Esquisitice é único 1
2 Mudando de personalidade
Notas iniciais
PV- Greta
Finalmente a gente tinha chegado a nosso novo lar, não aguentava mais, mas que sou eu para julgar, fui eu que botei toda a tribo nessa viagem longa por causa da confusão com os lobos de Harmony Florest, então é melhor ficar na minha sem perturbar ninguém e explorar um pouco a área nova, bom com a permissão do líder primeiro, vamos dizer que ele é como um “pai” para mim, sendo que é meu líder, mas até que eu gosto de pensar que meu “pai” é o líder da tribo uns cinco anos. Fui até a nova toca dele pedi sua permissão e vi a mulher dele a Guiara, que não é muito amigável comigo, mas ela me acha muito linda com a exceção dos meus olhos moderem de mel para vermelho, que ainda estava daquele estado, como eu percebe isso? Fácil! Pelo riacho que a gente tinha passado durante a viagem, fiquei me perguntando o porque disso ter acontecido. Meu líder tinha chegado e fiquei na postura correta.
—sabe que não precisa mais disso para me cumprimentar, certo? Já é da família.-Disse meu líder, sorrindo para mim.
—é, eu sei mas… eu tinha me acostumado a fazer isso.-Afirmei, contribuindo o sorriso.
—bem… se quiser continuar com a postar, esta correta. Uma dama sempre mantém a compostura, minha mãe sempre me disse isso.-Disse Guiara, sorrindo gentilmente para mim e indo para mas perto do Rasmus.
—ah! Oky.-Disse, sendo gentil.-pois bem… estou aqui para te pedir permissão para explorar os arredores da nossa nova casa.-Disse, com esperança dele dizer “sim”.
—claro! Mas vai com uma colega ou quer que eu vá com você?-Perguntou “meu pai”, eu acabei negando com a cabeça.-certo, diverta-se.-Falou, antes que eu pode-se correr para chamar alguém comigo.
E agora!! Não tenho nem uma amiga e isso é óbvio! Eu ficava sempre com minha mãe, encolhida só vendo a brincadeira! Aff, que horrível agora, era para eu ter só uma única amiga pelo menos, mas não! O que você teve que fazer, Greta! Afastar todos de você, você é ótima nossa para falar a verdade. Nessa minha briga comigo mesma, acabei me esbarrando em alguém, que quando vi era menino e me afastei mas, envergonhada.
—d-desculpa.-Falei, meio gaguejando.
—tudo bem! Não doeu.-Respondeu o garoto, que logo depois disso fiquei aliviada.
—que bom… eu tava procurando alguém para explorar os campos comigo que nem acabei percebendo por onde ia.-Afirmei, rindo um pouco da minha lerdice.
—ah! Quer explorar também! Eu tava montando um grupo para nós sairmos a procura de uma tribo de raposas vizinha, quer ir conosco? Só falta a permissão do líder.-Afirmou ele, meio alegre.
—eu já tenho a permissão dele, vamos!!-Falei, toda animada, mas alguém interrompeu isso.
—Davnny! Sério, vai convidar a “filhinha” querida do líder, que até pode ser a vice-líder sem lutar com ninguém?!-Afirmou mais do que perguntando uma raposa realmente bela, me deixando para baixo.
—Akira! Eu sei o que estou fazendo, não preciso da minha amada para isso!-Exclamou o tal Davnny, mais chateado do que bravo.
—mas querido, parece que você precisa de uma ajudinha para decidir se ela vai conosco.-Falou a tal Akira, se iludindo.
Suspirei derrotada, não queria ver essa briga passageira só porque eu sou a queridinha do líder, eu só era criança quando quis brincar com ele e o mesmo aceitou na hora, eu me divertia muito, mas agora essa minha diversão com ele se tornou uma coisa horrível para mim agora, eu preciso para essa briga antes que acabe na porrada, as outras raposas que iam junto estava só assistindo para ver aonde ia parar, então eu suspirei novamente e inspirei, pronta para acabar com aquilo e senti uma coisa estranha nos meus olhos.
—parem por favor!-Gritei, já não aguentava mas a coisa toda.- tudo bem, Akira! Não vou com vocês nem se vocês implorasse, tudo o que eu queria era só ir explorar, conhecer raposas novas! Mas estou vendo que uma certa raposinha de rabo em pé não quer que isso aconteça e não a culpo, pois posso ser nomeada até a líder da tribo se Rasmus quiser…-Falei bem prevê, a mesma só arregalou os olhos, assustada.- se me derem licença, vou explorar… sem ninguém.-terminei de falar andando para fora da tribo, vou ver se consigo achar a tribo vizinha.
PV- Autora
Greta ficou andando um pouco sem perder a trilha e do nada ficou com sede, então foi até o lago que acho no caminho e se sentou para beber, num estante sentiu um vulto e olhou para os lados, não achou ninguém, então voltou sua atenção para o lago, que quando olhou arregalou os olhos, os mesmos estavam azuis surpreendente bonitos, o vulto voltou então ela se virou completamente tentando ver quem estava la, poderia ser um predador atrás de sua presa, então ficou bem quieta e viu um arbusto se mexer, foi a ele devagar, se encolhendo toda para não fazer nem um barulho, mas quando notou uma raposa estava em cima dela.
—me larga!-Exclamou Greta, que o empurrou para trás, mas sem sucesso.
—peguei!-falou o garoto, que estava em cima dela, a mesma estava se debatendo para poder sair dessa. Várias raposas saíram dos seus esconderijos.- a casa cai, gata.-disso o mesmo, a fazendo corar e ela tentou empurrá-lo, que dessa vez tinha conseguido e após isso se sacudiu para tirar toda a terra que estava em seus pelos.
—que é você para me chamar assim?!-Perguntou Greta, tirando a terra de seu ouvido com a pata.
—sou o melhor caçador dessas terras e parece que você é nova.-Disse o estranho, a olhando de cima para baixo com um sorriso malicioso.-bem… posso dizer que você é um belo prêmio que caiu em minhas garras, será que você tem um companheiro para a vida.-Perguntou o mesmo, a fazendo corar violentamente.
—da pra parar, idiota! Eu não te conheço, você nem me disse seu nome e já vai tentando me encantar!-Exclamou Greta, com as garras quase aparecendo.
—sou Duck, linda! Qual seria o nome dessa beleza a minha frente?-Perguntou Duck, admirando sua vista.
—meu nome é Greta, Duck. E se me der licença tenho um pai super estressado para lidar.-Disse Greta, se levantando e indo encontrar “seu pai” enfurecido.
—ah! Por favor fica! Temos carne fresquinha de gado, que eu mesmo peguei, devia ficar para experimentar.-Disse Duck, indo para a frente dela, a mesma arregalou os olhos e deu alguns passos para trás.
—não obrigada, to satisfeita.-Afirmou Greta, que ouviu seu estômago roncar e com o som alto que ele fez Duck o ouviu e sorriu malicioso, enquanto ela escondia a barriga com as patas cruzadas.
—eu to vendo que não comeu faz tempo, vamos! O que custa ficar aqui… comigo?-Perguntou Duck, malicioso, Greta corou e olhou para cima de Duck e sorriu forçadamente, ficando com a bunda empinada e com as patas da frente encolhidas.
—sua vida talvez.-Disse Greta, assustada e Duck riu.
—você álém de ter beleza pura e engraçada.-Falou Duck, sorrindo.
—é sério Duck, deixa eu ir!-Disse Greta, vendo a raposa que estava atrás do Galanteador.
—o que você tanto olha para cima em? Tem uma raposa querendo ser sua para sempre e você não a olha nós olhos, que coisa feia.-Disse Duck, brincalhão e atrás dele, o mesmo ouviu um rosnado forte e finalmente olhou para trás, vendo o que ela tanto olhava.- agora eu sei o porque de você tanto olhar para cima.-Disse o mesmo, assustado.
—GRETA!!!!!-Gritou Rasmus, furioso, já não bastava a longa jornada para a nova casa, agora um patife tentando encantá-la e ficar com ela só para ele, todas as raposas que estavam ali saíram em disparada para dentro da tribo.-O QUE ESTA ACONTECENDO AQUI! EU NÃO FALEI PARA IR COM UMA RAPOSA, ACABOU ME DESOBEDECENDO E OLHA QUE NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE ISSO ACONTECE HOJE, COMO SEU PAI DE CONSIDERAÇÃO EU TENHO QUE PROTEGER VOCÊ E NÃO DEIXAR VOCÊ ENCONTRAR UMA PAQUERA EM OUTRA TRIBO!!-Gritou o mesmo, não aguentava mais deixar tudo aquilo preso na sua gargante, tinha que desabafar logo.
—eu tentei ir com um grupo de raposas.-Esclareceu Greta, tentando se explicar.-mas…-não conseguiu falar tudo por medo de seu “pai” a gritar novamente.
—mas?!!-Perguntou Rasmus, tentando não gritar.
—ninguém queria ir comigo só porque sou sua “filhinha” querida.-Falou Greta, se encolhendo toda.-desculpa, pai…-Falou a mesma, novamente triste e até chorando baixinho, Duck estava vendo isso tudo acontecer do lado de Greta, então foi mais perto da mesma, todo encolhido, tentando aconchegá-la.
—e você sai de perto da minha filha!-Exclamou Rasmus, Duck se afastou mais da Greta, mas queria a consolá-la de algum modo.-por que eles fizeram isso com você? Eu sei que eles não gostam muito de você por causa disso mas…-Rasmus parou pois viu uma lágrima sair do olho esquerdo de Greta, aonde Duck estava impaciente querendo ajudá-la, o “pai” dela suspirou.-mas não tem explicação isso… ou tem?-Perguntou o mesmo, a olhando com dó.
—t-t-tem… eles disseram que é p-p-p-por que você vai me e-e-eleger a nova l-l-l-líder sem motivo n-n-n-nem um.-Afirmou Greta, gaguejando um pouco por causa do soluço que invadiu sua garganta.
—é esse rebelde do seu lado, você me deve explicações! Só vi a parti dele te perguntando o seu nome, sendo que não gostei nada disso.-Afirmou Rasmus, olhando para Duck que fico com as sobrancelhas frangidas, mas desfez vendo a carranca de Rasmus.
—b-b-bem… e-e-e-eu vou expl-l-l-licar.-Disse Greta, tentando controlar seu soluço e se sentando. Depois da explicação Rasmus queria matar Duck, mas Greta impediu.-Pai! Eu sei que quer matá-lo, mas nós estamos no território dele, não pode fazer isso aqui.-Afirmou Greta, séria.
—tem razão… mesmo que eu queira tanto matar essa raposa, não posso infelizmente.-Disse Rasmus, bufando de decepção.
—oky, agora vamos! Mesmo que eu queira explorar outras tribos preciso descansar para isso, sendo que isso não é possível porque estou agitada.-Disse Greta, pulando em círculos deixando seu pai e seu futuro companheiro, tontos.
—ah é?! Guerra para ver quem ganha e se eu ganhar você sobe nas minhas costas e ti levo para casa a força.-Falou Rasmus, em posição de ataque para brincar.
—e se eu ganhar… vou explorar mais lugares e fazer o que quiser, com você olhando.-Disse Greta, sorrindo maliciosamente e também na posição de ataque, brincalhona.
—ha, essa eu quero ver, uma futura vice-líder tentando derrotar o líder.-Disse Duck, brincando com sua amante.
—aé! Quer apostar quanto.-Perguntou Greta, o fitando.
—aposto que se seu pai ganhar eu ganhou um beijo seu e se você ganhar eu sou seu escravo por quanto tempo você quiser, e se lembre que sou muito bom aqui na região em caçar.-Disse Duck, se exibindo.
—oky, feito! Vamos pai, hora da guerra!-Disse Greta, olhando agora para seu “pai”, o mesmo não queria perder então seria difícil para sua “filha” ganhar dele.
Foi uma guerra insana para ver quem ganhava, depois de patadas e arranhadas não muito fortes e os dois estavam impressionados com o que viram e Greta só rindo, Duck de queixo caído ficou “morto” por completo, se arrependeu na hora de ter feito a aposta com sua linda raposa, a mesma estava em cima do seu pai, que estava de olhos arregalados, pois sua “filha” tinha ganhado a aposta e a guerra, Rasmus se levantou e lambeu a testa de Greta, que sorriu e se tremeu toda.
—vamos, temos um longo caminho para fazer, agitadinha.-Disse Rasmus, indo para outra tribo e Greta aproveitou para dar um beijo na bochecha de Duck, que corou violentamente a olhando.
—vejo você na minha tribo, “escravizado”.-Falou Greta, se preparando para correr atrás de seu pai. Até que Duck ira gostar de ser escravo de um animal tão lindo como ela, ele era raposa-vermelha que nem ela e olhos cinzentos como a lua, um dos seus amigos que estava escondido na moita apareceu rindo da cara dele.
—meu deus! Você perdeu uma aposta para uma garota! Que mané.-Afirmou Trubit, rindo muito da cara do amigo, o mesmo não ligou só virou os olhos.
—mas pelo menos esse mané aqui vai poder ter uma companheira enquanto o outro retardado fica de queixo caído por perder a aposta que tinha feito comigo ontem de ontem.-Disse Duck, lembrando para Trubit que tinha feito uma aposta com o mesmo, que era se um dos dois conseguirem uma companheira primeiro ira pagar o outro com um belíssimo filé de Boi.
—Aff, me lasquei.-Disse Trubit, de queixo caído enquanto Duck ri da cara dele.
—que irônia, né meu amigo?-Perguntou Duck, sarcástico e Trubit olhou para ele irritado, pulando em cima do amigo e começando uma briga de brincadeira.
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