Notas iniciais
Olá leitores. Peço desculpas pela demora (totalmente culpa minha: Hannah)... Mas agora estamos de volta... Espero que gostem do capítulo e não deixem de comentar. Boa leitura!

O Griffon do capitão Minos se aproximava cada vez mais do Escorpião Negro. Os piratas obedeceriam ao seu capitão colocando os canhões a postos e carregados. A bandeira com o Griffon tremulava, e a frente esculpido em madeira, aquele animal com cabeça de águia e asas abertas e corpo de leão dava a impressão de estar alçando voo.

Seu capitão, Minos, odiava Milo, o queria morto e via ali sua oportunidade. Sorriu ao pensar que finalmente se vingaria. Olhou para seus piratas e os via preparar os canhões.

— Vamos seus imbecis! O que estão esperando?! Estão com medo daquele barquinho?! ATIREM! — Ordenou gritando e o primeiro canhão foi disparado. A bala percorreu determinada distância e caiu a uns poucos metros do Escorpião Negro. Aquilo chamou a atenção de todos, e logo o aviso foi dado por Mascara da Morte.

— Estamos sendo atacados... A bandeira do Griffon tremula!

Ao ouvir aquilo Milo se enfureceu, odiava aquele pirata, não podia enfrentá-lo, não com tanta gente em seu navio, não correria o risco de machucar Kamus e seu bebê. Mas outra coisa o preocupou e fazendo correr em disparada de sua cabine, o capitão Milo estava indo ao encontro de Aioria e justamente quando seu amigo corria em direção aos canhões ele o parou o segurando a força.

Aioros viu a cena e não entendeu o que seu irmão não tinha lhe contado. Logo Kanon se juntou a Milo segurando o leão.

— Aioria! Aioria olha pra mim, sou seu amigo! Seu capitão! Olha pra mim! — O pirata falava e conseguiu chamar a atenção do rapaz. — Não vale a pena... Não vai encontrá-lo assim... Precisamos seguir, sabe que Minos apenas te mataria! Ele nunca vai dizer o que fez a ele, nós vamos continuar procurando... Mas precisa se acalmar. Não podemos lutar!

Aioria tremia de ódio, Kanon olhou para Milo, mas logo se voltou para Aioria falando baixo.

— Ele tem razão meu amigo... Não podemos lutar... Tem muita gente nesse navio que não tem condições de lutar, e teríamos que proteger... Ou aconteceria de novo Aioria!

O Leão olhou de um para o outro e puxou os braços soltando-se deles. — Eu preciso encontrá-lo... — Ditou vendo Milo e Kanon assentirem. Ambos entendiam o amigo, Milo agora entendia bem mais.

O capitão do escorpião olhou para seus piratas e gritou. — Vamos embora! Não lutaremos hoje! Viveremos... Para lutar amanhã!

Nesse momento, porém, uma das balas bateu num dos mastros do navio o quebrando. O pirata que estava ali caiu das alturas e morreu. Milo sentiu o sangue ferver, mas não se deixou levar. Precisava ser racional. — VAMOS! AGORA! —O escorpião correu para o leme, precisava dar a volta.

Diante das ordens de Milo, os piratas se moviam para fazer o barco navegar para longe do ataque. Aioros correu para ajudar, não sabia muito que fazer, mas viu um moreno que puxava umas cordas e se aproximou. — Quer ajuda?! — Perguntou calmamente vendo o homem voltar-se para si. Os olhos escuros mostravam certo ódio e nojo.

— Não preciso de gente como você, general!

Aioros não entendeu o porquê daquilo, mas quando mais uma bala atingiu o navio, Milo girou com força o leme para dar a volta e tirar seu escorpião dali, fazendo todos sentiram o navio “girar”.

Shura desequilibrou-se e Aioros correu e o segurou, ajudando-o a não se machucar e puxando a corda com ele, Shura não teve tempo de dizer nada, já que o ataque e os movimentos do navio ficavam mais intensos.

— Para onde vamos Capitão? — A pergunta veio de Kanon e Milo olhou para Shaka que estava com o mapa na mão. O loiro olhou para o capitão e falou com um meio sorriso. — Vamos para Zair.

O médico tinha certa noção sobre aquele lugar e uma leve desconfiança que ali saberiam mais sobre a condição de Kamus.

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Na cozinha, Kamus Saga, Mu e Afrodite foram sacudidos. O príncipe ficou estático e quis sair dali, mas nem Mu ou Afrodite deixaram. Ambos ficaram parados na frente da porta. O jovem de cabelos verde petróleo, os olhou em desespero.

— Não... Preciso vê-lo! Ajudá-lo!

— Não Kamus! Milo sabe o que faz... Fique aqui, por você e por seu filho! — Afrodite ditou preocupado que ele saísse e se machucasse.

Saga olhava a cena e o que viu nos olhos do príncipe o deixou sem palavras e confuso. Levantou e o chamou. — Kamus... Está preocupado com o homem que te raptou?! Que te tirou de sua casa? De sua família?!

O jovem príncipe olhou para o amigo que detinha os seus orbes verdes estavam bem abertos e firmes. Sentiu o navio guinar para o lado e segurou-se.

— Estou... Eu o amo! E não... Ele não é o bandido que pensa ser... Ele não me raptou do castelo, eu fugi... Meu pai me fez noivar com o lorde de Duhbe, e eu não queria casar, estava cansado daquele inferno, nunca fui tratado como gente Saga, sabe disso... Eu não suportava, mas... E fugi, encontrei Mu na taberna e lá também encontrei Milo... No início foi difícil mesmo, mas hoje eu sei o que quero... E sei onde é meu lar! Aqui... Aqui no escorpião Negro, ao lado de um “bandido” eu descobri o que é ser importante... Eu fiz amigos... E eu não vou voltar para aquele castelo, nunca mais!

Em poucas palavras o rapaz fez um resumo de sua vida até ali e o “padre” assentiu. Mas estava perplexo, em nada ele lembrava aquele jovem frágil de antes. — Compreendo... Então foi aqui que encontrou sua felicidade... — Falou e repetiu para si em silêncio “e eu minha desgraça”.

O príncipe olhou para o mais velho e se aproximou. — Saga... Muitas coisas estão acontecendo... Entre elas... Há algo que não sei explicar... — Pegou a mão do de cabelos azuis e levou a seu ventre. — Não posso lhe dizer como ou por que, mas aqui... — Apertou um pouco mais a mão dele sobre sua barriga. — Aqui, eu carrego um filho do escorpião!

Os olhos do padre se arregalaram. Ele levou a mão a boa e se afastou um pouco. — Não pode ser... — Sussurrou. — Achava que era apenas uma... Uma história, Kamus... — O olhou nos olhos. — Quando fui para o castelo, havia um cuidado muito grande de seu pai com você... Ele sempre disse que você era especial... Que herdou de sua mãe um grande “dom” e que por isso precisava sempre protegê-lo. Talvez toda rudeza de seu pai... Tenha sido apenas amor... O jeito dele de lhe guardar...

O jovem abriu a boca, mas nada saiu, sentiu-se perdido. — Meu pai?! Ele... Sabia? — Perguntou, mas para o acaso do que para Saga. Sentia uma de enorme no peito, teria julgado mal seu pai?! Suspirou e se afastou de Saga. — Não! Meu pai nunca quis me proteger, ele sempre fez apenas o que lhe era conveniente. Nunca pensou em mim, ou no bem! Nunca! — Disse magoado, não com Saga, mas por entender que o pai lhe escondera a verdade sobre si.

Afrodite e Mu não souberam o que dizer. Mas ambos se aproximaram de Kamus e o abraçaram. — Fique calmo... Haveremos de entender tudo, aos poucos... Paciência. — O mais jovem assentiu, mas nada ditou, não entendia nada, se sentia perdido, mas amava aquele ser que crescia dentro de si. Levou a mão ao ventre e afagou numa forma protetora.

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No navio de Minos, Siegfried olhava descrente o escorpião dar a volta pata fugir dos ataques. — Não acredito! Dizem que ele é tão valente... Vejo que são apenas boatos! Veja como foge!

Contudo Minos estava sério, muito serio. — Não seja idiota! Se há uma coisa que Milo não é... É covarde... Se ele está fugindo é por que não quer que eu encontre o que ele carrega! Ele quer proteger algo, ou alguém... E seja o que for... Eu vou descobrir! — Falou com ódio e desdém. — Sigam o escorpião! —A ordem veio seca e firme.

Assim, o Griffon logo estava a todo vapor seguindo o escorpião.

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O escorpião seguia a todo vapor para longe do Grifon, mas este o seguia com afinco, porém Afrodite foi solicitado e da mesma forma que antes, criou uma ilusão tirando a atenção do outro navio e ajudando a esconder o escorpião.

Depois de um tempo, quando já não se via mais o Griffon, Milo ficou mais calmo e só então saiu do leme. Procurou por Kamus, mas quando viu Aioria sentado, olhando o mar se aproximou. — Meu amigo... Nos o encontraremos, eu sei... Posso sentir isso! Eu não sei como, mas sinto Oria!

Aioria o olhou seco. Levantou e falou sério. — Há muito tempo que procuramos, eu não suporto mais Milo. Se não o acharmos no próximo porto, eu vou desistir... Acabou! E eu juro Milo, da próxima vez que e vir o Griffon, nem mesmo todos vocês juntos vão me impedir de entrar naquele navio e matar Minos! Fui claro?

O capitão assentiu. Apesar de ser o líder compreendia a dor de seu amigo. Entendia que se fosse consigo, faria o mesmo. Quando se virou para se afastar e deixar o leão sozinho, deparou-se com os olhos verdes de seu amado príncipe. O rapaz estava sério, preocupado.

— O que aconteceu Milo?! O que foi tudo isso?! Quero uma explicação! E por que Aioria parece tão abatido?!

Ao contrário do que podia parecer, o príncipe preocupava-se com todos dentro daquele navio. Milo seguiu com ele para seus aposentos. Ao entrar sentou-se na cama e o puxou para si.

— Se sente bem?! Estamos seguindo para Zair... Cidade de sua mãe.

Ao ditar isso, o pirata percebeu o medo nos olhos verdes do príncipe. O fez deitar e ficando sobre ele, passou a mão no rosto dele e o beijou carinhosamente, querendo passar segurança. O de cabelos verdes o olhou e afagou o rosto do pirata.

— O que aconteceu?! Por que Aioria parecia tão mal?

Milo o olhou com carinho. — Conversamos depois, e eu lhe explico, por agora quero apenas lhe ter! — Ditou com um tom mais rouco e tornou a beijar o amado, mas suas mãos hábeis o despiam e seus lábios não demoraram a abandonar a boca do amado e descer pela pele alva e macia do mais jovem. Enquanto os dois se amavam ali, naquela cabine, num navio que seguia veloz em alto mar, não imaginavam o que ocorria em terra forme.

Nada mais era como se lembravam, e o perigo estava apenas começando. Eles nem tinham ideia do quanto eram procurados, e muito menos dos planos do novo rei a respeito do príncipe Kamus. Mas algo era certo, Milo jamais permitiria que algo acontecesse ao seu amado, nem que precisasse morrer para protegê-lo.

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Naquele mesmo dia, mais cedo um pouco, Shion havia ajudado o rei a escapar, mas nada era tão simples assim. Mesmo que ele tivesse feito de forma sutil, ele sabia que logo Radamanthys se daria conta de sua fuga, afinal, o “café da manhã” logo seria servido, regado claro de torturas. Mas não aquele dia.

Eles seguiram de carruagem até certo ponto, poderiam ter ido mais longe, mas havia alguns guardas e revistavam todos que saiam da cidade. Então, prevendo o que aconteceria se fossem parados, Shion se preocupou com isso.

—Majestade... Temos de fugir, não podemos seguir com a carruagem, logo seremos parados e se nos virem seremos levados de volta ao castelo.

Hades assentiu, mas não sabia bem o que fazer. Foi o coche quem lhes disse por onde seguir, por trás de umas casas, encontraria a entrada da floresta, teriam que seguir por ela. E foi o que fizeram os dois desceram e seguiram pelo caminho que lhe fora indicado. Andavam rápido, precisavam estar longe daquela cidade, e o porto não seria o local mais seguro agora que Radamanthys estava atrás de um pirata.

Andaram por um longo tempo. O sol ia alto e queimava suas peles alvas. Shion seguia mais a frente, Hades, porém, tentava acompanhá-lo, mas estava mais atrás.

— Vamos majestade, precisamos sair daqui, logo Radamanthys saberá onde estamos, precisamos ser rápidos. — Shion falou o incentivando.

Hades o olhou sério, fazia um grande esforço para se manter firme, estava fraco, há muitos dias que não conseguia comer nada com aquela máscara pesada, além disso, a claridade machucava seus olhos, e o esforço o deixava zonzo. Parou e escorou as mãos nos próprios joelhos, respirava de forma ofegante.

— Por favor... Só um pouco! Não sou tão... Resistente assim. — Ele falou sôfrego. O moreno estava mesmo em seu limite.

Nesse momento ouviram vozes e Shion puxou o rei para trás de umas moitas.

— Silêncio... Não podemos ser vistos, seriamos entregues a Radamanthys por dinheiro.

E ele estava certo, mas o barulho vinha de uns andarilhos que passavam por ali, eles estavam a cavalo, e não pareciam muitos. Eles pararam e sentaram-se.

— Vamos ficar aqui um pouco, e depois seguimos, os guardas estão muito alvoroçados hoje, algo deve ter acontecido. — Um deles falou. Estavam em quatro. Shion teve certeza que Radamanthys tinha se dado conta de sua fuga. Mas uma vez o lorde não estava errado. Precisavam fugir, mas como?!

Hades olhou para o outro e seus olhos tinham um brilho estranho. — Shion, temos de sair daqui, ouviu o que ele disse, estamos numa situação complicada. Por favor, precisamos ir embora.

Aquilo soou como uma ordem, mas o lorde estava tentando salvá-los, movido pelo pavor de voltar para as masmorras, o rei levantou para sair dali, pisou em alguns galhos secos e isso chamou a atenção dos andarilhos.

— Quem está ai?! — Perguntaram e logo um deles levantou armado de uma espada e seguiu atrás de aonde vinha o barulho, agora era tarde para voltar a se esconder.

— Parados! — A voz soou forte e os dois pararam. Tinham uma espada apontada para si e não estavam armados. Mas nenhum deles estava disposto a se entregar, talvez morressem, mas não se entregariam sem luta. — Virem-se! — A ordem veio firme, e um tanto ansiosa. Os dois de moveram, e viraram de frente para quem lhes falava.

Mas nesse momento a boca de Hades abriu em descrença, do mesmo modo que a do homem que lhes falara. Ambos se olhavam intensamente, e surpresos. —Hades?! Mas como!?!

Shion olhou de um para o outro sem entender, mas logo falou. — Precisamos sair daqui, os guardas com certeza estão atrás de nós, querem nos capturar.

O homem o olhou e assentiu. — Vamos... Vocês explicam isso depois. — Ditou seco, e os levou consigo para perto dos outros. Ao se aproximar todos ficaram espantados. Mas a ordem veio firme. — Vamos... Acabou o descanso! Precisamos sair daqui, e temos companhia.

Os andarilhos levantaram e um deles olhou para os dois homens que ali se encontrava. E tornou a olhar para o homem que lhes tinha ordenado partir.

— Mas Thanatos... Nós não podemos... — Ia dizer algo a mais, mas o olhar frio dele o fez parar. Ele era o líder, e deveriam obedece-lo.

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No castelo, Radamanthys estava irado. O loiro tinha ido até a cela do pai. Ia dizer que já sabia com quem Kamus estava, mas ao chegar ali não viu o guarda que deveria estar ali, estranhou, mas a cela estava fechada. Quando a abriu, seu sangue ferveu. Dentro estava o guarda, mas seus prisioneiros haviam fugido. O rei rosnou de ódio.

— Seu idiota! Como os deixou fugirem?! – Perguntou enfurecido e sacando a espada, enfiou sem piedade no peito do guarda. —Incompetente!

Saiu andando apressado e ao longo de seu caminho ia gritando. — Guardas! O meus prisioneiros fugiram, achem-nos, agora! Achem Hades e Shion, e agora eu os quero mortos! Entenderam! Mortos!

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Milo ergue o braço levando o copo com uísque aos lábios sem presa alguma. Ele achava sentado na grande cama trajando somente uma calça folgada. Seu peitoral trabalhado encontrava exposto e a pele bronzeada brilhava diante da luz produzida pelo lampião.

Uma das pernas encontrava-se dobrada e a outra esticada. Encostado contra a cabeceira da cama, ele achava com seu olhar fixo em um ponto qualquer do quarto, mas sua mente estava longe. Ele revia os últimos acontecimentos e avaliava os riscos. Se não tivesse Kamus ou os dois jovens, eles cairiam dentro do ataque de Minos ou qualquer outro, mas agora precisava preserva a segurança de seu amante e amigos.

Ele olhou para o príncipe e deixou que o seu olhar suavizasse. Ele levou a mão livre até o topo da cabeça de Kamus e gentilmente acariciaram os fios verdes petróleos. Ele estava imensamente preocupado com o amante. Mesmo em um mundo onde magia, monstros e coisas surreais eram de conhecimento, lidar com um homem gravido não era para qualquer um. Milo queria ter certeza que Kamus seria bem cuidado e que não houvesse risco nenhum para ele e seu filho, por isso a decisão de ir para Zair.

Segundo Dégel, a mãe deles era natural daquelas terras e certamente o povo dali ajudaria.

Os dedos desceram dos cabelos macios para a pele acetinada do rosto. Percorreu os traços da face de Kamus até que a almofada de seu polegar repousou sobre os lábios finos e bem desenhados.

— Uhh! — Kamus resmungou remexendo na cama. Ele moveu-se colocando de lado e suas pálpebras tremularam e logo abriram revelando as íris azuis escuro. — Mi-Milo? Já amanheceu? — Perguntou ainda sonolento.

— Ainda não! Durma mais um pouco. — Milo disse colocando o copo com pouco da bebida no criado-mudo.

Mas Kamus não retornou a dormir, ele levantou e se aconchegou ao lado de Milo. Aninhou se no meio dos braços fortes do pirata e repousou sua cabeça contra o peitoral forte do mesmo. — O que foi? Parece preocupado.

Milo deu uma risadinha. — Vai me dizer que me conhece bem agora príncipe? — Milo foi felino. Mas Kamus não se importou pela rudeza dele, sabia que esse era jeito do pirata, contudo, ele ainda se importava consigo.

— Posso dizer que um pouquinho! As coisas parecem tão complicadas agora. — Kamus disse suspirando, Se não bastasse sua preocupação com a gravidez, tinha a caça aos fragmentos da pedra filosofal, o novo inimigo e os perigosos normais do mar.

— Uhh! Meu menino esperto! — Milo disse trazendo Kamus para mais perto. Suas grandes mãos começaram a distribuir carinhos pelas costas nuas do príncipe no que apoiou seu queixo contra o topo da cabeça dele. — Estava pensando em... Ficamos em Zair até a criança nascer. Não acho que o mar seja ideal.

— Mas temos que encontrar os fragmentos da pedra filosofal. — Kamus contestou. — E não vou ficar enquanto você vai viajar. Nem pensar.

— Kamus... — Milo tentou advertir.

— Não, e não! Ser me deixar para trás fugirei e irei atrás de você. Ser eu for ficar, ficará também, e ser for viajar, irei também. — Kamus disse convicto, mas sem sair da posição que encontrava.

Milo fechou os olhos e buscou acalmar. Normalmente não deixava ninguém mandar em si ou querer controla-lo, mas aquele era seu amante, quem carregava seu filho. — Tudo bem! Por hora não decidiremos nada. Vamos a Zair descobriremos mais sobre sua gravidez e veremos se pode ou não viajar. Agora cala a boca e durma.

— Sim, mestre. — Kamus disse brincalhão, mas realmente fechou os olhos e não demorou em que ressonasse fracamente. Ele dormir bem, mas por que estava bem pertinho do pirata, sentindo-se seguro e protegido.

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Algumas horas depois o sol raiou no horizonte e a vinda ao Escorpião Negro começou a rugir. Os marinheiros rapidamente ocuparam os seus postos sobre o comando de Mascara e Aioria, no que seu irmão Aiorio fazia questão de ajudar em tudo, ele realmente queria adotar a vida no mar.

Shaka, Kárdia e Shura achavam conversando com Milo, planejando algumas rotas e precações. Dégel achava fazendo companhias ao seu irmão, e juntamente com eles, estavam Mu e Afrodite. Os mesmos estavam na cozinha comendo os pães de canelas quentinhos que Mu tinha terminado de fazer, enquanto jogavam conversar banal fora.

E Kanon, que deveria está trabalhando com Mask, havia fugido furtivamente. Ele apressou os passos e agarrou o braço do sacerdote antes que entrasse na cozinha. Ele levou a adaga contra barriga de Saga, dizendo para ele não grita, e então o levou consigo.

Os passos foram apressados, e não demorou em que chegassem ao destino. O pirata abriu a porta e empurrou Saga para dentro e em seguida entrou trancando a porta.

Kanon não demostrou emoção, apenas seguiu até aquele homem que era tão parecido consigo e agachou diante dele.

— Seu idiota! O que pensa que está fazendo? Eu vou... — Saga grunhiu.

— Comporte-se e não o machucarei. Apenas quero falar contigo. — Kanon anunciou. — E nem pense em falar com o príncipe, ele não poderá salvá-lo. Mesmo que ele tenha Milo em suas mãos, o Capitão não volta atrás com a palavra, e ele me deu você.

Desconfiado Saga olhou para aquele pirata, e não pode evitar lembrar o que ele fizera consigo. — O que quer?

— Céus! Reclama mais que uma donzela safada. Apenas conversar. — Kanon disse sem muita paciência.

Ainda que temeroso, Saga manteve-se calado. Ele analisou aquele homem diante de si, tão parecido consigo, mas tão diferente.

Kanon sentou com as pernas cruzadas em frente ao sacerdote e observou por alguns instantes. Mas logo quebrou o silêncio. — Lhe darei duas opções!

— Como? — Saga indagou sem entender muito bem, encarando o outro.

— O príncipe Kamus não deixará o lado do Capitão, e mesmo que quisesse Milo não deixaria. Dégel não quer ficar longe do irmão e seu General Aiorios decidiu seguir a vida do mar ao lado do próprio irmão, assim... Está sozinho aqui!

— Isso é loucura! — Saga disse engolindo em seco. O que havia acontecido com todos os outros para simplesmente aliarem-se aos bandidos.

— Pois bem, pode decidir... Continuará como refém, o qual Milo matará em breve ou me fará mata-lo de exaustão no sexo. — Ele disse direito com sorriso safado. — Ou, aceitar ser meu escravo e o cansarei de exaustão.

Saga arregalou os olhos. — Que merda de opções são essas?

— Simples, ou morrer ou virar meu menino foda. Sua decisão! Ao menos na segunda poderá sair daqui e conferir se o príncipe está bem... Se não morrerá aqui... E talvez traga outros piratas para brincarem contigo... — Kanon disse como se fosse algo bem normal.

Saga engoliu em seco e virou a face. Independente do que escolhesse, no final, seria usado como prostituta barata por aquele homem. — Eu...

— Darei até chegarmos ao próximo destino para pensar... — Kanon disse levantando e olhando para a minúscula báscula do compartimento. — Que será daqui há três horas.

— Como? Que maldito tempo é esse? — Saga grunhiu. Ele estava cansado e sujo.

— Quem diria! Um sacerdote maldizendo. Muito feio isso. — Kanon disse brincalhão e saiu do quarto, deixando um atordoado Saga para trás.

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Dégel despediu-se de seu irmão e seguiu para o próprio quarto, o mais minúsculo, que fora hospedado no navio. Ok! Ele era intruso e nem devia reclamar, mas para quem não era acostumado, não realmente difícil.

Sua intenção quando seguiu para aquela viagem com o ferreiro e sua filha, foi justo resgatar seu irmão e ambos fugirem para algum lugar distante que pudesse viver em paz, mas a vida tinha um jeito de dar voltas.

Ele podia ver o quanto Kamus era feliz, como nunca antes, e que mesmo os piratas sendo bandidos, mal-educados e perigosos, o Capitão cuidava e amava seu irmão, e os demais fariam de tudo para protegê-lo.

No final, Kamus não iria embora, e com isso Dégel não sabia o que fazer. Kamus havia pedido para que ficasse no navio com ele, mas tinha suas duvidas que pudesse viver aquela vida.

E segundo, tinha aquele ferreiro. Não sabia ao certo o que sentia por ele, apenas que ficava confuso.

Antes que entrasse no pequeno quarto que dividia com Shina, Dégel girou sobre os pés, e seguiu em outro sentido. Ele bateu contra a madeira e antes de receber permissão, entrou. Deparou-se com o homem mais velho sentado na beirada da cama apenas com a calça.

— Deseja algo príncipe? — Kárdia indagou irônico.

— É... Apenas queria falar... Eu acho que ficarei em Zair. Quero dizer... E a terra natal de minha mãe, ela tinha família lá... Agora que Kamus decidiu seu destino, devo fazer o mesmo.

Kárdia arqueou uma sobrancelha. — E está me falando isso por quê? Acaso quer que peça para ficar?

Dégel corou e virou a face. — N-nada haver... Eu apenas... Achei que...

Kárdia levantou e seguiu até o príncipe, ao passo que esse recuou até que bateu as costas contra a porta fechada. Ele suspirou e encarou os olhos azuis do homem rustico.

— E se pedi para ficar? Se pedir para ficar comigo? — Kárdia sussurrou bem perto da boca do outro.

Dégel olhou para ele com seus brilhantes olhos verde. Era como se os dois estivessem perdidos dentro um do outro. Kárdia se inclinou quando Dégel ficou levemente na ponta dos pés e trouxeram suas bocas juntos em um beijo carinhoso e quente.

Ele se afastou um pouco e beliscou delicadamente o cheio lábio inferior de Dégel, sugando-o delicadamente. Dégel gemeu e abriu a boca, convidando Kárdia para deslizar a língua pelos recantos úmidos.

Dégel pressionou seu corpo irresistível para perto quando suas línguas deslizaram uma sobre a outra, sem pressa em explorar o beijo. Para a surpresa de Kárdia, a sua boca tinha gosto de baunilha. Kárdia tinha feito o seu quinhão de beijos, mas ele nunca tinha beijado um homem que cheirasse tão bem quanto saboreasse antes.

Ele aliviou as mãos pelas costas do príncipe, explorando todos os planos e curvas dela. Ele gostou da suavidade de seu longo cabelo verde-petróleo contra seus dedos, deslizou a mão sob o cabelo de Dégel em seu pescoço e puxou o homem mais baixo ainda mais para perto dele.

Ele sentiu Dégel trilhar os dedos pelo seu cabelo, até os ombros e em torno de seu pescoço.

— Fique! — Kárdia pediu em meio ao beijo.

— Eu... — Dégel não sabia o que dizer. Nunca se sentiu assim antes com nenhuma mulher que deitará. Era tão surreal.

Kárdia moveu suas mãos ao longo do cabelo e pescoço do homem sedutor, deslizando-as pelas costas até os suaves globos da bunda de Dégel. Ele fez com que tivesse uma boa aderência sobre elas antes de erguer Dégel fora do chão e até o seu corpo. Dégel gemeu e praticamente se arrastou até ele, envolvendo as pernas em torno dos quadris de Kárdia. Seus membros estavam aninhados um contra o outro enquanto seus beijos se tornavam mais apaixonados. Ele adorava a sensação incrível da dureza de Dégel esfregando contra a dele.

Dégel continuou beijando e chupando seu pescoço, fazendo arrepios correrem para cima e para baixo de sua coluna vertebral. Ele arquejou quando seu pênis começou a doer com a necessidade de se aliviar. Dégel inclinou contra a parede, Kárdia moveu ativamente seu pênis duro e mais rápido contra a ereção de Dégel. As pernas de Dégel estavam firmemente trancadas atrás dele e o ferreiro ofegava e gemia enquanto trabalhavam seus corpos juntos.

— Eu... Eu... Sim... Eu quero... Ficar com você... — Dégel disse incerto, mas ciente que era isso que seu coração queria.

Dégel puxou a boca para longe da de Kárdia e olhou diretamente em seus olhos.

— Nós vamos... — Kárdia disse. Sua voz soava áspera com desejo.

Mas antes que pudesse prosseguir a batida veio atrás da porta e a voz de Shina fez presente. — Pai... Estamos nos aproximando. Tio Milo pediu para prepararem o que levarão em terra.

Os olhos de Kárdia se ampliaram à sua resposta, mas antes que sua boca pudesse formar todas as palavras, Dégel tinha mais uma vez fechado a boca contra a dele. Quando ele começou a beijar Kárdia inconscientemente, Dégel começou a bombear a mão para cima e para baixo no falo de Kárdia.

— Não podemos! Não agora... Em terra... — O ferreiro disse ofegante.

— Sim! — Dégel ditou carente. Ele realmente precisava daquele homem. Se Kárdia decidisse ficar no navio, assim seria, ou em terra, igualmente. Em todas as situações Dégel queria ficar com ele.

Ele olhou nos olhos de espumantes cores diferentes e beijou-o levemente sobre os lábios melados.

Kárdia abaixou Dégel colocando-o no chão. O príncipe se apoiou pesadamente contra a parede e esfregou a protuberância considerável na frente de suas próprias calças com a palma de sua mão, gemendo enquanto observava Kárdia com os olhos cheios de luxúria.

Kárdia relutantemente quebrou o contato visual com o homem sexy e olhou ao redor. — Mais tarde, príncipe safado, mais tarde! — Prometeu dando beliscão na bunda do príncipe.

Continua...