Escorpião Negro
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Boa leitura!
A noite ia alta e os piratas do escorpião bebiam aproveitando o pouco tempo que tinham ali. O capitão Milo não gostava de demorar muito em um porto, afinal, eles eram invejados e por vezes caçados. Então se mantinha em alto mar, onde sabia se defender bem.
Em meio à bebedeira de seus homens, o capitão mantinha-se dentro de sua cabine, aquela noite ele tinha uma diversãozinha extra. E essa diversão atendia pelo nome de Kamus. O pirata havia se aproveitado de um deslize do príncipe e agora tinha seus lábios colados no dele, em um beijo quente e cheio de desejo.
Kamus tentou inutilmente sair daqueles braços, mas as sensações que aqueles lábios selvagens o faziam sentir foram minando suas forças. Logo ambos precisaram respirar e então Milo apartou o beijo e olhou firme nos orbes verdes do outro. Ambos se perderam ali. E logo um sorriso safado brotou nos lábios do mais velho. Sua mão livre procurou rapidamente subir o vestido e começou a apertar a coxa do jovem em seus braços.
— Me solte... Não me toque assim! Seu animal...
O príncipe estava cada vez mais nervoso. Aquelas mãos apesar de rudes lhe causavam sentimentos estranhos.
Milo estava adorando, na verdade chegava a se desconhecer, estava até sendo cavalheiro, afinal, nunca nem levou ninguém a sua cabine, pelo contrário, quando escolhia alguém fazia onde estivesse.
Começou a andar em direção a cama e quando soltou o rapaz ali,os planos do pirata foram por água abaixo, pois ouviu batida na porta,
— Mas quem ousa me incomodar?! Está querendo morrer?!
A voz do marinheiro saiu tremida. O marinheiro estava com certo medo, afinal, sabia que Milo odiava ser interrompido e era conhecido por sua crueldade.
— D-desculpe meu capitão, mas há um homem que deseja lhe falar e diz que é de seu profundo interesse... Ele se identifica como mensageiro...
Milo tremeu de ódio, mas soltou Kamus e o olhou. — Fique aqui, é para sua segurança... Alteza... — Falou fazendo uma exagerada reverência e uma expressão de desdém. — Ah é isso... — Mostrou o medalhão. — Ficará comigo!
Kamus ficou irado. — Seu! Devolva-me isso! — Falou e correu até a porta, mas o capitão assim como a abriu e fechou a porta rapidamente, trancando-a. Kamus bateu desolado na porta. O príncipe começou a chorar, e deixou-se escorregar até o chão. — Por quê? Por que tinha que ser desse jeito? Só queria paz, viver minha vida ou morrer... Mas que fosse livre e não escravo... Desse... Bandido, esse bastardo! — Mas mesmo falando dessa forma, levou as mãos aos lábios, por que havia sentido aquilo? O príncipe se perguntava.
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Milo foi seguiu o marinheiro até convés e viu o homem um pequeno barco. Desceu até ele sob o olhar atento de Aioria e Shaka. Ao chegar ao barco à espada do pirata foi em direção ao pescoço daquele que ousara lhe atrapalhar.
— Quem é você e o que deseja!?
O homem sob a capa levou a mão à espada e a retirou com calma e certa facilidade. — Calma escorpião! Vim apenas trazer-lhe algo... — Falava de forma tranquila, mas em momento algum abaixou a guarda. Milo o olhava desconfiado. O homem lhe estendeu um envelope selado. — Essa é sua nova missão, porém ela exigirá mais tempo... O senhor há de convir que nada é fácil, mas lhe trará um prêmio desejado por muitos. Está tudo nesse envelope, mas meu senhor lhe dará mais instruções aos poucos.
O capitão pegou o envelope e se afastou. Segurou a escada de cordas que lhe fora estendida, mas não deu as costas facilmente a ele.
— Diga a seu senhor que se eu aceitar a missão nos encontraremos em breve! — O pirata fora erguido, por Aioria e Mask. Quando chegou novamente ao convés, o capitão olhou para aqueles três e falou seco. — Em minha cabine agora... E Chamem o bêbado do Kanon!
O capitão seguiu até sua cabine, e abriu a porta, pegou Kamus sem muita delicadeza e o levou até aos aposentos de Shaka. O loiro abriu a porta e ele fez o rapaz entrar. — Fiquem quietinhas senhoritas! — Ele mesmo fechou a porta e saiu, indo com os quatros mais próximos até sua cabine.
Shura estava sentado no convés e olhava a escuridão, não tinha muito que vê, mas ao menos agora tinha um lugar para ficar e algo para fazer, mas ainda ia vingar-se a se ia.
Na cabine, quando Mu viu “a moça” que tanto a ajudara, sentiu certo alívio, mil coisas haviam passado por sua cabeça. Pensou que o escorpião a tinha estuprado e matado em seguida, dada sua fama, achou a tinha atirado ao mar por ela não se deixar dominar, ele mesmo dissera que ia jogá-la ao mar...
Assim, correu até Kamus e o abraçou preocupada.
— Pelos céus, você está bem?! Ele te machucou?!
Kamus a olhou e abraçou de volta. — Estou bem, aquele bastardo não fez nada... Só me roubou! Mas eu quero ir embora, tenho que sair daqui! — O de cabelos verdes soltou a “moça” e começou a andar de um lado para o outro. Foi até a porta e tentou abri-la, mas foi em vão. — Droga! — Ele falou irritado.
Mu também queria sair dali. — Ei moça... Escuta... Não é melhor esperar?! Sabe... Mesmo saindo daqui, como vamos sair deste navio?
Kamus bufou. — Olha... Eu não sou moça tá? Meu nome é Kamus! E eu sou um homem... E podemos ir de fininho, eles estão bebendo, nem devem prestar atenção a nada, dai eu jogo a escada e a gente desce e pega aquele bote e some daqui!
O de cabelos lilases estava sem palavras e sem ação. — Um... Homem... Ma-mas está de vestido... — Perguntou de olhos arregalados. — A-a- achei que... Co-como... Sabe?
Kamus o olhou sem entender, tinha uma sobrancelha erguida.
— Não seja tola... Não vê? Nem peitos tenho! — Falou batendo no peito. E em seguida a puxou pelas mãos. — Olha, seja lá o que estiver pensando, deixa para depois, temos que sair daqui!
Mu estava sem entender, mas pareceu acordar e assentiu, e levou à mão a saia e tirou dali um broche e com ele foi até a fechadura e um pouco de tempo depois a ouviu destravar.
Kamus ficou surpreso. — Mas como?! Não importa... Vamos! — Puxou Mu dali e com cautela, foram seguindo encostadas as paredes, a fim de não serem vistos.
O príncipe estava certo, os marinheiros estavam distraídos bebendo e com isso não os viram passar. Chegaram até o convés e juntos procuraram a pescada, a acharam. E foram logo pegá-la. Era a chance de ir embora daquele navio.
Dentro da cabine de Milo o capitão sentou-se. Kanon estava em pé próximo à porta, Mask também estava em pé e segurava uma garrafa logo atrás de Aioria que estava sentado e olhava com certa impaciência para Shaka, o médico estava sentado de olhos fechados.
— O que houve?! Quem era aquele sujeito e que queria... — O leão perguntou.
Milo respirou fundo. Estava um tanto preocupado. Os reunia ali como um conselho, não fazia nada só, e aqueles ali sempre estava o seu lado. Começou a andar de um lado para o outro e então começou a falar.
— Acredito que o tal Lord, quer algo de nós... Mas dessa vez não é algo simples! Posso sentir! Meu pelos se arrepiaram só de pegar o envelope, então temos de saber o que há nele, antes de tomar qualquer decisão. — Ele falou, como homem do mar e pirata experiente, o capitão do escorpião negro aprenderá a confiar em seus extintos.
Milo tocou o braço do loiro com o envelope e este pegou o papel e só depois abriu os olhos e abrindo-o começou a ler. — O bilhete diz: “Há um tesouro escondido, muito grande e valioso... Muitos já o procuraram, mas pereceram em suas tentativas... São caminhos perigosos e terras nem sempre habitadas pelos homens, é preciso coragem e determinação... O primeiro passo é encontrar a bussola de Arryn! Dizem que ela está nas mãos de um traficante de escravos, nas ilhas de ferro”.
Os homens naquela sala se entreolharam, não eram medrosos, mas era algo que nunca tinham feito.
— Certo! E agora a gente vai atrás de charadas? E pistas? Por que ele não diz que tesouro é esse?! Será mesmo que vale a pena ir tão longe... Por nada!? — Foi Mascará da morte que levantou tal questão.
Os companheiros olharam para o capitão. Era notório que ele havia expressado, o que os outros sentiam. Sentindo os olhares de seus “amigos”, Milo levou a mão aos fios azuis e olhou um a um nos olhos.
— Não sei qual o tesouro, mas me interessei por essa bússola, e a quero! Não sei que perigos enfrentarão... Mas seguirei em frente, sinto que é isso devo fazer! Esses segredos me instigam a curiosidade... Além disso, parece que finalmente conhecerei o tal “Lord”. Mas sabem que não vou forçá-los a isso... Então... Se qualquer um de vocês quiserem ficar neste ou em outro porto pelo caminho... Vou entender!
Os companheiros suspiraram, sabiam que ele era louco, mas não imaginavam que tanto. Aioria foi o primeiro a se pronunciar.
— Seu idiota louco! É isso que é! Louco! — O rapaz falou irritado e um tanto vencido o olhou sorrindo. — Eu irei contigo até o fim do mundo! Sabes disso, não te abandonaria, nem que disso dependesse minha vida!
Aioria era amigo de Milo e não o deixaria só. Shaka falou calmo.
— Ficar aqui? Para que?! O que está terra poderia me dar, está comigo. E irá comigo onde eu for. — O médico referia-se a Mu.
Kanon olhou pra Milo e franziu o cenho.
— Espero que minha parte seja bem gordinha, ou tomo o doutor! — Adorava implicar com Shaka e vê-lo perder a paciência. — E ainda não achei “algo” que me interesse, tenho que procurar!
Mascará da morte bufou — Estão todos loucos?! Perderam a razão? Pois bem... Não digam que não avisei... — Bateu com a garrafa na mesa e foi em direção a porta.
Milo abaixou o rosto, e sorriu de canto. — Então irá ficar neste porte?!
O de cabelos azuis espetados o olhou descrente. — E desde quando esse navio anda sem mim?! — Bufou e abriu a porta. — Quando zarpamos?!
Milo gargalhou. — Pela manhã, assim que o sol aparecer!
Deram-se por satisfeitos. Mas logo ouviram gritos e risadas. A vez diferente soou e atraiu a atenção daqueles cinco, em especial Shaka e Milo. Ambos correram a frente e não gostaram do que viram.
Dois piratas viram Kamus e Mu quando jogaram a escada e os pegaram, porém não respeitaram a ordem de Milo e ao invés de levar eles ao capitão, quiseram brincar um pouco com as beldades.
Um barbudo estava agarrado ao de cabelos lilases e tentava beijá-lo.
— Não! Me solta! — A jovem gritava em desespero e tinha no rosto banhado em lágrimas, uma expressão apavorada.
Já Kamus estava com a face corada, pois o homem gordo havia lhe batido e estava virado de costas e com o braço preso atrás de si. O homem tinha as calças no meio das pernas. Estava embriagado e nem ouviu o aviso dos outros.
Milo enfureceu-se e com ódio. Ele tirou a espada e passou no pescoço daquele homem, e a cabeça dele caiu ao lado do corpo e Kamus se viu todo sujo de sangue. O príncipe ficou em estado de choque, e o capitão com raiva, o puxou pelo braço.
— Mas algum engraçadinho vai querer mexer com o que é meu?!
O outro homem não teve destino diferente, pois Shaka se aproximou dele com sua faca, arrancaram fora o membro dele que gritava desesperado. O loiro o pegou pela gola e falou frio
— Eu disse que arrancava!
Não teve entre aqueles homens quem não colocasse a mão sobre o falo. Pareciam sentir a dor do outro.
Milo olhou aqueles homens e a sua fúria os deixava com medos profundos. — Acabou a festa! Vão dormir, zarpamos pela manhã!
Depois de ordenar aquilo, viu todos seguirem para seus quartos, olhou para Kamus e sua ira parecia não ter fim. Levou consigo para sua cabine, Shaka fez o mesmo com Mu.
Aioria, Kanon e Mask ficaram responsáveis de jogar fora os dois corpos ali, sim dois, por que Mascara da morte terminou o serviço que o médico começou.
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— Me solte... Seu bruto... — Kamus gritou. Ele esperneava e tentava murrar o pirata, mas tudo que fazia era se cansar e ficar com a respiração pesada.
Milo achava-se furioso. Ele odiava ser desobedecido, isso funcionava como catalisador para despertar a fera dentro de si.
Sem delicadeza ele empurrou o príncipe para o quarto e bateu a porta trancada atrás de si. De maneira grosseira, ele passou a retirar o cinto com a espada, o colete, as luvas e por fim, a blusa.
Kamus se moveu levantando-se do chão e se ergueu pronto para enfrentar o pirata, mas suas bochechas coraram e seus olhos tremularam. Ainda que timidamente ele captou aquele corpo másculo diante de si.
A pele bronzeada se estendia sobre os músculos definidos pelo manejo de espada, lutas e trabalhos pesados. Seus braços eram fortes, e no bíceps esquerdo jazia uma tatuagem tribal que distribuía-se até a metade do braço.
Seu peitoral musculoso elegia outra tatuagem, mas dessa vez era um escorpião negro que parecia andar na pele. Seu abdômen, quadris e abaixo do umbigo sugira a trilha de cabelos. A calça baixa e apertada denunciava as pernas torneadas e fortes.
— Gosta do que vê, príncipe? — Milo provocou com sorriso malicioso.
— Seu... Jamais me interessaria por alguém tão baixo e bruto. — Kamus disse desviando a face e afastando-se para trás. À medida que o capitão seguia para si, ele recuava, até que a traseira de suas pernas bateu contra a borda da cama dossel e com tudo caiu no leito.
— Pode falar algo com sua boca linda, mas suas reações me dizem outra. Vou ensiná-lo que o capitão do escorpião negro não se desobedece. Aqui será seu novo lá, sou seu mestre. — O belo homem disse. Milo continuou avançando. Ele subiu na cama e engatinhou sobre menor até que pareava sobre ele, que estava deitado no meio da cama.
— Seu animal... Não sou essas meretrizes que está acostumado a ter. — Kamus retrucou. Suas mãos foram contra o peito do escorpião tentando inutilmente afastá-lo.
— Se deseja ser tratado como uma princesa, assim será. — Milo disse.
Ele moveu o menor o colocando de joelhos na cama e de costas para si, pegou um tecido de seda vermelho e amarrou nos dois pulsos, garantindo que ficasse bem preso e depois enrolou na haste da cabeceira da cama dossel.
— Não... Me solte... Verme... — Gritou tentando-se livre, mas era uma algo inútil. — Ei... — Arranhou quando as mãos grosseiras do pirata rasgaram o vestido negro que usava, ao ponto que não passava de mero trapo, e o retirou de seu corpo.
— Que pele leitosa... Parece alabastro. — Milo disse lambendo os lábios. Seus olhos azuis percorreram todo corpo diante de si. As costas erguiam e faziam constaste perfeito com os cabelos verdes petróleo... A cintura era fina que cabia conjunto perto com seus quadris.
— Seu bárbaro... Vai pagar por isso... — Kamus disse. Ele fechou os olhos com força para impedir que as lágrimas caíssem. Não queria dar aquele homem o gostinho de vê-lo chorar. Aquele era a maior humilhação de sua vida, ter aquelas mãos calejadas tocando sua imaculada pele e aqueles olhos maliciosos vendo sua nudez.
— Que delícia... Vestiu até peça íntima feminina. Acaso gosta de vestir-se como mulher? — Milo provocou. Ele soprou uma jorrada de ar contra a orelha do menor e no final sugou a suave pele do lóbulo. Suas mãos apertaram a cintura deixando a marca de seus dedos, e depois brincou com o elástico.
Kamus usava uma típica peça íntima feminina, que era uma bermuda feita de um tecido bem leve e rendando, que seria da cintura aos joelhos, e depois continuava com uma meia-calça branca.
— N-não... Por favor. — Implorou. O efeito que os toques daquele homem do mar causava em seu corpo eram totalmente desconhecidos por si, e isso o fazia temer mais ainda.
— Seja bonzinho que serei gentil! — Milo disse. Ele retirou os cabelos dos ombros e nuca do príncipe e com seus lábios sugou a pele sedosa. Suas mãos desceram lentamente a peça íntima a deixando abandonada nos joelhos. Enquanto sua boca provocava a nuca, pescoço e ombros, suas mãos alisaram as roliças coxas e terminaram perdendo-se nas nádegas empinadas. — Que bundinha linda... Arrebitada... Aposto que ficara lindo com meu pau ficado nela. Deseja? Quer receber no seu cuzinho? — Provocou sedutoramente.
— Animal... — Kamus disse. Ele tremia avidamente. Suas bochechas pálidas ganharam tonalidade carmesim. Ele havia justo fugido do castelo para não se casar e se submeter a alguém cruel e arrogante, mas acabou nas mãos de alguém que seria pior.
— Não o tomarei logo... O ensinarei a ser um bom animal de estimação, ao ponto que suplicará por meus toques e lamberá o chão que piso. O curvarei perante mim, principezinho. — Milo disse amassando a bunda de Kamus com as grandes mãos.
Ele se afastou do jovem delicado saindo da cama. Seguiu até o closet que havia em seu quarto, que era justo o maior do navio, e tomou uma caixa presente. Dela retirou um frasco marrom e um mastro. Este último era feito de mármore na cor jade, e trabalhado a mão. Ele tomava a forma perfeita de um pênis, com as veias e a cabeça formada, mas de proporções pequenas.
— O que vai fazer? Não... — Kamus choramingou quando viu aquele objeto estranho nas mãos do pirata.
Com sorriso lascivo, Milo voltou a subir na cama e colocar-se atrás do príncipe. Ele deixou o plug de mármore de lado, e abriu o vidrinho. O virou em sua palma da mão e deixou o líquido transparente cair, e quando considerou suficiente, o fechou jogando em um canto qualquer.
— Sua voz fica linda quando implora! Chama-me de mestre e quem sabe eu pare! — Milo provocou.
Kamus mordeu os lábios, evitando que qualquer outro som saísse. Poderia sofrer fisicamente, mas não entregaria sua dignidade aquele ser.
— Muito bem, receba de bom agrado seu castigo! — Disse duro. Pelo visto aquele jovem mimado não seria fácil de dobrar. Meio bruto, Milo sentou sobre as pernas e com uma das mãos inclinou as costas de Kamus e abriu suas nádegas, permitindo que visualizasse a fenda. Seus dedos grandes e largos acariciaram o buraquinho antes nunca tocado.
Kamus fechou os olhos fortemente e mordeu aos lábios ao ponto de ferir. Seu coração pulsava em disparada.
Com um sorriso único Milo alisou a entradinha rosada, adorando os tremores no corpo do delicado príncipe. — Diga, quem é o seu senhor? — Milo indagou.
— Jamais! Criminoso! — Kamus bradou.
— Que teimoso! — Milo não deixou se levar pelas palavras do outro. Ele forçou o indicador contra o ânus. — Vê, ele é guloso... Está sugando meu dedo. Quer mais?
— Ahha... — Kamus gemeu ainda que baixo. Não chegava a doer, mas seu corpo sofreu tremores estranhos diante do ataque. Jamais tocará ou fora tocado ali, na verdade nunca tocou em seu próprio corpo de maneira lasciva, em sua mente era pecado.
— Confesse! — Milo disse. Vagarosamente seu dedo entrava e saia, até que considerando suficiente deixou que o segundo dedo entrasse na jogada, e com isso arrancou gemidos sofridos do príncipe. — Dói?
— Eu te odeio... Uhhh... Vai pagar por isso... Ainda te mato! — Kamus disse.
— É uma putinha! Está adorando isso! Veja... — Sua outra mão percorre a frente do corpo do menor e segurou firme a base do falo dele.
— N-não... — Gritou. Um tremor o percorreu e inutilmente tentou se livrar suas mãos, mas seu corpo o traía.
— Vê? Está latejante! Alguma vez esteve com uma mulher? Homem? Ao menos se tocou? — Milo indagou. Nunca tinha se divertindo antes... As reações do príncipe apenas o incentivavam.
— Cão dos... Inferno... — Kamus gritou.
— Ahahha... — Milo jogou a cabeça para trás e caiu na gargalhada. Pelo visto o príncipe começava a ficar desbocado. Seus dedos percorreram a cabeça esponjosa e colheu o líquido cremoso que debulhava. À medida que seus dedos iam fundo no traseiro do jovem príncipe, sua mão o levava ao delírio na frente. — Um virgem... Isso é delicioso! Vou usufruir bem de seu corpinho... Eh! Vai gostar? Será minha vagabunda. — Milo disse.
Kamus sentia-se derrotado. Em sua vida toda pensou em seu guarda para alguém que amaria. Quando fugiu do castelo quis justamente evitar ter que se deitar com alguém que não sentisse nada, mas no final, acabou em um fim pior.
Seu corpo o traia miseravelmente e era tratado literalmente como uma mulher de pirata...
— Tenha piedade! — Pediu em fio de voz, que mal seus próprios ouvidos captaram.
Milo retirou os dedos do casulo do menor e tomou o plug de cor jade. Ele era um pouco maior que seus dos dedos em espessura... Era o menor que tinha, mas considerava que para primeira vez, era a melhor opção.
— Vai aprender de uma forma ou de outra, a quem pertence! — Milo disse. Lentamente começou inserir o frio objeto no ânus do menor.
— Uhhh... Não... Tira... Dói... — Kamus choramingou. Sentia-se rasgado ao meio. Era estranho ter algo entrando em si.
— Delicia! Que visão divina. — Milo disse lambendo os lábios. Ele levou o plug até o final, e sorriu ao ver a maneira que a entrada do menor esticava para comporta o objeto.
Incapaz de deter-se, ele inclinou-se para frente e lambeu a borda do pênis artificial. Circulou a rosada entrada, e sugou o períneo do príncipe. Sentiu-se em estases ao captar o longo gemido de Kamus e a maneira que seu corpo se contorcia.
Kamus deixou as lágrimas caírem quando seu corpo foi ao abismo. De seu falo o gozo jorrou sem medo e seu corpo foi acometido por uma eletricidade nunca sentida antes. Seu coração bateu tão forte que julgava que ele pararia a qualquer momento.
A humilhação amargurou sua boca e ele começou a balança diante do choro. Não impediu os soluços, a sinfonia de sua vergonha e derrota. Não lutou quando o capitão retirou o tecido de suas mãos ou arrastou para deita-se na cama.
Milo inclinou sobre o príncipe e beijou o topo de sua cabeça. — Durma... E isso... — Mexeu no plug. — Isso ficará aqui como prova de sua desobediência... Seja um bom menino que serei gentil, me irrite e serei cruel!
— Quero que morra! — Kamus disse em choro. Deitado de bruços na cama e com a vergonha espantada em seu corpo, foi incapaz de mover.
Sentiu o peso do pirata deixa a cama e tão logo o som de porta abrindo e fechando, mas ainda assim, não foi capaz de mover um músculo. Perdido em seu choro, ele acabou caindo no sono profundo, coma esperança que dia melhores viriam.
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O serviçal corria desesperado pelos corredores do castelo. Seu coração em batidas fortes, e suas feições agoniadas. Ela desviou de algumas pessoas, e por fim chegou ao seu destino abriu a porta com tudo.
Arfando colocou-se ao lado da grande mesa que era enfeitada pelos mais apetitosos e belos alimentos. Naquele banquete tão pomposo, apenas três pessoas se faziam presentes desfrutando, ao que uma fila de empregados estava aposta do lado para servir em qualquer algo mais solicitado.
Na cabeceira da mesa achava-se a figura mais imponente do recinto, diría-se do reino, ao que nas duas pontas opostas achavam-se aqueles que eram seus filhos, e treinados para no futuro – de preferência bem distante – Assumir seu lugar.
O rei acenou com a mão para que a empregada falasse, sem nunca pousar seus olhos nela.
— Majestade, temos que fala que não encontrei o príncipe Kamus em nenhum lugar! — Disse com os olhos no chão e visivelmente com medo.
— Procure direito sua incompetente, ele deve estar nos jardins, aquele fresco. — Radamanthys disse sem delicadeza. Ele parecia feliz com aquela algazarra. Sua face inchada denunciava que bebera a noite toda, mas para não contrariar seu pai, acordara cedo.
— Procuramos senhor! Em cada canto, por horas, mas ele simplesmente sumiu. Revistei sei quarto, e alguns pertences pessoas sumiram. — Falou.
Hades bateu com tudo a mão sobre a mesa, fazendo os empregados se assustarem e temerem de medo.
— Pai... — Dégel começou a falar para amenizar a situação, mas o duro olhar do rei, o fez recuar.
— O fedelho resolveu dar de rebelde! Aposto que deve está perto... Irei pessoalmente encontrá-lo, meu pai! — Radamanthys disse mostrando-se prestativo.
— O traga a minha presença, dessa vez não serei passivo, o pegarei como exemplo para ensinar que ninguém me desafia. Os dois o achem! — Hades disse jogando o guardanapo na mesa e levantando. — Siga-me! — Ordenou a empregada. Na certa ela seria usada como saco de anti-estresse.
A jovem temerosa e lutando contra as lágrimas seguiu o rei. Radamanthys ficou olhando com um sorriso cruel, ele na certa daria tudo para participar, ao invés de ir procurar por seu irmão menor.
— O que foi? — Indagou diante do duro olhar de Dégel.
— Nada, mexa-se! — Disse levantando. Naquele momento se arrependia de ter ajudado Kamus fugi, pois agora tinha um pai furioso e sabe-se lá onde o jovem tinha se metido. Kamus era alheio à realidade do mundo.
— Mau humor?! Devia foder mais para largar de ser rabugento. — Radamantyhs disse levantando e seguindo o outro.
Dégel queria ter Radamanthys junto a si para procurar Kamus, pois obviamente ia engabelar de maneira que nunca achassem o caçula. Sabia que se Kamus fosse achado, enfrentaria a fúria do rei, e levando em conta sua saúde frágil, poderia matá-lo.
Continua...
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