Ele era como a brisa morna da primavera, aquela que te faz sentir livre, que traz o aroma das flores frescas até você, que desperta as borboletas do seu estômago a muito esquecidas. Infelizmente a primavera sempre acaba, dando lugar ao calor e à instabilidade do verão e deixando saudades amargas da visão dos botões das flores a desabrochar.

Eu sou como o outono, calma, transitória, um pequeno e leve conforto entre duas potências opostas, dessa forma, sou capaz enxergar através dos muros que você ergue entre nós, afinal, somos tão parecidos quanto somos diferentes, sempre momentâneos, somos feitos de momentos amenos, uma leveza que antecede a intensidade e instabilidade do próximo passo, e apesar da plena certeza de que um “nós” não existirá, de que não cruzaremos a linha, você ainda faz parte do meu ser. Eu vejo você.

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