Escrevendo Uma Nova Historia

15 Confraternize com o inimigo ou amigo


Pov. Autora

Rosylin estava parada em um beco próximo ao hotel que estava hospedada. Graças a todas as bebidas que as meninas tomaram na madrugada, nenhuma percebeu que a loira avisa se ausentado do grupo, o que Rosylin agradecia. Estava esperando uma pessoa, que particularmente odiava mais ainda sim era necessária para seu plano. Infelizmente ela tinha que atura-lo.

Evan sorriu ao ver a loira com suas vestes coladas encostada na parede. Parecia graciosa e entediada estando naquela posição. Isso demonstrava sua impaciência ao espera-lo. Quando viu a que sua espera tinha acabado, Rosylin olhou para Evan com os olhos semicerrados.

-Aonde você estava? Me deixou esperando feito uma palhaça!- Gritou Rosylin demonstrando sua fúria. Evan levantou seus enormes ombros fazendo uma cara de que não se importava.

-Estava executando minha missão. E você? Beijou muito?

-Isso não te interessa. Quero saber se você procurou uma maneira de ajudar a Sophie ou não?

-Ao contrario de algumas pessoas. — Evan disse olhando diretamente para Rosylin. – Eu não me distraio em serviço, sou um bom espião Santini. Você precisa começar a perceber mais isso.

-Nunca te subestimei como espião. Agora como pessoa você consegue ser pior que um lixo.

-Sabe Santini? Às vezes acho que você me deseja em segredo... — Evan passou as mãos pelos fios loiros da garota. Rosylin não aguentou a provocação. Pegou o braço de Evan e contorceu ele para trás, o fazendo se inclinar paras frente. Claro que ela não quebrou o braço dele, apenas fez com que ele ficasse impossibilitado de se mover.

-Não estou com paciência para suas brincadeirinhas. Passei a noite toda acordada e ainda estou usando um salto que esta me causando bolhas.

-Se você me soltar prometo me comportar, amor. – Sussurrou Evan não sentindo nenhuma dor com a atitude da garota. Ela o soltou e ele se recompôs.

-Como foi com a Sophie? – Rosylin cruzou os braços em cima dos seios não querendo deixar amostra para o tarado do Evan.

-Ela é incrível. — Evan acendeu seu cigarro como se fosse uma ação automática. Automaticamente lembrou-se da Sophie e deu um sorriso. — A única garotam que realmente conseguiu me surpreender. Não fico surpreso por Blue a querer tanto.

-Mais o que você falou pra ela? Vocês passaram a noite toda fora.

-Conversamos sobre o que eu a mandei fazer.

Rosylin esperou uma resposta mais detalhada do rapaz, que estava meio impaciente com a garota.

-Falei pra ela descobrir as historias das garotas. Me pareceu uma boa ideia, sabe? Mantê-la distraída, ajudando você em sua missão, pelo menos as coisas sairão mais rápido.

-Você não deveria envolvê-la mais seu idiota! Era pra proteger ela de descobrir algumas verdades.

-Ela precisa saber Rosylin! Ela foi feita para estar nesse mundo. Seria uma hipocrisia da minha parte mentir para ela desse jeito.

Rosylin suspirou irritada, por mais que Evan tivesse razão ela sabia que o rapaz apenas complicou mais as coisas.

-A Sophie é muito emocional para tentar descobrir alguma coisa das meninas. Não e uma boa ideia deixa-la cuidar disso.

-Acho que ela fará um trabalho melhor que você. — Evan não escondeu o tom de decepção ao falar com a garota. Evan Reymonds sabia bem tratar alguém com muita frieza, pois o próprio foi tratado assim.

-Você não sabe com foi difícil entrar lá despercebida de Lou Ellen. Ela nunca dorme! Alem disso parece sempre estar atenta a tudo.

-Deve no mínimo ter conseguido algo, porque não me chamaria aqui apenas para anunciar seu fracasso.

-Não digo que seja algo muito importante, mas é necessário. Isabella e Elizabeth tem uma ligação.

-Sim, as duas fazem um belo casal lésbico. Eu até imaginava as duas na minha cama e. — Rosylin bateu no ombro de Evan o fazendo parar.

-Não esse tipo, seu idiota. Elas são parentes.

-Explique-me como você fumou alguma droga e chegou a essa conclusão. — O rapaz se encostou na parede esperando pela resposta da loira.

-Eu xeretei as coisas da Isabella atrás de alguma resposta. Só pude ficar uns dez minutos procurando porque Lou Ellen estava no banho. Achei um documento de Isabella, o sobrenome que estava lá era Pesatti, não Laurentino. O estranho e que na foto que estava lá Isabella estava ruiva, não loira. O que só prova que as duas vieram da mesma família.

Evan ficou interessado com a noticia. Pensar que as duas armas mais valiosas de Blue eram parentes deixava o jogo mais complicado do que antes, o que ele adorava.

-Você não pode se considerar uma inútil total, mas se quiser ainda ter um trabalho é melhor me dar noticias muito mais importante da próxima vez. – Começou a ir embora quando a loira tocou seu ombro o fazendo parar.

-Melhor você me elogiar muito para o chefe. Passei quase a noite toda do lado de fora do hotel para pegar essa informação, da próxima vez é melhor me dar algum tipo de calmante para colocar no copo de café da Lou para fazê-la dormir.

-Me lembrarei do calmante, agora do elogio eu já não garanto. — Evan transmitiu um sorriso irônico a Rosylin, o que à deixou irritada.

-Eu acho que você me odeia. – Confessou Rosylin a ele.

-Às vezes acho que você me quer demais, quando te vejo daí eu tenho certeza. Mande um beijo para a Sophie por mim.

Sem esperar por uma resposta, Evan Reymonds foi embora pela invernosa Alemanha. Deixando uma bela garota loira, parada, indignada com seu grande ego.

Pov. Sophie

-Acorde logo sua vadia!- Katerina gritou no meu ouvido. Meu Deus, elas nunca iriam me acordar com delicadeza uma vez na vida?

-Vadia é aquela que esta gritando no meu ouvido. – Respondi me levando furiosa. Lou Ellen riu da resposta que eu dei para Katerina, o que me fez perceber que só nós três estávamos na sala.

- Ninguém acordou ainda? – Perguntei para as duas, Katerina em vez de responder tirou minhas pernas do sofá e se sentou o que sobrou para Lou Ellen responder;

-Parece que as outras estão com algum tipo de ressaca muito forte. Ashley vomitou a noite toda graças as bebidas que Rosylin preparou.

-Falando no diabo, aonde está Rosylin? – Perguntou Katerina.

-Ainda não chegou. – Comunicou Lou.

Katerina e eu nos entreolhamos procurando se alguma sabia disso. Aquilo era estranho, não me lembrava de ter visto Rosylin sair antes de me encontrar com Evan, parecia que Katerna também não se lembrava de a loira ter se afastado do grupo.

-Ela deve ter ido curtir com algum garoto em um lugar mais privado.- Katerina deu ombros mostrando que não estava preocupada com isso. A morena me olhou e começou a sorrir do nada, aquilo me assustou.

-O que foi?

-Aonde esteve a noite inteira?

-Eu? – Perguntei um pouco desconcertada, procurando uma desculpa plausível, pelo menos que convencesse Katerina a parar de fazer perguntas. — Eu tive que ligar pra minha mãe, depois disso eu achei melhor não voltar para festa e ir procurar algum lugar para comer.

-A noite inteira? – Ela não conseguia se convencer da minha mentira. O pior que é que Lou Ellen também não, deixando as coisas mais complicadas para mim.

-Sim, eu não queria ficar lá com vocês então resolvi ficar um pouco do lado de fora da festa.

Katerina iria argumentar mais alguma coisa, só que a porta foi aberta chamando a atenção para a cara de cansada da Rosylin.

-Então a última vadia do grupo resolveu aparecer. — Anunciou Katerina.

-Você me chama de vadia como se isso fosse uma coisa ruim Katerina. Tudo que envolve coisas de vadia eu aprendi com você.

Lou Ellen e eu não nós aguentamos de rir. Katerina estava pedindo por aquela resposta, o único problema foi que havia duas pessoas que nunca iriam se esquecer disso.

-Essa queimada foi linda. — Comentou Lou Ellen.

-A melhor do ano. – Concordei.

Katerina ficou fuzilando Rosylin com o olhar, parecia que a morena não levou a resposta da loira com muito humor, isso não iria terminar bem.

-Eu irei dormir um pouco antes que Kath comece a perguntar sobre as coisas que não interessam a ela. – Comunicou Rosylin num tom robótico. — Só me acordem quando estiverem morrendo.

- Não poderá dormir muito. Cristian já me ligou falando que nosso voo está agendado para as 11 horas. — Disse Lou Ellen.

Olhamos para o relógio que estava pendurado na parede, marcava 10;15. Rosylin bufou irritada e foi para seu quarto reclamando em baixo tom.

Katerina não me perguntou mais nada se mostrando incomodada com a resposta da Rosylin;

-Eu não entendo qual é o problema dela? Acha que é melhor do que qualquer uma aqui mais sabemos bem o que ela fazia antes.

-Eu não sei o que ela fazia antes. – Comentei.

-Ela simplesmente era a vadia da sociedade de espionagem. Fazia de tudo pra todo mundo sem se preocupar pra o que era. Se acha no direito de julgar a gente, mais somos melhores do que ela em vários aspectos, não deveria nem estar conosco.

-Meu Deus Katerina! Ela apenas respondeu como devia a você, não precisa julgar Rosy pelas coisas que ela não faz mais. – Lou Ellen defendendo alguém foi estranho, principalmente porque ela nunca demonstrou que se importava com a Rosylin.

Katerina ainda se mostrava irritada, porem se calou depois das palavras de Lou Ellen. Depois de alguns minutos Katerina se dirigiu ao seu quarto deixando apenas eu e Lou Ellen na sala. Minha falha tentativa de descobri alguma coisa sobre as meninas iria começar com a mais enigmática, Lou Ellen Ellukabeth Di Métis.

-Então Lou, como veio parar nisso aqui? – Tentei dar um sorriso demonstrando que eu só queria puxar assunto.

-Isso realmente te importa?

Pelo visto não seria nada fácil arrancar nada de Lou Ellen. Por que Diabos aquele filho da mãe do Evan tinha que me pedir uma missão impossível.

-Sim, eu me importo. Não sou igual às outras, Lou, não estou fingindo quando digo que te considero uma amiga.

Não era tudo mentira, mais não posso dizer que estava sendo verdadeira. Lou Ellen pareceu que sabia que não estava sendo honesta, porque sentia ela me analisar com aqueles olhos de cores tão diferentes, um cor de mel e o outro verde.

-Blue foi me procurar, quando eu estava em um orfanato.- Sua resposta saiu muito vaga, como se ela quisesse encerar o assunto logo ali.

-Por que estava em um orfanato?

-Porque as pessoas estão no orfanato Sophie? – Sua voz saia com pura ironia. — Pra brincar com as outras crianças sem pais que não são.

-Então você não conheceu seus pais?

-Olha aqui não preciso contar da minha vida pra você, porque nada que eu disser vai me ajudar.

Lou Ellen se levantou do sofá e me deixou na sala completamente sozinha. Que merda, eu nem descobri o nome dos pais dela.

Meu telefone começou a vibrar irritantemente, o que me fez atender nervosa;

-Quem é?

-A única pessoa que realmente importa. – Evan como sempre um poço de humildade. — Então minha querida, o que você tem pra mim.

-Nada que seja realmente importante. Quase todas estão dormindo exceto Katerina e Lou, não uqe resolva muito já que continuo sem saber absolutamente nada sobre elas. Não sei se sou boa o suficiente para fingir na cara delas que eu apenas quero saber porque estou tentando ser legal.

-Relaxa loirinha, eu já cuidei disso pra você. Sua próxima missão será bem esclarecedora sobre o passado da misteriosa Lou Ellen.

-Como você sabe disso?

-Tem muita coisa nessa vida que eu sei, agora me escute, precisaram buscar um arquivo em uma das ilhas japonesas. Claro que será difícil, se não Darkness não mandaria todas vocês, porém quando pegar esse arquivo eu quero que leia ele. Não importe as consequências você precisa Le-lo e depois me dizer o que estava escrito sobre Lou Ellen.

-Não sei qual é seu interesse sobre Lou Ellen. – Falei enquanto andava de um lado pro outro, nervosa com a outra missão.

-Não sei muita coisa sobre ela e apenas estou curioso.

-Curiosidade matou o gato você sabia?

-Ainda bem que me considero um cachorro. – Rimos da sua piada juntos. – A sritª. McQueen descobriu que sua família era bastante rica sabia? Você e a ultima herdeira dos Dreals.

-Serio? Porque meu pai não tinha dinheiro nem pra comprar uma camisa nova, sempre vivia com a velha camisa azul dele. Às vezes até andava cheirando CC por ai, mas não trocava aquela camisa de jeito nenhum.

-Então ele te enganou. Presumindo que sua próxima folga seja no Japão queria lhe fazer um convite.- Comuniou ele me fazendo pensar nas mil formas de convite que Evan poderia me oferecer.

-Se for pra dormir com você pode esquecer.

-Você me implorara por isso, não preciso te convidar. Quero que vá comigo ver a McQueen nas ilhas do Japão.

-Eu acho que não tenho nada marcado, porem pensarei na sua proposta.

-Tudo bem, não sou eu que preciso descobrir uma forma de escapar de Blue mesmo.

Revirei os olhos, era chato a maneira como eu precisava dele para poder escapar.

-Você nunca cansa de jogar na minha cara que eu preciso de você?

-Só cansarei no dia em que você dizer isso sem que eu jogue na sua cara, até mais amor.

Eu iria xinga-lo quando ele desligou na minha cara, maldito Evan Reymonds.

As outras garotas acordaram com os gritos de Lou Ellen dizendo o quão atrasada estávamos, não entendia o porquê de sua presa. Darkness não podia ser pior que Blue, ou podia?

Rosylin e Katerina ainda se fuzilavam com o olhar no avião, Ashley reclamava no meu ouvido de todas as tequilas que ela havia tomado, Elizabeth e Isabella fizeram uma competição de quantos caras cada uma conseguia beijar naquela noite e agora estavam fazendo a contagem, Grace dormia que nem um bebe no colo de Katerina, a morena fazia belos cachos na ruiva enquanto dormia mostrando a fraternidade que aas duas tinham, Lou Ellen estava musica no seu canto antes que o carro fosse nos buscar no aeroporto australiano, demorou um pouco para descermos porque Ashley ainda não se aguentava em pé.

-Estou sendo obrigada a te carregar porque você foi gentil comigo? – Perguntei enquanto levava a morena no meu colo até o carro.

-Não, está fazendo isso porque sabe que te mataria se não fizesse.

-Adoro a delicadeza desse lugar. — Comentei irônica.

A viagem se saiu como sempre, no absoluto silencio.

Chegamos à base carregando nossas malas, iríamos em direção ao quarto só que escutamos Cristian avisar atrás de nós;

-Que beleza, vocês voltaram! Temos muito trabalho a fazer.

Que comece a nossa próxima missão; Japão.