Espadas nunca perdem o fio

21 Capítulo Final - Em Nome da Liberdade


Notas iniciais
Enfim, o fim, o último capítulo, espero que tenham gostado e que gostem...

Capítulo Final — Em Nome da Liberdade

Victória, completamente despertada, torna-se uma abissal e derrota Chletos, enquanto isso Priscila derrota Chleo e logo dirige-se até a nova abissal que surge; infelizmente, nem mesmo a Victória é páreo para o monstro de um só chifre; entretanto, Victória ao retornar à sua forma humana parece ter descoberto o segredo de Priscila, o porquê dela superar os seres abissais e o porquê de ela ter buscado a destruição de todos esses seres. Victória pede à Maria que a ajude novamente a controlar sua mente e seu Youki, mas dessa vez, ela não pretende se tornar um abissal, Victória pretende se tornar algo como Priscila, e parece conseguir tal feito. Priscila parte em um avanço direto sobre Victória, os dois seres "despertados" humanóides iniciam mais uma alucinante batalha, apenas rastros dourados e roxos podem ser vistos.

Teresa:- Mas o quê? Victória está no mesmo nível de Priscila...

Lina:- Incrível!

Agnes:- Esse despertar é completamente diferente do outro...

Teresa:- Não... Priscila é mais forte e consegue expandir seu corpo como quiser... Mas... Victória, é muito mais veloz!

Agnes:- Eu mal consigo ver as duas...

Lina:- Eu também...

Teresa:- Victória está levando Priscila ao limite... as duas estão se ferindo constantemente, e se regenerando, mas parece que Victória está levando uma leve vantagem...

Como Teresa diz, de fato as duas estão se desgastando, de fato, por um instante ambas param, dá para perceber que estão um pouco cansadas e se regenerando, mas enquanto Victória possui algumas feridas e arranhões profundos, Priscila está em pedaços. Priscila começa a gritar e começa a liberar mais Youki. De repente, Priscila começa a gritar, e seu corpo começa a crescer. Suas duas asas superiores se expandem em direção ao céu, as outras duas permanecem do mesmo tamanho, seu tronco aumenta vertiginosamente tornando-se cada vez mais musculoso, bem como seu braços, que ficam cobertos por grossos espinhos; seus pés desaparecem, seu tronco é continuado por uma espécie de longa cauda coberta por estruturas similares a suas anteriores asas inferiores, a aparência no entanto é mais de um monte de nadadeiras e barbatanas de peixe; sua cabeça assume uma forma como quase de um rinoceronte gigante, mas um pouco mais humanizada, a cor predominante é o roxo. Ela se tornou um Abissal.

Teresa:- Abissal! Priscila é um Abissal!

Victória:- Consegui finalmente o que queria... Maria, pode me trazer à normalidade, essa minha forma já não é mais útil...

Teresa:- Victória, Maria! Então isso foi apenas um plano de vocês para tornar a Priscila em um Abissal, mas porquê?

Victória:- Assim ela está mais forte do que antes, isso é verdade, mas nessa forma ela perde significativamente a capacidade de se regenerar, Priscila está derrotada! Avancem!

Teresa, Serena, Agnes e Lina avançam, enquanto Maria ajuda Victória a retornar à sua forma humana, ambas ficam afastadas do novo embate que se anuncia. Logo Victória começa a encolher, suas asas enxugam-se para dentro de suas costas, sua pele vai ficando com a coloração natural, seus cabelos voltam a ser loiros. Maria respira ofegante.

Victória:- Maria, descanse, eu te levei quase a seus limites não é? Você bem que tentou não demonstrar mas se continuássemos em breve seria você que cairia, perdoe-me, mas conseguimos!

Enquanto Victória falava as demais já partiam para o ataque.

Teresa:- Agnes, Lina! Cuidado, lembrem-se que Priscila podia expandir qualquer parte de seu corpo, creio que ela ainda possa fazer isso, evitem ficar muito próximas.

Priscila tentava lutar contra Teresa e Serena, mas agora era ela que sofria com um corpo enorme, pesado e desajeitado, era Priscila que estava lenta, e por mais forte que fosse, não conseguia atingi-las. Teresa seguia por baixo, movendo-se rente ao chão, usando uma espécie de espada rápida, já Serena por cima, em direção à cabeça. Priscila já esboçava agonizar, quando num rompante consegue aprisionar Teresa com a extremidade de sua cauda, e em seguida, captura Serena com uma de suas mãos.

Teresa:- Conseguiu ficar rápida do nada...

Mas então enormes estacas se erguem do chão e atingem Priscila, uma corta a cauda de Priscila e ajuda a libertar Teresa, outras atingem partes próximas à base do corpo de Priscila, no entanto sua cauda é tão grossa e larga, que apenas a ponta foi cortada, também o braço de Priscila se abre libertando Serena, é Lina que intervém lançando um corte de Youki, Lina e Agnes salvaram as duas. Enfurecida,Priscila dispara seus espinhos de seus braços contra as duas, mas muitos deles são desviados, infelizmente alguns as atingem em cheio, Agnes é mais atingida do que Lina.

Maria:- Me desculpem, mas esse desvio é o máximo que posso fazer agora...

Priscila se dirige à Maria, atirando seu enorme corpo em sua direção, aonde Victória estava próxima, mas de repente ela desaparece. Quando Victória se torna visível novamente, ela está logo atrás da cabeça de Priscila, apoiada em seu pescoço, a cabeça de Priscila está toda rasgada e cortada. Priscila grita de dor, um som horrendo se espalha e estremece até o solo. Teresa e Serena saltam e pairam ao redor da cabeça de Priscila, à medida que caem, movimentam suas espadas, cortando o pescoço de Priscila, sua cabeça começa a cair. Todas começam a comemorar, Agnes e Lina começam a se regenerar de suas feridas.

Maria:- Agnes, me desculpe, como você é do tipo defensivo, me preocupei mais em proteger a Lina...

Agnes:- Não tem problema, logo estarei bem...

Lina:- Muito obrigada, caso contrário, acho que não sobreviveria...

Victória:- Acabou?

Teresa:- Creio que sim... não sinto mais nenhum rastro do Youki de Priscila, no passado quase a derrotei, mas ela pareceu ter ficado num estado inerte, agora é diferente, ela manifestou todo o seu poder e foi destruída, isso mesmo: em sua totalidade destruída!

Maria:- Agnes e Lina, acho que vocês já podem andar, vamos voltar para a Organização, lá deve haver comida e descansaremos dessa longa jornada...

Teresa:- Organização, há quanto tempo, espero que não queiram caçar a minha cabeça por lá, não mais ao menos, hehehe...

Victória:- Hã?? Não te entendi Teresa...

Teresa:- Não se preocupe... vamos

Como dito as Claymores partem ao Leste, vitoriosas, rumam à organização, depois de longa caminhada, passando-se muitas horas, elas chegam e se deparam com uma organização desolada, praticamente vazia, inabitada. Mas Teresa sente algo.

Teresa:- Esse cheiro...

Teresa esboça um sorriso e sai correndo. Quando pára e abraça alguém, ela está de costas para as demais Claymores e elas não conseguem ver quem é.

Teresa:- Clare! Clare! Você Aqui???

Clare:- Teresa! Sabia que um dia você voltaria para cá!

Quando então Teresa se volta e apresenta à Clare as Claymores que ali estão.

Teresa:- Essas são Lina, Agnes, Maria, Serena e Victória! Nós conseguimos destruir Priscila!

Clare:- Priscila? Destruíram Priscila?? Mas como?

Teresa:- É uma longa história logo te contarei, mas precisamos comer e descansar...

Clare:- Ah sim, vou providenciar algumas coisas é claro...

Maria:- Me desculpe, Clare, mas o que houve com a organização?

Clare:- Ah! Ela não existe mais...

Clare já ia se retirando tranquilamente, quando Maria a interrompe novamente.

Maria:- Como assim? Não existe? O que nós seremos sem a organização?

Clare:- Como assim? O que serão? Vocês são livres!

Maria:- Livres?

Victória:- Não seja tão dura, Maria! ... Depois de tudo o que vimos, tantas guerreiras mortas, e para quê, para quê a organização queria criar seres tão poderosos, tenho certeza que não era só para combatermos Youmas...

Teresa:- Você esta certa, Victória, a Organização não passava de uma Fraude, nos usavam como experimentos, e decidiam tudo por nós, quando não criaram regras unicamente para manipular tanto humanos quanto claymores, detendo o poder, faziam o que bem entendiam, inclusive conosco... Agora vocês estão livres de tudo isso, e sei que se Clare está aqui é porque ela participou disso, e vocês lhe devem respeito por isso.

As claymores parecem se conformar com a situação, Teresa acena com a cabeça para Clare e ela sai dali, quando retorna está com algumas frutas em suas mãos e as distribui às claymores, quando elas se reunem e sentam para comer, Teresa se levanta.

Teresa:- Ah, Clare, encontrei alguém no meio do caminho que gostará de ver.

Um homem se aproxima com uma túnica preta, quando a retira, Clare pode percebem quem é.

Clare:- Raki! Raki!!!

Então, elas finalmente iniciam a simples refeição, sentadas no chão mesmo. Clare explica que destruiu a Organização em memória de Myria, uma antiga Claymore amiga sua que descobriu as verdadeiras intenções da Organização, explicou tudo isso, e sobre também sua volta ao local da organização, as claymores que encontrou ali meio perdidas e seus relatos, confusões, novas amizades e etc. Elas explicam também à Clare suas últimas aventuras, como Teresa foi liberta, e como Priscila foi derrotada. Ao terminarem a refeição, as claymores começam a se levantar, Maria é a primeira.

Maria:- Então quer dizer que esse tempo lutamos em nome da Liberdade... Vocês me convenceram depois de tudo o que vimos, vale a pena lutar por outras causas...

Clare:- Sim, eu lutei em nome da liberdade e de outras coisas tão importantes quanto...

Clare lança um olhar à sua direita, está um Raki sorridente, e depois à esquerda, Teresa que esboça seu leve e característico sorriso. O Sol, atrás de todas elas, se põe.

Notas finais
A forma abissal da Priscila eu me baseei em sua característica de "monstro-de-um-só-chifre" que me levou à figura de um rinoceronte, mas seria muito pobre, então lembrei de Behemot (que lembra um rinoceronte), uma criatura da cultura judaica, e então associei a outras duas criaturas similares, Leviatã (um monstro marinho, representado pela cauda coberta de barbatanas e nadadeiras) e Ziz (um monstro do ar, representado pelas enormes asas)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!