Prólogo


E agora o fim está próximo

E, portanto, encaro o ato final

Meu amigo, eu vou falar claro

Eu irei expor meu caso, do qual estou certo

Eu vivi uma vida completa

Eu viajei por cada estrada

E mais, muito mais do que isso

Eu fiz do meu jeito

Arrependimentos, eu tive alguns

Mas muito poucos para mencionar

Eu fiz o que tinha que fazer

E eu vi de tudo, sem exceção

Eu planejei cada percurso do mapa

Cada passo cuidadoso pelo caminho

E mais, muito mais do que isso

Eu fiz do meu jeito

(...)

Eu enfrentei tudo e continuei altivo

E fiz do meu jeito

Eu amei, ri e chorei

Tive minha cota de derrotas

E agora, enquanto me caem as lágrimas

Eu acho tudo muito divertido

E pensar que eu fiz tudo isso

E devo dizer, sem qualquer modéstia

Oh não, não eu

Eu fiz do meu jeito

E para que serve um homem, o que ele possui

Senão ele mesmo? Ele não tem nada

Para dizer as coisas que ele sente de verdade

E não as palavras de quem se ajoelha

O registro mostra, eu recebi as pancadas

E eu fiz do meu jeito

Frank Sinatra, My Way



O cheiro de iodo, misturado com sangue, me deixara nauseado. Será que ainda iria demorar muito? Eu estava zonzo de emoção.

Eu tinha que ser forte. Nada de desmaiar, seu imbecil. A Mônica está fazendo o trabalho difícil, então fica na sua e aguenta a barra.

Então eu ouvi um choro, e, em seguida, as três palavras mais lindas da língua portuguesa:

– É uma menina.

Uma menina. Que incrível. Não sabia se ria ou se chorava. Eu queria pegá-la no colo e sentir que ela era real. A médica não me deixou. Entregou-a às enfermeiras para que a limpassem.

Enfim trouxeram-na, e eu pude segurá-la em meus braços. Ela era perfeita. Tinha os olhinhos meio puxados, como os meus, mas, de resto, era a cara da Mônica. Ainda bem. Acariciei sua mãozinha, e ela apertou meu dedo com força. Pelo visto, ela seria forte como a mãe.

Até aquele momento, eu não achei que pudesse haver no mundo amor maior do que o que eu sentia pela minha esposa. Mas eu estava enganado. Assim que pus os olhos naquele serzinho, meu coração foi tomado de um amor infinito. Ela era o maior tesouro de todos. O fruto de um amor que desafiou tudo, até mesmo o destino. Ela era a coisa mais linda que a natureza já fez.

– Pérola. Esse vai ser o seu nome, lindinha.



– DO CONTRA!!!!

– O que foi, Nimbus?! Tá gritando por quê? Assim você me mata de susto!

– Você tá contando o final da história, criatura?!

– Claro! Essa fanfiction é minha, então eu faço do meu jeito, belê?

– Não senhor! Pode contar a história direito.

– Ai, será possível!? Nem quando a fic é minha, eu consigo fazer do jeito que eu quero?!

– Não! Os leitores estão curiosos pra saber a sequência da história de onde ela parou.

– Que nada! Os leitores querem saber do bebê! E depois da lua-de-mel, e depois do casamento, e depois do noivado, e…

– Negativo! Os leitores querem saber o que aconteceu depois que a Mônica voltou pro passado.

– Ah, nem é! Quer ver?


(Do Contra acessa o site do Nyah! para ler os reviews da fanfiction anterior)


– Droga. Tudo bem, eu nem queria contar a história ao contrário mesmo.


Tudo aconteceu mais ou menos assim…

Notas finais
É isso por enquanto, leitores amados!
Durante minha viagem, infelizmente não vou ter um PC pra poder atualizar esta fic, mas vou ter papel e caneta pra escrever, então quando eu voltar, pretendo postar alguns capítulos de uma vez, pra compensar!
Comentem, please!
Beijos!