Notas iniciais
Hannah: Momentos de alívios e tensão surgindo... A vida deles nunca é tranquilas! Agradeço todos que estão acompanhando, logo teremos mais!

— Me solte! — Kamus grunhiu. Esforçou-se para retirar as mãos nojentas daquele homem de seu braço, mas não teve muito sucesso. Enquanto os piratas do Escorpião e até do Griffon lutavam contra a besta gigante, Minos arrastou o príncipe para fora da caverna.

— Fique quieto ou o cortarei lentamente. — Minos ameaçou.

Ele precisava sair dali, agora que tinha seus dois objetivos. Havia tomado o fragmento do Ciclope e ainda tomou como despojo um príncipe bastante apetitoso. Ele sentiu desejo crescente por aquela criatura exótica. Decidiu que não daria para o idiota do Siegfried, tomaria o príncipe como seu amante. Ah! Isso certamente quebraria o infame capitão do Escorpião. Ele percebeu a forma amorosa que Milo olhava para aquele menino.

— Eu disse para tirar suas mãos de mim. — Kamus gritou. Seu corpo vibrou, e Minos tirou a mão de seu braço como se pegasse fogo.

— O quê? — O capitão gritou ao ver a palma de sua mão vermelha, mas rapidamente ignorou a dor. — Quer dizer que é especial...

Kamus distanciou-se daquele pirata. Sua raiva cresceu profundamente. Não aguentava mais as pessoas tratando-o como bem queria, como mero objeto. Isso incluía Milo. Sabia que o capitão do negreiro nutria sentimentos por ele, porém tinha que aprender a confiar mais nele e não o tratar como donzela. O simples fato de está gravido não o tornava inválido.

— Eu disse para tirar suas mãos de mim. — Kamus gritou. Seus olhos verdes tomaram uma coloração prateada. Uma aura poderosa pareceu rodear seu corpo.

Minos deu um sorriso ganancioso. Oh! Pelo visto o príncipe era bem mais especial que considerou. O pirata sacou sua espada e colocou-se em posição de lutar.

— Kamus?

A voz de Milo o distraiu por meros segundos o príncipe, e Minos viu sua chance de capturá-lo novamente, contudo, antes que tocasse novamente Kamus, esse o olhou feroz e ergueu a mão.

— Fique longe, maldito! — Gritou. Uma luz vermelha brilhou ao redor da sua mão e Minos voou alguns metros para trás, caindo em um baque contra areia da praia.

Milo colocou-se ao lado do amante e olhou pasmo. Sabia que Kamus tinha poderes, mas não associou a grandeza que poderia ter. Pelo visto seu amado poderia cuidar-se perfeitamente, no entanto isso não inibia a raiva do capitão por esse desobedecê-lo e colocar-se em perigo.

Milo olhou perigosamente para o pirata inimigo.

— Estou cansado de sua interferência, Minos. — Gritou e avançou para o outro, sem esperar que esse levantasse.

Minos agiu rápido e bloqueou o golpe de Milo com uma adaga. Deu um salto e levantou posicionando em defesa. Ele afastou alguns passos e deu um giro escapando de outro ataque do Escorpião e recuperou sua espada.

As duas lâminas chocavam-se em fúria e tinlintar enquanto a sagacidade pintava a face dos dois foras da lei.

Kamus manteve-se no mesmo lugar e acompanhava o árduo duelo. Estava pronto para interferir acaso seu amado tivesse em desvantagem, porém Milo não era conhecido por sua suavidade. O homem parecia um verdadeiro monstro marinho encarnado, tamanho era sua fúria.

Minos teve dificuldade de proteger-se contra os fortes golpes de seu arqui-inimigo. Ele viu a oportunidade para chegar ao príncipe e tomá-lo novamente como escudo, porém antes que chegasse a Kamus, Milo o chutou no estômago e o cortou com sua lâmina.

— Ahhh... — Minos gritou quando segurou seu pulso direito agora desprovido de sua mão. O Escorpião havia decapitado sua mão em um único golpe.

— Isso é a consequência de tocar naquilo que não lhe pertence. — Milo disse com a voz carregada de desprezo.

O ódio brilhou nos olhos de Minos. Ignorando a dor em seu braço e o sangue que jorrava, ele se ergueu e tomou a espada com a outra mão. Gritando, correu em sentido ao maldito pirata. Não ia deixar vencer-se por um pirralho. Mas antes que alcançasse Milo, seu corpo foi paralisado.

Milo arqueou sobrancelha e olhou para seu amante. Kamus tinha a mão estendida e olhava perigosamente. O Escorpião não pode deixar de gemer e sentir seu pênis inchar nos confins de sua calça. Oh! Seu príncipe ficava tão sexy com aquele olhar perigoso.

— Estou cansado disso! Quero ir embora. — Ele falou. — Milo, pegue o fragmento.

Milo nunca obedecia a ninguém. Ele era a lei, entretanto com prazer fez o que seu príncipe pediu. Aproximou-se de Minos e tomou o fragmento da pedra escondido no bolso de seu casado. Afastou-se e colocou-se em pé ao lado esquerdo do príncipe.

— O que fará? — Perguntou animado.

— Testar meus novos poderes. — Kamus disse, ele fechou a mão em punho e ouviu Minos gritar. O pirata segurou a cabeça e caiu de joelhos, porém era tarde, por que no instante que caiu contra área a sua cabeça explodiu.

Carne, sangue e massa cerebral espalharam-se por toda a areia outrora branca.

Milo arregalou os olhos e sentiu seu estômago revirar, e considerando que ele era acostumado a carnificina, aquele cenário era mais asqueroso até mesmo para o homem acostumado a crueldade.

— Uau! Lembre-me de não irritá-lo. — Disse num tom divertido.

Kamus o olhou irritado. — Eu quero ir embora dessa porcaria de ilha. — Grunhiu.

— Nós temos... — Milo ia dizer que teria que socorrer seus homens que lutavam contra o Ciclope, mas calou-se ao ver os outros correndo. — O quê?

— Corram! — Mask gritou.

Os olhos de Milo se arregalaram ao ver o, gigante correndo logo atrás de seus amigos e parceiros. Ele tomou a mão de Kamus e o puxou. Colocou o máximo de velocidade em suas pernas enquanto seguiu para o meio da floresta.

O Negreiro estava do outro lado da ilha, assim tinham que atravessar a floresta, todavia era o caminho mais seguro, por que o Ciclope teria maior dificuldade de alcançá-lo em meio às árvores.

— O que fizeram? — Milo gritou.

— Digamos que enfurecemos a fera. — Disse Kárdia.

Eles sentiram seus pulmões queimaram por não alcançar o ar tao rápido quanto necessário. Kamus tropeçou algumas vezes, no entanto foi impedido de cair pelo amante que continuou puxando-o.

— Fa fu... Vou comer todos vocês... — Polifemo gritou.

Após alguns minutos, eles alcançaram a praia do outro lado da ilha e viram o Escorpião a alguns metros da margem da praia. Mais rápido que poderia, o grupo entrou no pequeno barco, e Kárdia e Aioria dividiram a tarefa de remar em sentido ao grande navio.

Kamus respirava com rouquidão enquanto sentia seu coração pulsar loucamente em seu peito. Ele tomou a mão de Milo e apertou os dedos. Olhou para o monstro na faixa de areia gritando enfurecido.

— Oh merda... Ele vai jogar pedras. — Mask gritou.

Todos olharam para Polifemo. O ciclope pegou uma grande rocha e usou sua força para jogá-la contra o frágil barco. Não os acertou, maz causou instabilidade na água, quase fazendo o barco virar.

Kamus sabia que não teriam nenhuma chance se fossem acertados. Assim, ele ergueu novamente a mão e mirou na fera. Sua mão brilhou segundos depois, ouviram o grito do Ciclope. Todos viram a fera gritar e tampar seu olho.

— O que fez? — Aioria perguntou.

— Apenas o ceguei momentaneamente. Acho bom remar rápido, não sei quanto tempo durará. — Kamus disse.

Milo foi rápido quando viu seu amante perder a consciência. Ele segurou o corpo do príncipe que tombou para o lado. Puxou-o para seu corpo e acariciou o rosto pálido.

— Ele está bem? — Kárdia perguntou.

— Sim, apenas desmaiou. — Ditou.

Quando finalmente chegaram no Escorpião Negro, subiram a bordo sendo recepcionados pelos demais. Dégel correu até o irmão e o Capitão.

— O que fez com ele? — Indagou irritado.

— Ele está bem, Dégel. Apenas desmaiou. — Kárdia disse tranquilizando o amante e puxando-o de perto do capitão. Sabia que quando Milo estava na forma protetora do príncipe, ele não se importava com quem fosse, e eliminaria, mesmo que fosse seu cunhado.

— Kanon, nos tire daqui. Shaka na minha cabine. — Milo ordenou.

— Ouviram seus lixos do mar. Içem as Velas... Mude o curso do negreiro... Vamos para alto mar. — Gritou Kanon, e rapidamente todos os marujos colocaram-se em movimento para cumprir as ordens.

Shaka seguiu seu capitão para cabine. Sendo medico do navio, cabia a ele garantir o bem-estar de todos, ainda mais o bem mais precioso do temido Escorpião.

Afrodite aproximou-se de Mask conferindo que estava bem e foi tomado por um beijo possessivo pelo pirata, antes desse dar-lhe tapa na bunda e seguir para ajudar na movimentação do navio. Precisava garantir que tudo estivesse em adequado estado para que saíssem bem rápido daquelas águas.

Mesmo com Minos morto, o seu navio estava algumas milhas deles, e não podia lidar com piratas sem comando agora.

Aioria olhou para Sorento que detinha a pequena criança nos braços e grunhiu, seguindo para ajudar Shura com algumas grossas cordas.

Os demais seguiram para a cozinha, Mu, Afrodite e Dégel. Eles iam preparar alguma refeição, pois com toda aquela agitação, logo teriam diversos homens casados e com fome.

Homens preguiçosos não eram tolerados em navio pirata, cada um devia contribuir para o bem-estar de toda tripulação.

Shina ajudava Aiolios e os outros marujos em deixar os canhões prontos para o caso de precisarem usar.

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No reino de Loutrec uma aura negra parecia pairar em cada recanto. Os cidadãos viviam com medo e não sorriam. Até mesmo os reinos vizinhos ou comerciantes que faziam negócios com o reino, evitavam-no.

Alguns habitantes até arriscavam em sair do país, mas as fronteiras eram fortemente vigiadas, mais pareciam prisioneiros do que cidadãos orgulhosos, como foram outrora.

Se antes diziam que o Rei Hades era frio e cruel, agora eles sentiam saudade dele, pois mesmo que regesse com mão de ferro, ele era justo, bem diferente de Radamanthys.

O homem de cabelos claros andava inquieto na sala do trono com uma carranca de ódio.

— Eu quero entender como puderam deixar o imbecil do meu pai fugir? — Ele gritou para os guardas ajoelhados contra o piso de mármore frio. Era visível que os homens tremiam de medo. — Eu os quero de volta, e logo! — Ditou cada vez mais irado.

Siegfried tinha saído em busca de seu irmão Kamus, e não tinha notícias dele há dias. Começava pensar se havia fugido em sua covardia ou morrido. Seria um inútil ao menos para testar sua paciência.

Radamanthys via seus planos despenca no chão. Parecia estar cercado de incompetentes.

Dégel havia fugido e conseguido aliados. Havia sido visto com algumas pessoas, que rapidamente descobriu ser parentes do Pirata Milo. Se suas fontes estavam certas, ele havia juntando-se a Kamus no Escorpião.

Havia entrado em contato com os reinos vizinhos para formar uma aliança, alegando que seus irmãos eram desertores, mas esses não mostraram interesse em ajudá-lo. Vermes! Iria esmagá-los como se fossem meros insetos.

Ele devia ter matado Hades quando teve sua chance. Quanto a Kamus, ele tinha outros planos para seu irmãozinho. Precisava dele vivo.

Não era por acaso que tinha contratado os serviços de Minos e enviado Siegfried junto. Conhecia bem o pirata, e havia feito um acordo escondido com ele, para que matasse Siegfried e trouxesse Kamus para ele.

Radamanthys grunhiu e andou a passos firmes até a fileira de guardas ajoelhados. Ele tomou a espada do primeiro e fincou-a sem dificuldade no peito do mesmo. O viu morrer em segundos e cair no chão. O sangue vermelho espalhou com rapidez no chão branco.

Apontou a espada suja de sangue para os outros cinco. — Serão os próximos se falharem novamente. Tragam o meu pai e irmãos. Eu os quero aqui em três dias, do contrário, os matarei lentamente. — Ameaçou. Iria deixar a brincadeira de lado, agora, aqueles inúteis iriam conhecer sua verdadeira fúria. Não havia mais jogos ou disputas, pois estava sem paciência.

Ele saiu da sala do trono e ordenou para a empregada que transitava no corredor para limpar aquela bagunça. Ele precisava de ajuda e sabia muito bem a quem recorreria. Normalmente não gostava de usar as habilidades daquela mulher, considerando o fato que ela era manipuladora, mas a situação pedia medidas extremas.

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Os galhos pareciam revoltados, pois batiam causando pequenas feridas a medida que seguiam pela trilha. Para escapar de seus perseguidores, eles tinham que seguir pelo caminho mais difícil.

Hades era o menos preparado para seguir aquele caminho. Acostumado a viver dentro dos domínios do castelo, ele não conseguia seguir muito tempo naquela fuga.

Olhou para o homem que os guiava e respirou fundo antes de perguntar com tom autoritário.

— Onde estamos? Estamos andando há horas e não chegamos a lugar algum! — O ex-rei perguntou irritado.

Thanatos parou de andar e o olhou. Ele não lembrava de Hades ser tão exigente ou mimado quando era mais jovem, mas também, muitas coisas mudaram desde então.

— Estou tentando salvá-lo, não percebeu ainda Hades? Vamos a Zahir ou já esqueceu? Meu pai saberá o que fazer em relação ao veneno em seu corpo. Consegui eliminar apenas uma parte com os chás que lhe dei. Eu fui claro agora?

Thanatos parecia muito irritado com a autoridade do ex-rei de Loutrec.

Shion olhava quieto para aqueles dois. Havia um clima estranho entre eles, desde que começaram a viajar para Zahir.

— Por favor, senhores! Não queremos desentendimentos. Por que não paramos um pouco. Estamos cansados, todos... Não há nenhuma cidade perto? — Perguntou de forma sábia e tranquila.

Thanatos respirou fundo. Tinha que admitir que aqueles "nobres" não tinham o preparo que ele e seus homens tinham para aquela viagem.

— Há um convento aqui perto, um lugar onde dizem todos é bem-vindo. Estamos à margem da cidade de Zenith.

Os olhos de Shion se arregalaram ao ouvir aquelas informações e sentiu o coração disparar.

— Zenith... Céus!

Shion parecia feliz. Havia naqueles olhos certa satisfação. Não era para menos, estava na cidade de seu amado e poderia vê-lo.

Pareceu bem mais disposto agora. Thanatos estranhou aquilo, mas não ousou indagar ou pensar muito. Eles retornaram a caminhar em sentido ao Convento. Levaria algumas horas para chegar nele, ainda mais com passos lentos e cansados.

Hades olhava tudo em silêncio, não queria estar ali, contudo não tinha o que fazer, precisava ficar bem para enfrentar Radamanthys.

Ao chegarem ao convento, Thanatos puxou a cordinha fazendo o sino soar, anunciando a chegada de andarilhos. Não demorou para que uma jovem de olhos gentis abrisse a porta. Ela olhava desconfiada para aqueles homens, todavia entre eles reconheceu um e sorriu.

— Senhor Shion! Que bom que retornou. O meu senhor não está nada bem... Esses... Esses cavalheiros estão com o senhor? — A menina falou com certa aflição.

— Sim, sim estão comigo, esses cavalheiros são de bem. Podemos pousar aqui está noite? Estamos exaustos. — O lorde falou com gentileza e respeito.

Ela assentiu e guiou os homens para dentro do local. Assim que a porta foi fechada, uma escolta de soldados do rei passou ali, por pouco não foram vistos.

Uma vez dentro do local, aqueles homens o olhavam com certa estranheza. O silêncio reinava por trás daqueles muros, tudo era muito grande e simples, passaram por um jardim, muito encantador, porém não pararam, seguiram Shion para o interior do local. Foram apresentados a um frade que os mostrou onde poderiam ficar e que providenciaria algo para eles comerem.

Shion os deixou ali com o homem e se afastou, seguiu em silêncio para outra parte do local. Ali, parecia uma área particular. Entrou em silêncio, passando por uma grande porta de madeira, chegando a um imenso jardim.

Apressou os passos chegando à casa principal, era bela, embora simples. Adentrou com certo receio e seus passos faziam barulhos devido ao silêncio tão grande que se instalara ali.

Chegou onde queria a porta de madeira com uma rosa negra talhada nela, transmitia uma sensação de morte. Levou a mão ao trinco e ele cedeu a sua força, entrou e seus olhos o viram ali, na cama, de olhos fechados.

Correu até ele e tocou-lhe o rosto. — Albáfica... Al.. — Falou baixo, quase inaudível. Abaixou o rosto e toucou seus lábios nos de Albáfica.

Mantinha os olhos fechados e sentia a fragilidade do amado.

Albáfica dormia, entretanto ao sentir os lábios quentes o reconheceu, ele se deu conta da loucura que o outro fazia o afastou.

— O que está fazendo? Sabe que não deve me tocar assim! — Ditou com dificuldade para falar. — Onde estava? Por que está tão magro e machucado? Fale-me! — Pediu e rapidamente rodeou os braços no pescoço do outro. Sentiu lágrimas quentes descerem e chegou a pensar que ele o tinha deixado.

Shion sentiu uma culpa terrível, no entanto não podia mudar o que houve. Quando desfez o abraço, sorriu tocando o rosto de Albáfica, e o beijou novamente.

Albáfica queria impedir, no entanto não conseguiu, e acabou entregando-se aquele beijo. Dessa vez sentiu sua pele queimar, quando a mão de Shion a tocou por baixo da camisola que usava.

— Aahhh... — Gemeu com os olhos fechados e rosto vermelho. Apartou o beijo, para poder lembrá-lo que não podia. — O que... Shion sabe que não...

Suas palavras morreram ali. O mais velho parecia não ligar para mais nada, pois assim que ele começou a falar, o mesmo dava beijos por seu pescoço, mordendo o lóbulo de sua orelha. O ouvindo gemer e ofegar com seus toques, o desejava e ainda que morresse seria feliz por que esteve com ele.

Com suas mãos foi subindo o tecido, revelando a pele linda do outro, com algumas manchas roxas, referentes à sua doença. Não se importava, apenas o desejava.

O olhava com devoção, abaixando o rosto, e encostando-se ao abdômen magro de Albáfica.

A pele sedosa o deixava extasiado. Beijou a barriga sequinha de Albáfica e lambeu, sentindo os pelos arrepiarem-se com seus toques. Desejava que o escorpião conseguisse a pedra, ou morreria com Albáfica quando este o deixasse.

Seus pensamentos foram interrompidos por batidas na porta. A voz suave de Sasha se fez ouvir.

— Senhor... Peço que venha comigo... Precisa vir... Há guardas se aproximando.

As palavras da jovem fizeram Shion para o que fazia. Olhou para Albáfica e falou doce:

— Logo estarei de volta. Agora preciso ir, é para o seu bem. — Disse carinhoso, todavia Albáfica segurou a sua mão.

— Me leve... Não me importa para onde, me leve... Não me deixe mais só... Achei que ia morrer sem lhe ver de novo... Me leve!

Os olhos azuis suplicavam marejados. Estava agora dividido, se ele fosse poderia morrer mais rápido, mas se ficasse... Poderia perdê-lo sem o ver.

As batidas na porta se repetiram. — Senhor... Por favor, seja rápido!

O que fazer agora? Como agir? Onde estava o escorpião agora? Onde?

Continua...