Essa (Também) é Uma História de Amor

1 Essa (Também) é Uma História de Amor


Notas iniciais
Olá, pessoas lindas!!! Tudo bem com vocês? Aqui estou mais uma vez, postando mais uma fanfic para o Pride Month. Novamente, quero agradecer pelo convite e indicar que leiam todas as histórias maravilhosas desse projeto e o sigam nas redes sociais (@pridemonthffs e https://pridemonthfanfics.tumblr.com/). Sem mais delongas, espero que gostem dessa one-shot! ♥

essa {também} é uma história de amor

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Ele cresceu ouvindo histórias sobre almas gêmeas. Sobre pessoas incompletas – metades de laranjas – que encontrariam em outro alguém a parte que lhes faltava. Seres humanos incompletos, condenados a vagar em busca do pedaço que lhes fora tomado pelos deuses, para que apenas assim pudessem ser um “todo” novamente. Amor era algo que deveria ser aspirado, sonhado, desejado. O objetivo principal de uma vida. Mas não qualquer tipo de amor. O amor romântico.

Crescendo com pais tão apaixonados quanto Molly e Arthur Weasley, Charlie não poderia ser indiferente às ideias de romance. E desde muito jovem passara a acreditar que um casamento como o dos pais era o seu futuro. Qualquer outra possibilidade não poderia sequer ser cogitada.

À medida que crescia, no entanto, novos conceitos começaram a ser acrescentados ao seu escasso repertório de convenções sociais. E, de repente, sexo se tonara algo muito importante. Para algumas pessoas tão – ou até mesmo mais – importante do que amor romântico. Eles eram adolescentes cheios de hormônios, Bill costumava dizer, era natural, portanto, que quisessem apenas se agarrar uns aos outros e que pensassem em sexo o tempo inteiro.

E talvez aquilo fosse mesmo natural para o irmão e todos os seus amigos. Mas não era natural para Charlie. Aos 16 anos, o rapaz não estava desejando outras pessoas. Não estava pensando em beijá-las ou em dormir com elas. Definitivamente não estava fazendo mais do que dormir com quem quer que fosse. Achava que nem mesmo compreendia como era sentir aquele tipo de desejo. O garoto desejava várias coisas em sua vida – uma Nimbus 1700, o álbum novo de As Esquisitonas, a edição de luxo de Animais Fantásticos e Onde Habitam, a vitória da grifinória na Copa das Casas, ganhar dinheiro suficiente para ajudar sua família, ser aceito pelo programa de dragonologia da Romênia, viajar pelo mundo.... –, apenas não entendia o conceito de desejar outro ser humano. Bom, na teoria ele até entendia, mas na prática a história era outra. Não se lembrava de já ter sentido as sensações que Bill lhe descrevera certa vez.

Aos 16 anos, ele também não havia se apaixonado por ninguém. O irmão mais velho costumava argumentar que aquilo levava um tempo e que nem todo mundo encontrava o amor durante o colégio. Ainda assim, parecia estranho não ter tido sequer uma “quedinha” por alguém, quando todos os seus amigos viviam entrelaçados em complexas teias amorosas.

Charlie Weasley não era um garoto tímido ou introspectivo. Não era alguém que tivesse dificuldades sociais ou divergisse do padrão de beleza vigente. Na verdade, ele era bastante bonito. Talvez um pouco ruivo e sardento demais, mas nada que maculasse seu encanto. Era extrovertido, inteligente e agradável. Amigo de todo mundo, capitão do time de quadribol da grifinória e extremamente popular. As garotas gostavam dele. Alguns garotos também. O rapaz apenas não conseguia gostar dessas pessoas de volta. Pelo menos, não daquela forma.

Às vezes ele se via observando as colegas de turma. As tranças, as saias curtas, o batom rubro nos lábios. Cabelos longos e curtos. Loiros, negros, castanhos, ruivos. Lisos, encaracolados, crespos. Corpos altos, médios e baixos; magros e gordos. Ele via todos aqueles rostos sorridentes de meninas e os achava bonitos. Charlie sabia apreciar a beleza, mas era apenas isso. Perceber que uma garota era bonita não o fazia sentir nada diferente, não o fazia querer tocá-la, não o atraía a ela. Era apenas o que era. Um fato e nada mais.

Por um tempo, ele tentou gostar de meninas. Se obrigou a ir a encontros e a estar na companhia delas. Não era de todo ruim, já que ele realmente gostava de conversar com pessoas e não se incomodava de ouvi-las falando sobre suas vidas. Crescer com seis irmãos, o tornara um ótimo ouvinte. Além disso, o Weasley apreciava ter companhia para beber uma cerveja amanteigada ou passear por Hogsmeade. Não era do tipo que gostava de ficar sozinho. Ainda assim, nada disso fazia seu coração bater mais forte ou despertava nele qualquer interesse para além da amizade. Às vezes o menino até tentava beijar algumas delas, desesperado para que aquilo “funcionasse” e lhe desse algum prazer. Os beijos, contudo, sempre pareciam errados e costumavam apenas deixá-lo desconfortável.

Em algum ponto, Charlie aceitou que não gostava de garotas. Sendo assim, sua mente se voltou para a única outra opção que lhe parecia possível: garotos. Embora a comunidade bruxa não fosse nada aberta sobre aquele assunto, o rapaz sabia que haviam homens que gostavam de outros homens. Então, ele começou a observá-los, a notar seus ângulos e suas arestas, a perceber a beleza em seus rostos e formas. Novamente, ele conseguia perceber quando um menino era bonito. Novamente, isso não lhe despertava qualquer coisa.

Ele tentou sair com alguns rapazes. Era mais difícil do que sair com mulheres e precisava ser feito com muito cuidado e sigilo. Era o fim dos anos 80, afinal, e o mundo bruxo não deixara de sofrer com os alarmantes respingos da paranoia e do aumento violento da homofobia que a descoberta do vírus do HIV fizera eclodir entre os trouxas. Aquilo não era certo. Na verdade, era horrível. E Charlie não conseguia deixar de se sentir triste por aquela ser a realidade dos jovens incríveis que conheceu. Ele se importava genuinamente com eles. Mas ainda não era amor romântico. E ainda não era atração sexual.

Dessa forma, Charlie Weasley terminou seus estudos em Hogwarts com a certeza de que não se interessava – romântica ou sexualmente – por qualquer pessoa. Era uma noção estranha e que o fazia se sentir torto. Como se houvesse algo de errado com ele. Como se estivesse quebrado. Como poderia não sentir algo que todo mundo sentia? Era difícil lidar com aquelas dúvidas e aqueles sentimentos de desajuste. Era difícil se sentir tão sozinho. Não pela ausência de um relacionamento amoroso, mas pela ausência de alguém que entendesse o que era ser como ele. De alguém com quem pudesse se identificar. De uma comunidade.

A vida, no entanto, continuou. Como sempre continua. Seus esforços acadêmicos foram recompensando e ele se mudou para a Romênia, para estudar dragões, aquelas criaturas tão lindas e tão incompreendidas. Seres que a maioria via como monstros, mas que dificilmente atacariam se sentissem seguras e fossem tratadas com respeito. Charlie era muito bom em lidar com os animais. Eventualmente conseguia uma ou outra queimadura e, embora a dor nunca fosse agradável, não era o fim do mundo. Katarina Hoffmann, uma de suas colegas de turma, até dizia que as cicatrizes apenas aumentavam o charme dele.

Katarina flertava bastante – e de forma bem descarada – com o Weasley, quando eles se conheceram. Ela era inteligente, carismática, divertida, tão apaixonada por dragões – e outras criaturas poucos convencionais e que muitos chamariam de traiçoeiras – quanto o próprio Charlie. E era muito bonita também. Parecia tudo o que ele poderia querer em uma garota, se quisesse uma garota, para começo de conversa. Sempre que pensava em Kat, entretanto, pensava em uma amiga. Uma ótima amiga. Mas nada mais do que amiga.

O rapaz tinha muitas amigas na Romênia. E muitos amigos também. Ele ainda era o mesmo cara popular e sociável que fora em Hogwarts. O tipo de pessoa que não seria capaz de comprar uma maçã no mercado sem acabar marcando de tomar uma cerveja com o vendedor. Era uma coisa boa, o Weasley achava. Era uma vida boa. Ele tinha seus estudos, seu emprego, seus dragões, seus amigos. E tinha sua família grande, afetuosa e barulhenta sempre que voltava para casa.

Uma parte dele ainda buscava por romance. Por aquela alma gêmea que deveria completa-lo. Essa parte, no entanto, ia perdendo a força a cada dia. Ele estava feliz. Estava realizado. Estava completo. Sua vida não parecia errada. Ele não se sentia quebrado. Não se sentia uma metade sem par. Era uma pessoa inteira e sempre seria uma pessoa inteira.

Ainda assim, parecia que fora mais fácil para Charlie aceitar aquilo do que para as pessoas ao seu redor. Todo mundo parecia constantemente preocupado com ele. Não entendiam como ainda estava solteiro. Achavam uma grande tragédia – o que era um tanto ofensivo – que não tivesse encontrado a “pessoa certa”. Estavam o tempo todo lhe apresentando amigas, primas, vizinhas, irmãs. Às vezes amigos, primos, vizinhos, irmãos. O ruivo continuava não interessado.

A pressão da sua família era a pior. Molly Weasley poderia ser a mais amorosa das mães, mas era também a mais intrometida. Tinha aquela ideia de que sabia o que era melhor para os filhos e não abria mão daquela fantasia, mesmo já tendo se enganado tantas vezes. A forma como ela julgara Fleur, no instante em que a conhecera, havia até mesmo se tornado uma piada entre os Weasley, embora nenhuma das duas mulheres parecesse apreciá-la. De qualquer forma, como boa grifinória cabeça-dura, Molly não havia aprendido sua lição e parecera ter decidido que encontrar uma esposa para Charlie era sua principal missão na Terra.

A coisa toda ficava pior, mais ridícula e mais constrangedora a cada ano. E a pressão apenas aumentava, à medida que seus irmãos iam se casando e começando suas próprias famílias. Aqueles eram os momentos ruins. Os momentos que o feriam e o faziam se sentir inadequado, questionar a si mesmo e toda a aceitação que demorara tanto tempo para construir. Se todo mundo acha que há algo errado com você, como não achar também?

Havia dias em que isso o fazia querer se afastar de todo mundo, principalmente dos familiares. Sabia, entretanto, que não conseguiria. Os amava demais. Especialmente agora que tinha ganhado tantos sobrinhos e sobrinhas para mimar e desvirtuar. Crianças lindas e adoráveis que tomaram seu coração inteiro, o enchendo com um amor indescritível e devolvendo esse amor da forma mais pura possível.

Houve um momento no qual ele chegou a cogitara ter filhos. Sabia que não precisava estar em um relacionamento para isso. Poderia adotar uma criança, se quisesse. Isso, contudo, exigiria algumas mudanças em sua vida e que dedicasse menos tempo ao trabalho. E Charlie não queria fazer isso. Amava demais seu emprego e seus dragões. Percebera, assim, que ser o melhor tio do mundo – e o favorito de todos os seus sobrinhos – lhe era mais do que o suficiente.

Era exatamente isso o que ele estava fazendo naquele momento, sentando em uma antiga poltrona francesa, na sala de estar do Chalé das Conchas, cuidando das crianças para que Bill e Fleur tirassem uma noite de folga. Bom, a única criança ali era Louis, com seus oito anos recém-completados, ainda assim, o ruivo não achava que algum dia deixaria de ver Victoire e Dominique como crianças. Ele ficava feliz, no entanto, por elas terem abrido mão de seus compromissos de adolescente para lhe fazerem companhia.

Era 28 de dezembro e a casa ainda estava coberta com as decorações de natal. Louis estava sentado no tapete, em um suéter amarelo e calças de pijama, usando os lápis de cor que havia ganhado do tio em uma série de desenhos. O menino se parecia com Fleur. Tinha os mesmos cabelos loiros, os menos olhos azuis, o mesmo nariz. Um observador desatento podia até mesmo pensar que os genes de Bill não tiveram qualquer trabalho na hora de fazer aquele pequeno ser humano. Charlie, contudo, conseguia ver o irmão na forma como os olhos do garoto se contraiam levemente quando ele estava concentrado, nas sardas claras sobre o nariz e no sorriso. Louis tinha o sorriso do pai.

— Tio Charlie, por que você nunca se casou? — o menino questionou, enquanto se mantinha concentrado no desenho que fazia.

— Louis! — Victoire censurou o caçula, tirando os olhos do romance trouxa que lia. Aos 18 anos, ela era a personificação da elegância clássica. Mesmo agora, em um suéter rosa tão velho que tinha buracos nas mangas, com os cabelos loiros presos em um coque e com os imensos óculos de leitura no rosto, havia algo quase sobrenaturalmente sofisticado sobre a moça. — Essa não é uma pergunta educada.

Charlie se lembrou de quando ela era apenas um bebê. Sua primeira sobrinha. Sua afilhada. Se lembrou de quando a ensinara a jogar quadribol, porque Fleur odiava voar e Bill estava surtando demais com a ideia de que algo fosse acontecer à sua princesinha para ser útil. Se lembrava de quando a vira no natal, durante seu primeiro ano em Hogwarts, e ela lhe contara empolgadamente sobre tudo o que acontecera na escola. E agora ela estava ali: toda crescida e estudando para ser uma medi-bruxa.

— Desculpe... — Louis se encolheu um pouco.

— Tudo bem. Não tem problema, Vic. — e o homem percebeu que realmente não tinha. O garoto tinha apenas uma curiosidade inocente, infantil e sem qualquer tipo de julgamento. Fazia sentido que a dúvida surgisse na cabeça do menino, enquanto ele desenha a família e percebia que Charlie era o único de seus tios que não era casado. — Eu nunca me casei, porque nunca gostei de alguém da forma que você deve gostar para se casar com essa pessoa.

O sobrinho o avaliou aquilo por um minuto.

— Isso quer dizer que você nunca amou ninguém?

— Louis! — Victoire censurou novamente, dessa vez com mais veemência.

— Ele disse que não tinha problemas, Toire! — o menino se defendeu.

Charlie riu.

— Não, Lou. Eu amei e amo muitas pessoas, apenas não do jeito que seu pai e sua mãe se amam. Ou o vovô ama a vovó.

— Ou como a Toire ama o Teddy e a Mini ama a Mai? — Louis indagou.

— Cala a boca, pirralho! — Dominique, que estava incomumente quieta desde que a conversa começara, gritou, jogando uma almofada no irmão.

— Dominique! — Victoire exclamou horrorizada — Você pode, por favor, não agredir nosso irmão mais novo?

A garota bufou, mas o garoto, que escapara com sucesso da almofada, apenas rira e lhe mostrara a língua.

— Você disse que amava ela, Mini.

Dominique bufou novamente, se afundando mais no sofá, enquanto Victoire tentava reprimir a risada. Dos três, ela era a que mais se parecia com Bill. Tinha os mesmos olhos, a mesma boca, as mesmas sardas, a mesma pele facilmente bronzeável, que se contrastava tão bem com a palidez delicada dos irmãos, e a mesma postura rebelde do pai. A semelhança apenas se intensificara agora que ela tingira os cabelos loiros de ruivo, em um esforço muito óbvio de irritar a mãe. A adolescente usava maquiagem preta demais em torno dos olhos e suas roupas seriam completamente negras, não fosse pelo arco-íris bordado em seu suéter. Aquilo era coisa de Molly.

No inicio do recesso de inverno, Dominique contara para a família que era lésbica e estava namorando uma menina. Todo mundo aceitara aquilo muito bem. Bem até demais, a garota confessara a Charlie durante o almoço de natal, afirmando que iria morrer se precisasse suportar mais alguma demonstração melosa de afeto ou mais algum abraço ainda mais meloso. Mesmo assim, os olhos da garota marejaram um pouco, quando a avó lhe dera o suéter de presente: preto, como requerido por ela há alguns anos, mas com um arco-íris bordado na frente. Dominique não o tirara desde então.

— Sim, Louis, não como a Vic ama o Teddy ou a Domi ama a Mai. — Charlie disse rindo. Victoire apenas sorriu à menção do nome de Teddy. Dominique revirou os olhos, embora os canto de seus lábios tivessem se curvado levemente.

— Então você nunca namorou ninguém? — Louis continuou com o interrogatório. Ele era uma criança muito curiosa.

— Não de verdade.

— E tudo bem?

— Por mim, tudo ótimo.

— Mas você é feliz, não é? — o garoto questionou com uma preocupação visível e genuína no rosto.

Charlie riu.

— Sou. — e era verdade — Sou muito feliz.

O menino o avaliou por meio minuto até finalmente se convencer de que ele falava a verdade. Então, deu de ombros, sorriu satisfeito e voltou para o seu desenho. Dominique não tirou os olhos de Charlie por um único momento. Mais tarde – quando Louis já estava dormindo e Victoire pairava em volta dos pais, tentando arrancar deles algum detalhe de seu encontro –, ela viera conversar com tio. Perguntara a ele se já ouvira falar sobre assexualidade e arromanticidade. Lhe explicara o que aqueles conceitos significavam. E até mesmo lhe dera um abraço – voluntariamente – no final de tudo.

Aquele fora apenas o começo. Charlie precisou pesquisar bastante por si mesmo, conhecer pessoas, entender espectros inteiros de orientação sexual e orientação romântica. A cada dia, entretanto, tudo lhe fazia mais sentido. Ele se fazia mais sentido. Havia algo emocionante em finalmente encontrar palavras que conseguissem defini-lo. Aquilo não era tudo o que o Weasley era, é verdade, mas ainda era uma parte importante de quem era. Uma parte que por muitos anos ele não entendera, que precisara suprimir e que fora violentada. Uma parte que ele podia finalmente abraçar. E havia algo mágico em poder se abraçar por inteiro.

Talvez fosse estranho que um homem de mais de 40 anos estivesse enfim entendendo sua sexualidade, clamando para si uma identidade, gritando ao mundo quem era e exigindo ser tratado com respeito. Mas também era algo poderoso. E também era uma história de amor. Uma história de amor próprio.

Notas finais
Bom, eu imagino o Charlie sendo assexual e arromântico de forma estrita e, embora algumas vezes essas duas coisas andem juntas, nem sempre é o caso. Acho importante lembrar também que a assexualidade e arromanticidade são diferentes, que as duas existem dentro de espectros e que as experiências e vivências das pessoas dentro desses espectros são diversas e plurais. Pesquisei bastante e conversei com alguns amigos para escrever essa história, porque achava que o A, sempre tão invisibilizado, também merecia ser lembrado e celebrado durante o Pride, mas peço perdão se tiver cometido algum erro e já me disponho e consertá-lo. Talvez o Charlie esteja um pouco OOC, ele é um personagem tão pequeno que não me lembro exatamente da personalidade dele nos livros, só que parece alguém muito legal e que é a pessoa mais "de boa" do mundo com a revelação de que o irmão mais novo está metido com dragão ilegal haha. De qualquer forma, durante minha pesquisa vi muitas reclamações sobre como a (pouca e quase nula) representação de pessoas arromânticas muitas vezes as trata como seres frios, sem qualquer sentimento e quase psicopatas incapaz de qualquer forma de empatia ou amor. Então, quis fazer algo diferente aqui. Acho que talvez eu tenha usado a expressão "amor romântico" muitas vezes aqui, mas a diferenciação era necessária. Enfim, espero que tenham gostado! ♥ Beijinhos, Thaís
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!