Escolhida
43 Lembranças... Motivos e revelações.( Parte 1)
Notas iniciais
Sobre o capítulo...Bem,é chegada a hora de entender o motivo de Mikael ser contra seus filhos e a trama da fic, sei que muitas queriam que isso fosse revelado no inicio da estória para um entendimento melhor, mas que ficaria fora do contexto do que eu tenho em mente... espero elucidar muitas de suas curiosidades...enfim vamos a estória...
Pov Klaus.
Eu entro no carro depois de acomodar Alice no banco de trás e assim que Damon entra no carro eu o coloco em movimento em direção a antiga casa de Emily. A casa se encontrava vazia e me daria privacidade para conversar de forma adequada com a vampira que me olhava temerosa no banco de trás.
Eu queria muito saber o que ela tinha para dizer. O que ela tinha a ver com tudo isso? Qual era o seu envolvimento com Rebekah? Ou mesmo Mikael?
Eu teria que segurar minha curiosidade até lá.
Rebekah.
Eu sequer tive a oportunidade de contar a ela a verdade...
Flasch Back on.
As crianças da comunidade, que em geral brincavam e gritavam ao correr de uma tarefa ou outra fazia silencio.
O ar estava parado, como se contivesse uma tempestade há muito esperado.
Eu tinha planejado cavalgar durante toda à tarde, contudo meus planos haviam sido mudados ao ouvir um grupo de garotos entre quatorze e dezesseis anos comentarem que algumas moças havia ido ao rio nadar e eles iriam lá espiar.
Há alguns meses atrás eu teria revirado os olhos, no entanto, eu estava em meus treze anos e recentemente tive meu interesse despertado pelo sexo oposto.
Esse meu interesse tinha um nome e sobrenome.
Elena Gilbert.
Elena com seus cabelos dourados claros, olhos azuis, pele de porcelana e um sorriso angelical ocupava minha mente como meu primeiro amor juvenil, só tinha um problema... Ela tinha dezessete e era casada.
Apesar de meu corpo ser bem estruturado podendo passar por um garoto de quinze ou dezesseis, eu sabia que ela jamais teria olhos para mim, eu era jovem, mas não tolo.
Os garotos após me ‘mandarem’ para casa por ser ainda muito jovem havia seguido seu curso rumo ao rio. Eu esperei cerca de quinze minutos antes de seguir pelo mesmo caminho, alterando o rumo somente a poucos metros de onde eles estavam, ficando assim do lado oposto atrás de um grande salgueiro.
No rio estava duas ruivas e a loira que ocupava recentemente meus pensamentos.
Elas estavam alheias a sua plateia e nadavam despreocupadas com apenas suas roupas de baixo rindo e conversando animadamente.
Em um determinado momento, elas começaram a olhar em direção aos cinco garotos que nesse momento não estavam tão discretos como os próprios tolos acreditavam que estavam.
As ruivas em questão o fizeram correr rapidamente diante de sua fúria, fazendo as três rir e zombar de sua fuga. Eu não consegui escutar o que elas diziam claramente, visto que eu me encontrava distante, mas podia ter uma boa visão de onde estava.
Eu permaneci no mesmo lugar, praticamente imóvel, eu é que não queria enfrentar as duas ruivas em questão.
Voltei meus olhos à garota loira que agora despia a parte superior de suas roupas, pegando agua em ambas às mãos em forma de concha e jogava por cima dela mesma com um sorriso matreiro.
Meus olhos cresceram ao ter minha primeira experiência em ver uma mulher nua, não que ela estivesse totalmente nua, mas era o mais perto disso e não era qualquer mulher, era a mulher que eu jugava estar apaixonado.
Ela girou em volta dela mesma com o rosto virado para o sol e de repente ela olhava em minha direção com um grande sorriso.
Eu congelei. Ela tinha me visto?
Minha pergunta logo foi respondida, ao vê-la mandar um beijo em minha direção e rindo logo em seguida chamando atenção das suas companheiras.
Ela havia me visto, eu pensei ao voltar correndo de volta a minha casa.
Naquela noite meus sonhos foram povoados por imagens sensuais que me deixaram bastante excitados na parte da manhã. E assim eu tive minha primeira experiência em aliviar meu membro dolorido.
Desde então fiquei estranhamente preso entre duas coisas. Eu não era um menino, nem era um homem e estava completamente inseguro sobre o que fazer comigo mesmo.
O pior é que eu não tinha com quem conversar. Jasper, meu irmão tinha apenas três anos, meu irmão mais velho havia morrido há um ano e meu pai quase não falava comigo.
Quando o dia amanheceu, meu coração se acelerou enquanto eu entrava na cozinha e via a garota que havia estado em meus sonhos durante toda a noite.
Elena.
– Bom dia Klaus. – disse minha mãe me tirando de meu estupor. – Venha cumprimentar Elena.
– Bom dia. – eu digo incerto.
– Bom dia Klaus. – ela diz docemente. – Eu estava aqui contando sobre meu banho no rio ontem à tarde para a sua mãe.
Pânico lavado sobre mim. Ela teria contado para minha mãe sobre minha presença? Eu olho para minha mãe que no momento diz sobre os cinco garotos precisarem de uma boa reprimenda por ficar espionando, mas curiosamente nada foi dito sobre mim.
– Ah são apenas garotos, — ela diz gesticulando sua mão como se descartasse isso. — mas fico feliz que seu filho não é dado a essas coisas. – ela diz suave.
– Klaus jamais faria isso. – minha mãe confirma fazendo Elena sorrir em minha direção com os olhos luzindo diversões me fazendo engolir em seco.
Eu me sento em uma cadeira ao lado de Elena, olhando furtivamente em sua direção sem saber ao certo o motivo dela não ter contado.
Eu começo a relaxar quando elas passam a falar sobre bordados e tecidos. Momentos depois, minha mãe se levanta indo em direção ao fogão para fazer mais chá, quando eu sinto uma pequena mão repousar em minha virilha me fazendo sobressaltar.
– Então Klaus me conte gosta de nadar? – Ela me pergunta inocentemente o que é um grande contraste com sua mão que passa a me acariciar.
– E-eu... Sim, eu gosto. – eu digo olhando minha mãe que se encontra de costas para nós, ocupada em preparar mais chá, alheia ao que se passavam as suas costas.
– Esther você deveria vir conosco na próxima vez... E quem sabe Klaus possa nos fazer companhia. – Ela diz suave me olhando sugestivamente em minha direção, olhar que é perdido por minha mãe que ainda se encontra de costas. — A água estava bastante refrescante.
– Um banho de rio seria muito apreciado nesse calor, eu tenho certeza. – minha mãe responde sentando em uma cadeira a nossa frente.
Para meu alivio os movimentos da mão de Elena pararam e eu não saberia dizer se ficava feliz ou frustrado, porém sua mão permaneceu onde estava. Minha mãe não via devido a grande toalha que cobria a mesa.
Eu podia sentir o calor irradiar de sua mão para minha virilha, meu membro pulsava em ânsia para ser tocado e quando ela passa a movimentar novamente sua mão eu quase irradio satisfação. Suas caricias estavam me deixando cada vez mais excitado, um tanto confuso e constrangido. Não que eu fosse totalmente alheio ao que se passava entre um homem e uma mulher, mas isso era novo para minha mente e corpo jovem.
Eu não conseguia entender o motivo dela fazer isso? Ela se interessava por mim?
Vez ou outra ela esticava seus dedos roçando mais firmemente minha virilha, mas nunca tocando onde eu queria de fato que ela tocasse.
Eu começava a crescer impaciente e ansioso e me remexo na cadeira em busca de um contato melhor... Em vão.
– Algum problema Klaus? – minha mãe pergunta me fazendo sobressaltar em meu lugar.
– Não, nenhum problema. – eu respondo rapidamente e ela volta a contar sobre seu mais recente bordado a Elena que me olha divertida.
Então ela estava se divertido com a situação. Bem, dois podem jogar esse jogo.
Eu deslizo minha mão em sua perna indo em direção à face interna de sua coxa a fazendo engasgar com o chá que sorvia nesse instante se refazendo rapidamente. Eu apenas dou um pequeno sorriso levando aos lábios minha própria xicara.
Enquanto minha mãe decorre com seu assunto eu acaricio Elena em movimentos cadenciados e em tempos e tempos olho furtivamente em sua direção. Ela apenas ouve minha mãe atentamente e se não fosse seus suspiros quase inaudível ou a coloração em suas bochechas eu teria pensado que ela estava indiferente ao que eu fazia.
Eu aliso por pelo menos cinco minutos antes de parar qualquer movimento como ela mesma havia feito comigo anteriormente, mas diferente dela eu retiro minha mão completamente e me levanto da mesa tendo minha ereção branda o suficiente para passar despercebido dos olhos de minha mãe.
Eu me despeço, dizendo que eu tinha coisas a fazer, sem deixar de notar o olhar incrédulo de Elena com um pouco de raiva e luxúria.
Eu me sentia quase orgulhoso.
– Nos vemos a noite. – Elena diz docemente, no qual eu olho confuso.
– Elena passará alguns dias conosco até que seu marido volte de viagem. – minha mãe esclarece diante de minha confusão.
Eu olho nervoso em direção a Elena. Eu poderia ficar bem enrascado se ela tivesse intenção de continuar seu pequeno jogo. Ela apenas sorriu divertida com minha aflição.
Flasch Back off.
Eu estaciono o carro e levo Alice para dentro enquanto Damon verifica se não há ninguém nas imediações. Eu não queria que o que quer que fosse que Alice tivesse a dizer caísse em ouvidos errados.
Ela se senta em uma poltrona, torcendo suas mãos em nervosismo, e eu vou até o aparador de Emily me servindo de seu melhor whisky, me sentado de frente para ela, encostando minhas costas no sofá e tombando minha cabeça para trás, fecho meus olhos, deixando as memorias voltarem a percorrer minha mente.
Flasch Back on.
Naquela mesma noite Elena entrou em meu quarto.
Ela vestia uma camisola fina de linho quando se aproximou de mim.
A mão branca separou as cortinas em volta da minha cama e eu me mantive sentado, alarmado. Meu coração corria como se a qualquer momento ele fosse sair de meu peito.
Eu continuei a fita-la, o cabelo dourado cintilando em seus ombros, os olhos azuis que me olhava com diversão, enquanto eu permanecia calado e pasmo.
Nunca vira nada tão lindo em minha vida.
Eu tremi ao tentar falar, mas ela pôs dois dedos por sobre meus lábios.
– Silencio. – sussurrou ela olhando fixamente em mim e acenando a cabeça para o lado. Meus pais dormiam há apenas dois cômodos de distancia. A cama afundou sob o novo peso enquanto ela subia.
Mesmo em seus dezessete anos, Elena exalava sensualidade.
Meu coração martelava em meu peito em constrangimento e excitação. Ela roçou seus lábios nos meus, e eu não consegui evitar por os braços em volta dela, abraçando-a, trazendo seu corpo junto ao meu.
Medo se infiltrava em meu ser. Se meus pais nos pegassem eu estaria morto e a reputação de Elena estaria manchada, mas meu medo desaparece quando sinto seus dedos me acariciar e seus lábios tocarem meu ombro em delicados beijos. Eu queria estar com ela.
Flasch Back off.
E naquela noite eu me transformei em um homem. Penso ironicamente saindo de minhas memorias.
Eu levo aos meus lábios o copo de whisky e volto a minhas lembranças.
Flasch Back on.
Quando o dia amanheceu eu acordei em uma cama vazia, eu poderia ter acreditado que tudo que havia acontecido naquela noite tinha sido mera criação de minha mente, mas as marcas em meu peito desmentia isso.
Eu me levantei sorrindo que nem um bobo, em minha mente juvenil fazendo planos de me casar com Elena, ignorando até mesmo o fato dela já ser casada.
Eu desci as escadas rapidamente, encontrando Elena e minha mãe mais uma vez na cozinha. Eu podia me acostumar com isso. Penso alegre, alegria que desmoronou gradativamente diante do tom polido e quase frio que Elena se dirigia a mim.
E mais uma vez suas reações me confundia.
Minha mãe nesse instante diz que precisa buscar algo em seu quarto e antes que Elena se levante e me deixe sozinho eu seguro em sua mão.
– Qual é o problema Elena? – eu pergunto incapaz de esconder minha confusão e insegurança.
Ela suspira.
– Klaus o que houve ontem a noite foi um erro. Isso não vai voltar a acontecer e espero que esqueça o que aconteceu.
– Esquecer? –eu digo perplexo. A melhor noite de minha vida tinha sido um erro? – Eu não posso esquecer. Por que está agindo assim, eu pensei...
– Eu amo meu marido, Klaus. Ontem... – sua voz vacilou, antes de assumir um tom mais frio. – Ontem foi um erro, como eu havia dito. Você foi um amante maravilhoso, mas eu sou casada e amo meu marido. Não estrague isso.
E ela se foi.
Nesse mesmo dia ela foi passar alguns dias com uma prima que morava em uma cidade vizinha... Dias que logo se transformaram em meses.
Cerca de oito meses, ela retornou.
Havia tido comentários por toda a vila que seu marido havia morrido recentemente e que ela voltara a morar com sua irmã, que parecia que iria ajuda-la a criar a criança que esperava. O que pareceu surpreender muitos que ouvia tal coisa. Todos sabiam que Katherine odiava crianças e quase não tinha meios para sobreviver sozinha.
Eu ouvi quando minha mãe estava comentando com meu pai sobre sua chegada, mas meu coração já tinha sido endurecido nos meses que se passaram e não vacilou sequer uma batida ao ouvir seu nome. Levei cerca de três meses para me reerguer de meu abatimento, mas havia muitas moças, que estavam mais do que disposta a me tirar de minha tristeza.
Em principio eu havia pensando que não tinha sido um amante muito bom para prender Elena ao meu lado e com isso eu havia colocado boa parte de meu tempo aprimorando meus talentos. Eu saio de meus pensamentos ao ouvir as suplicas de minha mãe.
– Mas Mikael, nosso filho está para nascer dentro de alguns dias, você não pode adiar sua viagem? – minha mãe pergunta exasperada. Ela estava tentando persuadir nosso pai desde que ele havia dito que iria viajar por alguns dias, há cinco dias, mas ele estava irredutível. Ela apenas deu um suspiro ao ver o semblante de meu pai. – Muito bem. Espero que tenha uma boa viagem. – ela disse em demissão.
Eu nem sabia por que ela se dava o trabalho de fazer suas suplicas, meu pai só fazia o que bem queria e independentemente minha mãe cederia a seus caprichos ou suas demandas.
Dois dias após meu pai sair em viajem, minha mãe entrou em trabalho de parto de madrugada. Eu havia escutado gemidos e fui de encontro a seu quarto, hesitando ao chegar à porta, mas finalmente entrando ao ouvir seu choro abafado.
Minha mãe se encontrava na cama com um pequeno embrulho em seus braços, havia muito sangue que me deixou apreensivo, contudo ela não me permitiu chamar qualquer pessoa para vir a seu auxilio.
Eu tentei argumentar, mas nada que eu dizia a demovia de suas negativas. Eu permaneci parado sem saber o que fazer. O bebê que minha mãe segurava de encontro a seu peito não respirava e tudo que ela repetia vez ou outra era ‘minha menininha’. Eu sabia que minha mãe queria muito que fosse uma menina, já que ela já contava com três meninos, mesmo que seu filho mais velho houvesse morrido há um ano, ela ainda tinha Jasper e eu.
Eu fiquei ao seu lado oferecendo conforto da melhor maneira que eu podia. Estávamos em silencio profundo quando ouvimos o som de alguém batendo na porta da frente.
Eu olhei para minha mãe e com apenas um olhar eu desci as escadas para atender quem estava batendo a porta a essa hora da noite. Era madrugada, muito tarde para alguém estar acordado e muito cedo para o mesmo.
Em minha porta se encontrava uma Elena muito chorona e aflita com um pequeno embrulho em seus braços.
– Onde está a sua mãe?
– Lá em cima. – eu respondo automaticamente e vejo Elena passar por mim como se estivesse sendo perseguida por mil demônios, eu olho para fora esperando ver alguma coisa, e tudo que vejo é o vazio das ruas, não tendo nada fora do normal.
Eu fecho a porta e subo as escadas rapidamente ao ouvir o tom zangado de minha mãe.
– Como pode? – minha mãe quase gritava em fúria. Eu vejo Jasper no fim do corredor que olhava assustado e um pouco sonolento e vou até ele.
– Jasper volte para cama. – eu digo fazendo leve pressão para reforçar minhas palavras, empurrando ele em direção a seu próprio quarto. – Está tudo bem, eu logo venho aqui te ver, ok?
Ele balança a cabeça de forma positiva e obedece.
Eu deixo escapar um suspiro e volto para o quarto de minha mãe para encontrar as duas se encarando fixamente. Eu devo ter feito algum barulho ao entrar, pois no momento que eu entro no quarto as duas olham em minha direção.
Minha mãe me olha com raiva, preocupação e alguma coisa que eu não estou certo em compreender... Parecia resolução. Elena me olha assustada e temerosa.
– O que está acontecendo? – eu pergunto.
– Elena estava me contando como seduziu meu filho e usou-o. – minha mãe diz prosaicamente.
Eu olho em direção a Elena que brilha em fúria mal contida.
– Eu não o seduzi. – ela retruca.
– Vai me dizer que também não o usou também?
– Eu... – Elena respirou fundo, como se juntasse suas forças para voltar a falar. – Eu e meu marido estávamos com dificuldade em conceber e meu casamento estava começando a ficar abalado com isso. Ele estava pensando em me largar, então eu pensei... – ela engoliu em seco, lagrimas juntando em seus olhos.
– Então ela pensou em dormir com alguém para que assim ficasse gravida e ela pudesse dizer que esse filho era de seu marido, o que passa a ser você Klaus. – minha mãe diz olhando para mim.
E o silencio se fez presente. Eu estava atordoado com essa revelação. Ela havia me usado. Eu não tinha sido nada mais do que um meio para chegar a um fim.
– Por que eu? – eu me vejo perguntando.
– Porque você é jovem e eu pensei que não seria...
– Difícil? É essa palavra que está buscando. Que eu por ser jovem seria muito fácil levar para cama? E quanto aos meus sentimentos? Eles foram levados em consideração? – ela apenas me olha culpada, antes de desviar seus olhos para o chão. Um gosto amargo vem em minha boca.
– O que veio buscar aqui, Elena? – minha mãe pergunta cansada.
– Eu não posso ficar com a criança. Eu não a quero. – ela diz simplesmente.
Eu estava em choque. Ela não queria o próprio filho. Nosso filho. Ela anda em minha direção colocando o pequeno embrulho em meus braços como se não contivesse a hora de deixa-lo.
Eu podia ver seu cabelo dourados claro, sua pele de porcelana e seus incríveis olhos prateados. Eu mexo no coberto que a cobre e percebo que fora o fato da coberta que a encobre não há nenhuma roupa em torno de seu corpo.
Uma menina. Eu tinha uma filha.
– É uma menina... – eu digo a ninguém em particular.
Antes que eu perceba Elena sai do quarto às pressas, deixando nossa filha em meus braços, enquanto eu ouço a porta da frente bater em um som audível no andar de baixo.
– Posso vê-la? – eu saio de meu estupor com a pergunta de minha mãe e a levo até o seu leito no qual deposito em seu colo delicadamente a menina em meus braços. – Ela é linda. – Ela suspira, acariciando a mão diminuta entre seus dedos. – Klaus, se alguém descobre sobre isso... Se seu pai descobre... – Meu pai a colocaria para adoção sem sequer um segundo pensamento e eu não teria como ficar com ela em minha tenra idade. – De agora em diante ela será sua irmã. – ela diz com determinação luzindo em seus olhos.
Eu olho nos olhos de minha mãe compreendendo o que ela dizia e aliviado com o desfecho que ela me oferecia.
– Obrigada, mãe.
– Como acha que ela deve se chamar?
Eu olho a menina nos braços de minha mãe que começa a procurar seu seio em busca de leite e acaricio sua cabeça.
– Rebekah. Seu nome será Rebekah.
Flasch Back off.
– Estamos sozinhos. – Damon diz entrando na sala.
– Então podemos dar inicio. Pronta Alice? – eu digo sorrindo friamente em sua direção.
Notas finais
Ps: Para as leitoras fantasmas...sei que muitas não tem tempo para deixar um review, mas ficaria muito muito feliz se pelo menos deixasse uma recomendação em apreciação, visto que não podem colocar um comentário nos capítulos postados...Eu ficaria muito feliz com o gesto.
Fale com o autor