Essa é Minha Realidade
2 Minha "doce" vida!
Quando acordei, vi minha mãe sentada ao lado da cama, ela segurava minha mão e parecia meia tremula. Eu pedi a ela onde eu estava e o que havia acontecido e então ela me falou o que aconteceu e logo depois pediu para mim esclarecer o que havia acontecido naquela noite, com um tom bravo, parecia que estava muito magoada comigo. Eu olhei pra ela e tentei me se sentar, mas não consegui, eu havia machucado minhas costas e isso me impedia de fazer alguns movimentos, na queda um pedaço de vidro que estava no chão se cravou em minhas costas machucando meus músculos e fraturando o osso, eu não tinha o controle absoluto do meu braço direito.
– Quanto tempo estou aqui? Cadê o Danny, ele esta bem? – perguntei a ela assustada.
– Sim, querida. O Danny está bem, ele não se machucou, fique tranquila. Você estava em coma, faz quase 2 meses. – percebi o tom de preocupação na sua voz.
– 2 meses? – fiquei apavorada ao saber que havia passado quase 2 meses depois daquele dia, parecia que tinha sido ontem.
–Daisy, tenho algumas noticias para te dar e não são muito boas... – disse ela abaixando a cabeça, então a encarei preocupada com o que ia ouvir. – Quando você bateu no poste, um pedaço de vidro feriu muito suas costas e por conta disso os médicos disseram que você não vai mais poder dançar, talvez um dia você possa voltar a fazer isso... – eu a interrompi.
– O que?? Ta brincando né mãe?! Você não pode ta falando serio, como assim não posso mais dançar? – ela tentou me acalmar e disse que isso era ordem medica e que se ela não cuidasse do ferimento por um bom tempo ele podia se romper e criar mais danos.
– Tenho mais uma noticia – então me encarou – depois que seu pai morreu ficou difícil criar você sozinha então eu resolvi que vou te mandar para um colégio interno , Harven School.
Quando eu tinha 11 anos meu pai morreu de câncer nos pulmões, foi o pior ano da minha vida, nós éramos muito próximos e isso de alguma forma mudou meu jeito de ser, eu fiquei revoltada, comecei a me automutilar e continuei até meus 15 anos, fui expulsa de 5 escolas em que estudei, comecei a entrar no mundo das ruas e cada vez deixava minha mãe mais preocupada, eu não me importava com ninguém, fiquei internada em uma clinica de reabilitação por 3 meses para poder me recuperar das cicatrizes que o tempo havia deixado. Quando fiz 14 anos comecei a fumar escondido, minha mãe descobriu depois de um tempo e isso a deixou mais irritada comigo. Eu já tinha 17 anos e queria ser independente, mas ainda não podia... E o fato de eu ter sofrido um acidente e ficado em coma por quase dois meses por causa de uma vaga em um grupo de dança, favoreceu a minha mãe a querer me mandar para um colégio interno, ela não conseguia mais dar conta de mim sozinha, não se cuidava mais, estava péssima, essa devia ter sido a única escolha que ela teve. Afinal, eu não queria ir para lá, eu queria entrar para os The Tiger e continuar a minha vida lá fora como era antes.
Eu olhei para ela como se meu mundo tivesse acabado e então finalmente consegui me sentar e falei:
– Qualquer lugar, menos esse. Esse é o único lugar em que eu nunca vou gostar de estar! – falei irritada, queria ir para casa, queria encontrar meus amigos e saber como eles estavam eu queria ir para qualquer lugar longe dali.
Fiquei mais um dia no hospital em observação e depois que ganhei alta, voltei para casa. Parecia tudo diferente, havia pó por vários cantos da casa, como se não fosse limpada a uma semana. Subi as escadas para o meu quarto com muita dificuldade, pois havia quebrado 5 costelas, trincado o osso do pé e além disso , quando bati a cabeça, afetou um pouco minha visão e eu ainda não estava raciocinando direito. Cheguei ao meu quarto e me sentei na cama, pensando em todas as possibilidades de fazer minha mãe mudar de ideia sobre a Harven School.
Minha mãe foi até meu quarto bateu na porta e pediu licença para entrar. Eu coloquei o travesseiro no rosto e me deitei e logo depois resmunguei:
– O que você quer? Já estragou o resto do dia que eu tinha... — então agora foi a vez dela me interromper.
– Daisy o que aconteceu na noite do acidente? Por que a Sara disse que voce assaltou uma loja de conveniencias ? — ela me encarrou furiosa, olhei pra ela e respondi calmamente.
– Eu não assaltei a loja de conveniencias, eu fui desafiada a sair de lá sem pagar nada, então só peguei uma barrinha de cereal para o caminho — irnonizei e ela ficou mais zangada ainda.
– Daisy Lavine — ela suspiro enquanto dizia meu nome — o que você estava fazendo a 180 km/h na noite do assidente ?
– Eu estava competindo com o Danny, se eu chegasse primeiro no local marcado ele arrumaria uma vaga pra mim nos The Tiger, mas aí veio um cara que eu nem sei o quem era e bateu um mim, depois só lembro de acordar e ver voce do meu lado, quer que eu fale o resto? — olhei para ela irritada, não queria falar sobre a noite do assidente.
– Ah uma vaga no The Tiger né, agora sim que você vai para a Harven School, pode fazer suas malas porque você vai pra lá amanha mesmo! E só para avisar, o cara que bateu com o carro em você era o pai do Jake, ele perdeu o controle do carro e como os dois estavam em alta velocidade e ele sem o sinto de segurança... — ela parou de falar por um instante e suspirou — ele foi jogado para fora do carro e morreu horas depois no hospital. — fiquei chocada ao ouvir e entao peguei meu telefone e liguei para Jake, minha mãe saiu do quarto tentando conter a raiva.
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