Notas iniciais
Oi de novo! Espero que gostem :3 Criatividade resolveu dar um oizinho, mas pelo visto ela já foi embora assim que eu terminei de escrever.

Para Katie Gardner, o natal era o pior feriado, pelo menos esse ano, já que tudo tinha dado errado.

10:00

Katie se espreguiçou lentamente na sua cama, dia 24 de Dezembro, maravilha.

Depois de muito custo se levantou da cama quente e seguiu até o chuveiro, despiu-se e quando ligou o chuveiro gritou e saiu enrolada em uma toalha.

– A água quente não está funcionando — Miranda disse entrando no banheiro — achei que você deveria saber.

– Você poderia ter me dito antes de eu tomar uma ducha gelada nesse frio não acha?

Miranda deu de ombros, Katie bufou e entrou no chuveiro novamente.

Foi o pior banho que já tomara.

10:30

A garota terminou de calçar suas botas e colocar as luvas e saiu do chalé de Deméter com muito custo, já que nevava.

Assim que deu o segundo passo, ela escorregou e caiu sentada no chão duro, olhou para baixo, aquilo era uma...

– Vejo que gostou da pista de patinação Katie — Travis provocou-a, ela o ignorou e rastejou para fora da "pista" e se levantou.

– Meu dia já está uma droga, não piore a situação — Katie disse antes de ir em direção ao refeitório, tudo o que ela queria agora era um chocolate quente.

– Sinto muito — Quíron disse enquanto ela entrava — o chocolate quente acabou.

Ótimo, querem que eu morra de frio. Katie resmungou antes de sair pisando duro do pavilhão.

– Senhorita Gardner! — Quíron a chamou indo atrás dela, que se virou relutante — já que você perdeu o café, perdeu o anúncio da festa que teremos por causa do natal que acontecerá hoje ás 22 horas.

– Festa do natal? Os deuses permitiram?

– Sim, já que a maioria dos campistas aqui não tem família para comemorar o natal, os deuses permitiram dessa vez.

Katie sorriu triste, afinal ela era desse grupo, o que não tinha família.

Ela assentiu contendo uma lágrima e se dirigiu para o seu chalé.

Como se já não bastasse ter acontecido três coisas desagradáveis, ela também iria passar o natal sozinha.

12:00

Uma lista foi colocada no mural do refeitório por uma das filhas de Afrodite.

– Atenção! — ela gritou — nessa lista diz o nome de todos que estão convocados para ajudar na arrumação da festa de hoje!

Quando ela saiu, um montinho se formou em volta do mural, alguns segundos depois, alguns campistas reclamavam e outros suspiravam aliviados por não ter que ajudar.

Assim que todos os campistas se sentaram novamente, ela criou coragem e foi até a lista.

Nossa, quantos nomes.

Ela foi lendo todos os nomes.

(...)

Katie Gardner

(...)

Espera aí! Katie Gardner? Ela foi convocada para ajudar na arrumação?

Ótimo, mais uma das desgraças do dia de Katie para adicionar á lista.

14:00

– Ânimo Katie — Miranda dizia sacudindo-a enquanto se dirigiam ao pavilhão — é natal!

– Eu estaria animada — ela começou — se não estivesse quase morrido de hipotermia naquele chuveiro assassino, caído um tombo, quase morrer de frio e ser colocada na arrumação da festa.

– Certo, já entendi — respondeu erguendo as mãos — só acho que você deveria se divertir um pouco.

Katie deu um sorriso fraco, mas logo sentiu alguma coisa bater em suas costas. Uma bola de neve.

Procurou quem a havia atirado e sua visão parou em um par de olhos castanhos.

– Travis! — a garota ralhou e Miranda riu.

– Ah, qual é Katie? Medo de uma guerra de bolas de neve?

– Você tirou o dia para me provocar não? — ela disse enquanto fazia uma bola de neve — pois você vai ver!

Ela atirou a bola de neve na cara do garoto, que gargalhou.

Logo Travis, Katie, Miranda e muitos outros campistas estavam em uma guerra de bolas de neve.

Algum tempo depois alguns campistas já tinham saído e conversavam animadamente, Katie se jogou na neve exausta, sendo seguida por Travis.

– Eu tenho que ir — Miranda disse apontando para uma campista que a chamava — até mais tarde.

Katie ficou deitada na neve um pouco, logo começou a fazer anjinho de neve.

Ouviu uma gargalhada do seu lado.

– Sério Gardner? — Travis disse — que coisa infantil.

– Disse o cara que começou uma guerra de bolas de neve — retrucou, o garoto sorriu maroto e ficou encarando o céu, que agora estava branco com algumas nuvens.

Katie resolveu esquecer que o odiava por um momento, e teve uma ideia.

Ela pegou um punhado de neve e jogou na cara de Travis, que fez uma cara indignada arrancando gargalhadas da garota.

– Agora você vai ver Gardner — ele disse se sentando, ela entendendo tentou escapar, mas ele a segurou pela cintura e a prendeu, fazendo cócegas nela.

– Travis! — Katie dizia em meio á gargalhadas — me solta!

– Soube que seu dia foi uma droga — ele disse depois de soltá-la.

– E foi mesmo — respondeu — primeiro eu quase morri de hipotermia naquele chuveiro — Travis riu — depois caí da tal pista de patinação, depois quase morri de frio, e por último fui escalada para ajudar na arrumação do baile, uma maravilha.

– E como você está — Travis perguntou, Katie o olhou confusa — sabe, é o seu primeiro natal depois da... Desculpe.

Ele terminou a frase com um certo sentimento de culpa, não, Katie não gostava de tocar no assunto da morte de seu pai, que havia sido ano passado, um pouco depois do natal.

– Tudo bem — ela disse com a voz meio rouca enquanto uma lágrima solitária escorria por seu rosto, Travis, não sabendo o que fazer, a abraçou de lado meio sem jeito, abraçou sua arqui-inimiga, ela não o afastou — já faz tempo, eu só não gosto de tocar no assunto.

– Certo — ele disse — vamos indo? Temos que ajudar na "arrumação" da festa.

– Você também?

– Pois é, parece que o dia não está bom pra nós dois.

Katie gargalhou e foi ajudada por Travis a se levantar do chão, mas o problema foi que ele a puxou muito forte, fazendo com que assim que ela se levantou, seus rostos ficaram praticamente colados.

Eles se encararam, Travis não pensou duas vezes e puxou a filha de Deméter contra si, que não recuou, e a beijando ferozmente.

– Sabe — ela começou depois que se separaram por conta do ar, ambos sorrindo — meu natal está sendo uma droga, mas fico feliz em dividi-lo com meu inimigo.

Ele sorriu e a puxou para o pavilhão.

Eles tinham uma festa de natal para arrumar.