Notas iniciais
BOM DIA, FLORES DO DIA!
Essa fic acabou ficando completamente diferente do que eu tinha planejado. Mas tudo bem, isso sempre acontece. Espero que gostem, é tipo um docinho, eu acho. ADIASDUHADLJA. Sinto muito pela minha escrita enrolada, ainda melhorarei nesse aspecto. I promise.

Apenas um réptil aleatório. ♥

Tão escuro. As janelas, fechadas por causa do frio da madrugada, impediam a luz da lua de entrar no pequeno quarto. Pequeno, pois haviam sete pessoas nele, algumas roncando, outras babando, mas teria de ser assim por esta noite. Jin recebia patadas hora ou outra de Namjoon e de Taehyung, e Hoseok parecia se encolher cada vez mais em meio ás cobertas. Min Yoongi, enrolado em seus quatro grossos ededrons, encostava-se pacificamente em Jungkook, assim como Jimin. Ah sim, Jungkook. Esse, ao contrário dos outros não estava dormindo. Acordara no meio da noite, e não conseguira mais pregar o olho. Até os fechava, mas apenas para ouvir os roncos altos do líder – que já não roncava assim há tempos — ou o som que a cidade fazia de madrugada.

Ainda estava escuro. Jungkook, com cuidado para não se mexer de forma brusca, encontrou seu celular encapado com a mais bela e formosa capinha do homem-de-ferro, e viu as horas. 03:28. Ainda estava cedo, mas o que fazer? Dormir já não era mais uma opção. Bem, continuou enrolando um pouco mais. Leu alguns capítulos atualizados de seus webcomics favoritos no Webtoon, e depois, decidiu checar o Fancafe. Deparou-se com publicações de fãs muito gentis, e teria sorrido mais se seu corpo estivesse a fim de fazê-lo. Mas não estava. Porque por mais que não conseguisse cair no sono, ainda sentia-se exausto.

Buscou pelas fotos em sua galeria. Céu, céu, céu, árvore, BTS, céu, objeto brilhante não identificado, BTS, BTS. Esse era o tipo de foto que normalmente se encontraria em seu aparelho móvel, porém desta vez... Park Jimin, Park Jimin, Park Jimin, Park Jimin. Quando no mundo este garoto teria pego seu celular? Lembraria-se de perguntar mais tarde. Olhou para a sua direita. O mais baixo encontrava-se em sono profundo, encostado no ombro do mais novo, seu rosto tocando o tecido macio da camisa de Jungkook e seus fios castanhos fazendo leves cócegas na pele de seu pescoço. Já Yoongi encontrava-se mais afastado agora, em seu lado esquerdo, equivalente a um pacotinho.

Jimin estava praticamente descoberto – Provavelmente pelo fato de não parar quieto enquanto dorme – e Jungkook podia ver seus braços (definidos) se arrepiarem de frio a cada leve onda de vento que vinha das frestas das janelas. Pegou o fofo ededron de cor creme largado ao seu lado e envolveu Jimin no mesmo, fazendo questão de cobrir cada partezinha que pudesse tomar friagem, e vendo o rosto do mais baixo suavizar instantaneamente. Levantou-se com cuidado, e saiu do quarto tentando não esbarrar nos diversos colchões espalhados pelo chão, nem nos membros do grupo que neles residiam.

Fora tomar um pouco de água. O líquido descia gelado pela sua garganta, como se tivesse repousado na geladeira a noite inteira. Apoiou as costas na mesa da cozinha do quarto de hotel, e suspirou, vendo pequenos vestígios de sua respiração pesada no ar. Começou a observar o nada, sem intenção de reorganizar seus pensamentos confusos, os deixando perambular pela sua mente cansada.

Tinham acabado de voltar de uma premiação e teriam seu próximo dia de folga, por isso comemoraram todos num único quarto, e conversaram até que mergulhassem em sono profundo. Menos Jungkook. Por quê? Nem mesmo ele sabia. Acontecia de vez em quando, por mais que ele adorasse dormir. Sua cabeça parecia confusa. Pesada. Deve ter tido um sonho ruim.

Jungkook foi ao banheiro e depois voltou ao quarto, e de repente, algumas pessoas tinham mudado de posição, como se estivessem esperando com que ele saísse para que se mexessem. Taehyung agora se encontrava em cima de Hobi, os dois abraçados como dois coalas, presos um no outro — Não era estranho, ele já tinha se acostumado com estas cenas entre os dois. Namjoon teria virado de ponta-cabeça e o pé de Jin encontrava-se em seu nariz, os dois em sono profundo. Heh. Yoongi, em seu formato pacotinho, continuava em seu devido lugar, porém Jimin agora estava inclinado, deitado na diagonal, ocupando todo o espaço que não lhe pertencia.

Jungkook se agachou em frente ao garoto espaçoso, e ao invés de fazer alguma coisa para afastá-lo e retomar seu espaço, continuou o observando. Não podia ver direito por causa da escuridão, já havia desligado as luzes do corredor e fechado a porta, então dependia plena e inteiramente de seus olhos nus ajustando-se ao breu. Pele clara, cabelo escuro. Fios deitados preguiçosamente pelo travesseiro. O ededrom no qual fora envolto pelo maknae continuava intacto, exceto pelos pés escapando pela parte de baixo, e os dedos longos desviando para fora. Seu nariz e bochechas estavam um pouco rosados, e seus lábios grossos e chamativos (pelo menos para Jungkook) semi-abertos. Um ser adorável. Simplesmente adorável. Sorriu de leve, e voltou seu olhar para a mão fugitiva.

“Estava gelada”, afirmou quando encostara a ponta de seus dedos nos dele. Com um olhar carinhoso, passeava as orbes pelo rosto do mais velho, cheio de atenção, deixando-se levar pelas sensações que tomavam seu peito e o esquentavam nessa noite de inverno.

Envolveu suas mãos por inteiro. Queria esquentá-lo. O tempo ia passando, talvez minutos, talvez segundos, Jungkook perdera a noção do mesmo. Era um contato tão simples, era um dia comum, nada diferente tinha acontecido, mas neste momento, era tão aconchegante. Tão confortável. Jimin cuidava de seu “querido dongsaeng” até mesmo dormindo. O proporcionava aconchego. O maknae começara a se concentrar no toque das mãos. Estranhamente, tão macio. Concentrava-se na textura da pele de Jimin, em como o menor parecia retribuir os pequenos apertos, de alguma forma. Leve. Estava tão hipnotizado, hiper-focado, que nem notara a presença dos orbes a lhe encarar – Já há um tempo – e ao invés de assustar-se, ou tentar disfarçar o que quer que fosse que estivesse fazendo ou sentindo, voltou seu foco ao castanho de seus olhos penetrantes, penetrando-os também.

Viam mais que simples globos oculares. Viam sentimentos refletidos um no outro.

— ... Jungkookie. – Jimin sussurrou sonolento para que apenas eles dois ouvissem, rouco, quase sem força, já que sua energia estava sendo consumida pela intensidade da conexão.

— Hm...? – Murmurou, acariciando as mãos de Jimin uma vez mais.

— ... Está frio. – Aquela voz rouca.

— ... Eu sei.

— Hm.

— ...

— Jungkookie. – Mais uma vez.

— Hm?

— Você não tá com frio?

— ... Hyung, você quer que eu te esquente?

Jimin riu fraquinho, nunca desviando o olhar do outro.

— Você já está me esquentando.

Jungkook afastou uma de suas mãos das de Jimin, deixando um breve vazio, mas que fora preenchido assim que encontrou seu destino. Jimin só não fechou os olhos completamente porque estavam concentrados nos do maknae.

— Hyung, seu rosto está gelado.

Não teve resposta. Quando percebeu, já estavam mais próximos. Jungkook havia se inclinado o suficiente para sentir a respiração pesada de Jimin em seu próprio rosto.

— Jungkookie...

— Hm? – Repetiram o ciclo.

— Eu ocupei seu lugar. – Riu fraco mais uma vez, os olhos percorrendo o rosto de Jungkook de cima a baixo, até voltar a suas orbes. Jungkook também riu. – Você tem que voltar a dormir.

— Certo.

Jungkook deu mais uma olhada rápida no rosto dele, e puxou o ededrom cor de creme que o envolvia para que pudesse adentrar. Deitou-se encostado no travesseiro, seu rosto apenas centímetros de distância do de Jimin, que estava um pouco surpreso com o ato inesperado e os movimentos bruscos. Jungkook e Jimin dividiam o mesmo cobertor, e seus corpos, mesmo que não totalmente colados, emanavam calor um para o outro. O mais novo pegou as mãos do castanho mais uma vez, e as cobriu novamente. Enrolou seus pés nos de Jimin, e, com a outra mão, voltou a preencher o espaço vazio em sua bochecha vermelha. O mais velho, ainda surpreso com a inesperada aproximação repentina, tinha seus olhos grandes, tremidos, só não maiores por causa do peso que suas pálpebras pareciam ter naquele momento.

— Vamos dormir, então, hyung? – Jungkook cochichou, quase inaudível.

Jimin não respondeu. Não com palavras. Seus olhos diziam tudo. “Não sei se consigo dormir agora. Não com você tão perto”.

— Hyung? – Num suspiro, Jungkook encostou a ponta de seus narizes, fazendo todos os poros de ambos os corpos se arrepiarem.

— Hm...? – Sua voz tão fraca, tremida. Fazia tempos que Jimin não se sentira tão abalado emocional e fisicamente. Talvez nunca tenha se sentido, não desse jeito. Não com essa intensidade.

Os dedos de Jungkook acariciavam gentilmente as maçãs de Jimin, seus olhos dividiam-se entre os do outro e sua boca carnuda, chamativa, seus pés lentamente se provocavam, e podiam jurar que eram os únicos naquele quarto. Naquele mundo.

— Eu posso... Te beijar? – Perguntou, já roçando seus lábios nos de Jimin, que sentia sua espinha arrepiar inteira, e seus próprios se aproximando instintivamente, por mais que não tenham o alcançado completamente, já que Jungkook logo retraiu-se, fazendo apenas cosquinha em suas bocas.

— Você não me respondeu. – Assemelhava-se mais com um suspiro do que com uma fala.

— Não sei como você não viu minha resposta. – Jimin friccionou seus pés contra os dele.

Jungkook sorriu leve e encostou seus lábios nos dele com suavidade. Cada pedaço de boca preparado para ser memorizado, lábios redondos contra lábios carnudos, em sucção. Os dedos do mais alto passeando pelo rosto do mais velho, e uma das mãos de Jimin encontrando sua cintura, com leves apertos, o suficiente para causar alvorosso no interior de seus estômagos. Mais um. Mais um. Mais um. E mais outro. Corpos em sincronia. Línguas surgindo, e logo desaparecendo, em nível de provocação. O cheiro um do outro, o toque um do outro, suas energias, nunca pareceu tão certo beijar alguém em toda a vida. Bem, não era a primeira vez que se beijavam afinal. Já acontecera uma outra vez. Umas outras vezes.

Separavam-se apenas para beijar o rosto um do outro, seus narizes, suas maçãs do rosto. Para encostar seus lábios em suas peles e arrastá-los por toda extensão. Logo, encontravam-se novamente, e repitiam. Se se esforçassem, poderiam ouvir o coração um do outro a bater, como os sons do Carnaval do Rio de Janeiro.

Depois do que pareceu uma eternidade e uma fração de segundos ao mesmo tempo, sorriram em ambas as bocas, e se abraçaram, com os rostos ainda encostados. Acabaram adormecendo mergulhados naquele mar de sentimentos quentinhos e emoções bagunçadas. Naquele turbilhão de desejos realizados. E caíram em sono profundo...

Apenas para acordarem na manhã seguinte e soltarem risos constrangidos sempre que seus olhares se encontrassem, ou não se desgrudarem não importa onde estivessem.

Apenas para desfrutar desta bobice desordenada e maravilhosa que era seu amor.

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EXTRA:

— PFFFHAHAHAHAHAHA, HYUNG HYUNG HYUNG, VEJA ESSA! – Taehyung mostrava ás gargalhadas suas fotos recém-tiradas para Seokjin, que ao prestar atenção, teve de cobrir a boca para não fazer sons muito altos.

— Agh, vocês não se cansam? ... Deixa eu ver. – Yoongi pegou o celular de Taehyung e não se preocupou em segurar a risada mais uma vez. A foto de Jimin babando em Jungkook, ambos agarradinhos, era simplesmente cômico. – PFFHAHAHAHAHA TAE, ME PASSA ESSA DEPOIS.

— Vocês não prestam. – Concluiu Jungkook, escutando a risada de Jimin de longe.

Notas finais
Queria comentar que estarei mudando as capas de minhas fanfics anteriores, e que começarei a escrever fanfics da série Arkham também (“IM BATMAN” business). Não terão nada a ver com BTS, mas achei legal avisar caso algum de vocês se interesse. BJ.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!