juntos pela última vez.
Enquanto isso no camarim...
P.O.V. Davina.
Eu sempre quis saber quem é o meu pai, mas minha mãe não conta nem por decreto federal. Ela diz que ele é um homem mau, que matou todos que ela amava e quase a matou duas vezes.
Segundo ela eu e uma outra garota que também é filha dele são as únicas coisas boas que ele já fez.
Sempre quis ter uma irmã e agora eu descubro que tenho uma que está por ai perdida no mundo, mas se Deus quiser um dia nós vamos nos conhecer e bater altos papos. Falar sobre meninos, magia, vampiros, família e essas coisas todas.
Tudo fica melhor com uma irmã.
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