Escuridão do passado
54 Capítulo- 53
Notas iniciais
Alec e eu fomos para Forks, depois de duas semanas maravilhosas com as Denali.
E nesse tempo todo, eu ainda não havia falado com Seth.
Minha testa estava franzida com preocupação. O que será que aconteceu com ele? Ele está bem?
É claro que ele não está bem, otária. Você feriu os sentimentos dele.
Eu precisava fazer alguma coisa. Precisava pedir desculpas. Não poderia ficar por isso mesmo.
Alec sentou ao meu lado e me abraçou.
–O que foi? –ele perguntou, estranhando meu silêncio.
–Estou pensando em ir ao shopping com a Alice. –menti.
Alice escutou, e veio correndo até mim.
–Eu ouvi direito? –ela perguntou animada.
–Ouviu. –falei.
Ela deu vários pulinhos.
–Vou tirar o carro da garagem. — ela falou e sumiu de vista.
–Você está tão entediada assim comigo? Tudo fica tão chato quando estou por perto? –Alec perguntou fingindo tristeza.
–Nada fica chato com você.
Alec me deu um beijo longo e carinhoso.
Depois, ele me olhou com uma cara muito fofa.
–Então fica comigo. –ele pediu.
Aquilo era de partir o coração.
–Eu estava devendo uma para Alice. Me desculpe. Só vão durar algumas horinhas.
Dei um selinho rápido nele, e me levantei do sofá.
Caminhei até a porta, e antes que a atravessasse, Alec pediu:
–Volta logo.
Assenti, e corri até o carro.
Alice me esperava com uma cara nada boa.
–Que demora. –ela se queixou.
–Alice, vamos logo. Temos pouco tempo. –falei impaciente.
–É assim que se fala. –ela falou animada.
Ela arrancou com o carro. E quando estava longe o suficiente para que Alec não ouvisse, eu falei para Alice:
–Vamos à reserva.
–O QUE? –Alice gritou.
–Você por acaso está com problema de ouvido? Tenho que falar com Seth.
–Alec não vai gostar disso. –Alice avisou.
–Ele não vai saber.
–Ele vai, se alguém contar.
–Alice, eu pensei que nós fossemos cúmplices.
–Any, eu não acho uma boa idéia você ver Seth. Você pode ficar mal. –olhei para ela com uma cara pidona. –Continuo pensando que você vai se atrapalhar toda com seus sentimentos.
–Alice... Só cinco minutinhos. Isso é tempo suficiente para eu falar com Seth.
Alice deu um longo suspiro.
–Se passar de cinco minutos, eu conto tudo para o Alec.
–Eu te amo, Ally.
–Eu sei.
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Alice parou o carro em frente à casa do Seth.
Para minha surpresa todos os lobos estavam lá. Sem nenhuma exceção. Inclusive Jacob... Sem a Nessie.
Todos eles olharam para o carro, e uns olhavam de cara feia.
No momento em que vi Seth, fiquei confusa. Ele estava sorrindo. Sorrindo para mim?
–Alice. Vá lá e chame o Seth.
–Eu? –ela perguntou espantada.
–Sim. Por favor. A Leah parece que vai me comer com os olhos.
–Sem chance. Eu não vou.
Olhei para ela de modo suplicante.
Ela bufou e saiu do carro.
Ela se aproximou dos lobos com um olhar frio.
Essa cena era hilária.
Eu mesma poderia ir chamar o Seth. Mas eu tinha que ver isso. Alice fica horrorizada só de imaginar o cheiro deles.
–O que faz aqui, Cullen? –Paul perguntou seco.
–Vai por mim, eu não estaria aqui sentindo o fedor de vocês, se não fosse por uma boa causa. –Alice falou retorcendo o nariz.
–O que aconteceu, Alice? –Seth perguntou.
–Any precisa falar com você.
Seth olhou para mim, sem raiva alguma no olhar.
Ele caminhou até o carro, e sentou no banco do motorista.
Eu não conseguia falar nada. Não sabia o que falar.
Seth esperou pacientemente.
–Seth. Eu... Eu sinto muito. Não queria dizer aquelas coisas para você. Eu só queria te dizer para não acreditar em nada do que eu disse. Eu te amo muito. Só não queria deixá-lo triste, como uma segunda opção. Eu...
De repente, Seth surpreendeu-me com um abraço. Um abraço com saudade, e cheio de amor.
Fiquei muito confusa, e ele percebeu isso apenas olhando minha expressão.
–Eu não acreditei em nada do que você falou. Eu sabia que estava acontecendo alguma coisa. Só não sabia o que. Eu estava esperando seu momento, para você vir falar comigo.
Respirei fundo.
Seth me conhece tão bem.
–Seth... Eu fiz minha escolha.
–E quem você escolheu? –ele perguntou esperançoso.
Alice veio correndo até o carro. Não entendi o que aconteceu. Ela abriu a porta do carro as pressas, e falou:
–Any, temos que ir.
Ela lançou um olhar cortante para Seth, ele saiu do carro.
Ela entrou no carro, já dirigindo para fora dali.
–O que aconteceu? Eu nem tive tempo de explicar pro Seth...
–Aro está chegando em casa.
–Por quê?
–Está indo buscar Alec.
–Por quê? –eu perguntei desesperada e confusa ao mesmo tempo.
–Não sei. Pode ser que ele acha que algo está estranho, e está com medo de perder Alec da guarda. Só sei que ele quer levá-lo o mais rápido possível.
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Chegamos em casa, e eu saí correndo atrás do Alec.
Subi as escadas, e o encontrei no meu quarto. Pulei em cima dele, e ele me segurou cambaleando para trás.
–Você estava com Seth? –Alec perguntou cheirando meu cabelo.
–Desculpe. Eu fui me explicar. Você me entende, não é?
Ele suspirou e depois assentiu.
–Alec. Aro está vindo te buscar.
Ele me olhou confuso.
–O que?
–Alice viu. Ele está chegando aqui em Forks. Ele vai levá-lo.
–Ele deve estar preocupado. –Alec falou consigo mesmo.
–Alec. Saia da guarda. –pedi de repente.
Alec arregalou os olhos, me olhando horrorizado.
–Não me peça isso.
–Alec, essa é a única forma de ficarmos juntos. Provavelmente ele não irá mais deixá-lo vir me ver. E talvez nem eu vê-lo.
–Ele não vai fazer isso. –Alec falou, mas não tinha muita certeza disso.
–E se fizer?
–Ele não vai. Não se preocupe.
Beijei-o com força. Agarrei seus cabelos, e Alec segurou minha cintura, levando-me para mais perto de si.
Passei a ponta da minha língua no seu lábio inferior, e depois sussurrei no seu ouvido:
–Ninguém vai te tirar de mim.
Alec me pegou, e eu enlacei minhas pernas na sua cintura. Ele me beijou ferozmente e me sentou na minha escrivaninha.
Tirei seu casaco, e deixei cair no chão.
Alec apertou minha coxa e continuava a me beijar intensamente.
Abaixei minha mão, e a coloquei por baixo de sua fina camisa. Enquanto eu alisava, eu podia sentir e imaginar como era seu abdômen.
Alec desceu os beijos para meu pescoço, e eu arfei. Logo foi até o lóbulo de minha orelha, dando uma mordida ali. E então ele falou:
–Ninguém pode me tirar de você.
Voltei a beijá-lo, e Alec colocou sua mão por dentro da minha blusa, e foi até a linha do meu sutiã, traçando com o dedo uma linha ali.
Arranhei-o no abdômen, e ele gemeu.
Minha intimidade estava quase encostando na dele.
–Any. –Ed gritou do outro lado da porta.
–O que foi? –perguntei com raiva.
–Não quero que fiquem se agarrando com a porta fechada.
–Como você é careta, hein.
Ed abriu a porta com tudo, e Alec se afastou rapidamente. Ed lançou um olhar furioso para mim.
–Me obedeça!
–O Aro. Está chegando. –Alice gritou.
Depois desse aviso, descemos até a sala, e esperamos Aro.
Grudei em Alec, e apertei sua mão, lançando-lhe um olhar preocupado. Ele sorriu e moveu os lábios com a frase “vai ficar tudo bem”. Assenti, e olhei para frente. Carlisle estava indo até a porta.
Vi Aro do outro lado da porta de vidro.
Carlisle abriu a porta, e Aro entrou falando:
–Carlisle, amigo.
–É sempre bom vê-lo, Aro.
Quanta falsidade.
Aro olhou para Alec.
–Aro. Aconteceu algo? –Alec perguntou com a voz firme.
–Infelizmente sim, meu caro Alec. Vim lhe trazer uma má notícia.
–Pode dizer.
–Sua irmã Jane, já não está entre nós.
Alec desabou no chão, e eu agachei ao seu lado, afagando suas costas.
–O que houve? –Ele perguntou com a voz falha.
–Caius a matou.
–O QUE? –Alec gritou. –POR QUE ELE FEZ ISSO?
–Por que eu mandei. –Aro disse simplesmente.
–E por que fez isso?
–Pelo simples fato dela se relacionar com um lobo da lua.
–Jane nunca se apaixonou por um lobo da lua. –Alec protestou.
–Isso é o que todos pensávamos. Mas logo eu descobri.
–E você matou o lobo? –Alec perguntou com raiva.
–Não. O tratado dos vampiros e lobos da lua diz que não podemos matar um ao outro. A Jane quebrou a regra de não manter laços com lobos da lua.
–Quem fez essa regra?
–Os Volturi. –Aro se referiu na terceira pessoa.
Alec me olhou com o olhar assustado.
Ele sabia que meu irmão gêmeo é um lobo da lua. E se Aro descobrir, ele irá me matar como fez com a Jane.
–Vocês sabem de alguma coisa que eu não sei? –Aro perguntou desconfiado.
–Não. –Alec respondeu.
Alec me lançou um olhar de “sinto muito”, e falou para Aro:
–Vou voltar para Volterra com você.
Tenho que admitir que fiquei triste, mas eu entendo Alec. Sua irmã acabou de ser morta.
–Posso falar com você? –perguntei para Alec.
Ele assentiu, e nós fomos para meu quarto.
Peguei um bloco e uma caneta, e escrevi:
“Se ele souber, eu morro. Não deixe-o ler sua mão.”
Alec falou com a voz rouca:
–Nunca.
Alec me beijou ternamente. Logo se afastou e olhou em meus olhos.
–Eu te amo. –ele falou com todas as letras.
–Eu te amo.
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