Esperança

2 Capítulo 2 - Telefonema.


Notas iniciais
Espero que gostem, desculpem pela rude demora, tive uns problemas pessoais e não pude postar outro cap, mas vou voltar aos poucos a postar os capítulos tudo certinho de novo ^-^ Boa leitura minna-san. :3

...

TRIMM!

As aulas tinham acabado, todos foram felizes e conversando para suas moradias.

– Nossa, que péssimo hein Cebola, estamos na mesma sala que a esquisita! – Disse Cascão, resmungando.

– Não seja rude, ela não é esquisita! – Pegou sua mochila, e foi caminhando deixando o amigo para trás.

– Rude? – Ele pegou sua mochila e foi atrás do mesmo- A menina te dá um chute, e você me chama de rude? Como sempre, você sendo irritante!

– Bah, tanto faz! – Ele parou na saída, virou-se de costa e disse: — Cascão, vou resolver uma coisa agora, aqui na escola, a gente se fala amanhã.

– Ham..? Ta doido, você tem que se encontrar com a Magali hoje na lanchonete, esqueceu?

– Eu vou até la, é rápido, pode ir na frente!

– Hun.. Não sei o que você esta aprontando, mas espero que tenha mulher no meio. – Deu uma risada, e saiu.

Cebola foi para os armários dos alunos de sua sala, e lá estava quem ele queria, Mônica Souza, pondo seus cadernos em sua bolsa.

– Olá! – Cebola se aproximou um pouco, com um sorriso.

–.. – Ela franziu a testa, desconfiada, e jogou fora os papeis de xingamento que fizeram para ela, depois do incidente com Cebola.

– Olha.. Me desculpe. – Ela parou no mesmo instante. – Eu não queria que você ficasse brava, meu amigo é meio tarado, e foi ele que puxou sua saia, não queria confusão, então.. Desculpe!

– Não tem que pedir desculpas.. – Ela olhou pro lado.

– Tenho sim, foi um erro meu, tenho que reconhecer, então por favor aceite minhas desculpas.

– Tudo bem.. E-eu... M-me... Desculpa. – Falou baixo a palavra desculpa, e ficou vermelha.

– Desculpe, o que disse..?

– M-me.. D-desculpe! – Falou firme.

Ele ficou sem falar nada, deu um sorriso e uma risada.

– Eu sou Cebola, muito prazer! – Estendeu a mão, que tinha o machucado, Mônica olhou, e franziu a testa de arrependimento.

– Mônica Souza.. Tenho que ir! – Ela se virou, deixando o menino, sozinho.

A mesma foi para o fundo do colégio, as passos lentos, e uma expressão bem seria, a de sempre, e escutou passos, passos muito rápidos, e finalmente um grito:

– MÔNICA! – Ela se virou de costas, e lá estava Cebola.

– O que quer?

– Er... Bem.. Eu.. Queria saber, se você tem celular.

– Sim.

– Ah! Serio? – Disse bem feliz, colocou a mão no bolso, e pegou seu celular.- Vamos trocar telefones!

A mesma ficou confusa, e se perguntou para que ele ia querer trocar o telefone dele, com o dela.

– Não.

– Ah.. Bom, então fique com o meu! – Pegou um pedaço de papel com o número de telefone. – Qualquer coisa, pode me ligar! – Sorriu.

– Ok! – Ela pegou o papel, e colocou no bolso da saia.

– Bem er.. Eu...

– Aqui! – Ela estendeu a mão com um bandaid . – Para o seu machucado!

– Oh... Sim, obrigado! – Ele pegou de sua mão. – Mas sabe.. Para que meu machucado melhore logo, eu preciso de uma atenção--..

– Aqui! – Ela deu duas caixas de bandaid.

– Bom.. Não era bem isso que queria mas.. Obrigado, de novo! – E pegou as caixas sem jeito.

– Tenho que ir, tchau!

– Tchau! A gente te vê amanhã, e obrigado mais uma vez pelo curativo! – Acenou e sorriu, ela olhou espantada e logo se virou, e voltou a andar para a saída.

Ao longo de seu caminho, Mônica ia pensativa, no que aconteceu hoje. “Como ele conseguiu sorrir pra mim, sendo que tinha dado um chute nele, impossível! Então será que.. Ainda existem pessoas que possam sorrir daquele jeito?”

Chegando em seu trabalho, numa padaria ali perto, parou de pensar no ocorrido, e foi colocar o uniforme.

– Mônica, olá querida, já chegou? – Disse a moça que também trabalhava ali, como balconista. -

– Olá, sim! Afinal, tenho que ajudar minha mãe nas coisas, então tenho que chegar cedo mesmo! – Prendeu seu cabelo num rabo de cavalo, e foi para o balcão.

Um cliente entrou, e elas desejaram boas-vindas, era um homem já adulto e formado, vestia paletó, e carregava uma maleta, estava vendo os doces, e pegou alguns, foi em direção ao balcão, e Mônica atendeu o mesmo.

– Pois não senhor, vai ser só isso..?

– Sim!

Ela foi ao caixa, e fez as contas, e falou o total ao mesmo, ele lhe deu o dinheiro, e ela o troco, e quando ele foi se virar, deu um sorriso meio malandro, Mônica desconfiou, mas ele logo se virou de costas, e foi embora.

..

– Uau! Não sabia que nessa lanchonete tinha um Karaokê nos fundos, que legal! – Disse Cebola surpreso.

– Sim, muito, e também estou bem mais feliz, por que estou com você, Cebola! – Magali o abraçou com um sorriso muito lindo nos lábios.

– É.. Bem legal. – Cascão resmungou de ciúmes.

– Ai gente quanto escândalo, por nada! Karaokê nem são tão legais assim! – Resmungou Denise.

– Ora Denise, não seja tão grossa, estamos com o Cebola aqui! – Disse Magali, com as mãos na cintura.

– Só por que seu “amorzinho” está aqui, não quer dizer que temos que ficar felizes.. – Sorriu.

– D-denise! – Ela disse sem graça.

– Ei! Ei! Tudo bem, temos que se divertir, comigo aqui ou não, vamos, parem de brigar! – Cebola sentou-se ao lado de Cascão.

– Então.. – Magali foi em frente a tevê, e pegou o microfone. – Vamos cantaaaar! – Ela fez uma pose fofa, e começou a cantar.

..

– Mônica! Já vai indo..? – Perguntou a moça que trabalhava com ela.

– Já sim.. Hoje é dia de sair mais cedo! – Ela soltou o cabelo, e guardou seu uniforme de trabalho.

– Ah bem.. Puxa, eu vou ficar sozinha aqui com aquelas velhas..? – Apontou para as mulheres que faziam o pão.

Mônica riu, e pegou sua bolsa.

– Tchau, até amanhã!

– Até, Mônica! – Acenou e sorriu.

A mesma saiu da padaria, estava bem a tarde já, e a rua estava meio escura, e quando olhou para o lado, teve uma surpresa, o homem que ela avia atendido estava ali, parado, ela arregalou os olhos, e foi em direção a sua casa.

Entrou em uma rua deserta, e sentiu passos atrás dela, virou um pouco sua cabeça, e lá estava o homem tranquilo, seguindo seu mesmo caminho, ela ficou assustada, e apressou mais os passos, mas viu que o homem continuava a seguindo.

Avistou uma farmácia, e entrou rapidamente la dentro, e o homem se encostou na arvore ali perto.

– Droga.. Ele esta mesmo me seguindo.. – Ela pegou o telefone e ligou para casa. – Vamos mãe atende, atende. – E caiu na caixa postal. – NÃO! O que faço agora..?

Ela parou um minuto, colocou a mão em seu bolso, e pegou o papel que Cebola tinha lhe dado, ela ficou na duvida, engoliu a saliva, e abriu o celular.

..

– Mr. Taxi, Taxi, taxi jigeum jeukshi jeukshi jeukshi.. Sorry gandanhi nal jabeulsu neun eobseo!

– UHUUU, VAI SNSD! – Denise gritou.

– Uau, ela é boa nisso mesmo! – Cebola aplaudiu.

– Boa? A MAGALI É PERFEITA CANTANDO! – Cascão não parava de observar a mesma.

Turimlim Turimlim..

Era o telefone de Cebola tocando, ele viu a chamada, e era desconhecido.

– Alô?

Me salva!

Ele se assustou, e reconheceu a voz de Mônica.

Estou em uma farmácia, perto da rua Alberto Teixeira.. Tem uma pessoa me seguindo desde que sai do trabalho.. Por favor.. Me ajuda.. ME SALVA!

– Estou indo parai agora, aguente firme!

Cebola desligou o telefone.

– Gente, vou a um lugar bem rapidinho, eu já volto!

– Mulheres.. Espero que seja isso! – Disse Cascão.

Cebola saiu do Karaokê pela porta dos fundos, e saiu correndo para essa tal rua, para a tal farmácia onde Mônica estava.

...

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^ Musica: Mr. Taxi - Girls Generation OBS: A rua foi inventada ;3 Kisu da Hanna-chan :3