Notas iniciais
Então alguem mais esta triste pelo OLIVER? A carinha dele partiu meu coração, mais que sabe agora quele lerdo abra os olhos.

Oliver

Entrei na caverna a passos largos, definitivamente Felicity fez o que disse que ia fazer, estava seguindo em frente, primeiro o trabalho, e agora Ray, parece que a vida amorosa dela esta tomando um rumo. Firmo meu punho na mesa e não consigo conter o excesso de fúria que invade meu corpo e me cega, quando volto a realidade a mesa esta em um canto da cave e as coisas que tinha em cima dela espalhadas pelo chão, eu sei o que aconteceu, algo que eu nunca senti, ciúmes eu estou me mordendo de ciúmes, eu quero que ela seja feliz, e queria lhe proporcionar essa felicidade, ela me ama eu também a amo, mas é tudo tão complicado, eu queria ser um homem normal como Ray, levá-la para jantar sem temer uma grande explosão ou algo do tipo, queria beijá-la sem sentir medo, mas eu não posso, se eu fazer isso estarei colocando ela em perigo.

[...]

Chego no outro dia na caverna e ela esta sentada em sua cadeira, esta vestindo um vestido de cor vermelha, esta linda como sempre, as pernas cruzadas e os cabelos amarrados, tento não deixar minha fúria transparecer, e me aproximo dela.

- Felicity. – A chamo, ela da um pulo na cadeira e me olha ofegante.

- Oliver quer me matar... – A interrompo.

- Algo de errado em Starling. – Ela me olha nos olhos, coisa que não consigo fazer, desvio o olhar para a tela de seu computador.

- Até agora nada de errado. – Responde voltando a fixar seus olhos nos computadores.

- Como foi seu jantar com Ray? Algo especial? – Tento não parecer ríspido, mas ela vira-se novamente e me encara, dessa vez meus olhos conseguem ficar fixos nos dela.

- Tem alguma coisa para falar, diga. – Sua voz estava alterada, suas bochechas avermelharam, mas tinha certeza que não era de vergonha.

- Nada. E você tem algo para me falar? – Lhe lancei um olhar carregada de raiva, ela engoliu em seco.

- Preciso de ar! – Ela levantou-se e saiu do covil. Sentei na cadeira dela me arrependendo do que falei. Que droga Oliver você quer ver ela feliz, mas não quer que ela siga em frente. ‘idiota’ Bati meu punho na mesa.

- Ei cara esta tudo bem? – Dig entrou na caverna. – Encontrei Felicity lá fora e ela esta chorando. – Ergui o olhar para Dig.

- Droga. – Murmurei.

- O que aconteceu? – Questionou.

- Nada. – Levantei indo em direção ao meu arco e minha roupa de arqueiro.

- Ei Oliver já não esta na hora de você tomar uma atitude? Como já te disse quando você fazer algo pode ser tarde demais. – Dig segurou me braço.

- Já é. – Peguei minha roupa e me troquei, por fim peguei a aljava e o arco, sai do covil, precisava de ar, achar alguém para descontar minhas frustrações. Subi em minha moto e sai dirigindo sem rumo, até ver um grupo de jovens assediando uma mulher, estacionei a moto e andei até eles, coloquei uma flecha no alvo e mirei em um deles. Acertei a perna dele.

- Corram antes que seja pior. – Os outros correram e deixaram o que estava com uma flecha na panturrilha.

- Você esta bem? – Perguntei para a mulher, ela assentiu, estava toda descabelada e com a maquiagem borrada, isso me fez lembrar-se da louca da tal cupido. – Vá. – Ela saiu correndo.

- Oliver? – Escutei a voz de Felicity no comunicador.

- Sim. – Respondi.

- Houve mais um assassinato envolvendo bumerangues. – Graças a Deus algo mais perigoso. Ela me passou um endereço de onde estava o suposto assassino dos bumerangues. Era uma fabrica abandonada, desliguei o comunicador. Entrei hesitante e preparado para qualquer coisa, dei alguns passos, quando algo voou em minha direção, desviei e olhei para trás, estava no lugar certo, um bumerangue ficou cravado na parede.

- Que honra, o arqueiro sonhei com esse dia. – Vi uma silhueta na minha frente, atirei uma flecha mas ele desviou. – Que brinquedinho mais bizarro esse seu, prefiro os que voltam. – Ele jogou outro bumerangue, que voltou para as mãos dele, parti para cima dele e ele jogou três bumerangues de uma vez só, desviei dos três, atirei uma flecha, mas ele desviou de novo, ele era bom, parti para o combate corpo a corpo, dei um soco no nariz dele, ele ficou um pouco desnorteado, mas sorriu depois, me deu um chute na canela que por pouco não me fez perder o equilibro, girei meu corpo prensando o pescoço dele entre meu corpo e meu arco, mas não prestei atenção e ele me atingiu com um bumerangue na lateral da barriga, soltei ele quando senti minha pele rasgar, ele se virou e me deu dois socos na cara.

- Eu sempre fui fascinado por esses brinquedinhos. – Olhou para mim e sorriu. – Então arqueiro viveu tudo que tinha para viver? – Ergueu a mão com outro dos brinquedinhos dele na mão. Uma flecha foi lançada na direção da mão dele fazendo o bumerangue cair de sua mão, vi quando Dig e Roy apareceram, ele fugiu, enquanto Dig e Roy me levantavam do chão.

- Pegue-o. – Gritei para Roy, que saiu correndo.

- Felicity sabia que você ia fazer besteira, você esta bem? – Dig perguntou.

- Tem uma merda de um bumerangue cravado na minha costela, já estive pior. – Me firmei no ombro de Dig e ele me ajudou a embarcar no carro.

Quando chegamos na cave, vi ela, andava de um lado para o outro, praguejava baixinho, meu Deus como tive vontade de abraçá-la, ela olhou para eu e Dig, e andou rapidamente em nossa direção, naquela fração de segundos eu vi a feição dela mudar de preocupada e triste para furiosa.

- O que aconteceu? – Pegou meu braço para ajudar Dig, e me fez se firmar no corpo dela, Me levaram até a cadeira dela e eu me sentei ali.

- Ok, sangue e bumerangue não são uma boa mistura. – Falava, indo até uma das mesas e pegando o kit de primeiros socorros. – Eu vou ter que tirar isso daí? – Contive minha vontade de rir. – Vai ser um bom castigo Oliver Queen. – Me lançou um olhar furioso.

- Deixa comigo Felicity, por mais que você tenha as mãos leves, é preciso cuidado. – Dig tirou o bumerangue, pude sentir uma dor, mas não foi tão ruim.

- Onde você estava com a cabeça? Porque não esperou Dig e Roy? – Murmurou com os olhos fixos no machucado.

- Ai. – Gritei quando ela apertou o ferimento, me olhou assustada e eu não contive o sorriso que se alargou em meus lábios.

- Oliver. – Disse com a voz furiosa.

- Doeu. – Disse.

- Posso ser pior. – Sorriu. Voltamos a ficar em silencio, vi quando Roy chegou e balançou a cabeça sinalizando que não tinha conseguido alcançar o maluco dos bumerangues, vi também quando Dig arrastou ele para fora do covil. – Aquele beijo não significou nada Oliver, foi coisa do momento. – Ela permanecia olhando para o ferimento.

- Que beijo? No hospital? – Ela terminou de fazer os pontos e me olhou.

- Você sabe que não foi esse. – Fixou os olhos nos meus. – Meu assistente disse que viu você parado na minha porta, ele é maníaco por trabalho e ontem ele ficou até mais tarde. – Disse.

- Quero que você seja feliz. – Ela me olhou confusa.

- Não vai ser com um homem que não amo que eu vou ser feliz Oliver. – Ela levantou mais eu a impedi de andar segurando sua mão.

- Você me ama? – Perguntei, ela fugiu o olhar dos meus, respirou fundo e voltou a olhar nos meus olhos profundamente.

- Não me peça para dizer que não te amo. – Repetiu a mesma coisa que eu disse a ela, no hospital, esse dia não sai da minha cabeça, a delicadeza dos seus lábios, o gosto que não sai da minha boca. – E você Oliver? Ainda vai insistir com essa história de que ficar comigo... – A interrompi a puxando para meu colo, não me importante com a dor que senti com o baque dos nossos corpos, puxei seus lábios para os meus, selando em um beijo doce e sincero. – Você sabe meu sentimento por você, e ele é sincero. – Ela afagou meus cabelos, e com delicadeza encostou novamente nossos lábios, abri a boca aceitando seu beijo, era tudo que eu precisava, ela era o que eu precisava, o beijo começou calmo, mas foi ficando mais intenso, as mãos dela estavam roçando minhas costas, as unhas dela me arranhavam com delicadeza, apertei sua cintura, ela envolveu meu quadril e eu pude sentir suas coxas nas minhas, levantei com ela em meu colo e andei até a cama que ela tinha escolhido para mim.

Deitei com ela sobre a cama, beijei seu pescoço e mordi deixando a pele branca dela vermelha, tirei o vestido vermelho, revelando sua lingerie preta, era uma escultura, tudo perfeito, a quanto tempo sonho em ver ela nua em meus braços, tiro minha calça e a cueca, revelando meu membro já pronto para prová-la, volto a beijá-la, sento na cama a puxando junto, e abro seu sutiã, ela estava excitada, como eu estava pronta, beijei seus mamilos, e olhei nos olhos dela pedindo permissão, ela sorriu e mordeu o lóbulo da minha orelha, rapidamente tirei sua calcinha e a penetrei, ela gemeu baixinho me deixando ainda mais louco, cai com o corpo sobre o dela, e intensifiquei meus movimentos dentro dela, a Felicity tão doce estava se revelando fatal, arranhou meus braços e costas, a cada investida dentro dela eu sentia um rasgo em minhas costas, ela estava linda, seu batom manchado e seus cabelos esparramados do travesseiro, sorriu travessa, e ficou sobre mim, rebolando seu quadril e me fazendo revirar os olhos de prazer.

- Eu amo você. – Falei. Ela parou e me olhou com amor. Deu uma ultima rebolada em meu quadril e caiu ofegante sobre mim, chegamos ao ápice juntos. Ela beijava meu pescoço e eu contornava suas costas, sentia seu peito ofegante sobre o meu. – Eu não quero mais ficar longe de você Felicity. – Ela olhou em meus olhos.

- Não fique Oliver. – Me beijou novamente. Não eu não ia mais ficar longe dela, ia protegê-la, fazê-la feliz.

- Um jantar amanhã? Juro que não vai ter explosão. Ela caiu ao meu lado e puxou meu queixo me fazendo olhar para seu rosto.

- Você não vai se afastar depois? – Puxei ela para perto de mim e beijei sua testa.

- Não. – Ficamos ali o resto da noite, enroscados um no outro, senti meu coração em paz, ver ela dormir era tão bom, que eu não tinha de onde tirar forças para ficar longe dela. – Eu te amo. – Sussurrei.

Notas finais
Espero mesmo que gostem. Bjoos. A pessoal que lê distancia, por favor me perdoem, eu estou escrevendo o cap, mas preciso de mais informações do crossover, tenham calma.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!