Esse amor tão errado
4 Capítulo 4- "Quem esse otário ta pensando que eu sou?"
Notas iniciais
–Pode entrar..- ele disse abrindo a porta e acendendo a luz em seguida.
–É, Obrigada por me deixar passar a noite aqui .- digo. Qualquer uma teria medo de passar uma noite na casa de um estranho, mas eu preferia ser extuprada ao em vez de dormir naquela boate e olhar para aquele nojento do Dyn de novo.
– Denada.- ele disse.- Encare isso como uma forma de me desculpar.
Assenti.
–Como é o seu nome?- perguntei enquanto tirava a blusa rasgada e ficava apenas de sutiã, ele me olhou um pouco estranho e abismando por eu estar tirando a blusa tão naturalmente.
–Eduardo, Mas pode me chamar de Duda.E... O banheiro fica ali a direita.- ele apontou, pelo fato de eu estar tirando a roupa na sala.
–Ok, Me chamo Betriz, mas pode me chamar de Bia. — estendi minha mão e ele apertou a mesma.- Você teria algo para eu vestir?- questionei enquanto ia ai banheiro e ele riu um pouco.
–Roupas de homem. Aceita?
–Ah, nessa situação que eu estou, eu não tô podendo exigir muito, suas roupas servem.- digo e o mesmo sorri.
–Tá, espera que daqui a pouco eu volto. — ele saiu e voltou depois de uns cinco minutos com umas roupas .
Bermuda? Eu não vou vestir Bermuda.- Pensei ao ver ele vindo com uma.
–Apenas isso serve!- disse enquanto pegava um casaco com capuz que com certeza cobria metade das minhas coxas.
Após uns trinta minutos eu voltei para sala com os cabelos molhados e com aquele casaco super curto. Ao menos eu tava com um shorts que eu tinha colocado por baixo da saia na boate. Duda me olhou um pouco e depois de uns segundos o otário acordou.
–Você gosta de pizza?- que pergunta!!... Eu ri.
–Sim.- digo.
– Vou pedir então.
Me sentei timidamente no sofá enquanto o observava andando de um lado pro outro com o telefone no ouvido.
"Beleza." ele disse .desligou e começou a desabotoar a camisa. Estava tudo tão senxual que para ficar melhor só faltava a música de Nick Jonas, JEALOUS. Ri um pouco alto demais e ele me encarou.
–Você ainda ta aqui?!?!- questionou um pouco confuso.
–Ah, foi mal, vou sair então.- disse me levantando.
–Não , pode ficar.- ele sorriu. Me sentei novamente e encarei seu tanquinho. Foi tanto que cacete! Eu não tinha percebido que ele tinha uma arma na cintura, quer dizer... Ate agora.
–Isso é uma arma?- perguntei surpresa.
–Não, uma banana.- ele disse irônico.
Sorri sinicamente.
–Sim.- ele disse jogando a arma na mesa.
–E por que você anda com ela?
–Motivos pessoais.- disse sério, e a campainha tocou.
Ele pedio que eu atendesse e eu peguei a pizza, Duda me deu grana para que eu pagasse e ele me levou ate a cozinha. Sentei no balcão e comecei a comer, eu estava com muita fome!!
–Calma, respira para comer!- ele riu.
–Eu tô respeirando.- digo.
–Não ta parecendo!- ele continuou rindo da minha cara.
–Me deixa viver garoto!- retruquei.
–Eu tô deixando.
Duda pegou um pouco de suco de laranja.
–Então, quantos anos você tem Eduardo?
–18 senhorita, e você?
–16 Senhor.- disse e nós rimos.
–Humm... Você ainda estuda pirra?
– Sim, pelo menos eu estudo.- dou de ombros.- Faço terceiro ano.
–Também.- ele diz e eu o olho como se dissesse "ainda?". — É que eu tive que repetir alguns anos.- Assenti.
Esse Eduardo me parecia tão misterioso. Eu sei que minha vida não é nenhum livro aberto, mas ele parecei esconder um livro dentro de outro.
–Você trabalha e estuda?
–Sim.
–E tinha que ser mesmo aquele emprego?
Na mesma hora me contive para não estrapolar. Acho que o olhar que eu lancei para ele foi tão feio que ele disse...
–Ah, desculpa eu não tenho nada a ver com a sua vida, foi mal.
Apenas o encarei um pouco e fui colocar katechup na minha pizza. Quando apertei ele acabou espirrando em mim e em Duda, sujando seu rosto e o seu tanquinho... E caralho! Que tanquinho.
–Nossa ,desculpa — disse séria mais acabei rindo da cara dele que tava muito suja. Peguei um pano que estava no balcão e comecei a limpar seu rosto.
–Ta tudo bem..- ele riu do meu desespero e eu o acompanhei. Passei o pano em seu tanquinho, e eu tava ate gostando de ter sido tão desastrada. Não que eu tivesse a fim do otário, mas que é bonito ele é.
–Quer lamber também não?- ele ria por eu estar limpando ate demais o seu rosto e a sua barriga. Arqueei uma sombrancelha .
Quem esse otário ta pensando que eu sou?. Pensei indignada.
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