Escolhida
55 Lobisomens, híbridos e... Gatinho??? 1/2
Notas iniciais
Esse capítulo foi betado por: Lu C.... Obrigada!!!
Ah e antes que eu me esqueça, eu quero agradecer a Jade Santos pela linda recomendação feita a essa fic. Amei ler cada palavra escrita. Obrigada Jade Santos! Esse capítulo é especialmente para você, viu?
Agora vamos ver o que os outros Originais estavam fazendo nesse meio tempo em que a Bella estava com Damon?
Então...
Vamos à história...
Pov Klaus.
Passamos por todos os procedimentos de segurança e as explicações de Carlisle a respeito dos sistemas e experimentos de laboratório.
Foi preciso escanear retinas e impressões digitais, além de reconhecimentos de vozes para abrir a espessa porta de metal que levava a ala prisional.
Quando ela finalmente abriu, as luzes se ascenderam no estreito corredor e eu olhei para dentro.
Havia três celas grandes de cada lado. Era fácil enxergar dentro delas, já que a parede frontal era de acrílico transparente.
- O acrílico têm quinze centímetros de espessura e resiste a tudo: balas, ácido, garras, punhos... Qualquer coisa, mas somos capazes de ouvir os prisioneiros e eles podem nos ouvir. informou Caius.
Eu assenti, mas não estava prestando muita atenção. Minha conversa com Aro e Marcus ainda pairava em minha cabeça.
- Foi me dito que você tinha alguém que talvez pudesse falar com essas criaturas. Isso está correto? — perguntou Carlisle com curiosidade evidente em sua voz.
- Jasper está nesse momento a caminho dela. Acredito que pela manhã eles estarão aqui e então poderemos descobrir se de fato tais criaturas ainda tem algum funcionamento mental.
- Jasper? Caius perguntou surpreso. — Mas não foi ele que...
- Sim. Está na hora de meu irmãozinho lidar com seus próprios atos. sorri.
- Não era melhor ter mandado Edward para lidar com a garota?
- Provavelmente. Mas devido aos últimos acontecimentos tive que pedir a Edward que buscasse um convidado. informei.
"Edward precisa aprender a trabalhar em conjunto, mesmo quando essa pessoa não seja uma que ele goste. Temos que ter uma frente unida se queremos derrotar Mikael". Quase acrescentei.
Pov Edward.
Como era ridiculamente simples causar-lhes dano.
Eu os via caminhando pela rua deserta. O rapaz humano estava tão distraído com o flerte e com a garota humana, que estava alheio ao redor e sem a menor chance de protegê-la ou se proteger caso fossem surpreendidos por uma ameaça.
E se eu saltasse sobre eles de onde me encontrava, no alto de um poste de luz?
Balancei a cabeça do absurdo de minha questão. Defender-se ou não se defender era uma coisa fútil e absurda. Um ser humano contra um indivíduo de minha espécie?
Sufoquei uma risada sardônica.
Avaliei meu humor que ficava obscurecido a cada momento que passava. Por que tinha que ser exatamente nessa rua?
Pergunto-me se Klaus havia me mandado para cá como algum tipo de castigo tardio. Será que eu arcaria com esse deslize até o fim de meus dias?
Volto meu olhar para o casal humano.
A mulher ruiva fizera uma escolha pobre, em minha opinião.
Nenhum homem de respeito teria encorajado a parceira a sair em uma rua que era conhecida por sua péssima reputação. E a constar pelo seu estado ela só havia piorado nessas últimas décadas, apesar de carecer dos drogados e bêbados... Mas ainda era cedo.
Havia muitos pontos cegos devido às varias lâmpadas quebradas nos postes, incluindo o qual eu me encontrava, favorecendo os perigos desconhecidos para o simples sentidos humanos.
Fico surpreso que o vampiro para o qual a garota humana fora designado permitiu que ela se expusesse a tal perigo. Eu vi o broche perfurado em seu vestido. O broche tinha o tamanho de uma moeda de cinco centavos. Uma rosa desabrochada. Ouro puro. No centro havia uma pequena pedra, também azul.
Todos os doadores recebiam o broche. Nem todos continham uma pedra no meio, esses eram apenas para aqueles que eram doadores exclusivos.
Nesse caso os doadores não podiam e não eram tocados por outro vampiro que não fossem aqueles para o qual foram designados. Seria desrespeitoso fazê-lo. Geralmente quando um vampiro tinha predileção a um determinado humano e quisesse que ele fosse exclusivo além de fornecer o pagamento de praxe, ele geralmente se responsabilizava pelo bem estar e segurança.
Obviamente o vampiro que a tinha escolhido como doadora pessoal não estava fazendo um bom trabalho.
Nuvens dançavam no céu e brincavam com a luz incerta da lua, a única que parecia dar claridade decente ao lugar.
O casal continuava caminhando pela rua, seguindo seu passeio sem perceber minha presença.
E ainda a presença de outro ser sobrenatural que espreitava das sombras.
Inclinei a cabeça, acompanhando com atenção e cautela os movimentos do outro ser, ainda distante da cena.
Seus pensamentos se mantinham ocultos assim como sua camuflagem projetada. Os cantos de meus lábios se repuxaram quase deixando escapar um sorriso, suplicando que ele cometesse um erro e me deixasse ler seus pensamentos. Só uma vez. Só dessa vez. Um pequeno erro deixando me ter a chance negada a tantos outros.
Vislumbrei as penas do falcão que se encontrava em seu ombro farfalhar, cravando suas unhas pontiagudas no ombro desnudo, gerando filetes de sangue que desciam pelo seu peito. Ele não pareceu perceber. Havia filetes semelhantes e secos ao lado dos novos, sem duvida de jornadas anteriores.
Ergui minha sobrancelha em questionamento. Ele nunca colocava uma camisa? Um riso zombeteiro flutuou no ar, baixinho, que somente sentidos aguçados poderiam captar.
Por que ele podia captar meus pensamentos enquanto que o mesmo era negado a mim?
Comprimir meus lábios, aborrecido.
"Tenho que avisar que você não é o meu tipo". zombou uma voz masculina em minha cabeça.
Contive um suspiro. Por que Klaus não mandou Damon de encontro a ele? Pelo menos ele, por razões que desconheço, é seu amigo. Eu não queria estar aqui.
- Está atrasado. comentei secamente.
"Pensei em lhe dar tempo para matar a saudade..."
Um movimento a poucos passos de onde ele se encontrava me chamou a atenção.
Ele trouxe o cão junto com ele?
Cerca de quinze passos de onde o casal humano, que agora trocava beijos apaixonados, pairava um cão preto, lindo, de expressão misteriosamente inteligente, que parecia alerta a qualquer movimento. Devia pesar perto de 100 quilos, mas não havia uma grama de gordura nele.
Desgostoso, eu tinha que concordar com meus irmãos de que os seres humanos são desprovidos de qualquer senso de autopreservação e se tinha, deixava muito a desejar.
"Se você vai se alimentar deles faça logo. Estou entediado." a voz masculina voltou a ecoar em minha cabeça.
- Eu pensei que o motivo do encontro ser aqui foi porque você queria se alimentar antes. comentei incerto.
"Por que eu escolheria esse lugar para me alimentar? Tenho dois doadores pessoais ansiosos a me agradar em casa."
Tentei processar suas palavras simples em minha mente. É claro que ele tinha doadores, todos os vampiros tinham. Mesmo meus irmãos e eu tínhamos os nossos, apesar de que desde que Bella havia entrado em nossa vida não tínhamos ido ou chamado nenhum deles. Nem mesmo drenado sangue dos não-doadores, sendo que nesse caso era preciso limpar sua mente após o ato. Não era de bom tom causar uma rebelião depois do tratado de paz, seria ele?
Apesar de não termos nos alimentado de Bella com tanta frequência eu poderia dizer que eu me sentia... Satisfeito, tendo recorrido a apenas a duas bolsas de sangue desde que ela entrara em nossa vida.
Que curioso... Geralmente era preciso muito mais sangue para me satisfazer.
"Olha se está esperando um animal surgir... Eu pensei que Damon havia dito que havia superado sua fase 'vegetariano'... Está tendo uma recaída?" A voz masculina em minha cabeça provocou me tirando de minhas divagações.
Rangi os dentes.
- Aquilo foi um erro, eu...
Então por que continuamos aqui? Relembrando seu momento glorioso?
- Eu... Esquece!
Saltei no ar com incrível leveza, pousando sobre meus pés, sem emitir qualquer som, atrás de Sage que me olhava divertido.
Como eu queria arrancar o sorriso de sua cara. Mas Klaus me mataria se eu prejudicasse um aliado tão precioso. Contudo, precioso ou não eu não respondo por mim se ele comentar mais alguma coisa sobre... Sobre um episodio que eu preferia não ser lembrado.
- Olá Edie!
- É Edward.
- Que seja. Você já deu uma boa olhada na moça ali?
Intrigado, voltei meu olhar para a garota em questão.
- Ela também é uma de suas doadoras pessoais?
- Não seja absurdo. Acha mesmo que eu permitiria que umas de minhas posses fossem expostas a esse tipo de ambiente?
- Não quis ofende-lo.
Avaliei a moça, cético.
Ela era linda. Tinha longos e abundantes cabelos ruivos que desciam por suas costas como uma cascata em caracóis.
- Ela é... Bonita. eu disse indiferente.
- Bonita? Sage indagou incrédulo. — Ah ela não é a gata que você está acostumado, não é mesmo? eu podia sentir o sorriso em seus lábios sem nem mesmo ver seu rosto.
- Já chega! ordenei com raiva, virando bruscamente, o empurrando contra a parede. Nem mais uma palavra.
- Segure as garras gatinho. Como eu disse antes você não faz meu tipo. ele disse alto e nesse momento percebo que tínhamos audiência.
Merda!
Tenso, olhei o casal sair às pressas e virar a esquina.
- Conheço um bar aqui perto. Você tem idade para beber, não tem? Não tem problema o dono do bar é um amigo meu...
É claro que é. Rangi meus dentes engolindo a replica que queria saltar de meus lábios.
Iria ser uma longa noite.
Eu deveria ter insistido mais em trocar de lugar com Jasper. Pelo menos a garota, Renesme, era amável e educada e eu podia contar com seus pensamentos para me divertir.
- Vamos lá gatinho, eu não tenho a noite toda.
- Não me chame de...
- Aposto que você trata Nefertiti muito melhor. provocou.
Suspirei exasperado.
Definitivamente seria uma longa noite.
Pov Renesme.
Quando Jasper Miakelson, um dos vampiros mais antigos, caiu aos meus pés, não foi para me pedir perdão por ter me matado três meses antes.
O nascer do sol era iminente, mas eu estava na varanda da frente, com os dentes escovados, os cabelos soltos, usando pijama com coelhinhos e meias combinando. Eu não esperava um encontro romântico, ou minha elétrica amiga Lexi, que se encontrava em seu quarto ouvindo Britney Spears. Eca!...
Eu estava esperando um cachorro.
Na verdade, ele estava mais para um lobo. Fazia quase um mês que eu tinha feito amizade com o pobrezinho, a quem batizei de sortudo. Ele ainda não tinha aparecido essa noite e eu estava preocupada. Desde que eu virei uma morta-viva os animais me amam. Aparecem em minha casa, em meu quintal e me segue por toda parte. Ninguém sabia explicar a razão, mas eu não estava preocupada com isso.
Olhei para dentro de casa, me perguntando pela terceira vez se eu deveria entrar, visto que sortudo aparentemente não iria aparecer essa noite. Sem perceber um sorriso se estende em minha face. Um calor de aconchego toma meu corpo ao olhar para casa. Minha casa.
A casa era muito aconchegante e tinha sido presente de minha avó, que Deus a tenha. Um presente que tinha chegado em boa hora, apesar das circunstancia, em um momento que eu estava precisando de um novo começo. Eu tinha perdido o meu emprego e estava para ser despejada de meu apartamento e então, de repente, recebo uma ligação me comunicando que eu havia herdado uma casa em Mystic Falls de uma avó que eu nem cheguei a conhecer.
Fiquei muito feliz quando Lexi, minha melhor amiga, havia decidido me acompanhar. Ela também precisava de um novo começo, na verdade, acho que de nós duas ela era mais ansiosa com um novo começo. Mudar de cidade ofereceu a nós uma oportunidade de recomeçar e eu estava pronta para uma nova vida.
Claro, tornar-se uma vampira não era bem o que eu tinha em mente. Menos ainda virar uma Dr. Doolittle morta-vida.
Suspirei voltando meu olhar para fora, na esperança de ver sortudo essa noite. De todas as criaturas que disputam minha atenção, de alguma forma ele tinha ganhado meu coração. Eu não podia explicar a conexão que eu sinto por ele. Ele sempre parecia triste e solitário, e nunca chegava próximo o suficiente para que eu pudesse afaga-lo. Era quase como se ele quisesse ser reconfortado, mas não se sentisse merecedor.
Que mulher resisti a um bad boy atormentado, seja ele com duas ou quatro pernas? Às vezes eu ficava imaginado o motivo de sua tristeza. Será que ele havia perdido sua companheira? A maioria dos lobos é leal a sua companheira, chama-se monogamia serial, mas nem todo lobo acasala para vida toda. Quando eu olhava para sortudo, ele parecia do tipo para a vida toda.
Olhei para cima.
Não sei por que olhei para cima. Sortudo nunca chegou via aérea. Já imaginou um lobo voando? Minha preocupação virou confusão, depois horror, quando Jasper caiu do céu e rolou pelo meu quintal.
Fiquei olhando espantada, enquanto ele pelejava para se levantar, cambaleando até a varanda. Enquanto eu fiquei ali, paralisada, ele subiu os degraus e estendeu a mão para mim.
Eu recuei, gritando.
Ali estava o homem que havia me matado. O motivo pelo qual eu era uma vampira.
- Não tenha medo. Por favor... ele oscilou como um salgueiro na tempestade e desabou aos meus pés.
Agachei-me ao lado dele e afastei os sedosos cabelos cor de mel que cobria sua face angelical. Ele era lindo... no mesmo sentido que Lúcifer era lindo. Sabe, aquele tipo a quem você entrega a alma e ele a devora no café da manhã?
Não, obrigada. Eu já conhecia esse tipo de demônio.
- Jasper? sussurrei.
Indecisão corroía meu interior. Ou eu o levava para dentro, ou o deixava na varanda. Como ele é um dos vampiros Originais, não seria bom deixa-lo a própria sorte e é claro resultar em punição com ele ou um de seus irmãos, decidi coloca-lo para dentro.
Um gemido saiu de seus lábios me tirando de minha petrificação e inercia.
- Precisamos entrar. eu disse desnecessariamente.
Eu o ajudei ficar de pé, e ele passou os braços sobre meus ombros para se apoiar.
Fechamos a porta da frente. À esquerda ficava a sala de estar mais formal, que eu nunca usava, exceto como passagem para o segundo e o terceiro andar. À direita, via-se as portas duplas que levavam a biblioteca. À nossa frente se encontrava um corredor longo e estreito.
Freneticamente tentei pensar onde seria o melhor lugar para estabelecer seu corpo. Cambaleei com o súbito peso.
- Por favor... Não... Morra agora ou seus irmãos irão me matar antes mesmo que eu possa me explicar e eu nem vou poder dizer ou me vangloriar por tê-lo matado. — Desmaie agora. eu pedi rapidamente, olhando furtivamente para ele.
Jasper era aquele que podia ler pensamentos? Eu espero que não. Por favor... Por favor, por tudo que é mais sagrado que ele não tenha ouvido meus pensamentos.
Só havia um quarto no primeiro andar. O quarto de Lexi, que ficava no fim do corredor.
Quando chegamos em frente a porta, a mesma se abriu revelando Lexi e parte de seu covil. Lá dentro, a musica tocava num volume ensurdecedor, uma cacofonia de gemidos que me fez recuar.
- Olá Nessie... ela nos encarou, boquiaberta. O que foi que você fez dessa vez?
- Eu não fiz nada. respondi automaticamente.
Ela ergueu a sobrancelha em questionamento.
Bufei, me sentindo muito ofendida.
- Você não o está levando para o porão, está?
- Se você olhasse com atenção perceberia que ele está ferido e precisa de ajuda.
Os olhos de Lexi percorreram o homem leonino de cima a baixo e assobiou.
- As roupas dele estão uma lástima, mas você viu esse abdome? Daria para lavar roupa nesse tanquinho.
Eu revirei os olhos, mas indiferente a minha reação ela continuou:
- Se eu soubesse que ele escondia isso debaixo de suas roupas teria pedido ao Damon para nos apresentar meses atrás.
Já falei que Lexi é uma das doadoras pessoais de Damon?
- Dá para controlar seus hormônios malditos? "eu já estou tendo dificuldades suficientes com os meus!" Quase acrescentei. E uma ajuda aqui seria muito apreciada. acrescentei com sarcasmo.
Por fim, Lexi se apressou a nossa frente.
Arrastamos Jasper até a cama de Lexi, que felizmente se encontrava arrumada, e tombamos seu corpo o olhando sem saber o que deveríamos fazer em seguida... O barulho ensurdecedor não estava ajudando meu processo intelectual. Então fiz a coisa que qualquer pessoa sensata faria... Desliguei o aparelho de som.
Muito melhor.
- E agora? perguntei para ela.
Ela deu de ombros.
- Eu não sei... Provavelmente devemos deixa-lo descansar. ponderou. Acha que ele bebeu de algum drogado? perguntou curiosa.
- Como é que eu vou saber? retruquei.
Podíamos aspirar a melhor cocaína e nenhum efeito teria sobre nós, mas quando bebíamos sangue de um doador que havia ingerido drogas os efeitos poderiam ser bem desastrosos.
A quantidade de droga suficiente para deixar um ser humano chapado por duas horas equivalia cinco minutos para um vampiro. Só que nenhum vampiro gostava de ser privado de seus sentidos e nenhuma droga levava um vampiro a uma viagem boa. Você já teve ressaca? Então multiplique ela por 100 e então você tem exatamente o efeito que um vampiro sente depois que a droga evapora de seu sistema. Nada atraente, não é mesmo?
Felizmente contávamos com doadores pré-selecionados. Os doadores eram humanos pagos para servir como refeição de vampiros, uma cortesia do Rosa Azul. Todo vampiro contava com dois doadores fixos. Os meus se chamavam Erik e Ângela. O meu favorito era Ângela, cujo vicio eram panquecas mergulhadas em calda na forma liquida e processada o que deixava seu sangue com o vago sabor de panquecas. E panquecas eram o segundo da minha lista de alimentos favoritos quando humana. O primeiro item era: sorvete.
Olhei para Jasper, sem realmente vê-lo. Era difícil acreditar que só fazia três meses que Jasper petiscara meu pescoço.
Você já deve ter lido um romance em que um vampiro herói, de alma torturada, leva sua amada para o Outro Lado com relutância... Bem, minha experiência foi o oposto disso.
Eu estava voltando para casa depois de buscar sorvete e tinha saído de minha caminhonete. Quando voltei para fechar a porta, ouvi um ruído atrás de mim e uma vibração de arrepiar. Não havia nada sexy naqueles olhos negros famintos e os dentes afiados enfiando em meu pescoço.
A coisa mais assustadora foi que durou meros segundo e eu nada pude fazer a respeito. Quando acabou comigo, me largou na calçada e fugiu me deixado as portas da morte.
A pior parte foi que eu nem cheguei a tomar o sorvete que eu tinha ido buscar. Então Klaus apareceu e me transformou.
Muitos vampiros se sentem honrado e super valorizado quando transformado por um dos Originais, ainda mais se esse original é Klaus. Só havia seis vampiros no mundo que foram transformados por ele.
Havia rumores que Klaus só transformava aqueles que ele considerava digno de sua atenção. Eu só sabia o nome de três, além de mim, é claro. Caius, Marcus e Aro, sendo o último responsável em me dar as "regras" de ser uma vampira e me dizer as punições se eu transgredir qualquer uma delas. Ah, as alegrias da vida...
Ser transformada em vampira me livrou da celulite, marcas de acne e futuros pés de galinha. Mas outras coisas desapareceram: viagens, o nascer do sol já que eu não tinha o privilegio de um anel que pudesse me proteger de seus efeitos nocivos. Infelizmente eu só seria imune ao efeito do sol depois de 100 anos. E por último... Sorvete. O que eu não daria para poder saborear um pote de Häagen-Dazs!
Minha mente voltou a realidade.
- O que tá fazendo? perguntei ao ver Lexi retirar uma das botas do homem leonino que continuava inerte.
- Deixando ele mais a vontade. Eu não acho que ele dorme de botas.
Fazia sentido.
- Hey! protestei quando a vi retirar o cinto de sua calça.
— Ele vai ficar mais confortável se... Oh Droga! ela falou alarmada.
Se eu pudesse ficar pálida eu certamente ficaria diante do que via. No lado esquerdo de seu torso havia uma marca irregular no qual parecia uma mordida de algum animal, mas o mais preocupante era que ele não estava se curando e era como se a pele ao seu redor estivesse morrendo, ficando negra e se espalhando lentamente para o restante de seu corpo.
Lexi e eu trocamos olhares apreensivos. Lexi se levantou, se colocando de pé, tendo todo o olhar despreocupado, de seu rosto, ido.
- Eu vou ver se consigo ligar para Damon. sua voz era agora desprovida de qualquer vida ou divertimento e, isso foi o que mais me preocupou.
Lexi em todo meu tempo com ela não tinha apresentado seriedade nem mesmo quando eu acidentalmente drenei o carteiro em minha segunda semana de vida fazendo com que sua encomenda fosse danificada no processo.
Sentei-me no espaço disponível na cama e olhei o homem leonino na cama. Eu não posso acreditar que ele seria o motivo que eu iria morrer pela segunda vez, sendo que dessa vez uma morte definitiva.
- Não se atreva a morrer. murmurei com raiva, engolindo o pânico.
Notas finais
Aviso de antemão que alguns personagens entraram na história, como deu para notar. Alguns foram citados muito levemente durante a história, outros sequer foram citados. Mas uma guerra está a caminho e nosso quarteto sedução vai precisar juntar a sua tropa.
De qualquer forma espero que tenham curtido o capítulo. No próximo voltaremos a Bella... E também teremos os pontos de interrogação desse capítulo respondido. Tenham paciência. E vale lembrar que esse capítulo foi dividido em duas partes...
Reviews??? Recomendações??? Ambas são bem vindas.
Beijos.
Josi ♥
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