Espelho
2 O EMAIL
Notas iniciais
Bruna congela na sua posição, excessivamente assustada e nervosa, não se mexe e não faz nada, sem pensar começa a bater levemente a cabeça na porta, com os olhos fechados, torcendo para que Jessica acredite que ela esta tendo um ataque sonâmbulo.
-Querida, não se pode acordar alguém quando esta nesse estado. Pode acontecer algum problema...
-Ufa, então ela é sonâmbula? – Jessica, diz aliviada. Consequentemente Bruna também se alivia e mantém os movimentos. – Mas na ficha não estava escrito que ela é sonâmbula.
-Sim querida, mas por ser um lugar, um país diferente pode ter causado isso a ela, agora vou levá-la a cama. E fica tranquila em relação a essa sala, a maçaneta esta enfeitiçada, qualquer pessoa que quiser abrir vai desistir na hora. Só eu e você sabemos onde está a chave.
Ao finalizar a conversa José coloca a mão na frente da cabeça de Bruna e lentamente a leva pra cama, a cobre, e a deixa só no quarto.
Bruna já contando muito com a sorte resolve tentar dormir. Estava bastante aliviada, por terem acreditado no sonambulismo dela. E não gostaria de se arriscar mais, pelo menos não naquele dia.
Como já estava tarde quando Bruna foi dormir, não demorou pra amanhecer, e logo seu celular despertou pra ir à escola. Estava ansiosa para contar aos amigos o que acontecera na noite anterior, após tomar banho e colocar o uniforme, pega seu material e desce para tomar café, na mesa estavam as duas filhas de Jessica e José, Rose a mais nova, Isabela a do meio, e tinha outra, a Laura, que Bruna viu ser jogada no espelho contra sua vontade.
-Senhora Hunter, onde está Laura?
-A querida, Laura estava bastante doente noite passada, então a levamos para o médico, esta em observação. – Jessica olha para José, como quem diz, confirme minha resposta.
-É verdade, amanhã iremos até o hospital, para saber do caso, já que ela não pode ter contato com ninguém, qualquer bactéria pode piorar seu caso.
-Entendi, em qual hospital ela esta internada? – Bruna pergunta.
Antes da resposta de José, Jessica se levanta nervosa:
-Mas quantas perguntas menina, já disse quando der ela vai voltar!
-Querida, não fale assim, Bruna só esta preocupada com nossa filha, Bruna desculpe-a, ela esta muito nervosa com esse problema de Laura.
-Me desculpe senhora, não foi minha intenção chateá-la. – Bruna diz, percebendo lagrimas saindo dos olhos de Jessica.
-Va, vá querida à sua aula se não vai se atrasar. – Jessica diz limpando os olhos.
Bruna vai até a garagem pega a bicicleta e se coloca no caminho da escola, “agora estou confusa, ela está triste pela Laura, então porque a jogou dentro do espelho”.
-Ali esta ela, vem logo Paulo. – Bruna escuta a voz da Samanta.
-Gente corre aqui – Bruna faz sinal para os dois enquanto tranca a bicicleta.
-Oi, e ai? A Sam me contou seu plano... quero só ver até onde você vai levar isso. – Paulo diz ironicamente.
-Vocês não sabem o que aconteceu ontem comigo. – Ela diz enquanto abraça Sam – primeiro que ontem eu cheguei e quase que eles me pegam subindo a sacada, eu tive que correr de roupa e tudo e me cobrir. Depois eles ficaram um tempo conversando no corredor, até que apagaram a luz, ai eu resolvi ir até aquela sala.
-Se o que você falou é verdade, você é louca, vai que aquela mulher te joga no espelho também.
-Tá, deixa eu continuar. Quando eu cheguei, tinha uma porta, mas quando eu vi a tarde, não havia porta nenhuma. Então quando toquei na maçaneta, me senti congelar por dentro, um frio, um arrependimento, ai eu tirei a mão, quando escuto um grito atrás de mim, era a Jessica, me perguntando totalmente nervosa, o que eu estava fazendo ali.
-Meu pai e o que fez? — Sam pergunta apavorada, colocando as mãos sobre o rosto.
-O Sam fica calma, o fim da história já sabemos, a Bruna não foi jogada no espelho mágico. – Paulo ri – continua...
-Ai comecei a bater minha cabeça na porta como se fosse sonâmbula, me lembre da minha irmã, ela tem um pouco disso e quando tinha uma porta fechada na frente ficava batendo com a cabeça. Ai o marido dela chegou, e começaram a conversar, ele disse que era pra ela ficar tranquila, pois a maçaneta estava enfeitiçada e que qualquer um que quisesse abrir iria desistir, e que só os dois sabiam onde esta a chave.
-Nossa agora eu sei o porquê você ganhou em primeiro lugar, tem uma criatividade bem fértil.
-Olha Paulo não precisa acreditar, mas Sam o plano ainda esta de pé. Agora eu e você, já que o Paulo não quer, vamos ...
-Quem disse que não quero? Eu só não estou acreditando, mas mesmo assim estou do seu lado. – Disse Paulo interrompendo.
-Então do mesmo jeito, eu e a Sam vamos matar a primeira aula no banheiro, ai você Paulo depois que o professor fazer a chamada, vai colocar essa cartinha na mesa do professor – ela coloca um papel na mão dele – não precisa ler, ta escrito que tem gente matando aula no banheiro feminino. Ai vão nos pegar, e a gente vai pra diretoria, quando você perceber que deu a hora, vai sair da sala e pedir pra falar com o diretor rapidamente – ela da um risadinha olhando pra Sam – então ele vai falar com você, ai vai ter que enrolá-lo o máximo possível pra que de tempo da Sam acessar o email e mandar pra nossas casas.
-Tá entendi. E o que eu vou falar pra ele?
-Não sei inventa qualquer coisa.
-Ta bom, agora vão pro banheiro que eu vou pra sala.
Ao caminho do banheiro Bruna conta pra Samanta a conversa que teve hoje no café da manhã com os Hunters.
-Nossa amiga, porque será que ela chorou?
-Eu também não sei, disse que a filha estava com uma doença grava, e que ninguém podia fazer contato, mas não me disseram em qual hospital estava.
-Ás vezes ela só chorou pra fingir que estava sentida, com a doença da filha, mas no fundo esta feliz por ter se livrado dessa...
-XIIIU! Alguém entrou.
-Achei, mocinhas matando minha aula. Venham pra diretoria as duas.
-Professor Rogério, o senhor sabia que não pode entrar no banheiro feminino? – Bruna disse ironicamente.
-E a senhorita sabia que minha aula é na sala, e não no banheiro? – respondeu o professor.
Ao entrar na sala do diretor as meninas vêem que Paulo já estava conversando com o diretor na secretaria.
-Senhor, desculpe interrompe-los, mas encontrei duas meninas matando aula no banheiro. – Rogério diz ao diretor.
-Sim, coloque-as em minha sala que já converso com elas. A, mas como senhor as achou? Alguma outra aluna avisou?
-Fo-o-oi, o-ut-ra-aa a-lu-lu-na-a que av-i-is-ou. – Rogério responde nervoso. – Concordem comigo que não dou advertência. – Ele sussurrou no ouvido das meninas, e as levou até a sala.
-Sam espera ai. Vou ver se não tem ninguém vindo. – Bruna, vai até a porta, confere e da sinal positivo.
Sam com toda sua habilidade acessa o email da escola:
-Consegui , nossa que senha tosca.
-Vai logo, não sei quanto tempo o Paulo vai conseguir enrola-lo.
-Pera, agora só falta eu achar o email da família em que o Paulo esta, ai ... ACHEI!
Notas finais
ABÇ!
-PríncipeAMS;
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