Esperança

5 Super falha


— Que bom te ver, primo. — Disse, abraçando Clark. Ele esqueceu Conner por alguns instantes e falou comigo.

— Digo o mesmo, Supergirl. — Respondeu, sorrindo de novo — Sinto muito por ter me intrometido em sua missão, mas é que eu tenho um traje especial a prova de kryptonita. Se nós fôssemos atingidos pelo raio, duvido que seria tão fácil continuar lutando.

Agora fazia sentido. Esse não era o uniforme que ele sempre usava.

— Olá. Não nos vimos muitas vezes, mas acho que você já me conhece. — Conner falou com seriedade, atraindo o olhar de Clark — Sou seu c-

— Sei que é meu clone. — A voz de Clark soava mais branda e hostil do que o normal. Me encolhi um pouco, depois de ter falado — O que pensa que está fazendo em National City?

— Ele estava só-

— Kara, não se meta! — Esbravejou como se fosse meu pai.

— Eu só queria ter visitado a Kara. Eu juro que não queria ter provocado incômodo. — O menino estava mais assustado.

— O que acha que provocou, então, quando forjou suicídio, pulando de uma ponte? — Superman continuou, aumentando o tom de voz — Você sujou o nome da Supergirl.

— Eu só queria ter chamado a atenção dela! Não estou satisfeito com o que eu fiz, certo?! — Conner gritou — Eu fui projetado para ser uma arma! Estou tentando ser mais humano, mas eu posso ter minhas falhas. — Falhas como essa não merecem ser perdoadas, Conner.

— Por que não age como uma figura paterna dele, Clark? Tenta, por favor! — Supliquei, tentando salvar a pele de Kon-El.

— Porque eu não sou a porcaria do pai dele! — Rugiu. Conner ficou intacto, seus olhos estavam marejados e seu coração martelava tão forte contra o peito que se fosse um humano, ele teria desmaiado.

— Clark, não fale isso...

— Não, Kara. — Conner interveio — Ele está certo. Não sou a porcaria do filho dele.

— Conner, ele não quis dizer isso. — Continuei. Clark parecia estar arrependido.

— Ele quis! Não sou a porcaria do filho de ninguém porque devo ser uma falha, um verme insignificante! — Rebateu — Pensei que pudesse ter uma chance falando com ele, já que Lex Luthor é um medíocre. Acho que estava errado.

Superboy voou para longe de nós, formando um rastro atrás dele. Clark olhava para baixo, seus ombros comprimidos pela insegurança. Não sabia muito o que dizer, mas tentei algumas palavras.

— Clark, o que foi isso? Por que falou aquilo pra ele?

— Talvez porque ele realmente não é meu filho, Kara! Como não entende?

— Não importa! — Revidei no mesmo tom de voz — Conner tem sentimentos. Ele é praticamente seu fã.

— Ah, esquece!

— Não, não vou. — Insisti, enterrando o pé no concreto, literalmente — Talvez você devesse ter um pouco mais de esperança no Kon, Clark. Ou então, por que teríamos esse "S" no peito?

Ele silenciou-se. Balancei a cabeça com decepção, dessa vez, dele. Voei para a DEO, queria ter um descanso depois disso tudo.

. . .

— Kara, tenho 2 más notícias! — Assim que chego no departamento, Winn grita. Nem sei se tinha estômago pra ouvir coisas ruins. Já estava saturada — Whoa! Você tá bem?

— Quer que eu minta? — Perguntei, deixando-o mudo. Peguei uma cadeira e me aproximei de Winn Schott — Desculpe. Estou tendo um dia ruim, só isso.

— Sem problemas. Bem, eu dei uma pesquisada sobre as armas que os bandidos de hoje carregavam. Todas elas vinham acompanhadas de uma logo. "C".

— Cadmus. — Sussurrei, incrédula — Mas como assim? Eles estão projetando armas, agora?

— Não tenho tanta certeza.

— E os caras? Eles trabalham mesmo pra Cadmus? — Pedi.

— Isso eu também não posso te responder com tanta confiança. Eles podem ser negociadores comuns. — Eu não disse mais nada. Winn, porém, olhava para mim sem parar, como quem ainda quisesse dizer algo — Não entende o perigo disso, Kara?

— É, eu sei. — Suspirei — Se eles estão vendendo armas de kryptonita, eu, Clark e o Superboy estaremos ferrados.

Meu melhor amigo, cerrou o punho com delicadeza e o massageou. Parecia incomodado com algo.

— O que foi agora?

— Esse Superboy... — Iniciou, meio receoso — V-Você está namorando com ele?

— O quê?! Não! Ele é como um irmão caçula. — Fiquei vermelha só de pensar que Winslow Schott sentia algo por mim — Uhm... q-qual é a segunda má notícia?

— Oh, sim! Quase me esqueci. — Winn virou-se novamente para a tela do computador. Ele colocou a imagem de uma câmera de segurança. Aparentemente, tudo estava em seus eixos. Havia uma caixa de vidro colocada contra uma parede. Dentro dela, não tinha nada.

— Qual é o problema?

— O que você vê dentro da cápsula? — Winn pergunta.

— Nada. O que deveria estar aí?

— Uma kryptonita. Vermelha. — Uma pontada de dor se formou em meu peito.

— Por que vocês guardam uma kryptonita vermelha aí?

— Não importa! — Gritou — A questão é que ela não está mais aqui. Alguém provavelmente a roubou.

— Acha que os idiotas do banco têm algo a ver com isso?

— Talvez. Mas se ela for usada da maneira errada, os humanos vão enfrentar o verdadeiro caos.