Esse amor tão errado

2 Capítulo 2 - "...que no meu caso é privilégio."


Notas iniciais
Meus amores!!! Perdãozinho pela demora!! Kkk Meninas obg pelos comentários!!! E eu ainda n sei quem vai ser o casal. Me ajudem plis! Kkk Boa leitura!

A minha vida nunca foi um conto, mas eu já fui a mocinha da história. E acho que ser a mocinha, foi uma experiência legal e horrivel ao mesmo tempo. Mas Acredite. Ser a vilã é bem melhor.

–E então Srt. Avilar, qual é a resposta?

O chupão do meu professor me pertubava.

–Vai se fuder ao quadrado! — disse e metade da sala riu e a outra me olharam encrédulas. Bando de dêmonios emcubados.

–SRT. AVILAR! VÁ ! SAÍA DAQUI AGORA!!!- ele gritou nervoso.

–Com muito prazer!- debochei e sai.

Odeio matemática! Odeio física! Odeio química! Odeio tudo que se ligue a escola!! E pior que eu ainda tenho que ficar nessa porra mais três meses!
Peguei meus óculos escuros e coloquei no rosto , olhei pros lados e nada daqueles filhos da puta , então sai da escola. O meu único motivo de aguentar merdinha de colégio é pelo fato de ter prometido a minha mãe, que ia me formar. Ela já morreu, mas eu pretendo cumprir a minha promessa.

(Ligação on)

–Onde você ta vagabunda??

–Vagabunda é a tua mãe, seu viado!!

Quase gritei, o que esse desgraçado ta achando? Você pode estar pensando; a mãe dele não tem nada a ver com isso, não precisa insulta- la, mas 1) ela tem muito a ver e 2) Ela merece insultos piores.

–TA QUERENDO MORRER VADIA?!?!?- gritou-DEITA NA MINHA CAMA QUE EU TE MOSTRO O VIADO!!!

–Ah, então quer dizer que você torce pra os dois times..- debochei.

–Garota , não brinca comigo!..- disse mais calmo.

–Então não comece a brincadeira...- retruquei no mesmo tom.

–Chega de papinho! Eu quero você aqui agora!

–Eu tenho aula ! — menti.

–Problema é seu! Saí dai agora, que hoje a boate vai abrir mais cedo.

–Eu já disse que não posso!!- alterei um pouco a voz.

–Aé..- ele feiz voz de manha- você não pode ne, esqueci que você é a patricinha ricona que não precisa trabalhar.- o viado disse ironico.- Saí daí logo — voltou a voz normal -, antes que eu mande alguém te buscar! E esse alguém com certeza não vai te trazer viva!

(Fim de ligação on)

Dai você pergunta: garota, por que tu fica nessa vida? Por que tu não sai disso?. Então, essa vida é igual a vida de traficante, só sai dela morto. Eu não quis entrar nela, mas eu fui forçada, e o preço a pagar foi ficar presa nela para sempre.
Sai dali e fui pegar um táxi, eu estava na metade da pista quando senti algo que me atingio com muito impulço. Cai no chão e bati a cabeça no asfalto. Minha vista ainda embaçada me permetio ver um pouco o rosto da maldita pessoa que me atropelou, ou quase atropelou. Era um cara, ao menos bonito.

–Você ta Doida? Sai andando assim. Tu não tá no deserto não garota, tu tá em São Paulo.

Aquelas palavras foram como rémedios para aliviar minhas dores e minha vista embaçada, porque no mesmo momento eu levantei e gritei com ele.

–VAI Te FODER SEU OTÁRIO! TU ME ATROPELA E AINDA QUER TER RAZÃO?- gritei.- E EU TÔ POUCO ME LIXANDO SE AQUI É MERDA DE SÃO PAULO!- digo e em seguida chuto o farol do carro. Embora esse otário seja bonito, ele não deixa de ser otário!

–MALUCA!!!- gritou.

Eu sai dizendo um " VAI TE FODER" e peguei o primeiro táxi que vi.
Entrei ainda resmungando e o motorista me olhou confuso.

–Que é?- digo seca.

–Ah, nada, nada moça!

Apenas o fuzilo de relance e coloco meus olhos no celular.

(---)

–Que demora foi essa? — Marian questionou .

–A minha demora!- retruquei ainda irritada com o que tinha acontecido.

–Ou, mal humor hein..

–Desculpa, um desgraçado me atropelou.- digo.

–Ta, me conta isso depois, agora vem! — marian me puxou pelo braço.-Já são quatro horas e o chefe ta soltando fogos pelas ventas! Você demorou demais, se arruma logo antes que ele pergunte mais uma vez de você e eu tenha que dizer que você não ta pronta.

–Chefe??? Aquilo é um imbecil, chupão!!!! Eu quero mais que ele se dane e vá pro inferno!!!- digo a acompanhando em passos rápidos.

– Manera com esses chingamentos. Já pensou se ele ouve??- ela sussurrou.

–Eu quero mais que ele escute!!!! — disse.

–Para! Entra logo no quarto e vai se arrumar, você sabe que não pode abusar sua doida, ficar chingando aquele filho da puta assim.- ela me feiz rir.- Mas sério, ele pode te matar você sabe.

–Sei, sei.- bufei- Vou me arrumar!- digo.

–Vou ensaiar, tchau e se apressa.

Entrei no quarto e sentei na cama , encarei a foto na mesinha da cabeceira ,a qual tinha uma foto de minha mãe e eu . Ah, como eu sinto sua falta mãe... .
Pensei.
Eu nunca quis entrar aqui, mas á momentos na vida que você é obrigado a escolher a pior escolha e foi isso que aconteceu comigo. Várias vezes tentei me matar, me cortei, e quase atirei em mim mesma, mas parece que o destino quer que eu sofra mais um pouco e por isso não me da o privilégio de morrer, que no meu caso, é privilégio.

Tirei minhas roupas e vesti as que eu usava na boate. Encarei o espelho e coloquei uma maquiagem forte, a qual servia para esconder minha dor. Meus cabelos tive que cortar para esconder a minha fragilidade e minha cara tive que cobrir para esconder minha fraqueza.
Sacudi um pouco o meu cabelo e coloquei um salto.
Cheguei na boate e já estava cheia, vários carinhas idiotas, e velhos com o azulzinho. Embora aqui seja apenas uma boate, tem uns velhos que acham que aqui é cabaré e que vamos tranzar com eles. Algumas podem fazer isso, mas esse não é o meu caso.

–Posso pagar um drink para a senhorita?- ouvi uma voz masculina falar.

Virei e dei de cara com o otário que quase me atropelou, hoje mais cedo.

–Claro que sim.- sorri sarcásticamente.

Notas finais
Dps faço capítulos maiores.kkk Ate mais meus amores!