Maura tinha passado a noite inteira sentada na poltrona ao lado de Adam que ainda não apresentava melhora. Durante a noite Maura pensava em Jane sozinha em casa, se estava descansando como disse que faria ou estava andando de um lado para o outro. Ela estava dividida se preocupava com Adam sabia como tudo aquilo era grave conhecia os riscos, mas não conseguia parar de pensar em Jane ela havia saído do hospital tão mal há muito tempo ela não via a morena daquele jeito de fato ela estava muito apegada ao menino eles tinham uma ligação muito forte quando Jane ficava sem ver Adam ela ficava diferente, triste e as enfermeiras diziam que ele também.

Adam era um menino tão lindo, tão forte, mas tão indefeso ela não queria pensar em como Jane ficaria se algo acontecesse a ele. Quando Jane a contou sobre ele, ela não achou que seria desse jeito, mas assim que viu Adam pela primeira vez ela se encantou, ele era tão sorridente, vivia feliz apesar de tudo e era sozinho como alguém tem a capacidade de abandonar uma criança ela sabia que esse assunto envolvia muitas coisas e que algumas vezes as crianças ficam melhores sem os pais biológicos, mas como Adam poderia estar melhor sem os pais? Ele estava mal e ela não conseguia dormir de tanta preocupação, conversava com ele o tempo todo desabafava como se isso pudesse mudar o que estava acontecendo.

- Adam você precisa melhorar seja forte nós precisamos de você, Jane disse que eu era um anjo, mas não é verdade o anjo é você. Você que por algum motivo nos encontrou e nos conquistou Jane não suportaria te perder, e eu não poderia perder os dois, lute porque estaremos com você sempre... Adam você é o nosso anjinho. — O dia já estava amanhecendo quando ela dormiu exausta com a mão sobre Adam como se estivesse o protegendo, depois de algumas horas o menino acordou segurou a mão dela e ficou quietinho como se entendesse o cansaço e não quisesse acordá-la.

Jane voltou logo cedo não tinha dormido quase nada a noite pensava em Adam e Maura naquele hospital queria saber se o garoto tinha melhorado e queria ver como Maura estava, quando levaram Adam ela nem ligou para a loira e sabia que ela também estava preocupada, Maura era definitivamente o seu anjo sempre estava por perto, sempre a ajudava, a entendia quando nem ela era capaz de entender e a apoiava até quando ela também precisava de apoio.

Ao entrar no quarto não conseguiu segurar o sorriso aquela era sem duvida a cena mais linda que ela já tinha visto Maura estava dormindo debruçada sobre o berço de Adam com um braço apoiando a cabeça e o outro em cima do menino que brincava com a mão dela. Então se aproxima e vai pertinho de Adam.

- Você parece bem melhor. – Sorriu fazendo carinho nele. – Cuidou bem do meu anjo? Ela esta cansada vamos deixá-la dormir mais um pouco. Fica quietinho quando ela acordar eu quero fazer uma surpresa.

Jane pegou uma bandeja do hospital e colocou as coisas que tinha comprado para Maura, comprou tudo que a loira mais gostava no café da manhã, preparou uma bandeja linda, chegou perto de Maura se abaixou para ficar da altura dela e então beijou seu rosto a chamando e viu a loira acordar com um sorriso olhando Adam no berço e depois a encarando. O menino que estava quietinho, ao ver Maura acordada começou a fazer barulho conversar do jeito dele na língua dos bebês, entregou a bandeja para Maura sorrindo.

- Bom dia! Fiz para você, tem tudo que você gosta amor. Achei que estaria com fome e não posso deixar de cuidar do meu anjo não é mesmo.

- Que lindo você acertou em tudo Jane, mas não precisava fazer isso, sabe não sou seu anjo o Adam que é. Ele é nosso anjo.

- Então eu sou a pessoa mais sortuda do mundo, pois tenho dois anjos. – Jane disse entregando uma rosa vermelha para Maura. – Me desculpe por perder o controle ontem Maur fiquei tão preocupada que nem lembrei que você também estava eu prometo que isso não vai mais acontecer eu te amo você é o meu anjo, o anjo que me mostra o caminho quando eu fico perdida.

- Jane não precisa se desculpar eu entendo, nós duas estávamos preocupadas você não fez nada demais. – ela segurou Jane pela mão. – Me sinto a pessoa mais feliz do mundo eu te amo tanto Jane, e quando penso que não posso amar mais você me mostra que estou errada, posso ser seu anjo mais você é minha vida.

Elas passaram o dia no hospital revezando quem ficava com Adam primeiro, estavam confiantes na melhora do menino. Um mês depois elas tiveram a noticia que tanto aguardavam Adam estava bem, na verdade estava ótimo seu quadro clinico tinha estabilizado e ele poderia sair do hospital, mas sair para onde? Elas se perguntaram ele não tinha família. Então voltou para o orfanato, Jane que já estava no fim do tratamento que havia durado quase um ano, não parava em casa se não estava no orfanato estava procurando a família de Adam logo elas voltariam para Boston e não queriam deixar Adam abandonado naquele lugar.

- Maur eu preciso achar a família dele não posso ir embora sabendo que ele ficara naquele lugar.

- Eu sei também não quero ir.

- Preciso de uma pista qualquer uma. Os resultados dos meus exames saem hoje e espero que o doutor me libere. Estou louca para voltar pro meu trabalho sinto saudades da minha família, mas não quero deixar o Adam sozinho.

- Jane e se você não conseguir encontrá-los?

- Eu vou Maur! Adam precisa deles e eu vou encontrá-los antes de ir.

Alguns dias depois Jane já tinha sido liberada para voltar a Boston pelo médico o tratamento tinha sido um sucesso e ela estava curada poderia ter uma recaída e a doença voltar, porém se depois de cinco anos ela não voltasse ela estaria definitivamente curada. Jane tinha vencido esse pesadelo, e tinha vencido outro pesadelo também nesses dias todos, ela procurava incansavelmente pelos pais de Adam. E tinha encontrado ela tinha os nomes Adam não ficaria sozinho, Jane havia encontrado sua família.

- Eu achei Maur – Jane entrou em casa correndo assim que encontrou Maura a abraçou e lhe deu um beijo. – Eu consegui encontrei a família do Adam.

- É sério! – Maura sorria como boba segurando no pescoço de Jane que a segurava pela cintura. – Isso é maravilhoso.

- Com toda certeza é. Eu vou hoje mesmo falar com eles você vem comigo? Sei que temos que voltar para Boston porque nossa vida está lá, mas pelo menos saberei que não deixarei aquele anjinho ficar sozinho.

- Claro que vou com você.

E assim saíram rumo a casa dos pais de Adam foi difícil encontrar a família do menino, mas Jane conseguiu e se sentia radiante por saber que o pequeno amigo não seria mais sozinho. Parecia que tudo estava dando certo.