Escolhida

45 Lembranças... Motivos e revelações (Parte final).


Notas iniciais
Oi lindas! Sobre o capítulo... Ele está um pouco tenso, eu tinha escrito ele antes e reescrito novamente e espero que não tenha ficado muito mais tenso do que pretendia a principio... eu iria ficar detalhando e me aprofundando mais nele, mas acho que ele já ficou muito mais estendido do que o planejado, mas acredito que deve dar uma boa visão do que se passa com Mikael... No próximo teremos um pouco de Alice, já que ele não é tão extenso e teremos o foco voltado novamente para Bella e os quatro Originais que é o foco principal da estória, ok?
Agora vamos à estória.

Pov Mikael.

Flasch back on.

Eu levei Rebekah para uma cabana que ficava muito distante do vilarejo.

– Papai, por que estamos aqui.

– Não me chame de papai. – eu gritei com ela, e ela recuou assustada o que me enfureceu mais ainda.

– Papai...

E antes que pudesse pensar no que estava fazendo, eu bati nela. Apenas um tapa, mas o suficiente para que ela caísse de forma desajeitada no chão. Eu voltei a mim, quando escuto um baque surdo em sua queda. Eu abaixei-me para ver seu estado, havia um corte profundo em sua cabeça... Muito sangue era jorrado de seu ferimento.

Eu pego seu corpo flácido e o coloco na cama ali presente e tento acordá-la, mas ela não reage. Eu coloco minha cabeça em cima de seu peito e um suspiro de alivio sai de meus lábios ao ouvir seu coração bater baixinho.

Eu precisava buscar alguém para ajuda-la. Ayana. Ela poderia me ajudar.

Eu volto à vila e encontro Ayana e a levo para a cabana com a finalidade de cuidar de Rebekah.

– Por que não a levou para sua casa? – Ayana pergunta olhando curiosa ao redor. – Mikael? – ela pergunta ao ver que eu não lhe fornecia uma resposta.

– Eu não queria preocupar Esther. – eu minto, se ela desconfiou da minha mentira ela não demonstrou. – Pode ficar aqui com ela, até que eu resolva algumas coisas?

– Claro, mas...

– Ótimo, eu não irei demorar. – eu digo antes de sair rapidamente, eu não queria ter que responder mais perguntas.

E volto a fazer meu caminho para a vila. Eu já tinha um plano definido em minha cabeça. Eu levaria Rebekah para longe... Para um lugar bem distante, onde ninguém nos conhecesse e assim Rebekah poderia ser minha esposa.

Quando eu cheguei à vila descubro que o bastardo havia fugido durante a noite com a intenção de ver os lobisomens e que isso acabou por ser a morte para meu filho mais novo. Joshua. Somente Niklaus parecia alheio ao fato de seus irmãos tinham a tendência de segui-lo por onde quer que ele ande. Isso era culpa dele, por ser tão irresponsável.

Mas sem saber ele havia me dado uma boa justificativa para a ausência de Rebekah. Não foi difícil encenar a morte de minha filha. De certa forma ela havia morrido naquela noite e logo daria vida a minha nova esposa.

Depois de uma discursão e uma volta na vila para arranjar o que era necessário eu voltei para casa. Edward, Damon e Jasper consolavam Niklaus que parecia arrasado junto a ambos os caixões. Eu subi as escadas, indiferente a cena a minha frente para encontrar minha esposa ‘amada’ sentada em nossa cama.

Uma garrafa em cima da mesa de cabeceira me chamou a atenção.

– É a poção que preparamos... – ela disse a guisa de explicações. Ah é claro. A poção de vida eterna...

Eu olhei curioso, colocando um pouco em uma taça. Eu podia ver sua coloração vermelha... Eu podia ver as possibilidades surgirem em minha cabeça e então em um único movimento eu bebo todo o conteúdo de minha taça.

– Não vejo nenhuma mudança.

– Por que é necessário que você morra para voltar a renascer como imortal.

Eu olhei intrigado para ela. Ela estava querendo dizer que eu deveria me matar?

Era um truque?

– Esther. – eu digo suave, me aproximando dela, acariciando seu rosto com ternura. – Desculpe-me por ter reagido como eu reagi. Eu fiquei... Surpreso. Eu te amo. – ela me olhava com lágrimas em seus olhos. Eu tinha que faze-la acreditar em mim. – Não importa se Niklaus não é nosso filho. Ele é seu filho e eu o amarei como se fosse meu. Digo, eu o amo como meu. Sei que temos muitas divergências... — eu suspirei abraçando ela. Fiquei abraçado a ela por alguns minutos antes de voltar a falar.

– Perdemos dois filhos hoje, não podemos perder mais nenhum.

– Não, não podemos. Mas a poção vai dar certo.

– Eu acabo de tomar a poção e não vejo nenhum resultado, eu não...

– É porque preciso que você morra antes de poder renascer imortal. – ela volta a dizer.

– Bem sendo assim. – eu pego minha espada e coloco de encontro ao meu peito e olho para ela, nenhuma cintilação de mentira em seu rosto. Uma coisa que eu gostava de Esther é que se podia ver a sinceridade em seu rosto. – Te vejo daqui a pouco.

Então eu enfio a espada em meu peito e minha visão escurece. Eu não sei quanto tempo estive ‘morto’, mas lembro de vagamente de acordar e Esther estar ao meu lado com uma das moças do vilarejo.

– É necessário que você beba sangue para completar a transformação. – eu escuto ela murmurar.

Não era preciso ela dizer duas vezes e logo eu mordo o pescoço da jovem presente, mas seu corpo seca antes mesmo que eu possa ficar realmente saciado.

Minha mente fica mais clara e eu passo a me lembrar de todos os acontecimentos. Eu pego Esther pelo pescoço a fazendo arfar em surpresa.

– Mikael...

– Sua ordinária, eu deveria te matar, mas eu acho que seria pouco pelo que me fez... – Uma ideia se passa em minha cabeça e eu a solto indo em direção à porta.

– O que vai fazer? – ela pergunta aflita. – Eu pensei que...

– Você pensou que eu tinha lhe perdoado, não é mesmo? – eu indago friamente.

E antes que ela possa falar mais alguma coisa eu desço as escadas e vou em direção ao meu... Ao bastardo que eu havia criado como filho e sem mais demora eu enfio minha espada em seu peito e retirando rapidamente vendo o sangue escorrer de minha espada para o chão.

Jasper se recuperou rapidamente do choque e sacou sua própria espada, mas antes mesmo que ele deferisse um único golpe eu já o tinha no chão. Logo eu tinha matado Damon e Edward. Eu não podia acreditar que meus próprios filhos haviam me desafiado tentando me atacar por Niklaus.

Esther me olha chocada ao pé da escada.

– Isso é tudo culpa sua. – eu digo friamente passando por ela.

Rebekah demorou cerca de dois dias antes de seu coração começar a falhar. Ela havia perdido muito sangue... Eu dei a poção que eu havia trago de casa para ela e enterrei minha espada em seu peito. Ela apenas deixou escapar um suspiro.

Ayana havia me explicado o que esperar dessa nova vida. Foi um pouco hilário descobrir que ela tinha anseio de se casar comigo, mas eu não iria desiludi-la agora. Não quando ela estava sendo tão útil.

Quando ela acordou, eu já tinha trazido um jovem para ela se alimentar. O jovem que eu a tinha visto aos beijos, o jovem Salvatore. Mas antes que o coração do jovem parasse de bater, ela deu o seu sangue para ele, ao ver que ele estava morrendo, em completo desespero para que ele vivesse e quando o coração do jovem Stefan parou de bater ela caiu chorando por sobre seu corpo.

Eu a deixei velar o corpo do seu namorado. Eu dizia a mim mesmo que isso era aceitável, mas logo ela seria minha esposa e tais comportamentos teria que ser modificado.

No mesmo dia eu descobri através de Ayana que tanto Niklaus como meus outros filhos estavam ‘vivos’. É claro, Esther provavelmente já havia dado a poção aos filhos antes mesmo que eu tivesse chegado.

Três dias depois para a alegria de Rebekah Stefan Salvatore acordou. Eu tentei mata-lo, mas ao ver que Rebekah não me permitiria sem uma luta eu resolvi mudar os meus planos.

Talvez eu devesse mantê-lo por algum tempo. Afinal, eu não tinha apenas um filho para matar, mas quatro.

Eu imobilizo Stefan e olho profundamente em seus olhos.

– Você vai fazer tudo que eu pedir. E caso Rebekah se aproxime ou mesmo revele a seus irmãos que ela se encontra viva, eu quero que você enfie uma estaca em seu peito. Compreende? – eu digo a ele.

– Sim. – ele responde.

Rebekah arfa em surpresa e volta a abraçar Stefan que nesse momento a enlaça em conforto.

Eu teria que esperar para fazer de Rebekah minha esposa. Eu teria que me livrar de seus irmãos em primeiro lugar.

Nesse instante Esther entra na cabana e antes que ela de um passo para dentro eu a pego pelo pescoço e arfo em surpresa ao ter uma estaca cravada em meu peito.

O som de uma iluminação a vela e o fraco cheio de fumaça me faz despertar. Eu abro os olhos e espero eles se ajustarem na penumbra. Sinto algo doce em meus lábios secos e passo sem mesmo perceber minha língua sobre eles... Sim, definitivamente algo bem doce, minha mente porem é um pouco nebulosa e em meu estado debilitado, isso é muito suscetível, mas a nevoa em minha mente se desfaz e nesse momento chega a meu conhecimento o que seria... Sangue. Sangue humano. Pareceram décadas que eu não bebia sangue ou qualquer outra coisa.

Eu desloco meu rosto para lado, em direção ao tentador gotejar que caia em minha boca e lá estava ela.

Ayana.

Eu apenas a fito, enquanto ela continua a pingar sangue em meus lábios com uma esponja. Antes eu era demais congelado e dormente, mas no momento eu estou muito consciente de meu corpo rígido e enfraquecido.

Ela apenas me olha. De alguma maneira eu me encontro vivo... Eu não posso me ajudar e volto a fechar meus olhos, soltando um suspiro tremulo. Eu movo meu corpo apenas um pouco, eu sinto como se ele pudesse ranger como uma casa velha e meus músculos secos estão doloridos de tão secos me fazendo imóvel novamente.

Mas o pescoço de Ayana está a poucos metros de distancia, eu posso ouvir seu sangue correndo em suas veias e o som tentador de sua pulsação lenta.

Vendo meu estado debilitado, Ayana baixa sua guarda e se aproxima um pouco mais.

Apesar de meu estado enfraquecido, eu sou um Original, um Original com sangue humano em meu sistema.

Não levou muito tempo para agarrar seu corpo frágil e afundar meus dentes em sua jugular antes mesmo dela colocar dois e dois junto. Em apenas três ou quatro goles eu me senti renovado. Ainda assim, eu continuei a beber. Sinto seu corpo relaxar em meus braços e murmúrios de maldições em seus lábios, antes que ela perca a consciência.

Então finalmente, eu a solto. Seu corpo desliza de minhas mãos, caindo no chão em um som audível.

Com um gesto elegante, eu me levanto, olhando o corpo inerte no chão. Seu coração ainda bate, mas o som é baixo e eu sei que não batera muito mais tempo.

Suspiro. Eu precisava de respostas e ela era a única que poderia me dá-las. Eu mordo meu pulso, levando ele a seus lábios quase brancos e deixo meu sangue fluir em sua boca.

Ela faz um som assustado e indignado, tentando afastar minha mão, mas eu seguro sua cabeça com uma mão, enquanto com a outra eu pressiono firmemente em seus lábios. Ela luta um pouco mais com minha pressão, o que me faz um pouco irritado.

– Beba. – eu ordeno duramente, ela apenas me olha com seus olhos arregalados.

Quando eu noto seu rosto voltar a ter uma coloração mais saudável, eu retiro minha pressão sobre ela, afastando poucos passos de onde ela se encontra. Ela apenas me olha com raiva.

Eu olho seus lábios sujos de sangue e sem duvida lá contem muitas palavras aquecidas, com raiva, que ela quer me dizer.

– Quanto tempo eu estou..?

– Quase um ano.

Eu perdi um ano. Faço uma nota mental para fazer Esther pagar por isso, antes de por fim na vida do filho dela e dos traidores que ficaram ao seu lado.

Eu olho a minha volta pela primeira vez. Eu estava em uma caverna.

– Estamos em uma caverna? – eu pergunto de forma rude.

– Sim. – ela murmura.

Se eu queria respostas dela, eu teria que ser mais educado e encantador, algo que eu poderia ser quando queria, mas tão raramente queria ser.

Se ela estava me ajudando, certamente isso teria a ver com Niklaus.

– Imagino que tenha me ajudado por causa de Niklaus, estou correto?

– Sim. – ela murmura novamente.

Eu sorrio com sua resposta e me abaixo ao seu lado, colocando uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha. A tensão de seu corpo torna obvio a vontade dela de fugir, mas ela bravamente se mantem na mesma posição.

– Então acredito que eu terei que lidar com esse... Problema.

Em vez do comentário sarcástico, que eu sei que ela quer falar, ela diz audível.

– Sim, eu certamente espero que sim.

– Eu vou mata-lo, não se preocupe. Imagino que precise dessa estaca para mata-lo. – eu digo mostrando a estaca que até recentemente estava encravado em meu peito.

– Você não pode mata-lo. – ela diz simplesmente, me fazendo estreitar meus olhos em sua direção. – Klaus é um hibrido a estaca não tem efeito sobre ele.

Eu aperto meus dentes com força ao ouvi-la chama-lo pelo apelido ridículo que Niklaus havia se dado. Eu continuo olhando Ayana que apesar de mostrar desconfiança, há um desespero e uma esperança nela que facilita bastante a conversação.

Eu poderia pensar em dez outras pessoas que eu gostaria de encontrar ao acordar do que a bruxa a minha frente.

– Explique.

– Klaus não pode ser morto com a estaca. Prata cura os ferimentos e quaisquer males de um lobisomem e para matar um Original e preciso uma adaga de prata embebecido em pó de carvalho branco, e diante disso ele não poderá ser morto, pois a adaga de prata o curaria.

Eu comprimo meus lábios em uma linha fina enquanto o pensamento se afunda em minha mente. Fúria corria por todo meu corpo. Eu não poderia matar o bastardo.

Inferno!

Brevemente, sinto o desejo de transformar Ayana em pó, porém me abstenho, e sorrio para ela.

– Imagino que você tenha outro modo de isto ser feito.

– Sim. – ela pausa. – Klaus pode ser morto, mas não antes de encontrar sua companheira. – outra pausa. – Mas ela precisa entrega-los a você... Ela tem que dizer as palavras ou...

Flasch back off.

A bruxa ao leito começava a dar sinais de que iria acordar a qualquer momento. Eu olhei vagamente para ela resmungar enquanto seu rosto é banhado com lagrimas de dor.

Eu estava muito frustrado por não poder ter tido conseguido trazer o corpo de Edward junto comigo.

Eu não conseguia compreender o que havia se passado. Em um momento eu havia cravado a estaca no peito de Edward e no outro eu tinha sido lançado a metros de distancia de onde ele se encontrava. Eu havia ficado um pouco atordoado, a me ver, deitado contra o chão no meio da floresta, tendo algumas árvores quebradas de onde eu havia sido lançado.

Eu voltei cautelosamente de volta e com espanto eu vejo uma menina sentada acariciando os cabelos cor de bronze. Ela em nenhum momento olha em minha direção.

Eu vou de encontro a ela, com o pensamento firmemente em mata-la por interferi em meus planos, no entanto, uma parede invisível não me deixa chegar sequer alguns metros de onde eles se encontram. Eu apalpo a ‘parede’ invisível. Ela é bem solida. Eu forço minhas mãos, meu corpo... Mas ela não cede.

– Você não vai leva-lo. – eu ouço sua voz suave, quase melódica.

Eu olho a menina que continua a acariciar os cabelos de Edward de forma inabalável. E percebo que a menina a minha frente só podia ser uma pessoa. Ela era a Escolhida de meus filhos.

Eu não conseguia entender como ela podia criar uma barreira protetora a sua volta, ela não era uma vampira, ou eu teria sentido o seu cheiro, contudo, sua fragrância era humana, ela exalava uma fragrância deliciosa, mas humana.

– Me entregue ele, e eu deixarei que você viva.

– Não.

– Você não precisa ficar presa a eles. Sei que não é o que deseja. Eu posso acabar com seus problemas, você só precisa dizer as palavras. “Eu os entrego”.

O silencio era denso enquanto eu esperava sua resposta.

– Eu não vou entrega-los a você. – sua voz suave se faz ouvir novamente.

Maldita!

– Então, acredito que isso não me deixa outra escolha, que não seja matar você. – eu digo friamente, mas ela nada diz. Inferno! – Aproveite o pouco tempo que tem com eles. – Eu digo antes de pegar o corpo flácido da jovem bruxa aos meus pés.

Notas finais
Reviews? Recomendações? Ambos são bem vindos. Beijos e até o próximo capítulo.