Notas iniciais
Desejo a todos um restante de final de semana recheada... aos que que fizeram Enem.... Que os capítulos de hoje ajudem a relaxa... Boa leitura!

Enquanto esperava a resposta de Milo, Shion encontrava-se apreensivo, o homem pensava no quanto dependia daquele pirata, mas de certa forma confiava mais nele do que em qualquer outro! Abaixou a cabeça e suspirou, quando a ergueu, olhou nos azuis sérios e firmes do escorpião, e o viu então abrir a boca.


— Quero sua palavra que pagará o preço que eu quiser!


O de cabelos verdes assentiu. — Tem minha palavra! — O Lord sabia que aquilo era perigoso, mas nada mais lhe valia mesmo a pena. Milo era sua única esperança, a última esperança de um homem em desespero. — Me traga a pedra! É tudo que quero!


— Você a terá! — O pirata ditou e logo o Lord sorriu de canto e mostrava-se aliviado.


— Muito bem, então me deixe lhe dar umas coisas que vão auxiliar em sua viagem! — Shion falou e foi pegar um pequeno baú, voltou com o objeto e entregou a Milo. – Aqui dentro, tem um mapa dizendo os locais onde os pedaços se perderam, algumas instruções e um pouco do que receberá. Mas a algo que preciso dizer antes que vá... — Ele pareceu hesitar, e nesse momento Misty se aproximou do seu senhor e ditou algo no ouvido dele.


Shion endureceu um pouco o cenho, mas falou para o loiro. — Vá... Prepare a carruagem... — O rapaz fez uma reverência e saiu dali. Shion olhou para Milo e Kamus e então explicou. — A guarda real está a sua procura alteza... — Falou olhando para o mais jovem deles. — E estão indo na casa de todos que por ventura, tenham tido algum contato com o príncipe e que possam escondê-lo.


Milo olhou para Kamus com o olhar estreito. — Conhecia esse homem?! — A pergunta veio dura, mas o ruivo parecia calmo, e apenas acenou negativamente com a cabeça. Mas olhou para Shion o avaliando.


— Então sabia que eu era príncipe?!


Shion sorriu e com certa calma falou explicando a situação. — Sim Kamus, eu sabia sim! Eu fui seu professor, nas primeiras letras, mas foi por menos de um ano, logo fui chamado a lecionar no templo Njörðr... Ali minha vida mudou, depois vim para cá e não sair mais!


Kamus estava perplexo. — Templo de Njörðr?! Então conheceu Saga?! Ele era meu amigo... Mas teve eu ir embora para lá... Meu pai está a minha procura? Possivelmente quer cumprir a promessa ao Lorde, que me case com ele... Não vou! — A voz dele era fria e cortante, seu olhar não era diferente.


Milo não soube explicar o que sentiu, mas sua mandíbula enrijeceu quando o jovem príncipe perguntou a respeito daquele homem, “Saga” Quem seria ele?! Mas se aparecesse em sua frente e percebesse que o menor sentia algo, nem que fosse um fio de interesse nele, o mataria!


Shion olhou para Kamus, e falou. — Sim, seu pai está a sua procura, mas sua vida corre grande perigo! Não pode ficar em terra muito tempo, se o acharem, será seu fim! — O homem falou, sem responder a respeito de Saga. Viu Misty aparecer à porta, e sabia que já estava tudo pronto para a partida do pirata. — Escorpião meu conselho... Aquele do qual lhe falei!


Milo o olhou e esperou que ele falasse. — Às vezes somos postos a prova, nessa missão, sua coragem, sua esperança, seus desejos serão provados, porém acima de tudo, haverá um momento em que seu coração terá de escolher... E quando esse momento chegar... Pese bem em cada coisa, e não se deixe levar pelo momento e nem pelas emoções! Agora vão!


As palavras de Shion surtiram em Milo um efeito devastador, ele sabia lidar com assaltos, tesouros e perigos mil, entretanto não com seus sentimentos, e muito menos com seu próprio coração. Se o que aquele disse era verdade, esperava que pudesse agir pela razão.


Ele saiu dali com Kamus e entrou na carruagem juntos com Misty. O loiro olhava para o príncipe com desdém e para Milo com desejo. Aquilo enfureceu o príncipe e ele encarava o outro que fazia questão de ignorá-lo. Isso o deixou o de cabelos verde cada vez mais irado, e tal era sua raiva que tinha uma vontade louca de esganar ele, e ao pensar isso encarou o loiro mais uma vez.


Misty que estava distraído começou a sentir algo estranho. Ele levou as mãos ao pescoço e tentava soltar-se de algo que nenhum deles via. Sentiu falta de ar, e aquele aperto foi aumentado. Olhou para Kamus que olhava fixamente para si.


Milo moveu-se a fim de ajudar o rapaz, contudo com o movimento do pirata, o príncipe pareceu acordar.


Finalmente Misty voltou a respirar. Ele estava suado e perturbado. Olhou para o de cabelos verdes com pavor. Milo olhou para Kamus que se encolheu. Nem ele entedia aquilo.


O resto da viagem fora feita em silêncio, mas Misty não olhava mais para Milo e mantinha-se na defensiva em relação à Kamus. A carruagem seguia rápida pelas ruas e logo chegaria ao porto.


–oo0oo-


Na casa de Shion, o lorde estava em seu salão quando um serviçal o chamou, avisando que tinha alguém a sua esperar. Seguiu elegante para o local, e ao entrar seus olhos pousaram sobre alguns soldados. Eles estavam mesmo à procura do príncipe, e como Shion já tivera contato com ele, foi a sua procura.


Um jovem de cabelos castanhos-claros e olhos verdes que parecia ser o chefe da guarda.


— Bom dia senhor Llasa! Como deve saber, estamos à procura do príncipe! Vou perguntar, embora já saiba a resposta que dará. Sou o comandante Aioros Pallas, o senhor viu o príncipe Kamus?!


Shion sorriu calmo: — Não comandante! Não o vi! Se tivesse visto o teria colocado em segurança em minha casa e agora lhes entregaria ele! — O lord falou calmo e sorriu de canto.


O comandante suspirou:


— Então não se importa se dermos uma busca em sua casa?! — Ele perguntou e viu Shion os deixar entrar sem qualquer problema. O dono da casa os olhava quando pela porta de sua residência foi aberta — já que havia soldados ali a espera de seu comandante e vigiando todas as saídas da casa – ela deu espaço para que o belo homem entrasse. Ele tinha um másculo porte e olhar penetrante. Sua presença fez Shion arregalar os olhos.


— Saga?


O homem o olhou com certa calma. Desde que soube do desaparecimento de Kamus, Saga tencionou ir ao castelo de Loutrec, mas o rei mandou um mensageiro, pedindo que ele não fosse lá, que procurasse seu filho, e se o achasse, mandasse avisar. Hades vinha desconfiado, há um tempo que vinha começando a adoecer, e seu médico já havia passado algo, e ele não melhorava.


Assim, Saga tinha se juntou a Aioros, uma das poucas pessoas que o Rei confiava, e ambos se empenhavam para acharem o príncipe.


Ele olhou para Shion e sorriu de canto. — Como vai professor? Quanto tempo! Desculpe o contratempo, mas estamos tentando achar o Kamus, ele é meu amigo, e já estou entrando em desespero, imploro aos céus que ele não esteja em perigo!


Saga virou de costas olhando para fora, Shion se aproximou dele por trás e segurou firme nos braços dele. Saga sentiu o corpo estremecer e fechou os olhos. Engoliu seco ao sentir o peito dele em suas costas: — Está mesmo preocupado com ele?! Quer mesmo encontrá-lo?!


O de cabelos azuis engoliu seco, lembrava bem daquelas mãos, assim que chegou ao templo, foram elas que o abraçaram, e consolaram muitas vezes, sempre teve respeito por ele, até o dia que se pegou sonhando com o mestre. Quantas vezes desejou que ele visse nele mais que um garoto, contudo nunca conseguiu.


Shion apenas falou baixo:


— Saga... Posso lhe dizer onde o encontrará, porém deve me prometer que respeitará a decisão dele, seja ela qual for... — O mais velho ditou calmo: — Acredito que seu príncipe, já não seja o mesmo, e devo lhe advertir, ele corre grande perigo voltando ao castelo... — As palavras saiam um tanto sussurradas, mas firmes.


Saga arregalou os olhos. Os orbes azuis mostravam certo pavor diante do que ouvia. Prezava pela vida do príncipe como se fosse um irmão, Kamus era novo e a última vez que o vira era apenas um adolescente, doente, pálido e magricela.


— Perigo?! No castelo?! — Não que não desconfiasse disso, no entanto por isso mesmo estava disposto a falar com o rei para que ele mandasse o rapaz consigo para o templo de Njörðr.


Shion tinha um jeito carinhoso de falar e bem envolvente: — Sim... Perigo! Mas não se deixe enganar... As pessoas se deixam levar por suas crenças, e se fecham ao novo muitas vezes. Não estou dizendo que deve deixar de ser quem é, ou de acreditar em suas verdades, mas sinto que você tem mais ai dentro do que já demonstrou. Chegou a hora meu filho de ser livre... Já pensou nisso Saga? Ser você! Poder amar e viver o que seu coração lhe pede?!


O mais jovem dos dois estremeceu diante de tal “proposta”, aquilo seria tudo que sempre desejou ser ele mesmo, entretanto é seus pais?! E o nome de sua família? Afastou-se do mais velho e o olhou desconfiado, lembrava-se bem do motivo de Shion ter sido expulso do templo, ele fora acusado de traição, de ter pensamentos revolucionários, de incentivar os jovens a não seguirem regras e por fim: de ser um bruxo.


O lord Llasa apenas sorriu de canto, podia perceber nos olhos azuis de Saga a desconfiança, o medo de si. — Também irá me acusar?! Nunca fiz nada, você mesmo viu! Eu sempre fui muito correto! Mas quer saber por que me expulsaram?! Por amar um igual!


Saga estremeceu e o olhou desconfiado. Mas não teve coragem de dizer nada, sabia bem o que era aquilo, ser expulso e julgado por amar outro homem. Virou o rosto olhando para a janela, sentia o peito doer, em seu pensamento voltou ao passado e sentiu-se duplamente traído, por aquele que amou e fugiu e por seus pais que o rejeitaram.


Shion aproximou-se dele e tocou em seus ombros: — Precisa seguir em frente... Posso ajudá-lo, mas deve confiar em mim... Ser deseja achar o príncipe deve estar disposto a tudo! A escolha é sua...


Saga fechou as mãos em punho, seu coração dizia que devia ir, que devia seguir, mas a razão não. Shion fora um traidor da ordem, não podia ser também... Ou podia!? O que fazer?!


–oo0oo-


No escorpião negro os piratas trancaram os revoltosos no porão. Não iriam deixá-los a solto, alguns os vigiavam.


E apesar de Milo ter mandado limpar o convés, os mortos ainda estavam no navio, amontoado em um canto, visto que seria melhor livra-se deles em alto mar, pois os jogariam seus corpos naquelas águas mornas.


Rapidamente todos passaram excetuar suas tarefas a fim de estarem prontos para quando Milo voltasse, e pudessem partir.


Kanon estava no leme, dali olhava o mapa e esperava por Milo, para saber aonde iriam. Shaka estava cuidando dos feridos, porém vez ou outra olhava para ver de Milo havia voltado. Aioria havia se trancado em sua cabine e não saíra mais. Mascara da morte, estava no alto de um dos mastros, esperando para ver o capitão retornar.


Já fazia mais de uma hora que Milo fora com aquele loiro e não voltara e isso deixara seus piratas apreensivos. Mascara estava sério e olhava em direção às ruas já que dar altura que estava podiam ver tudo, ou quase tudo.


— Vamos capitão... — Dizia baixo entre dentes, estava ali torcendo o retorno do escorpião.


Foi então que percebeu algo, uma carruagem parou em uma das ruas, e dela desceram duas pessoas desceram dela, seguiram pelo canto e pelo andar e a forma como possessivamente o maior segurava o menor, soube que era seu capitão.


— O capitão está vindo! Icem as velas e preparem tudo para a partida!


Não demorou muito para que a escada fosse lançada e logo se pudesse ver Milo e Kamus. O escorpião olhou seus homens e seu olhar era duro e frio! Olhou para príncipe e falou em seu ouvido:


— Vá para o quarto, falo com você depois!


Kamus sentiu o corpo estremecer, mas ao contrário das outras vezes, não estava com medo, seus pensamentos estavam longe. Pensava no pai e no que Shion havia lhe dito sobre correr perigo. O jovem príncipe seguiu para sua cabine e quando abriu a porta, Mu e Afrodite respiraram aliviados, e correndo até ele o abraçaram.


— Pelos céus Kamus! Ainda bem que está a salvo! — Afrodite disse, mostrando seu lado mais alvoroçado.


— É, ficamos preocupados!


O jovem de cabelos verdes sorriu para eles, um sorriso discreto, mas ainda assim um sorriso. Sentiu-se puxado para a cama e sentando-se com eles foi bombardeado de perguntas. “Onde estava?! Quem o levou?! O que aconteceu!?”, Kamus suspirou e começou a contar devagar o que tinha acontecido.


Já acima do navio, Milo reuniu seus homens, e falou calmo:


— Tenho uma missão! Algo que não será fácil, precisaremos enfrentar perigos que nunca vimos, mas termos nossa recompensa. Seguiremos adiante além dos mares de Arryn, por terras para nós desconhecidas. Se houver alguém que não deseja seguir adiante, sinta-se livre para ficar aqui, ou em outra terra! Mas aqueles que decidirem ir espero que sejam leais, pois vou precisar de cada um!


Os homens o olharam e cochicharam no ouvido um dos outros, e por fim, empurraram Jabu para frente e ele falou pelos seus companheiros. — Nós iremos com o senhor capitão! Não importa onde!


Milo estava mais que satisfeito, olhou para Shaka, Kanon, Mask e procurou Aioria, mas este não estava ali, sentiu certo desapontamento, mas nada ditou. Eles estavam firmes, já haviam dito que onde ele fosse iriam.


— Voltem a seus postos, os trabalhos serão dobrados, porém serão recompensados.


Seguindo as ordens do escorpião, os outros voltaram a seus postos, e Milo se aproximou dos amigos:


— Precisamos conversar! Tenho que lhes contar o que houve, mas onde está Aioria? Por que não está aqui?


Os outros três se olharam e Shaka falou:


— Está na cabine dele! Mas deixe-o por agora, vamos tirar esse navio daqui e depois conversamos! — Embora pudesse parecer uma ordem, era apenas uma sugestão, e o escorpião a seguiu. Todos foram cumprir seus deveres para colocaram o Escorpião Negro a navegar para seu destino e novas aventuras.


Milo conferiu todos os preparos e deixou os demais reesposáveis e seguiu para a parte inferior do navio, primeiro pensou em ir conversar com Aioria, mas depois desistiu. Não tinha certeza que queria lidar com o humor do amigo agora.


Ele mudou o percurso para a própria cabine e ao abrir a porta demorou com os três jovens conversando animadamente. Arranhou a garganta, e sem precisa dizer mais nada, eles captaram a mensagem.


— Nos vemos depois, Ka! — Afrodite disse levantando. Com uma facilidade incrível ele havia se tornado amigo dos outros dois.


— Sim, vamos marcar para fazer bolo depois se empanturrar. — Mu disse dando uma risadinha.


— Sim... Combinado Tchau Mu e Dite! — O príncipe disse vendo os dois saírem. Ajeitou-se na cama e encarou o capitão. — Tudo bem?


— Sim, apenas cansado... Dia cheio! — Milo disse desfazendo-se das botas, espada e cinto.


— Eu... — Kamus corou. Agora sozinho com o outro não sabia como agir. — Vou preparar um banho para você. — Disse dando um pulo da cama e seguindo para o banheiro. Por sorte os marujos haviam abastecido o navio com água... Não podia tomar banho a bel prazer, visto que em alto mar, a água devia ser poupada.


Ele correu para o banheiro, e no máximo de tempo possível, preparou o banho. Quando tinha enchido a jacuza com agua morna, despojado o sabonete, a toalhinha e as toalhas perto seguiram para chamar o capitão, mas parou ao encontrar esse na porta – inteiramente nu – e olhando para ele.


Kamus sentiu suas bochechas arderem e desviou a face da nudez de Milo. Era besteira, considerando que já o tinha visto nu várias vezes, mas realmente não podia evitar.


— E... Eu ia chamar... Seu banho...


Milo andou confiante até ele. Rodeou o menor, e tão logo suas mãos partiram para desfazer das roupas de Kamus. — Tome banho comigo!


Obviamente a menor carecia de um banho visto que seu dia foi cheio, porém... Nus dentro daquele pequeno espaçam...


— Não acho que...


— Não é um pedido, mas uma ordem! Lembre, no quarto sou seu mestre. — Milo disse com sua voz rouca fazendo outro tremer.


— Sim... Senhor... — Disse gaguejando. Com a face rubra ajudou o outro a desfazer de suas próprias roupas.


Kamus se odiava tanto por parecer um adolescente. Ele já era um adulto, mas o fato de ser um completo inexperiente o fazia pensar assim. Os momentos que tivera com o outro foram novos, porém não suficientes para torná-los conhecedor de intimidades.


Quando se achava inteiramente nu, Milo tomou a mão do menor e o guiou consigo para a jacuza. Entrou primeiro e depois ajudou o príncipe a entrar e o alojou entre suas pernas.


O banho fora feito em silêncio e realmente sem malícia. Porém... Somente por está perto, os toques dos dedos fortes quando as mãos lavaram sua pele branca, o fez se arrepiar e para sua vergonha, se excitar.


Quando Milo deu o banho por encerrado, e ambos achavam-se inteiramente limpos e cheirosos, ele afastou o príncipe do meio de suas pernas, apenas o suficiente para sair da banheira e ajudar Kamus a sair.


Lentamente enxugou o delgado corpo, sempre arrastando as pontas dos dedos nas partes mais sensível, e claro observando o efeito disse no corpo de Kamus.


Milo agarrou sua mão. — Venha comigo. — Milo ordenou ao que o levou pela porta para dentro do quarto.


Kamus olhou ao seu redor, era o mesmo quarto, mas de alguma maneira quando seus olhos pousaram sobre a cama, seu coração pulsou forte e achava-se ansioso.


Kamus estremeceu.


Milo se aproximou e Kamus olhou para ele finalmente, então o maior sentiu seu mundo todo ser sugado para um furacão sem volta quando foi hipnotizado pelo lindo sorriso do príncipe menor.


Suas bochechas coraram novamente, as deixando carmim como tomate. Respirou ruidoso. Pelo visto o capitão desejava ter algo intimo consigo... Não que fosse necessariamente ruim, apenas o fazia entrar em pânico total.


— Tudo bem anjo?


Aquele apelido tomou o príncipe de surpresa. Era estranho ver que um homem tão rústico, duro e bruto, poderia ser gentil a sua maneira.


Kamus sentiu seu corpo tremer em antecipação quando o mais velho se aproximou lhe abraçando suavemente. Será que ele poderia escutar seu coração? Pois batia tão forte que era como se escutasse ele em seus ouvidos.


Kamus deixou-se levar. Sabia que o capitão não o faria mal, mesmo com seu jeito dominador... Milo enlaçou seu corpo em seus braços, e Kamus poder sentiu um carinho sair daquele abraço, e pela primeira vez ele se sentiu querido por alguém daquela forma.


Kamus agarrou forte no abraço, sentindo o calor emanar daquele corpo maior que o seu aquele peito largo e forte, também era quente e acolhedor.


— Preciso de você... — Milo sussurrou rente a orelha de Kamus, provocando arrepios, logo mordeu de levinho a cartilagem, para depois puxar.


Kamus sentiu um arrepio tomar conta de si. Ninguém nunca precisou de si para nada... E mesmo que fosse de uma forma carnal, sentiu-se bem... Milo o dava a sensação de proteção.


Sentiu o calor daquela pele morena do sol, os músculos definidos moldando contra sua pele leitosa, de corpo magro e com curvas.


Milo deitou um Kamus completamente envergonhado sobre a cama, sempre notando sua face. O escorpião parecia faminto diante de sua presa. Essa seria a primeira vez deles oficialmente juntos na cama, sem jogos ou ordens... Queria apenas que fossem dois corpos se amando.


Milo o admirou até que partiu para a degustação daquele corpo tão lindo. Seus lábios experimentaram os de Kamus em uma leve massagem. Cedeu leves mordidinhas, sua língua saiu para lamber a costura dos lábios e depois penetrar a cavidade quente.


Kamus gemeu perante o gosto do pirata em sua boca, seu corpo se derreteu todo perante a mão grande que explorava seu corpo.


— Mi-Milo... — Kamus gemeu quando aquela mão grande tocou seu pênis em uma massagem torturante.


— Gosta? Sente meu toque? — Milo sorriu para ele, voltando a beijá-lo apaixonadamente.


Kamus sem se dar conta do ato, abriu mais suas pernas deixando Milo ficar entre elas.


— Sim... — Kamus arqueou as costas. Poderia deixar para envergonhar-se depois, agora queria declarar o que sentiu aprender com aquele homem a arte de amar. Nunca pensou, mas teve muito medo de nunca mais vê-lo depois de ter sido raptado pelo Lord Shion.



Milo se inclinou e devorou um dos seixos túrgidos... Como uma fruta suculenta. Ele deu chupões e lambidas, uma mão explorando a pele macia, enquanto a outra espalhava o pré-sêmen que vazava do pênis de Kamus por toda a extensão, o masturbando mais intensamente.


O pequeno gemido que o príncipe começava entoar era como uma canção exótica que o induzia a uma excitação descomunal. Precisava dele de maneira desesperada. Milo erguendo sua face para ver seu rosto, a criatura mais bela em que seus olhos já pousaram. E tão seu. Mataria quem ousasse tentar tomar o príncipe de si...


Admirou as pequenas gotículas de lágrimas caírem dos olhos de Kamus. Ele era tão belo e fofo. Tomou mais uma vez os lábios avermelhados pelo beijo, além vasculha-lo em fúria, para findá-lo e percorrer as bochechas, queixo e marcar o pescoço.


E ele se inclinou para baixo e percorreu aquele corpo com sua boca morna e tomou o pau duro do príncipe em sua cavidade quente e úmida. Ele chupou a cabeça de cogumelo levemente, adorando o gosto doce do pré-sêmen.


Sua língua gostou daquele sabor, ele provou mais e engoliu Kamus, provocando um longo gemido. Quando Milo o levou mais fundo em sua garganta, os lábios carnudos apertando e massageando enquanto subia e descia naquele falo. Kamus não resistiu e gozou sua semente indo garganta a abaixo.


Milo tomou tudo, até última gota e largou o pênis de cor linda para se erguer e ficar ajoelhado entre as roxas roliças e trêmulas do menor.


O pirata sorriu com a visão vista de cima, pegou a garrafa de lubrificante do criado-mudo e retirou a rolha, espalhando o líquido em seus dedos e jorrando uma quantidade grande sobre as bolas do menor, o líquido escorrendo suficientemente até o ânus apertado.


Seus olhos brilharam. Kamus mais uma vez se levantou excitado apenas ao ser tocado ali. Seu casulo parecia piscar para o mais velho. Milo deixou seus dedos acariciando o contorno do anel, para apertar e simular como iria entrar.


Milo inclinou-se de frente para Kamus, e tomou seus lábios em um beijo mais ardente. Para em seguida beijar a face e o pescoço dele, enquanto Kamus gemia ao sentir dois dedos o penetrando devagar.


— Seus... Dedos... Então em mim... — Kamus suspirou de prazer, sua mente sendo levada para longe, ainda mais quando os dedos entraram por completo lhe tocando suas paredes aveludadas, procurando algo ali.


— E... Pretendo colocar mais que meus dedos aqui. — Disse lascivo e com sorriso pervertido. — Sua necessidade de reivindicá-lo, de se afundar nele e torná-los apenas um era cada vez mais indispensável. Acrescentou mais um dedo e por fim coçou a próstata de Kamus, o fazendo gemer alto e arquear ao mesmo tempo.


— Mais! — Kamus pediu sem consciência do que fazia, apenas sentia como era bom e as palavras saindo automaticamente da sua boca.


Milo retirou os dedos. Mais dessa vez lubrificou a si próprio, escorrendo o óleo cheiroso por seu pênis.


— Respire devagar e empurre para fora entendeu? — Instruiu ao que alojou de melhor maneira entre as pernas do príncipe.


Sua glande beijou a entrada do príncipe, e impondo pressão, conseguiu que ela deslizasse para dentro, tão apertado. Devagar foi acrescentando mais, sendo agraciado pelos gemidos. Kamus esticando-se ao seu redor.


Kamus ofegou entre pequenos gemidos quando se sentiu realmente cheio. Aquilo era diferente de ter os plug dentro de si... Pois a carne era quente e pulsava... O fazendo sentir-se vivo. Claro, a queimadura era presente junto a certa dor, mas nada tão gritante como imaginou que seria.


Milo sentiu sua sanidade morrer. De todas as suas fantasias em tomar aquele gracioso príncipe para si, ou suas experiências anteriores, nada o preparou para o prazer que sentiu.


— Tudo bem? — Perguntou sem fôlego, segurando seu autocontrole para não gozar tão precocemente.


— Mais... Se mova Milo... — Kamus implorou. Naquele momento não queria pensar em mais nada, apenas deixar-se levar por aquilo que o pirata o oferecia.


Milo sorriu. Tendo a resposta que queria, passou a se mover. Seu pau deslizou para fora, apenas a cabeça permanecendo, e depois voltou para casa, encontrando o ponto doce de Kamus e o fazendo gemer alto.


O príncipe choramingou com a sensação tentadora, ele queria mais. Seus quadris indo de encontro ao do pirata, enquanto Milo se enterrava e saia e repetia o processo mil vezes.


A sensação avassaladora começou arrastar em sua pele e sua sanidade o deixou. Arfava profundamente sendo levado mais e mais para aquele mar de prazer.


Os gemidos se uniram e as respirações iam firmem. Kamus choramingou quando o pirata saiu de dentro de si, mas cantou de alegria quando esse o fez mover-se colocando de quatro sobre a cama – sobre os joelhos e mãos – e entrou novamente em si. A nova posição permitiu que o falo duro o mais velho tocasse mais e mais profundamente o príncipe.


Os gemidos de Kamus tornaram mais audíveis, até que incapaz de conter-se, ele foi levado a mundo a parte, e gozou novamente, a sensação de um turbilhão de sentimentos bons, uma explosão de arco-íris em seus olhos.


Milo deu mais algumas estocadas, igualmente uivando de prazer. Quando sentiu seu fim perto, ele saiu de dentro do menor e o moveu para deitar-se de costas na cama. Montou sobre ele, com as pernas ladeando o corpo menor, até que seus quadris e falo ficasse perto do rosto de Kamus.


Milo masturbou seu órgão turgido em alguns puxões, e gemeu como um animal quando seu prazer veio forte, e sua semente perolada jorrou. Sua semente manchou o queixo, boca, bochecha e peito do menor.


O pirata continuou masturbando-se até todo prazer desvaia, e então se moveu para colocar-se deitado sobre Kamus e sua língua serpentou colhendo seu próprio gozo e finalizando com um beijo quente.


Eles ficaram trocando o sonoro beijo por um tempinho, até que o pirata o quebrou e deitou-se de costas no colchão e puxou Kamus para aninhar sobre o peito másculo.


— Isso foi... Delicioso... Jamais o deixarei ir! — Milo declarou.


Não havia aquelas três palavrinhas, porem a forma possessiva que o pirata se referia a si, valia bem mais... Pois Milo o queria ali... Junto a si... E isso era precioso para Kamus.


Como poderia imaginar que aquele ser bruto o trataria com zelo? Mesmo que fosse a sua maneira, melhor que muitos. Eles ainda tinham um vasto caminho pela frente, e não poderia dizer o que o futuro revezava, mas era um começo.


Continua...