Estou Criando
1 Capítulo 1 Confusões
Notas iniciais
Era inverno quando tudo começou, minha mãe e meu pai estavam brigando, eles sempre brigavam... Eu estava no meu quarto olhando da janela a rua, chovia muito, eu odiava ouvi-los brigar, toda semana mesma coisa, meu pai saia para trabalhar e voltava bêbado. Ele sempre batia na minha mãe, aquilo me irritava, mas eu era apenas não podia fazer nada, mas aquela noite eu não aguentava mais, pensava comigo mesmo o que um garoto de 10 anos de idade poderia fazer? Só que eu não podia ficar ali parado de braços cruzados não mais, não aguentava mais ouvir minha mãe chorando, tinha que fazer alguma coisa... Domado pela raiva desci as escadas da minha casa correndo em direção aonde eles se encontravam e vi minha mãe jogada no chão todo ensanguentada, chorando de dores, enquanto meu pai com as mãos sujas de sangue a mandava calar a boca, eles não haviam me notado, aquela cena me chocou, minha mãe não se calava e meu pai vendo isso para fazer ela se calar começou a chuta-la. Entrei em pânico quando vi minha mãe não se mexer, sem pensar duas vezes fui em direção ao meu pai gritando e chorando, meu pai olhou apenas para mim e assustei quando percebi que ele estava caminhando em minha direção! _S-sai de perto de mim... MONSTRO!! _CALA A BOCA MOLEQUE!!! _V-Você MATOU A MAMÃE... E-EU VOU TE MATAR...
Novamente domado pela raiva me lancei em direção ao meu pai para numa tentativa desesperada soca-lo, ele desviou com facilidade de meus ataque, mesmo bêbado meu pai tinha ótimos reflexos pois tinha sido lutador em um momento de sua vida, mas eu tentei com todas minhas forças acerta-lo mas no final eu fui acertado, sente uma pancada na cabeça, não senti mais nada meu corpo apenas foi caindo, não conseguia me mover ou ao menos dizer alguma coisa, meu corpo já não me respondia mais, minha visão já estava escurecendo quando cai no chão feito uma pedra, escutei barulho da porta sendo arrombada e alguém entrando, ouvi meu pai gritar e em seguida o corpo dele cair na minha frente mole feito gelatina com a garganta cortada e cheio de sangue. Quem fez aquilo e porque? Alguém havia acabado de matar meu pai e eu em seguida não resisti mais apenas apaguei.
Bem quando acordei pensei ter sido um sonho, acordo em um quarto que não era o meu, na verdade não era nenhum quarto de minha casa, achei estranho, ate que alguém entra no quarto. Eu olho pra ele e começamos a conversa. _ Olá Bruno, meu nome e DR.Claudio. Como você esta manhã? _Ah o-olá, bem eu acho, poderia me dizer onde eu estou?? (Sabia que a resposta era obvia, pois ele disse doutor, então eu só podia estar num hospital, mas não queria acreditar nisso porque se fosse verdade tudo que eu pensei ser um sonho, era a mais pura realidade). _Bem, meu caro você esta num hospital. _ Ah ok. C-cadê minha mãe? E o meu pai? Cadê eles? _Meu filho você precisa descansar agora, falamos sobre isso depois ok? _ N-Não, eu já descansei muito...C-Cadê minha mãe? Assim que disse isso ele chamou a enfermeira, ela era bonita e simpática, estava segurando uma injeção na mão direita, disse para eu ficar calmo que era um remedinho apenas para mim relaxar.O doutor sorriu para mim assim que ela aplicou, o remédio no demorou muito para fazer efeito, meus olhos foram ficando pesados, foi ai que percebi que aquilo era um sedativo. Não podia fazer mais nada já estava sobe o efeito do remédio, já estava adormecendo, mas antes de apagar completamente disse algo. _ D-Doutor Ca — cadê minha mãe? _Durma Bruno e sonhe o mais belo sonho que puder, pois quando acorda falaremos sobre isso. Depois disso adormeci e como o doutro disse tive um lindo sonho onde eu e meus pais íamos ver as estrelas juntos, mas aquilo virou um pesadelo (uns dos piores que uma criança podia ter), pois minha mãe e meu pai desapareceram, eu os procurei em todos os lugares mas é como se eles já não estivessem mais ali ou em qualquer lugar, era como se eles tivessem ido para um lugar onde eu não podia ir, um lugar alem da minha compreensão, alem da minha pequena imaginação de criança ingênua que não queria acredita que seus pais haviam morrido e que agora viveria nesse mundo sozinho.
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